Bocaiúva Celebra Família de Henfil com Exposição “Balaio Mineiro”

A cidade de Bocaiúva, no norte de Minas Gerais, será palco de um dos mais emocionantes projetos de memória do país, a exposição permanente “Balaio Mineiro – Memória de uma Família Brasileira”. O lançamento ocorre no dia 23 de maio de 2025, e é uma celebração da herança cultural, política e afetiva da família dos irmãos Henfil (Henrique de Souza Filho), Betinho (Herbert de Souza) e Chico Mário (Francisco Mário) – nomes emblemáticos da cultura e da cidadania brasileiras, filhos de Maria da Conceição. A exposição marca a inauguração do Centro de Memória Casa Figueiredo Souza,localizado no Complexo Cultural e Turístico Estação Ferroviária de Bocaiúva, e integra a primeira edição da Mostra Estação ArteCidadania, que segue até 25 de maio com intensa programação cultural.

A exposição “Balaio Mineiro – Memória de uma Família Brasileira” é fruto de um cuidadoso trabalho de resgate histórico e afetivo, e é inspirada no livro homônimo de Wanda Figueiredo, uma das filhas de Dona Maria. Com 672 páginas, a obra mergulha nas experiências da família Figueiredo Souza, entrelaçando relatos íntimos, documentos e lembranças que atravessam os grandes eventos da história brasileira do século XX, como o golpe de 1964, o exílio, anistia, a redemocratização, a epidemia da Aids e a campanha contra a fome. A narrativa revela não apenas os feitos dos irmãos Henfil, Betinho e Chico Mário, mas também destaca aimportância das mulheres da família, que sustentarampilares e esculpiram os alicerces dos valores que caracterizam essa história. Também é inspiração para o projeto o livro “A Lista de Alice”, onde Betinho relembra a cidade da sua infância, etraz o conceito da Pequena e Grande Bocaiúva: “o fato é que onde exista uma pessoa nascida em Bocaiúva, define-se uma extensão territorial para além das fronteiras do município”.

A exposição, idealizada por Regina Souza, neta de Dona Maria, nasce do acervo afetivo das mulheres da família, composto por cartas, fotos, documentos e objetos guardados por décadas. Regina, cantora,compositora, atriz e produtora, descreve a exposição como um reencontro da memória com o presente, um museu de afeto e um gesto político.“Esta casa é mais do que um espaço expositivo — É a história de uma, das muitas famílias brasileiras, que lutaram e ainda lutam pela liberdade, democracia e justiça social no país”, afirma ela.

O Espaço Onde Vive a Memória

A Casa Figueiredo Souza, que abriga a exposição, é uma casa anexa ao Complexo da Estação, cedida e restaurada pela Prefeitura Municipal de Bocaiúva. A expografia foi criada por Clarissa Neves e Paulo Waisberg a partir da proposta de Regina Souza, idealizadora do projeto, que também assina a direção artística e a curadoria da exposição. O trabalho contou com a colaboração de Yuri Ricardo, co-curador,  pesquisa histórica realizada por Regina, Yuri e Patrícia Lucchesi, e design de Cláudio Santos e Victor Reis.A produção da exposição é de Alexandre Tavera e Regina Souza. A mostra está organizada em cinco salas/núcleos temáticos, que conduzem o visitante por uma experiência sensorial e afetiva.Em“Pequena Bocaiúva”, as raízes da família Figueiredo Souza são recriadas por meio de elementos simbólicos que evocam memória e afeto: cortinas feitas de sacos de arroz, um ferro de brasa e outros objetos que remetem ao encontro entre Maria da Conceição Figueiredo e Henrique José de Souza, na Bocaiúva de 1923. A ambientação inclui ainda uma árvore genealógica, fotos e expositores que traçam a trajetória da família. A metáfora do “Ouro do Cerrado” — nome dado ao pequi, fruto típico do Norte de Minas e querido por gerações da família — traduz a riqueza cultural e afetiva que brota dessa história. Em “Três Irmãos de Sangue”, totens biográficos narram as trajetórias marcantes de Henfil, Betinho e Chico Mário. A sala retrata tambéma ditadura militar no Brasil, o exílio, anistia e o movimento Diretas Já . O “Cine Glória” homenageia o antigo cinema mudo de Bocaiúva, que teve como um dos fundadores o patriarca da família, Seu Henrique, com exibição do documentário Três Irmãos de Sangue e filmes sobre a família.

Em “Cinco Filhas de Maria”, a força feminina é celebrada com armários dedicados a cada uma das filhas da matriarca, onde estão inscritos os nomes das filhas de Dona Maria, uma síntese de suas trajetórias, reafirmando as mulheres como a força inspiradora e formadora daquela casa. Na parede, a frase: “quem tem mãe, não tem medo”, que Henfil dizia no programa que fazia, o TV Homem, veiculado pela TV Globo na década de 80. “Mãe Coragem” apresenta o afeto e o trabalho de Dona Maria, em um ambiente íntimo e simbólico. Ali, um fogão a lenha e prateleiras que são ocupadas por potes de vidro iluminados com retratos. No fundo da parede, a receita do tradicional biscoito de farinha de Dona Maria — citado em várias cartas trocadas entre os familiares como símbolo de saudade e união — divide espaço com uma carta manuscrita de Betinho. “Essa cozinha representa a memória da comidae das conversas em volta da mesa, tão comuns na nossa história. E o biscoito de farinha, que é feito com polvilho e cará, é praticamente um personagem, um elo entre a Vovó, seus filhos e filhas”, conta Regina.

Essa exposição é também um grito contra o esquecimento, reforça a idealizadora. No livro, Wanda alerta sobre a invisibilidade das mulheres na própria história familiar: “Onde ficávamos nós, as irmãs dos famosos? Em lugar nenhum. Solenemente ignoradas. E, no entanto, as mulheres sempre haviam segurado a barra da família”. É com esse olhar que Regina constrói a exposição. “As mulheres tiveram um papel importantíssimo na história da família, a começar com a minha avó, que decidiu sair do interior de Minas, contra a vontade do meu avô, para que as filhas e filhos pudessem estudar, e os filhos, hemofílicos, pudessem ter os cuidados de saúde necessários, numa época em que não se tinha muita informação sobre essa doença.É importante que o nome de cada uma delas seja reconhecido na trama desse balaio.

Três Irmãos de Sangue: o legado político, artístico e humano de Henfil, Betinho e Chico Mário

Henrique de Souza Filho, o Henfil, destacou-se como um dos mais influentes cartunistas brasileiros, utilizando o humor como ferramenta de crítica política, inclusive durante o regime militar. Jornalista, escritor, colaborador do jornal “O Pasquim”, criou personagens emblemáticos como os fradinhos Baixim e Cumprido, a turma da Caatinga, com a Graúna, Bode Francisco Orelana, o Capitão Zeferinoa Onça Glorinha, o Orelhão, Ubaldo o Paranóico e os personagens que representavam as torcidas de futebol, entre eles o Urubu, Bacalhau e Pó-de-Arroz.

Herbert de Souza, conhecido como Betinho, foi um sociólogo e ativista que se destacou por sua luta contra a fome e a miséria no Brasil. Foi um dos fundadores da AP (Ação Popular), militante da JUC, exilado político e virou símbolo da anistia, através da música “O bêbado e a equilibrista”, de João Bosco e Aldir Blanc, com o verso: “Meu Brasil, que sonha, com a volta do irmão do Henfil, com tanta gente que partiu, num rabo de foguete”. Na volta do exílio, fundou o Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase) em 1980 e liderou várias campanhas. A “Ação da Cidadania contra a Fome, a Miséria e pela Vida”, criada por ele na década de 1990, segue mobilizando a sociedade civil em prol da justiça social. Também criou a ABIA, a Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS, que atuou para que houvesse o controle dos bancos de sangue no país.

Francisco Mário, conhecido Chico Mário, foi um compositor e violonista que contribuiu significativamente para a música brasileira. Iniciou seus estudos musicais aos cinco anos e, ao longo de sua carreira, lançou cinco discos autorais, ganhou o Prêmio Chiquinha Gonzaga de melhor disco instrumental com “Conversa de Cordas, Couros, Palhetas e Metais.  Chico Mário foi um dos precursores da música independente no Brasil, e numa época em que o mercado da música era dominado pelas grandes gravadoras multinacionais,utilizou a venda antecipada para produzir seus álbuns, como o “Revolta dos Palhaços” em 1980. Ele também desenvolveu o “Método Musical por Cores para Crianças”, uma abordagem inovadora para o ensino musical para a época, que depois foi utilizado por grandes marcas de brinquedos.

Os três irmãos, todos hemofílicos, contraíram o vírus HIV em transfusões de sangue e faleceram em decorrência da AIDS: Henfil em 1988, Chico Mário no mesmo ano e Betinho em 1997. Suas trajetórias, marcadas por talento, coragem e compromisso social, continuam a inspirar gerações.

As Mulheres do Balaio: As Guardiãs da Memória Brasileira

Na história da família Figueiredo Souza, as mulheres desempenharam papéis fundamentais que, embora muitas vezes eclipsados pela fama de seus irmãos, foram essenciais para a formação dos valores humanitários e culturais que marcaram a trajetória familiar.

Zilah, foi militante ativa da Ação Católica, e a responsável por levar Betinho para o movimento que influenciou sua formação política. Participou da Pastoral de Direitos Humanos da Igreja do Carmo, em Belo Horizonte, da frente de Defesa da dos Direitos da Criança de do Adolescente e do Movimento Feminino da Anistia Internacional. Zilah dá nome a importantes espaços em Belo Horizonte, em reconhecimento à sua atuação na defesa dos direitos humanos: o Conjunto Zilah Spósito, no bairro Jacqueline, o Centro de Defesa da Criança e do Adolescente Zilah Spósito, localizado na Igreja do Carmo, e a Rua Zilah Spósito, na região Norte da capital.

Filomena, carinhosamente chamada de Filó, dedicou-se à fotografia, registrando momentos íntimos e cotidianos que hoje são preciosos documentos históricos da vida familiar. Foi revisora do livro “Balaio Mineiro” e atualmente dedica-se ao cuidado da irmã mais velha, Maria Cândida, com 99 anos. Tanda, como é chamada, teve atuação destacada na área social e comunitária. Foi coordenadora de pastorais e do Comitê da Ação da Cidadania da Igreja do Carmo, em Belo Horizonte.

Wanda Figueiredo, jornalista, assistente social e escritora, destacou-se como uma das precursoras da crônica autobiográfica no Brasil, utilizando sua escrita sem pontuação, que causou grande reboliço na literatura, na década de 70, com seus livros Aqui São Paulo, Aqui Rio e Aqui Canoa Quebrada. Para narrar a história da família em seu livro “Balaio Mineiro — Memória de uma Família Brasileira”, Wanda assumiu o tom de uma narrativa documental e poética.

Maria da Glória, conhecida como Glorinha, possui uma formação diversa, em cursos como sociologia, história, moda, turismo e hoje, aos 85 anos, formou-se em direito. Atuacomo voluntária em diversos movimentos, principalmente na Ação da Cidadania Contra a Miséria e Pela Vida.

Por trás de toda essa história, a matriarca, Maria da Conceição Figueiredo Souza, que com sua força, cuidado e dedicação sustentou a família e transmitiu valores que seriam fundamentais para a formação ética de seus filhos e filhas. A exposição “Balaio Mineiro” reconhece e celebra essas mulheres como pilares da memória e da identidade brasileira, destacando suas contribuições muitas vezes esquecidas na história oficial. Maria completaria 119 anos exatamente na data de estreia da exposição, 23 de maio. O gesto é mais que simbólico — é a consagração de uma história que atravessa o século XX e que ajudou a escrever páginas essenciais da democracia, da cultura e da cidadania brasileiras.

Bocaiúva em Cena: Uma estação para artes, ideias e transformação social

Durante os dias da Mostra Estação ArteCidadania, o Complexo da Estação Ferroviária de Bocaiúva também será tomado por uma programação cultural diversa, com oficinas, shows, teatro, exibições de filmes, a instalação da Livraria da Estação e Feira Artesanato eGastronomia.

Chico Pelúcio (Grupo Galpão – BH) ministrará oficina sobre jogo cênico; Márcia Charnizon (BH) falará sobre fotografia e redes sociais; e Marcos Souza (RJ), filho de Chico Mário, conduzirá uma oficina de trilha sonora para audiovisual. O Cine Glória, instalado na própria casa da família, irá exibir filmes como “Três Irmãos de Sangue” e a “A Zeropeia”, entre outros. Patrícia Lucchesi e Tiago Teixeira, doutora e doutor em Filosofia, farão uma palestra inspirada no livro “Ética e Cidadania”, de Betinho. Regina Souza, Maria da Glória, Filomena, Marcos Souza e Ivan Souzafazem uma roda de conversa sobre o livro Balaio Mineiro e histórias da família. Na música, show “Laura Catarina Canta Vander Lee” (BH) e “A outra banda da lua” e “Samba na Origem” com Jukita Queiroz, ambos de Montes Claros/MG.  No teatro o Grupo CantaquiContaculáfará a estreia do espetáculo infantil “A Zeropeia”, inspirado no texto de Herbert de Souza, e Cia. de Cá apresenta o espetáculo “Vivenças”, os dois gruposde Montes Claros. Haverá também apresentações de música e dança do Ponto de Cultura de Bocaiúva, Acomsol. E para a abertura do evento, o “Terno de Catopê Nossa Senhora do Rosário” e o grupo “Amigos em Seresta”, ambos de Bocaiúva.

“Esse centro de memória é o intercâmbio da Pequena Bocaiúva com a Grande Bocaiúva, e é também uma casa com um coração aberto, um convite para todos que querem fazer da memória um caminho para a cidadania”, afirma Regina.

Mais do que uma homenagem, “Balaio Mineiro” é um dispositivo de educação, identidade e transformação social. É um convite à reflexão sobre a memória como prática viva e política. Assim como existe a Casa de Juscelino em Diamantina, o Museu Casa Guimarães Rosa em Cordisburgo e a Casa de Drummond em Itabira, Bocaiúva agora também entra no mapa nacional da cultura com o Centro de Memória Casa Figueiredo Souza.

A exposição “Balaio Mineiro – Memória de uma Família Brasileira” estará aberta para visitação com entrada gratuita a partir do dia 23 de maio, data de sua inauguração oficial em Bocaiúva. Após esse lançamento, a Casa Figueiredo Souza funcionará como um espaço de memória viva, com uma programação contínua que irá incluiroficinas, encontros literários, apresentações artísticas e atividades educativas, reforçando seu papel como um centro cultural permanente e pulsante no norte de Minas Gerais.

Programação 23, 24 e 25 de Maio 2025

Dia 23/05 (Sexta-feira)

  • 19h – Apresentação do Terno dos Catopês Nossa Senhora do Rosário e São Benedito (Bocaiúva/MG).
  • 20h – Solenidade de abertura da Mostra Estação Arte Cidadania de Bocaiúva com inauguração do Centro de Memória Casa Figueiredo Souza e a exposição “Balaio Mineiro, memória de uma família brasileira”.
  • 21h – Apresentação do Grupo Amigos em Seresta (Bocaiúva/MG).
  • Abertura da Livraria da Estação:

Um espaço dedicado à produção literária da família Figueiredo Souza. Em destaque, o livro Balaio Mineiro — Memória de uma Família Brasileira, de Wanda Figueiredo; o recém-lançado Autista aos 54, de Lufa (Luiz Fernando Souza Spósito, sobrinho de Wanda); Atrás do Biombo — Conversando com Chico Mário, de Nívia Souza, viúva do compositor Francisco Mário; além de títulos de Henfil e publicações da Ação da Cidadania.

  • Abertura da Feira de Artesanato e Gastronomia:

Reunindo expositores locais, a feira promove a economia criativa e valoriza as tradições da região.

Dia 24/05 (Sábado)

  • 9h às 12h – Oficina: Retratando quem? Pensamento e criação de imagens nas mídias sociais– Com a fotógrafa Márcia Charnizon (Belo Horizonte/MG).
  • 9h às 12h – Oficina: A música como linguagem audiovisual – Com Marcos Souza, compositor de trilha sonora para cinema (Rio de Janeiro/RJ).
  • 13h às 16h – Oficina: O jogo como fundamento – Com Chico Pelúcio, ator, diretor e um dos fundadores do Grupo Galpão (Belo Horizonte/MG).
  • 16h – Palestra: Ética e Cidadania – um diálogo com Betinho, com Patrícia Lucchesi, doutora em Filosofia Antiga pela UFMG e Thiago Teixeira, doutor em Filosofia pela PUC Minas (BH). Inspirada no livro Ética e Cidadania, do sociólogo Herbert de Souza, a palestra propõe uma reflexão histórico-filosófica sobre os valores éticos e o exercício da cidadania.
  • 18h – Teatro infantil: Grupo CantaquiContaculá, com estreia do musical “A Zeropeia”, inspirado no livro de Herbert de Souza e músicas originais do CD “A Zeropeia (Montes Claros/MG).
  • 19h – Apresentação de dança e música do Ponto de Cultura Acomsol (Bocaiúva/MG).
  • 20h – Show: Samba na Origem, com Jukita Queiroz (Montes Claros/MG).
  • Exibição permanente de filmes no Cine Glória, uma das salas do Centro de Memória Casa Figueiredo Souza, entre eles, o documentário “Três Irmãos de Sangue” (direção de Angela Patrícia Reiniger) e a animação “A Zeropeia”, uma história de Herbert de Souza, o Betinho (direção de Rodrigo Ribeiro Guimarães).

 

Dia 25/05 (Domingo)

  • 9h às 12h – Oficina: Retratando quem? Pensamento e criação de imagens nas mídias sociais– Com a fotógrafa Márcia Charnizon (Belo Horizonte/MG).
  • 9h às 12h – Oficina: Trilha Sonora para audiovisual – Com o compositor Marcos Souza, (Rio de Janeiro/RJ).
  • 13h às 16h – Oficina: Teatro, o jogo como fundamento – Com Chico Pelúcio, ator, diretor e um dos fundadores do Grupo Galpão (Belo Horizonte/MG).
  • 17h – Roda de conversa com Regina Souza, idealizadora da Exposição Balaio Mineiro e da Mostra Estação Arte Cidadania, Maria da Glória e Filomena, filhas de Dona Maria, Marcos Souza, filho de Chico Mário e Ivan Souza, filho de Henfil.
  • 18h – Show: Laura Catarina Canta Vander Lee (BH, MG).
  • 19h- Teatro: Cia. de Cá com o espetáculo “Vivenças” (Montes Claros/MG).
  • 20h– Show: A Outra Banda da Lua (Montes Claros, MG).

SERVIÇO
Mostra Estação Arte Cidadania, de 23 a 25 de maio / Exposição Permanente “Balaio Mineiro – Memória de uma Família Brasileira”
Local: Casa Figueiredo Souza – Complexo Cultural e Turístico Estação Ferroviária, Bocaiúva (MG)
Inauguração: 23 de maio de 2025
Horário: 19h
Entrada gratuita

Instagram: @mostra.estacaoartecidadania e @casa.figueiredosouza

Underground Blues Jam

A tradicional Underground Blues Jam, criada pelo músico e produtor Eduardo Sanna, está comemorando uma década de sucesso em grande estilo. Desde dezembro de 2024, o evento ganhou um novo lar no Underground Black Pub, um dos principais redutos da cena rock e blues de Belo Horizonte.

Reconhecida como referência para músicos e amantes do gênero, a Jam conta com o apoio da Rota do Blues e da Marques Produções, comandada pelo guitarrista e produtor cultural Bruno Marques. O evento acontece uma vez por mês e atrai desde veteranos até novos talentos que desejam vivenciar a autenticidade do Blues.

A próxima edição será nesta quinta-feira, dia 22 de maio, com uma noite especial que promete agitar o público. Os convidados da vez são dois grandes nomes da cena local:
• Auder Junior, guitarrista e líder da banda Audergang, também conhecido por suas apresentações com a poderosa Led III.
• Khadu Capanema, um dos vocais mais marcantes de BH, é vocalista e baixista das bandas Led III e Cartoon, presença constante nos maiores palcos da capital.

Ambos se juntam à banda anfitriã Little Butter, que conduz a jam e dá espaço para outros músicos convidados subirem ao palco em participações espontâneas.
Mais do que um show, a Underground Blues Jam é um verdadeiro ponto de encontro para quem respira música. Um espaço de troca, celebração e criação, onde novas bandas nascem e parcerias se fortalecem ao som envolvente do Blues.

O Underground Black Pub completa a experiência com seu ambiente temático — inspirado no universo Rock, Blues, Hot Rod e Pin-Up — e um cardápio variado, que inclui comida de boteco, churrasco e promoções de bebidas.

Underground Blues Jam
Little Butter, Auder Jr. e Khadu Capanema
22 de maio (Quinta-feira)
Abertura da casa às 19h30 | Início da Jam às 20h30
Underground Black Pub – Av. Itaú, 540 – Dom Cabral
Entrada gratuita (não é necessário retirar ingresso)
Acesse: @undergroundblackpub

“Que o Blues é o pai do Rock, todo mundo sabe!”
Venha sentir essa conexão de perto e mergulhar na alma do Blues em uma experiência única.

Exposição com artistas das APAEs de Minas termina sábado

Após seis meses de exibição no Vale do Cuiabá, em Petrópolis (RJ), a exposição “Ateliê Arte Lavrinha” se despede da galeria da Estação Jaqueira neste sábado, 24 de maio, das 15h às 18h, com a presença de artistas, curadores e convidados. A ocasião marca o encerramento de um projeto que trouxe ao público da região e de outras cidades um conjunto expressivo de obras produzidas por cinco artistas com deficiência – Francisco Laurentino da Cunha (Catita), Ivanir de Carvalho Silva, Maria Aparecida da Silva (Cida), Rosineia da Silva e Luciano Amaral Capistrano – integrantes do ateliê homônimo localizado na Serra da Mantiqueira, em Minas Gerais, com vínculos com APAEs da região.

Com curadoria de Nietta Monte, Carlos Feijó e Deni Cláudio de Carvalho, a mostra propôs ao longo de sua permanência diversas reflexões sobre os limites e alcances da arte contemporânea, especialmente no que diz respeito à visibilidade de artistas com deficiência nos circuitos expositivos. “Nosso papel curatorial foi o de oferecer escuta, afeto e espaço. Deixar que as obras falassem por si – e elas falam alto, com beleza e potência”, afirma Nietta Monte.

Indicada ao Prêmio Maestro Guerra-Peixe de Artes Visuais, a exposição apresenta uma produção marcada pela liberdade formal. “Estar diante da produção do Arte Lavrinha é se reconectar com o essencial da arte contemporânea: o gesto livre, a experimentação, o prazer de criar sem amarras”, comenta Carlos Feijó.

Dividida em dois núcleos, a exposição percorre suportes variados – pinturas, desenhos, recipientes de vidro, máscaras em papietagem e esculturas em cabaças – articulando temas como paisagem, tempo, espiritualidade e as relações entre o humano e o natural. Assim, o percurso expositivo se desdobra em poéticas que nascem da experiência direta com o território e com os materiais disponíveis, como argilas, vidros reciclados e outros elementos.

Para Deni Cláudio, artista-educador do ateliê homônimo, a mostra reafirma o vínculo entre arte, território e individualidade. “Essa exposição foi uma extensão do que vivemos cotidianamente na Mantiqueira: um fazer artístico com respeito à diversidade e à singularidade de cada participante.”

Durante a finissage, com entrada gratuita, a Estação Jaqueira receberá os artistas participantes para um momento de troca com o público. A programação inclui uma oficina conduzida por Deni Cláudio, com a presença de Leandro Kronenberger, à frente da Secretaria da Pessoa com Deficiência e da Secretaria de Esportes e Lazer, e de um grupo de pessoas com deficiência convidadas.

Ao longo da tarde, o público poderá assistir também a dois vídeos produzidos especialmente para a ocasião, que documentam os bastidores do ateliê e o percurso formativo dos artistas.

Mais sobre os curadores da exposição

Nietta Lindenberg do Monte é carioca, idealizadora da Estação Jaqueira, professora de língua portuguesa e literatura e Mestra em Educação. Durante décadas, coordenou o programa “Uma experiência de Autoria”, voltado à formação de professores indígenas no Acre, organizando publicações em línguas indígenas e em português. Participou da formulação da política nacional de educação escolar indígena, junto ao Ministério da Educação, nos anos 1990. Atua em projetos de formação em diversas regiões do Brasil, com artigos e livros publicados no país e no exterior.

Carlos Feijó, também carioca, é artista plástico, curador e coordenador artístico da Estação. Autor do livro “Artesãos da Sapucaí”, já expôs no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e no exterior. Com forte atuação no carnaval e nas artes visuais, acompanha de perto o desenvolvimento dos cursos e das práticas formativas da Escola Galpão, iniciativa da Estação Jaqueira.

Deni Cláudio é libertense, artista-educador no Ateliê Arte Lavrinha, em Minas Gerais, com trajetória dedicada ao desenvolvimento de práticas artísticas acessíveis e inclusivas. Sua atuação é marcada pela integração entre arte, educação e território, promovendo o protagonismo de pessoas com deficiência em processos de criação e expressão artística.

Serviço – Finissage da exposição “Ateliê Arte Lavrinha”
Data: 24 de maio (sábado)
Horário: 15h às 18h
Local: Estação Jaqueira – Estrada Ministro Salgado Filho, 2781, Vale do Cuiabá, Petrópolis
Mais informações e confirmação de presença: WhatsApp (21) 97205-2041 | Instagram: @estacaojaqueira2020
Entrada gratuita

BeFly Hall promove eventos infantis marcantes na capital

Com infraestrutura de ponta, segurança e adaptações no espaço físico, espaço tem se destacado ao receber grandes eventos para todas as idades

O BeFly Hall, localizado em Belo Horizonte, tem se destacado como um dos principais pontos de lazer infantil na cidade, oferecendo uma programação diversificada de eventos para toda a família. Somente no ano passado, a casa de shows recebeu dezenas atrações voltadas a esse público como, por exemplo, os fenômenos nacionais Lucas Netto, Turma do Problems e Natan Por Aí – que levaram milhares de pequenos às agendas lotadas.

Com foco em entretenimento para todas as idades, a casa de shows tem atraído crianças e pais nos espetáculos, que encantam pela organização e cuidado nos detalhes. Felipe Assis Mariano de Castro, Gerente Geral do BeFly Hall, celebra o impacto positivo dessas iniciativas. “É uma alegria enorme receber as crianças e seus familiares em nosso espaço. Cada evento é uma oportunidade de criar lembranças afetivas inesquecíveis, reforçando laços e tornando o BeFly Hall parte dessas experiências especiais”, destaca.

A infraestrutura do local foi projetada para garantir o máximo de conforto e segurança. Com climatização em todas as áreas, elevadores, banheiros modernos e um espaço dedicado à alimentação, o BeFly Hall se preocupa em oferecer uma experiência prática e agradável para os visitantes. Além disso, o espaço conta com enfermaria e equipe de segurança treinada, transmitindo tranquilidade aos pais durante as agendas.

O BeFly Hall também se destaca pela inclusão, com adaptações que garantem acessibilidade plena para pessoas com mobilidade reduzida e atendimento especializado para quem possui necessidades específicas. Théo Carvalho, 9 anos, é um desses exemplos:

“O Théo é uma criança cadeirante que frequentemente vai a espetáculos infantis no BeFly Hall. Aqui, ele sempre encontra uma equipe atenciosa: da recepção à pista somos guiados com toda gentileza e respeito à prioridade, que pessoas com deficiência devem ter. Ele se diverte muito. Ter elevadores funcionando, espaço na frente do palco reservado e pisos planos é um conforto para quem tem mobilidade reduzida”, destaca Larissa Ribeiro, mãe do pequeno.

Dessa forma, a casa se posiciona como referência em eventos familiares, combinando entretenimento, estrutura de qualidade e um ambiente acolhedor para todas as idades. “A nossa estrutura é pensada para todos os públicos, de forma que é possível formatar experiências condizentes com as demandas, tanto das atrações quanto de quem frequenta. Independente da faixa etária, é sempre um prazer criar conexões e receber nossas atrações com todo o conforto que o público merece”, conclui o gerente.

 

 

Peça de Augusto Cury volta ao teatro em BH neste sábado

Em seu quarto ano em turnê pelo Brasil, Maximiliana Reis e Nizo Neto protagonizam a história. A direção é de Rogério Fabiano.

O espetáculo “Nunca desista dos seus sonhos” do escritor Augusto Cury será apresentado no dia 24 de maio (sábado) no Centro Cultural Unimed BH Minas, os ingressos estão sendo vendidos através do site Sympla.
“Vale a pena viver a vida, mesmo quando o mundo parece ruir aos nossos pés. Para isso, devemos usar nossos sonhos para temperar a existência, nossas dores para nos construir e não para nos destruir”. Esse pensamento de Augusto Cury, médico psiquiatra e considerado o autor mais lido da década, nos dá apenas um aperitivo do que o público pode esperar ao assistir à comédia reflexiva “Nunca desista de seus sonhos”. A peça, baseada no livro homônimo de Cury, propõe ao público uma viagem de autoconhecimento, reflexão sobre a sua própria vida e sobre a necessidade de uma orientação psicológica diante de problemas autossabotadores, além do entendimento de seus sonhos como objetivos a serem buscados em qualquer tempo, mas de forma alegre e divertida.

No palco, os protagonistas Maximiliana Reis e Nizo Neto experimentam uma verdadeira salada de emoções, indo do riso à angústia, passeando por mensagens de resiliência, motivacionais e de muita esperança. Em busca da felicidade, mesmo quando tudo parece dar errado. “Devemos gritar em silêncio que os melhores dias estão por vir, enfrentar os períodos mais tristes da vida não como pontos finais, mas como vírgulas para continuar a escrever nossa trajetória”, completa Cury, que adaptou o texto para a linguagem do teatro, ao lado de Ingrid Zavarezzi. A direção é assinada por Rogério Fabiano.

A trama tem como ponto de partida a psicóloga Carol, de 60 anos, adepta da metodologia do Dr. Cury, que tem sucesso com seus pacientes, mas mal consegue administrar a sua vida, que é uma verdadeira comédia dramática romântica. Em cena, a mulher seduzida por um homem mais jovem; a típica adolescente, da geração Z, que acha a mãe “sem noção”, pegando no seu pé; o empresário engraçado, que se acha um azarado nos negócios; a correria doméstica do dia a dia de uma mãe separada; a senhora que faz tudo de sua vida um drama, mas, na verdade, são questões solucionáveis e que levam o público à gargalhada; entre outros tipos engraçados que fazem humor da tragédia. A história ainda mistura ficção com situações reais. Passagens de vida do próprio Cury, de Abraham Lincoln, Martin Luther King e Jesus Cristo ilustram a produção. Como, por exemplo, numa cena em que o Dr. Augusto Cury (vivido por Nizo Neto) conversa com o neto.

“É uma obra que fala sobre a importância de sonhar com disciplina, tomar as rédeas da vida, entender que nosso universo pessoal não é uma ilha e que isso vale para todas as gerações. Grandes figuras da história da humanidade vivenciaram as mesmas dúvidas e problemas que nós, hoje, vivenciamos, e nossos personagens também”, detalha a autora e roteirista Ingrid, que, em 25 anos de carreira, coleciona trabalhos na TV, no teatro e na web. Entre os destaques: escreveu o seriado “Beijo me liga” para o Multishow (vencedor do prêmio Converge Mobile Marketing); foi autora de “Malhação conectados (Globo); e para a web, escreveu para o canal de humor teenager “Planeta das gêmeas”, com milhões de visualizações. Ela ainda recebeu o prêmio Profissão Entretenimento IATEC/ SENAC/ TV Globo na categoria Roteiro.

Sobre os atores e a palavra do diretor
Para Maximiliana Reis, muitas mulheres irão se identificar de imediato com a sua personagem. “Carol é o espelho de muitas mulheres guerreiras no Brasil e no mundo, que sofrem as pressões dos altos e baixos da vida. Mas não perde a esperança de virar o jogo”, avalia a atriz, que comemora 40 anos de carreira: “É uma honra fazer parte dessa equipe talentosa. E está sendo um sonho realizado encenar uma obra de Augusto Cury”.

Maximiliana conta como o texto toca em cheio a plateia. “O motivo que aceitei interpretar Carol foi a identificação com a temática a ser abordada e como gostaria de ajudar tantas pessoas com essa terapia no teatro. O público vai se identificando em cada cena e a cada personagem. Ao final de cada sessão, muitas mulheres se aproximam, emocionadas, querendo expressar o quanto foi valioso assistir ao espetáculo naquele momento. É um prazer enorme ter essa recompensa imediata”, vibra ela, que já fez trabalhos no teatro e na TV: foi atriz e produtora do sucesso “Os monólogos da vagina”, que ficou 20 anos em cartaz, e de “Querido Mundo”. Na telinha, atuou nas novelas “Chiquititas (SBT, 2013) e “Cúmplices de um resgate” (SBT, 2015).

Em turnê pelo Brasil afora com o espetáculo, Nizo Neto tem recebido um retorno positivo das pessoas, tanto pelas redes quanto ao vivo, no fim das sessões. A plateia se vê em seu personagem Breno. Aliás, o próprio se identifica. “É aquele cara que passa por muitas coisas que muitas pessoas passam, né? Que é o problema da autoestima. E os altos e baixos da vida que nos surpreendem. Um cara que se preparou, estudou e que, agora, está fazendo o que não gosta, tendo que morar onde não quer, porque a vida colocou ele nessa situação. De uma certa forma, eu me identifico com ele, porque, como falei, a vida é cheia de altos e baixos, ainda mais para nós, artistas. É a dificuldade de você dar a volta por cima, encarar o que está passando e pedir ajuda, nesse caso, terapia. Eu faço terapia há muitos anos e ajuda demais, demais”, revela.

Em cena, Nizo ainda personifica o escritor Augusto Cury. Momento em que tem a oportunidade de mostrar um outro lado como ator. “Interpretar o Cury é um privilégio. Ele é incrível. Ainda mais porque eu estou muito acostumado a fazer comédia, né? E esse personagem é um personagem sério. O Breno, por exemplo, tem uma pegada mais cômica e tal, mas esse é um personagem sério, que mostra um lado diferente meu como ator”, vibra ele, que é comediante, escritor, palestrante, diretor e dublador. É conhecido por suas atuações em novelas, como em “A próxima vítima” (1995) e “O Cravo e a Rosa” (2000) – ambas na Globo – e programas de humor, como o Seu Ptolomeu da “Escolinha do Professor Raimundo” (Globo). Já dublou inúmeros filmes, desenhos e séries, entre eles o sucesso “Cobra Kai” (Netflix), onde empresta a sua voz ao ator Ralph Macchio, protagonista. Neto comanda o podcast Nizológico.

Em seu quarto ano em turnê pelo Brasil, a peça tem emocionado as plateias por onde passa. “A peça tem comédia; tem uma parte emocional; fala sobre sonhos; e motiva o espectador a não desistir dos seus sonhos, das suas ambições e dos seus sentimentos. As personagens estão lutando em busca de sua felicidade. O espetáculo, que navega por toda as idades, é inspirado na força de vontade que move o ser humano, e é isso que a gente quer passar para o público: motivá-lo a não desistir e, pelo o que a gente vê da reação, a gente está conseguindo isso”, conta o diretor Rogério Fabiano. Com mais de 40 anos de carreira, Fabiano destaca os seus últimos trabalhos: na TV, atuou nas novelas “Os Mutantes” (2009) e “Prova de amor” (2006), ambas da Record; e no teatro, estrela a peça “Allan Kardec”, há mais de dez anos em turnê pelo Brasil; atua na comédia “Sorria! Você está no além” e assina a direção de “O futuro da humanidade”. E ainda dirige o show da cantora Gina Garcia, mãe de Gloria Groove, “Gina canta Gal”, em homenagem à saudosa Gal Costa.

Também no elenco: Marília Machado e Murilo Cunha. Cada um interpreta mais de um papel, transitando por gerações diferentes. Marília vive Vânia, Amélia e Tatiana, personagens que abordam temas, como a maternidade; o racismo; a depressão aos 80 anos; e a rebeldia e dependência das redes sociais na adolescência. E Murilo dá vida a Mateus e Guto, de 32 anos e 12, papéis ricos de questionamentos sobre a vida e o futuro e o atraente mundo dos negócios online.

Marília atuou nos espetáculos infantis “ Os três Porquinhos” e “Já Elvis” com a Trupe Pé de Histórias, e está em circulação com “Além do Arco Iris” e ” Roupinhas para o vento Tino” do Grupo Pé de Brincadeira. Entre seus trabalhos para o público adulto participou de “A Casa de Bernarda Alba” – direção de Fernando Pivotto, “A Morte de Ivan – Uma História ao Pé da Cova” texto e direção de Claudia Schapira, “Nossa Senhora das Nuvens” direção de Erika Coracini, e “O Parturião”, de com direção de Simoni Boer, entre outros.

Já Murilo Cunha apresentou o Top Game (Band, Gazeta, Rede TV e afiliadas do SBT e Record). E participou de “Cantando na chuva”, “Alguém pra chamar de seu”, “Segunda okê”, entre outras peças.
Como nasceu a adaptação do livro para o teatro:
Essa é a terceira obra de Augusto Cury adaptada para o teatro. O livro best-seller “O Vendedor de Sonhos” foi o primeiro a ser transformado para a linguagem teatral. A ideia nasceu durante a realização das palestras do Dr. Augusto Cury, pela Applaus, com direção de Luciano Cardoso, com 33 anos de expertise no cenário musical e das artes. Depois, foi a vez de “O Homem mais inteligente da história” (o romance mais vendido de Cury, na última década). Depois, “Nunca desista dos seus sonhos” e, por último, “O futuro da humanidade”. As quatro montagens estão em turnê pelo Brasil, simultaneamente.

“Cada obra aborda um tema diferente e ‘Nunca desista de seus sonhos’ fala sobre sonhos e resiliências. É uma comédia, é uma obra altamente emocional, é inspiradora e profunda em seus conteúdos e mensagens sobre a importância de sonharmos, da resiliência em nossas vidas. É recheada de personagens que abordam questões que todos passamos em nosso cotidiano. Impossível não nos identificarmos, e não rirmos e nos emocionarmos muito com as situações. Augusto Cury é um mestre da gestão da emoção, e estamos precisando cada vez mais em uma sociedade estressada e acelerada. ‘Você sonha ou apenas deseja?’. Qual a diferença entre sonho e desejo? Desejo morre na rotina de segunda-feira. O sonho é quando se transforma num objetivo de vida”, frisa Luciano.

Serviço:
Peça ‘Nunca desista de seus sonhos’, baseada na obra de Augusto Cury, considerado o autor mais lido da década retorna ao Teatro do Centro Cultural Unimed- BH Minas
Data: 24 de maio de 2025
Horários: sábado às 20h
Local: Centro Cultural Unimed BH Minas
Endereço: R. da Bahia,2244, Belo Horizonte
Ingressos: SYMPLA
PLATEIA 1: INTEIRA R$ 140,00/MEIA ENTRADA R$ 70,00/INTEIRA SÓCIO R$ 119,00
MEIA ENTRADA SÓCIO R$ 59,50/INTEIRA UNIMED R$ 119,00/MEIA ENTRADA UNIMED R$ 59,50/ SOLIDÁRIO R$ 112,00

PLATEIA 2: INTEIRA R$ 120,00/MEIA ENTRADA R$ 60,00/INTEIRA SÓCIO R$ 102,00
MEIA ENTRADA SÓCIO R$ 51,00/INTEIRA UNIMED R$ 102,00/MEIA ENTRADA UNIMED R$ 51,00/SOLIDÁRIO R$ 96,00
Vendas no site : SYMPLA.
Classificação: 12 ANOS

Mais de 3 milhões acionam operadoras de saúde na Justiça

Número de ações cresce e alcança patamar histórico, segundo pesquisa concluída pela FGV

O número de ações judiciais contra operadoras de planos de saúde no Brasil alcançou um patamar inédito em 2024, com 298.755 novos processos registrados, mais que o dobro do total de 2020, segundo dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). As principais causas dessas demandas incluem negativas de cobertura para tratamentos médico-hospitalares, fornecimento de medicamentos e reajustes contratuais considerados abusivos.
Fato é que um em cada 16 usuários de planos de saúde no Brasil já acionou a Justiça contra sua operadora. Embora o índice pareça modesto, de apenas 6%, tal estatística representa cerca de três milhões de pessoas, considerando o total de aproximadamente 50 milhões de segurados no país. Os dados são da pesquisa “Raio-X da Saúde Suplementar no Brasil”, conduzida pela FGV.

A judicialização da saúde suplementar, fenômeno em que consumidores recorrem ao Judiciário para garantir acesso a tratamentos ou contestar decisões das operadoras, foi tema central do estudo, que ouviu dois mil brasileiros em todas as regiões do país, entre os dias 16 e 22 de maio deste ano. O levantamento incluiu tanto usuários quanto não usuários de planos de saúde e foi realizado em parceria com o Ipespe.

Entre os principais motivos que levam os usuários a entrar com ações judiciais estão as negativas de cobertura assistencial, com destaque para cirurgias (51%) e medicamentos (12%), somando 65% dos casos. Em seguida, aparecem a suspensão de contratos, muitas vezes por alteração de cláusulas (59%), cancelamento sem aviso prévio (19%) ou inadimplência (12%), e os aumentos nas mensalidades, responsáveis por 14% dos processos.

“O número de ações é impressionante e revela uma desconfiança estrutural dos usuários em relação às operadoras. A negativa de procedimentos que deveriam estar cobertos é o estopim para a maioria das demandas judiciais”, explica o advogado Thayan Fernando Ferreira, especialista em direito de saúde e direito público, membro da comissão de direito médico da OAB-MG e diretor do escritório Ferreira Cruz Advogados.
De volta ao estudo, os dados ainda revelaram que 78% dos entrevistados não conhecem o termo “judicialização da saúde”. Contudo, após uma explicação breve sobre o conceito, 63% dos participantes passaram a considerar essa prática como uma ferramenta legítima e eficaz para garantir os direitos dos consumidores.

Ainda para Thayan, o cenário é preocupante não apenas pela quantidade de processos, mas pelos reflexos na confiança do consumidor: “A judicialização se torna, muitas vezes, o único caminho viável para que o paciente receba o tratamento necessário. Isso indica que o sistema está falhando em sua função básica de proteger o usuário”, completa.
O advogado também aponta que a suspensão de contratos de forma unilateral por parte das operadoras, especialmente em momentos críticos, é uma das práticas mais agressivas. “Há casos de cancelamento de plano durante tratamentos oncológicos, o que é uma violação flagrante da boa-fé contratual e da dignidade do paciente”.

“A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) precisa atuar de forma mais eficaz na fiscalização das operadoras e na atualização do rol de procedimentos obrigatórios, garantindo que os consumidores tenham acesso aos tratamentos necessários sem precisar recorrer à Justiça. A judicialização não pode ser tratada como um problema do Judiciário. Ela é, na verdade, um sintoma da crise de confiança na saúde suplementar. E a solução passa pela revisão das práticas das operadoras e pela fiscalização efetiva das agências reguladoras”, finaliza o advogado especialista em negativas de planos de saúde.

O espírito Grunge vive na Geração Z

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Por Emmerson José

Estilo de Minas Concert: Uma noite de jazz em Diamantina

Emoldurada pelas montanhas de Minas Gerais, Diamantina encanta com suas ladeiras de pedra, casarões coloniais e um passado vibrante que mistura arte, música e tradição. Patrimônio Cultural da Humanidade, a cidade pulsa história em cada esquina, e agora, ganha mais um motivo para ser visitada: o Estilo de Minas Concert, uma noite de jazz cuidadosamente criada para quem busca mergulhar na atmosfera única diamantina.

A proposta é simples e encantadora: transformar as noites no tradicional Hotel Estilo de Minas em um momento de pausa, apreciação e encantamento.As apresentações acontecem preferencialmente nas vésperas de datas especiais, como a famosa Vesperata, e já conquistaram público fiel. Com um repertório selecionado que transita entre clássicos do jazz e arranjos autorais, as noites ganham um charme com clima serrano e o aroma irresistível da cozinha mineira, que traz releituras criativas sem perder o sabor da tradição para os que desejam agradar também o paladar.

Em 2025, o Estilo de Minas Concert será realizado nos dias 16 e 30 de maio, 13 e 27 de junho, 4 e 11 de julho, 2 e 29 de agosto, 12 e 26 de setembro, além de 3 e 10 de outubro, garantindo uma sequência de encontros inesquecíveis ao longo do ano.

Um convite para desacelerar, brindar à vida e se deixar levar pelo ritmo envolvente do jazz, com uma taça de vinho em mãos e o coração aberto para o que Diamantina tem de melhor: cultura, afeto e autenticidade. Mais informações e reservas em: @hotelestilodeminasoficial

2025 tem queda no número de mortes nas rodovias federais

Dados da PRF indicam aumento da fiscalização contra Lei Seca e queda no número de acidentes

O primeiro trimestre de 2025 registrou uma queda de 5,71% no número de mortes em acidentes ocorridos nas rodovias federais brasileiras, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Os dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF) também apontam uma redução de 1,67% no número total de acidentes.

Um dos fatores que contribuíram para essa melhora foi o aumento significativo na fiscalização da Lei Seca. De acordo com a PRF, houve um crescimento de 34% na realização de comandos de fiscalização, saltando de 15.854 operações no primeiro trimestre de 2024 para 21.167 no mesmo período deste ano.

O resultado dessa intensificação foi uma redução de 1,87% no número de autuações por constatação de embriaguez e de recusa ao teste do bafômetro. Mais expressiva ainda foi a queda de 16,74% apenas nas autuações específicas por dirigir embriagado.

Para Adalgisa Lopes, presidente da Associação das Clínicas de Trânsito de Minas Gerais (Actrans-MG), os dados mostram que o aumento da fiscalização tem um papel fundamental na mudança gradual de comportamento. “A presença ostensiva da fiscalização cria um efeito dissuasivo importante. Quando o motorista sabe que há grande probabilidade de ser abordado em um comando da Lei Seca, ele tende a repensar a decisão de beber e dirigir”, explica.

A redução de mortes em quase 6% é significativa quando falamos de vidas humanas. “Cada percentual representa famílias que não foram devastadas pela perda de um ente querido em acidentes evitáveis”, afirma Adalgisa.

PRF intensifica fiscalizações da Lei Seca

No entanto, apesar dos avanços, os números ainda preocupam as especialistas. Giovanna Varoni, diretora da Actrans-MG, analisa o comportamento persistente de motoristas que insistem em dirigir após o consumo de álcool. “O que observamos é um fenômeno complexo de negação do risco. Muitos motoristas desenvolvem o que chamamos de ‘viés de otimismo’, acreditando que acidentes só acontecem com os outros”, destaca Varoni. “Há também um componente cultural muito forte no Brasil, onde o álcool está presente em quase todas as celebrações e encontros sociais, criando uma normalização perigosa do ‘só um pouquinho’ ou ‘estou acostumado'”, acrescenta.

As psicólogas ressaltam ainda que o comportamento de risco está frequentemente associado a traços de personalidade específicos. “Pessoas com maior tendência à impulsividade e busca por sensações tendem a subestimar os riscos e superestimar suas habilidades ao volante. É o que chamamos de ilusão de controle, que é potencializada pelo próprio efeito do álcool no cérebro, que compromete justamente o julgamento e a capacidade de avaliar riscos”, explica Giovanna.

Como mudar
Adalgisa Lopes complementa que a mudança de comportamento requer mais do que apenas punição. “Precisamos de uma abordagem multifacetada que combine fiscalização rigorosa, educação contínua e campanhas de conscientização que atinjam o nível emocional das pessoas. Os números mostram que estamos no caminho certo, mas ainda há muito a ser feito”, enfatiza.

A presidente da Actrans-MG também destaca a importância da campanha Maio Amarelo nesse contexto. “O Maio Amarelo tem um papel crucial ao manter o tema da segurança no trânsito em evidência. Precisamos que a sociedade compreenda que dirigir sob efeito de álcool não é apenas uma infração administrativa ou um crime de trânsito, mas uma escolha consciente que coloca em risco vidas inocentes”, conclui.

Ave rara volta à Mata Atlântica após 50 anos extinta

Após cinco décadas de extinção local, o mutum-do-bico-vermelho (Crax blumenbachii) voltou a habitar a maior área contínua de Mata Atlântica em Minas Gerais. A reintrodução da ave no Parque Estadual do Rio Doce é resultado do projeto “De Volta ao Lar”, desenvolvido pela Associação de Amigos do Parque (DuPERD) em parceria com o Instituto Estadual de Florestas (IEF). A iniciativa alia pesquisa científica, educação ambiental e participação comunitária para restaurar uma das espécies mais emblemáticas da fauna brasileira.

“O objetivo principal é que o mutum volte a fazer parte do ecossistema e da cultura das populações locais”, afirma Gabriel Ávila, analista ambiental do IEF e coordenador do projeto. A ação integra monitoramento de campo e atividades educativas em escolas e comunidades rurais, promovendo a reconexão entre sociedade e biodiversidade.

A história da reintrodução do mutum remonta aos anos 1990, com o trabalho da Fundação Crax, pioneira na reprodução em cativeiro e soltura de aves ameaçadas. Com apoio da empresa Cenibra, mais de 200 indivíduos foram liberados na natureza a partir da Reserva Particular Fazenda Macedônia, em Ipaba (MG), de propriedade da empresa.

Espécie-chave para a dispersão de sementes, o mutum-do-bico-vermelho desempenha papel essencial na regeneração da floresta. Os primeiros resultados do monitoramento indicam sucesso na adaptação: aves não anilhadas — nascidas na natureza — já foram registradas a mais de 20 quilômetros do ponto de soltura. Um casal com filhote também foi avistado, sinalizando que a espécie está se reproduzindo em ambiente natural.

Outro indicador positivo é o engajamento crescente da população local, que tem relatado avistamentos da ave em áreas verdes próximas ao parque. “Isso mostra que o projeto tem impacto não só ecológico, mas também social. O mutum é um plantador de florestas. Ao trazê-lo de volta, beneficiamos todo o ecossistema”, explica o biólogo e consultor do projeto, Luiz Eduardo Reis.

 

Conteúdo Agência Minas