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MG tem 2.949 mortes infantis em 2024, queda de 6,8% no ano

O Brasil registrou, em 2024, o menor número de óbitos de crianças de 0 a 4 anos nos últimos três anos. Foram 35.450 óbitos, uma redução significativa em comparação aos 37.952 de 2023 e aos 38.540 de 2022. Segundo dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, e compilados pela ONA (Organização Nacional de Acreditação), essa queda de 8,02%, de 2022 a 2024, na mortalidade infantil mostra que o país tem avançado na proteção das crianças. Apesar do cenário evolutivo, especialistas alertam para a necessidade de fortalecer ações voltadas à segurança do paciente infantil, sobretudo na prevenção de causas evitáveis, como infecções, desnutrição e doenças imunizáveis.

 

Cenário por região brasileira – Em 2024, o estado de Minas Gerais registrou 2.949 óbitos infantis. Embora o número esteja em queda – quando comparado aos anos anteriores (3.148 em 2023 e 3.189 em 2022) — a região Sudeste, como um todo, concentra o maior volume de casos, com 12.465 registros no último ano. No Nordeste, foram relatados 10.442 óbitos, enquanto o Norte, Sul e Centro-Oeste registraram, respectivamente, 4.992, 4.230 e 3.321 mortes.

Os especialistas concordam que, apesar dos números estarem melhores, é fundamental manter a vigilância constante e investir em melhorias contínuas no cuidado à saúde infantil. As principais causas de óbitos são: síndrome da morte súbita na infância, fatores maternos (características da mãe como idade e estilo de vida) e perinatais (eventos que possam ocorrer durante a gravidez, parto e pós-parto), asfixia, infecções, desnutrição, anemias nutricionais, doenças imunizáveis, malformações congênitas, e causas externas — muitas vezes podem ser evitadas com uma assistência adequada, fortalecimento da atenção básica e cuidados hospitalares de qualidade.

A importância da capacitação e do cuidado humanizado — Gilvane Lolato, gerente geral de Operações da Organização Nacional de Acreditação (ONA), destaca que a capacitação contínua das equipes de saúde é essencial. “Garantir a adesão aos protocolos de segurança, como a correta identificação dos pacientes, o uso seguro de medicamentos e a prevenção de infecções, faz toda a diferença. Além disso, criar ambientes hospitalares acolhedores e seguros é fundamental para proteger nossos pequenos, especialmente, os recém-nascidos e crianças com condições crônicas”, afirma.

A redução dos óbitos infantis é resultado de esforços coordenados do sistema de saúde, incluindo campanhas de vacinação, acesso ao pré-natal, incentivo ao aleitamento materno e acompanhamento pediátrico. Essas ações comprovadamente promovem a saúde, previnem complicações e salvam vidas.

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