Festival Fartura Dona Lucinha celebra a gastronomia mineira em Serro (MG)

Evento tem o chef Caio Soter como padrinho e traz rica programação gastronômica
e cultural para a cidade histórica

 

O Festival Fartura Dona Lucinha retorna à cidade de Serro (MG) nos dias 2 e 3 de agosto, celebrando a riqueza da culinária mineira em um dos seus territórios mais simbólicos. Em sua quarta edição, o evento homenageia a icônica Dona Lucinha, nascida na cidade, reconhecida por sua contribuição à preservação da cozinha tradicional do estado. Com entrada gratuita, a programação reúne grandes nomes da gastronomia, aulas, receitas ao vivo, feira de produtores e atrações artísticas, na Praça João Pinheiro.

Apresentado e realizado pelo Ministério da Cultura, pelo Governo Federal e Governo de Minas Gerais, o projeto é viabilizado por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura e da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais, e conta com o patrocínio da Prefeitura Municipal de Serro, da Cemig e da AngloAmerican.

Este ano, o festival conta com o chef Caio Soter como padrinho, à frente dos premiados Pacato e Pirex, em Belo Horizonte. “O Festival Fartura no Serro é um evento muito importante, porque estamos falando de um dos berços da gastronomia mineira. Uma cidade que tem uma história ligada à cozinha desde a época da mineração. Só por estar lá já há um sentimento histórico grande. E o meu trabalho é todo em cima disso, de resgate da cozinha tradicional. No ano passado eu fiz, inclusive, uma consultoria na cidade, então eu conheço os restaurantes, as pessoas, as tradições e é sempre muito bom estar por lá. Fiquei muito honrado quando fui chamado para ser padrinho desta edição do Fartura e estou muito animado para participar”, afirma Soter.

A curadora gastronômica Carolina Daher, reforça a importância da cidade para a Plataforma Fartura. “Pra mim o Serro é um lugar de muita pesquisa. E para o Fartura representa um mergulho numa Minas Gerais muito intensa e interiorana. São pessoas que têm muito orgulho das suas raízes, que se prendem às suas tradições. É um diálogo muito profundo e eu acho a cidade mais bonita do estado, sem a menor dúvida. Nosso festival lá é lindo, parece que ele tá num berço, pegando a igrejinha lá no alto. O Festival Fartura no Serro é pra gente abraçar um pouco da nossa mineridade”, comenta.

PROGRAMAÇÃO GASTRONÔMICA

Em formato já consagrado pela Plataforma Fartura, os visitantes poderão vivenciar a gastronomia de diversas formas. No Espaço Restaurantes, o público encontra pratos prontos para consumo, servidos por chefs e cozinheiros de diferentes regiões de Minas. Já nas Cozinhas ao Vivo, os convidados cozinham em tempo real, mostrando técnicas e interagindo com os presentes. No Espaço Conhecimento, as trocas se aprofundam por meio de aulas e bate-papos sobre ingredientes, modos de fazer e tradições alimentares. Complementando, o festival conta, ainda, com o Espaço Produtos e Produtores, com feira de alimentos e itens artesanais da região. E uma variada programação artística, com atrações musicais e intervenções, se apresenta nos palcos.

Este ano, os diferentes espaços do festival recebem a participação de nomes como Dona Mariinha e Seu Pedro, representantes de uma das cozinhas mais tradicionais do Serro; Elzinha Nunes, filha de Dona Lucinha; Caio Soter, chef do Pacato e Pirex, que também assume o papel de padrinho do evento; Igor Anaxágoras, que desenvolve um trabalho autoral e criativo em Belo Horizonte; Ugo Borges, da Charcuteria Sagrada Família, em Montes Claros; Adriana Fernandes, à frente do Santa Matula, em Ouro Preto; Mauro Bretas, da Casa de Babete, em Milho Verde; e Higor Freitas, representante da Aprocan – Associação dos Produtores de Queijo Canastra, que divide com o público o conhecimento sobre um dos ingredientes mais emblemáticos de Minas.

SOBRE A PLATAFORMA FARTURA – GASTRONOMIA DO BRASIL
Fartura – Gastronomia do Brasil é a principal plataforma gastronômica do país, que consiste em pesquisa, compartilhamento de conteúdo e produção de eventos no setor. Desde 2012, as Expedições Fartura já percorreram mais de 100 mil km pelo território nacional, quase 300 cidades e mais de 260 entrevistas realizadas, originando livros, filmes e servindo como base para eventos premiados. O projeto já realizou Festivais Fartura em mais de 10 cidades brasileiras e internacionais, incluindo Belo Horizonte, São Paulo, Tiradentes, Fortaleza, Porto Alegre, Belém, Brasília, Serro, Conceição do Mato Dentro, Lisboa e Porto, atingindo cerca de um milhão de pessoas.

FESTIVAL FARTURA DONA LUCINHA – SERRO 2025
Data: 2 e 3 de agosto de 2025
Local: Praça João Pinheiro – Serro (MG)
Entrada gratuita
Mais informações: www.farturabrasil.com.br | @farturabrasil

Novas regras para o trabalho em feriados já estão valendo

As novas regras para o trabalho em feriados entraram em vigor no dia 1º de julho. Desde então, empresas dos setores de comércio e serviços só poderão atuar nesses dias se houver convenção coletiva que permita a convocação de funcionários

As novas regras para o trabalho em feriados entraram em vigor no dia 1º de julho, passando a valer a Portaria nº 3.665/2023 do Ministério do Trabalho. Desde então, empresas dos setores de comércio e serviços só poderão atuar nesses dias se houver convenção coletiva que permita a convocação de funcionários.

A alteração retifica a portaria 671/2021, que permitia funcionamento sem consulta sindical. A nova portaria alinha o regulamento às exigências da Lei nº 10.101/2000, que já deliberava negociação coletiva para que o comércio funcionasse nos feriados.

A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e a Lei nº 605/1949 estabeleciam que o trabalho aos domingos e feriados era proibido. As exceções existiam para casos específicos em que a atividade não pudesse ser interrompida por razões de necessidade pública ou da categoria do serviço.

De acordo com a Dra. Maria Inês Vasconcelos, advogada, a principal mudança na CLT em relação ao trabalho é a necessidade de acordo prévio com o sindicato da categoria para que empresas possam funcionar nos feriados. “Isso significa que, em vez da permissão automática que existia antes, agora é preciso haver uma negociação coletiva para definir as condições de trabalho em feriados, incluindo a remuneração.”

A advogada pontua ainda que “é fundamental que patrões e empregados fiquem atentos às mudanças, busquem sempre o diálogo e a coletividade para estabelecer condições corretas e legais para o trabalho em dias de feriado”, finaliza.

Bloco Vumbora agita BH com Bell, Durval, Timbalada e mais

Quem já estava com saudade do carnaval pode se preparar! A capital mineira vai se transformar no carnaval da Bahia, com a melhor micareta, o Bloco Vumbora!

Com circuito indoor, com trios elétricos, abadá, e toda a alegria de uma micareta, o Bloco Vumbora desembarca em BH no dia 02 de agosto, sábado, a partir das 14 horas, no Mineirinho, para o melhor carnaval fora de época, com muito axé e folia.

Com mais de 8 horas de folia atrás do trio elétrico, e com quatro grandes nomes do carnaval baiano, Bell Marques, Durval Lelys, Timbalada, e Rafa e Pipo, são as atrações da terceira edição do bloco Vumbora.

O público poderá escolher entre 2 setores: Bloco Vumbora e Camarote Vumbora.

Os ingressos poderão ser adquiridos no site do Sympla.

O Carnaval de Belo Horizonte se consolidou como um dos maiores eventos do Brasil, apresentando um crescimento exponencial nos últimos anos. Entre 2013 e 2024, o número de foliões saltou de 500 mil para mais de 5,5 milhões, respectivamente. Esse crescimento reflete a crescente popularidade e a importância do evento para a economia local. Em 2025 o Carnaval movimentou R$ 1,2 bilhão na economia local, gerando mais de 20 mil empregos diretos e indiretos. (Fonte site da Prefeitura de Belo Horizonte).

Para mais informações acesse:  https://portalbelohorizonte.com.br/

Com mais de 40 anos de carreira, Bell Marques vai trazer a alegria do carnaval de Salvador para BH, com repertório para lá de especial, como os clássicos, “Voa Voa”, “Diga Que Valeu”, “Não Vou Chorar”, e muito mais.

Durval Lelys um dos principais ícones do carnaval baiano vai colocar o folião para pular atrás do trio cantando seus hits como “Dança do Vampiro”, “Quebra Aê”, “Leva eu”, “Bota Pra Ferver” entre outros sucessos.

Timbalada chega ao Bloco Vumbora pela primeira vez para levar aquela energia única e contagiante, que o mundo inteiro já sabe. Isso é incontestável!  A banda tem uma trajetória que marcou gerações e segue fazendo história.

Os irmãos Rafa e Pipo prometem agitar os foliões com um repertório que não vai deixar ninguém parado, incluindo os sucessos “Verão” e “Decisão Errada”.

Vumbora é um dos principais blocos e um dos mais procurados e cobiçados do carnaval de Salvador, que desde 2014 desfila no circuito Barra-Ondina.

Vumbora para essa folia!

A micareta fora de epoca, Vumbora, tem Patrocíno da Prefeitura de Belo Horizonte por meio da Belotur.

Belo Horizonte é Carnaval o ano inteiro!

Com blocos nas ruas, energia vibrante e um público cada vez mais diverso, o Carnaval de BH se firmou como um dos maiores e mais emblemáticos do Brasil. É muito mais que festa: é cultura pulsando, tradição valorizada e uma economia criativa que gera empregos, movimenta o turismo e transforma a cidade.

A cada ano, BH atrai milhares de visitantes com uma folia segura, sustentável, inclusiva e cheia de identidade. Um verdadeiro patrimônio cultural que fortalece laços e multiplica oportunidades.

Nesse clima de celebração, a Trio Produtora realiza na capital uma das maiores micaretas do país — um encontro inesquecível entre Minas e Bahia que mistura ritmos, cores e histórias em um Carnaval fora de época. Uma explosão de alegria que mantém acesa a chama da festa mais brasileira de todas, celebrando o que temos de mais autêntico: nossa cultura e nosso povo.

SERVIÇOS:

Bloco Vumbora com Bell Marques, Durval Lelys, Timbalada, e, Rafa e Pipo.

Data: 02 de agosto (sábado)

Local: Mineirinho

Endereço:  Avenida Antônio Abrahão Caram, 1000 São José, Belo Horizonte.

Horário: 14 horas até às 22 horas

Setores:

Bloco Vumbora

Camarote Vumbora

Vendas: Sympla.com.br/vumborabh

Realização: Trio Produtora

David Faria comemora aniversário com encontro de amigos

Como forma de retribuição às celebrações pelo seu aniversário oferecidas por amigos em Ouro Preto, o curador, empreendedor, colecionador e mecenas das artes, David Faria, promoveu um encontro especial em seu bistrô. A primeira dessas festas havia acontecido no imponente Palácio D’ouro, com um requintado jantar temático do século XIX, oferecido pela família Toledo. Os convidados com trajes de época, foram servidos em louças da nobreza e da realeza.

A segunda celebração teve como tema a origem paraguaia do lado materno e aconteceu na icônica Casa Torta, onde, ao lado de Eva Zaldivar, ele desenvolve um importante trabalho social voltado à valorização da cultura, da arte e do patrimônio histórico. Em sua retribuição, David reuniu amigos vindos de diversas partes do Brasil e da América do Sul. A noite teve como inspiração a frase de Clarice Lispector: “Não me limito, não sou cruel comigo”, homenageando a escritora e exaltando a liberdade criativa. O evento reuniu políticos, empresários e artistas, pois como David costuma dizer: “Pessoas do bem devem ficar juntas.” Durante a noite, peças de seu acervo artístico, que inclui obras desde o século XV, ficaram em exposição, em homenagem aos amigos presentes. O público também se encantou com apresentações da multiartista Janice Pires e com o fado oferecido pelo presidente da Câmara de Comércio Portuguesa, Miguel Gerônimo, ao lado do diretor Tarcísio Costa.

No domingo, foi servido um almoço, oferecido por Maria Elvira em sua mansão em Belo Horizonte, com a presença de várias personalidades que foram homenagear David. Na foto, a amiga e anfitriã, Livia Sodré. Importante homenagem também foi a de Sueli e Claret Guerra do jornal MG Turismo, que são fãs de David.

Dia dos Pais deve injetar R$1,76 bi na economia de BH

A celebração do Dia dos Pais está cada vez mais forte no comércio varejista e, neste ano, promete impulsionar a economia da capital mineira ao longo do mês de agosto e, com isso, promover um incremento de 1,76 bilhão, um crescimento de 1,59% em relação ao ano anterior, quando o montante foi de R$ 1,73 bilhão.

A pesquisa da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) mostra que para aproveitar a movimentação em torno da data, 74,5% dos comerciantes vão investir em publicidade e 49% acreditam que as vendas serão melhores que as do ano passado. “A cada ano que passa, o Dia dos Pais aumenta sua força comercial e possibilita que o varejo ganhe fôlego até o supertrimestre, que se inicia em outubro.

A tendência é que a data aqueça o comércio durante todo o mês com compras, trocas e novas vendas que são geradas nesta movimentação”, avalia o presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva.

Na perspectiva dos lojistas, os consumidores devem investir R$ 247,54 por presente, um valor 30,1% maior que o do último ano, quando o tíquete médio apontado pelos lojistas foi de R$ 190,20. Quanto à quantidade de itens adquiridos para homenagear os pais, 72% acreditam que será um presente, 27,5% esperam dois, e 0,5%, três.

Os itens com maior expectativa de vendas são roupas (32%), acessórios (relógios, joias, óculos – 15%), cosméticos (11,5%), canecas, copos térmicos e garrafas (11,5%) e calçados (10,5%). O valor médios desses produtos são:

Roupas – R$ 292,20

Acessórios – R$ 340,00

Cosméticos – R$ 109,78

Canecas, copos térmicos – R$ 62,39

Calçados – R$ 219,05
A forma de pagamento mais esperada pelos lojistas é à prazo (57,7%), sendo que 25,22% esperam um parcelamento de três vezes e 22,61%, 10 parcelas. as demais modalidades citadas são à vista no crédito (27%), PIX (14%) e débito (1,5%).
Quanto à expectativa dos comerciantes em relação aos gastos dos consumidores, em comparação a 2024, 28% esperam que aumente e 27% acreditam que será igual. Quanto ao estoque, 62,5% vão manter o mesmo volume do ano anterior e 31,5% vão aumentar. Somente 6% vão reduzir.

 

Físico e Digital
Para aproveitar as oportunidades em torno das datas, os lojistas devem conciliar estratégias no físico e virtual. Dentre as ações utilizadas estão divulgação em mídias sociais como WhatsApp e Instagram (91%), decoração da loja (76,5%), campanha boca a boca (42,5%), site da empresa (20,5%), Facebook (3%), TikTok (1%).
“O digital amplia o conhecimento, mas o físico é o que atrai. Por isso, é muito importante os esforços contínuos dos lojistas para oferecer um atendimento qualificado, um ambiente agradável, bons produtos e experiências que o virtual não proporciona”, avalia Souza e Silva.

Os canais de vendas mais utilizados pelos comerciantes serão venda física (98%), WhatsApp (83%), Instagram (60,5%), Site próprio (29%), aplicativo (1%).
“Manter um preço competitivo, ampliar o uso de canais digitais e treinar equipes para atendimento ágil são ações de curto prazo com maior retorno esperado, como é o caso das datas comemorativas. O sucesso, contudo, dependerá da trajetória dos preços ao consumidor e do nível de renda disponível até agosto. Fatores que, na visão dos próprios lojistas, permanecem como um desafio contínuo diante do cenário econômico atual”, pondera o presidente da CDL/BH.

Suplementação alimentar: quando é realmente necessária?

A busca por uma vida saudável, melhor desempenho esportivo ou simplesmente uma melhora na qualidade de vida tem levado muitas pessoas a se interessarem por suplementação alimentar. Com a crescente oferta de produtos no mercado, surgem dúvidas: quando a suplementação é realmente necessária? É possível alcançar todos os nutrientes apenas por meio da alimentação natural? Neste artigo, discutiremos de forma clara e objetiva os fundamentos da suplementação, evidenciando os momentos em que seu uso é indicado, os benefícios que ela pode proporcionar e, principalmente, os cuidados que devem ser tomados para evitar riscos à saúde. Nosso objetivo é proporcionar uma base de conhecimento para que você possa tomar decisões informadas e seguras, sempre com o suporte de profissionais especializados.

O que é suplementação alimentar?

A suplementação alimentar consiste na ingestão de produtos que contêm nutrientes concentrados – como vitaminas, minerais, aminoácidos, antioxidantes e outros compostos – para complementar a dieta e suprir eventuais deficiências nutricionais. Esses produtos geralmente estão disponíveis em forma de cápsulas, pós, líquidos ou barras. É importante lembrar que suplementos não substituem uma alimentação equilibrada, mas podem ser úteis quando há necessidades específicas que a dieta habitual não consegue suprir. A decisão por utilizá-los deve sempre levar em conta uma avaliação individual e a orientação de um nutricionista.

Quando a suplementação pode ser necessária?

A necessidade de suplementação alimentar varia de acordo com diversos fatores. Em muitos casos, uma alimentação diversificada e balanceada é suficiente para fornecer os nutrientes necessários ao bom funcionamento do organismo. Contudo, certas situações podem demandar um complemento. Por exemplo, atletas ou pessoas que praticam exercícios intensos podem precisar de uma ingestão maior de proteínas e aminoácidos para favorecer a recuperação muscular e o ganho de massa magra. Da mesma forma, indivíduos com restrições alimentares, problemas de absorção de nutrientes ou condições médicas específicas podem se beneficiar significativamente do uso correto de suplementos. Outro exemplo é o período de gestação, quando as necessidades nutricionais da mãe e do bebê aumentam de forma considerável. Assim, a suplementação deve ser entendida como uma ferramenta específica para corrigir deficiências ou otimizar a alimentação, e não como um “remédio milagroso” para todos.

Fatores determinantes para a escolha dos suplementos

Para determinar se a suplementação é necessária, diversos aspectos devem ser analisados. Primeiramente, é essencial avaliar a qualidade da alimentação habitual. Uma dieta rica em alimentos integrais, frutas, verduras, legumes, proteínas magras e carboidratos complexos dificilmente apresentará deficiências nutricionais significativas. No entanto, na correria do dia a dia, muitas vezes as refeições acabam ficando aquém do ideal, seja pela falta de tempo ou pelo acesso limitado a alimentos frescos e variados.

Além disso, outros fatores devem ser considerados:

  • Nível de atividade física: Pessoas que treinam intensamente demandam uma maior quantidade de energia e nutrientes para a recuperação e crescimento muscular.

  • Condições de saúde: Doenças crônicas, inflamações e problemas digestivos podem comprometer a absorção de nutrientes, tornando necessária a intervenção suplementar.

  • Idade e ciclo de vida: Crianças, idosos e gestantes têm necessidades nutricionais específicas que podem ser difíceis de atender apenas com a dieta.

  • Objetivos pessoais: Seja para melhorar o desempenho atlético, acelerar a recuperação pós-treino ou até mesmo para auxiliar na prevenção de deficiências, os objetivos individuais influenciam a indicação de suplementos.

Benefícios e riscos da suplementação

Quando utilizada de forma adequada e orientada por um profissional, a suplementação pode trazer inúmeros benefícios. Entre eles, destaca-se a correção de deficiências nutricionais, o aumento do rendimento físico, a melhoria na recuperação muscular e, em alguns casos, a oferta de proteção contra certas doenças. Por exemplo, a vitamina D e o cálcio são suplementados para promover a saúde óssea, enquanto suplementos proteicos podem auxiliar na recuperação e no ganho de massa muscular.

Por outro lado, o uso inadequado de suplementos pode apresentar riscos. A automedicação, a ingestão de doses superiores às recomendadas ou a combinação de produtos sem conhecimento técnico pode levar a efeitos adversos, como sobrecarga renal, desequilíbrio vitamínico e até reações alérgicas. É fundamental entender que “mais” nem sempre significa “melhor”. A suplementação deve ser personalizada, considerando o estado nutricional e as necessidades específicas de cada pessoa. Portanto, a orientação profissional é indispensável para garantir a eficácia e a segurança do uso desses produtos.

Suplementação alimentar: benefícios e cuidados

Um dos tópicos que merece especial atenção é a avaliação dos benefícios e dos cuidados com a suplementação alimentar. Embora muitas vezes vista como uma solução imediata para dificuldades nutricionais, essa estratégia deve ser encarada com cautela. Adotar um suplemento sem uma análise criteriosa pode resultar em desperdício de dinheiro e, mais importante, em riscos para a saúde. Por isso, é imprescindível que qualquer decisão relacionada à suplementação seja precedida de exames e consultas detalhadas. Um nutricionista poderá identificar se há realmente deficiência de um determinado nutriente e qual a dosagem ideal para corrigir essa situação sem exceder os limites seguros. Além disso, o profissional vai orientar quanto à periodicidade de uso e se algum ajuste na dieta pode ser suficiente para suprir a demanda do organismo.

Como escolher os suplementos adequados

Selecionar suplementos de qualidade é uma etapa crucial para garantir resultados positivos. A primeira dica é optar sempre por produtos de marcas reconhecidas e certificadas, que garantam a pureza e a eficácia dos ingredientes. A leitura atenta dos rótulos é indispensável: verifique a composição, a concentração dos nutrientes e a data de validade. Outro ponto importante é a transparência das informações; produtos que investem em estudos científicos e divulgam referências confiáveis são, em geral, mais seguros.

Além disso, vale considerar a forma de consumo. Suplementos estão disponíveis em diversas apresentações, como cápsulas, pós e líquidos. Cada formato pode ter suas vantagens dependendo do perfil e das preferências do consumidor. Por exemplo, para quem tem dificuldade em engolir comprimidos, a versão em pó pode ser uma opção mais prática. No entanto, essa escolha deve sempre ser ponderada e feita com o acompanhamento de um profissional, que poderá indicar o melhor formato e a dosagem ideal para cada caso.

Integração da suplementação à alimentação equilibrada

É fundamental compreender que a suplementação não deve substituir uma alimentação equilibrada. Os suplementos são, antes de tudo, complementos – uma estratégia para suprir lacunas nutricionais quando a dieta não alcança todos os nutrientes necessários. A base para qualquer melhoria na saúde e no desempenho é uma dieta rica e variada, composta por alimentos frescos e integrais. Quando essa base está consolidada, a suplementação passa a ser uma ferramenta adicional que potencializa os resultados, contribuindo para a otimização do metabolismo, melhoria na recuperação muscular e manutenção geral do bem-estar. Assim, o foco principal deve sempre ser a construção de hábitos alimentares saudáveis e a prática regular de atividades físicas.

Aspectos comportamentais e educativos

Muitas dúvidas em torno da suplementação decorrem de informações equivocadas divulgadas na mídia e nas redes sociais. É comum encontrar promessas de resultados rápidos sem a devida fundamentação científica. Por isso, é essencial desenvolver um senso crítico e buscar conhecimento em fontes confiáveis. Informar-se por meio de consultas com nutricionistas, leituras em sites especializados e participação em cursos pode ajudar a desmistificar o assunto. A educação nutricional é um passo importante para que as pessoas entendam que o uso de suplementos deve ser uma decisão fundamentada em evidências e sempre acompanhada por um profissional capacitado.

Pensando Nisso…

A suplementação alimentar pode ser uma ferramenta poderosa quando utilizada de forma consciente e correta. Sua real necessidade deve ser determinada por uma análise cuidadosa do perfil nutricional, dos hábitos alimentares e dos objetivos individuais. Em muitos casos, uma dieta equilibrada aliada a um estilo de vida saudável é suficiente para manter o organismo em ótimas condições. Contudo, para quem possui demandas nutricionais específicas ou enfrenta dificuldades para atingir os níveis ideais de determinados nutrientes, a suplementação pode oferecer um suporte valioso, desde que orientada por um especialista.

Fernanda Guide Nutricionista em BH

Investir em saúde é sempre a melhor escolha, e a suplementação – quando indicada – pode ajudar a melhorar o desempenho físico, acelerar a recuperação e prevenir deficiências. Lembre-se de que cada pessoa é única, e um plano personalizado, elaborado com base em avaliações criteriosas, é imprescindível para alcançar resultados duradouros. Portanto, antes de iniciar qualquer suplementação, consulte um nutricionista que possa orientar de forma segura e eficaz.

Está na hora de transformar sua alimentação e, com ela, sua qualidade de vida! Se você deseja saber se a suplementação é adequada para você ou precisa de orientações para montar uma rotina nutricional balanceada, agende agora mesmo uma consulta com a NutriGuide. Sob a orientação da Nutricionista Fernanda Guide – com mais de 20 anos de experiência e responsável por transformar mais de 50.000 vidas – você receberá um atendimento personalizado e baseado nas melhores evidências científicas. Visite o site fernandanutricionista.com.br e dê o primeiro passo rumo a uma vida plena, saudável e repleta de energia! 

Meu nome é Fernanda Guide da Veiga, sou Nutricionista em BH. Formada pelo Centro Universitário Newton Paiva em Minas Gerais, com especialização em Nutrição Clínica e Nutrição Esportiva Funcional. 

Com mais de 20 anos de experiência, já transformei mais de 50.000 vidas. Atuo como coach em emagrecimento, proporcionando autoconhecimento e eficácia nos tratamentos. Além disso, possuo conhecimentos em áreas como emagrecimento, prevenção e auxílio no tratamento de doenças, nutrição esportiva e reeducação alimentar.

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Imagem: Freepik

Férias aumentam público no Mercado Novo em 15%

Bares, restaurantes e feiras atraíram milhares de pessoas a um dos principais destinos turísticos de BH

Durante o mês de julho, o Mercado Novo de Belo Horizonte consolidou-se mais uma vez como um dos principais destinos culturais da capital mineira. Segundo balanço divulgado pela administração do espaço, o número de visitantes cresceu 15% em relação ao mesmo período do ano passado. Em comparação com junho deste ano, o fluxo de público foi 30% maior. Ao longo deste julho, cerca de 400 mil pessoas circularam pelo Mercado, estimando-se que 10% são de outros Estados brasileiros e até de países estrangeiros.

Com 36 mil metros quadrados distribuídos em quatro pavimentos e cerca de 1.200 lojas — das quais 85% estão ocupadas —, o Mercado Novo mantém um fluxo médio superior a 30 mil pessoas por dia, chegando a cerca de 300 mil visitantes por mês, em média.

 

De acordo com Luiz Felipe de Castro, curador e síndico do mercado, os destaques da temporada foram os estabelecimentos gastronômicos, sobretudo os bares e casas especializadas em bebidas artesanais. Em seguida, ganharam destaque as lojas de moda, acessórios, brechós e artesanato. “Com o dinheiro das férias no bolso, o público aproveita para comprar produtos da Economia Criativa e itens exclusivos, feitos por mão de obra local”, destaca Luiz.

As feiras realizadas no terceiro piso também contribuíram para o bom desempenho do período. Em julho, o mercado sediou eventos como a Mostra Minas, a Multiverso e uma feira de cultura asiática, novidade no calendário. “Mantemos uma agenda agitada de feiras e exposições, oferecendo ao público produtos que carregam história e propósito”, completa o síndico.

Segundo dados da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG), o turismo no Estado apresentou crescimento expressivo durante o recesso escolar. Belo Horizonte se destacou como um dos principais destinos, especialmente entre os jovens e famílias em busca de experiências culturais, gastronômicas e de lazer. A Belotur, empresa municipal de turismo, também confirmou o aumento do fluxo turístico na capital durante o mês de julho, com ênfase no Centro e nas regiões boêmias da cidade. “O cenário reforça o papel do Mercado Novo como polo relevante na promoção da Economia Criativa e no fortalecimento do turismo cultural em Minas Gerais”, conclui Luiz Felipe de Castro.

 

Serviço – Mercado Novo de BH:

Entrada de pedestres: Olegário Maciel, 742

Entrada do estacionamento terceirizado: Rio Grande do Sul, 499

 

Funcionamento:

Segunda: 7h às 20h – entrada até 19h

Terça a quinta: 7h às 00h – entrada até 22h

Sexta e sábado: 7h às 00h – entrada até 23h

Domingos e feriados: 7h às 18h – entrada até 17h

 

*Alguns estabelecimentos fazem seus próprios horários. Certifique-se diretamente com eles o funcionamento vigente

Julho Verde: dentista pode ajudar no diagnóstico precoce

Casos somam mais de 15 mil no Brasil. Especialistas orientam sobre cuidados e apontam principais sintomas

Dedicado à prevenção, combate e conscientização sobre o câncer de cabeça e pescoço, este mês é marcado pela campanha Julho Verde, criada em 2015 pela Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SBCCP). A Rede Mater Dei de Saúde, comprometida com o cuidado da doença no Hospital Integrado do Câncer (HIC), entende a importância do diagnóstico precoce, que pode, inclusive, começar no consultório odontológico.

O cirurgião especialista em Cabeça e Pescoço da Rede Mater Dei de Saúde, Guilherme Silva, explica que os tumores malignos dessa região constituem um grupo de doenças que comprometem estruturas anatômicas, como a boca, garganta e pescoço, áreas vitais para funções como respiração, deglutição e fala. Ele aponta que o câncer de boca (cavidade oral) e o de orofaringe são os mais comuns, somando mais de 15 mil novos casos anuais no Brasil, conforme estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca).

“Essa alta incidência está diretamente relacionada à grande prevalência do tabagismo e do consumo de álcool na população”, afirma e sublinha que, além da moderação no consumo de bebidas alcoólicas e a cassação do uso do tabaco, orientações para o autoexame, consultas odontológicas regulares e a vacinação contra HPV também são medidas preventivas eficazes. “A educação da população sobre sinais de alerta constitui a base fundamental para o diagnóstico precoce”, completa.

Um tumor maligno pode surgir de qualquer célula, apontou o cirurgião buco-maxilo-facial e médico da Rede Mater Dei de Saúde, Sérgio Monteiro Lima Júnior. “Isso inclui as células epiteliais, que recobrem pele e mucosas, e as células do tecido conjuntivo. Por isso existem uma variedade de tumores na região de cabeça e pescoço”. Eles incluem: carcinoma de células escamosas (epidermóide), o tipo mais comum; carcinoma de células basais e de células escamosas da pele, especialmente em região exposta (lábios, face, couro cabeludo); tumores de glândulas salivares (como o mucoepidermóide) e carcinoma de tireóide (papilífero, folicular, medular, anaplásico).  O médico acrescenta que o diagnóstico precoce viabiliza o tratamento de lesões menores e que ainda não se espalharam pelo corpo, ou seja, as metástases.

Na vanguarda do tratamento, a Rede Mater Dei se destaca pelo atendimento integrado e multidisciplinar. “Há reuniões semanais para discussão. Oncologistas clínicos, radioterapeutas, patologistas e radiologistas analisam cada caso individualmente. A preservação de funções vitais é otimizada pela colaboração entre diferentes especialistas”, ressaltou Guilherme Silva. Segundo o especialista, essa abordagem demonstra benefícios substanciais em termos de sobrevida, controle da doença e qualidade de vida dos pacientes.

A oncologista clínica da Rede Mater Dei de Saúde, Gabriela Freitas Chaves, reforça a atenção sobre os principais sintomas. “Eles vão depender da localização do tumor primário, podendo ser desde rouquidão persistente, feridas na língua que não cicatrizam, aparecimento de nódulos ou massas no pescoço, dor ou dificuldade para engolir e sangramento persistente no nariz”, enfatiza.

 

Espetáculo circense homenageia Chico Science em BH

“Circo Science – do Mangue ao Picadeiro” poderá ser visto no dia 7 de agosto, no Teatro Raul Belém Machado

O espetáculo “Circo Science – do Mangue ao Picadeiro”, da Trupe Circus, desembarca pela primeira vez em BH, no dia 7/08, às 20h, no Teatro Raul Belém Machado (rua Leonil Prata, 53, Alípio de Melo). Com entrada franca, a apresentação é uma homenagem a Chico Science e aos 30 anos do Movimento Manguebeat, que trouxe para o mundo o disco “Da Lama ao Caos”, o debute de Chico Science e da Nação Zumbi no universo fonográfico.

“É um espetáculo que junta tradição e tecnologia, raiz e antena, como dizia Chico. Falamos de desigualdade, mas também da nossa potência cultural. O picadeiro vira espaço de manifesto, onde equilibrismo, acrobacia e poesia criam novas formas de dizer: existimos”, diz o diretor Ítalo Feitosa. “O Movimento Manguebeat não acabou — nós somos a continuidade dele. No espetáculo, cada movimento é uma afirmação de identidade, cada cena é resistência, cada riso é político”, completa a artista circense Maria Karolyna.

Aprovada no Edital Programa Transpetro em Movimento por meio do Ministério da Cultura, a circulação de “Circo Science – do Mangue ao Picadeiro” inclui cidades do Sudeste e do Centro-Oeste — BH foi contemplada. Além de abordar o Manguebeat e a trajetória de Chico Science, o espetáculo mostra como as juventudes contemporâneas de Recife — 30 anos depois — ainda têm uma sinergia forte com o movimento, que tem a cor, a classe social e o poder econômico como combustíveis para a criatividade e para o combate ao preconceito e ao etnocídio de juventudes periféricas. “O Manguebeat continua pulsando como força de resistência e criação. Ele representa exatamente o que somos: artistas periféricos que transformam dor e sonho em arte”, diz o diretor.

Em “Circo Science – do Mangue ao Picadeiro”, o público ficará diante do elenco profissional da Trupe Circus, que está inserida na Escola Pernambucana de Circo, que há 29 anos profissionaliza artistas circenses no Nordeste do Brasil. Esse elenco, a propósito, traz Pernambuco em cada equilíbrio, percussão, palhaçaria e poesia visual. Com uma linguagem que mescla rua, picadeiro e estética mangue, o espetáculo conta com números aéreos, que dialogam com ritmos de maracatu e batidas eletrônicas; com palhaços, que costuram comentários sociais; com projeções, que sugerem manguezais urbanos; e com uma dramaturgia que brota de territórios periféricos.

“O público de Belo Horizonte pode esperar uma experiência encantadora com números circenses de malabarismo, contorcionismo, acrobacias aéreas e de solo, coreografias e os sons que saíram da periferia de Recife, proporcionando ao público uma mistura de encantamento e reflexão. Acredito que o espetáculo vai além do entretenimento: ele reafirma nossas origens, potencializa as periferias do Recife, dá voz e vez ao protagonismo das mulheres, conecta ciência, cultura popular e arte de um jeito vivo e cheio de identidade”, crava a artista circense Maria Karolyna.

No elenco do espetáculo, que conta com audiodescrição e tradução em libras, estão Maria Karolaine, Gabriel Marques, Bruno Luna, João Fernando, João Vítor e Ítalo Feitosa, que assina ainda a direção. O roteiro e a dramaturgia são de Fátima Pontes, que também faz a assistência de direção. No repertório, músicas de Chico Science e Nação Zumbi. A produção local é de Deisy Castro, da ATIV.

“Este espetáculo tem uma força muito grande, e a música é essa força. Afinal, o Manguebeat revolucionou e trouxe um pertencimento para gerações. Para este espetáculo, não poderíamos ter tradução em libras apenas nas falas, pois a música conduz a experiência transformadora. Foi aí que passamos para o pessoal do UAI Libras o roteiro e as canções para que a experiência seja totalmente inclusiva”, adianta Deisy Castro, ansiosa para que as pessoas vejam o resultado.

TRUPE CIRCUS. A Trupe Circus é o grupo profissional da Escola Pernambucana de Circo (EPC), projeto social artístico que existe há 29 anos e que atua em Recife (PE) nos campos da formação, fomento, fruição e difusão das artes circenses. A Trupe Circus, que nasceu em 2002, conta com artistas formados na EPC desde a infância. O coletivo circense tem espetáculos calcados na cultura pernambucana, em uma dramaturgia própria com textos autorais e em temas sociais, como diversidade cultural, combate ao racismo e à LGBTfobia, violência contra as mulheres, dentre outros temas, que afetam e permeiam as vidas na contemporaneidade.

A circulação da Trupe Circus foi aprovada no Edital Programa Transpetro em Movimento, o que viabilizou a primeira circulação nacional do coletivo. “Sem esse incentivo, não conseguiríamos realizar essa circulação, muito menos ter essa abrangência”, afirma a coordenadora executiva da Escola Pernambucana de Circo e produtora dos espetáculos Fátima Pontes.

SERVIÇO
“Circo Science – do Mangue ao Picadeiro”
7/08 – 20h – Teatro Raul Belém Machado (rua Leonil Prata, 53, Alípio de Melo), em BH
Entrada Gratuita (https://bileto.sympla.com.br/event/108660)
Classificação: 10 anos

Enem: livros mais citados e como se preparar para a prova

Ao contrário de vestibulares como a Fuvest e da Unicamp, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) não exige uma lista fixa de livros específicos, mas as obras clássicas brasileiras têm um papel essencial na prova. Segundo educadores, o segredo para o candidato se dar bem na parte de literatura é aprofundar-se nos títulos consagrados que dialogam com temas sociais, culturais e históricos relevantes para o Brasil.

No Enem, os textos literários aparecem em perguntas que exigem análise de trechos, comparação entre autores, reconhecimento de crítica social e interpretação simbólica. Além disso, muitos desses livros fornecem repertório para o aluno argumentar na redação com profundidade e originalidade.

Na opinião do professor de Língua Portuguesa da Escola Internacional de Alphaville, de Barueri, Thiago Silverio Barbosa, entender literatura é também entender o país — e isso se reflete em vários tipos de questões, especialmente na prova de Linguagens e na redação. “O Enem cobra muito além de nomes e datas. A literatura aparece na prova de maneira interdisciplinar e exige que o estudante reconheça escolas literárias, estilos de linguagem, temas e valores sociais presentes nas obras”, afirma.

No Enem, as questões relacionadas à literatura têm por objetivo avaliar, sobretudo, a competência 5 da BNCC: analisar, interpretar e aplicar recursos expressivos das linguagens, relacionando textos com seus contextos, mediante a natureza, função, organização, estrutura das manifestações, de acordo com as condições de produção e recepção. Desta forma, como explica a professora de literatura da Escola Bilíngue Aubrick, Janaína Arruda, as questões trazem à tona textos em que se verifica a possibilidade de relacionar língua e literatura, arte e literatura, literatura e humanidades, abordando crítica social, desigualdades e identidade nacional.

“Consequentemente, o ENEM não se mostra tão inclinado, como outros vestibulares, a avaliar a literatura strictu sensu e, por isso, não encontramos apenas textos literários tradicionais e autores do cânone, mas textos críticos, letras de canções, poemas contemporâneos, quadrinhos, ou qualquer manifestação em que se verifique fruição estética”, afirma Janaína.

Segundo a coordenadora pedagógica do Brazilian International School – BIS, de São Paulo, Ana Claudia Gomes, dá tempo de estudar as principais obras que caem no Enem, desde que o estudante adote uma estratégia focada e inteligente. “Seria ideal ler todos os livros, mas se não for possível, o indicado é compreender o contexto histórico, os personagens centrais, os conflitos e os temas principais”, afirma. Ainda segundo a docente, adotar recursos como vídeos, resumos críticos, podcasts e filmes pode otimizar a preparação. Ler trechos representativos e fazer anotações também ajuda na fixação dos conteúdos.

O diretor do colégio Progresso Bilíngue de Itu, Osmar Savioli Jr, aponta que a literatura exige habilidades que são avaliadas em toda a prova: interpretação de texto, análise crítica, empatia, visão de mundo e capacidade de argumentar com profundidade. “Além disso, ler e conhecer tais obras ajuda o aluno a escrever melhor, interpretar textos com mais atenção e entender contextos históricos e sociais, competências valiosas tanto na redação quanto nas outras disciplinas da prova”, diz.

Dicas para estudar literatura com foco no Enem

Contextualize historicamente: saiba em que época e sob quais influências a obra foi escrita;

Relacione com temas atuais: muitas questões pedem paralelos entre os dilemas antigos e os desafios contemporâneos;

Use outras mídias: vídeos explicativos, podcasts e filmes podem facilitar a compreensão de obras complexas;

Foque nos elementos principais: personagens, conflitos centrais e crítica social são os pontos mais cobrados;

Pratique leitura ativa: anote, destaque, faça mapas mentais e resumos para revisar depois.

Livros e autores e que mais caem no Enem

Os educadores elencaram títulos que já foram citados em edições anteriores da prova e podem cair na edição deste ano. Muitos dos livros já estão em domínio público ou foram adaptados em forma de filmes e séries, o que ajuda a ter acesso e entender melhor as obras.

1. A Hora da Estrela – Clarice Lispector

É um romance sobre o desamparo, lançado em 1977. A protagonista, a nordestina Macabéa, é uma mulher miserável, que mal tem consciência de existir. Depois de perder seu único elo com o mundo, uma velha tia, ela viaja para o Rio, onde aluga um quarto, se emprega como datilógrafa e gasta suas horas ouvindo a Rádio Relógio. Apaixona-se, então, por Olímpico de Jesus, um metalúrgico nordestino, que logo a trai com uma colega de trabalho. Desesperada, Macabéa consulta uma cartomante, que lhe prevê um futuro luminoso, bem diferente do que a espera. O livro trata de um tema tradicional da literatura brasileira: o contato do imigrante nordestino com a cidade grande.

2. Capitães da Areia – Jorge Amado

É uma obra sobre a infância abandonada. Conta a história crua e comovente de meninos pobres e infratores que moram num trapiche abandonado em Salvador, vivendo à margem das convenções sociais. O livro torna o leitor íntimo dos personagens, cada um com suas carências e suas ambições: do líder Pedro Bala ao religioso Pirulito, do ressentido e cruel Sem-Pernas ao aprendiz de cafetão Gato, do sensato Professor ao rústico sertanejo Volta Seca. Com a força envolvente da sua prosa, o ator nos aproxima desses garotos e nos contagia com seu intenso desejo de liberdade. Desde o lançamento, em 1937, Capitães da Areia causou escândalo: inúmeros exemplares do livro foram queimados em praça pública, por determinação do Estado Novo – mas ao longo de quase nove décadas a narrativa não perdeu viço nem atualidade.

3. Claro Enigma – Carlos Drummond de Andrade

Publicado em 1951, o livro representa um momento especial na obra de Drummond. Com uma dicção mais clássica, o poeta revisita formas que haviam sido abandonadas pelo Modernismo (como o soneto, modalidade que fora motivo de chacota entre as novas gerações literárias), afirma seu amor pela poesia de Dante e Camões e busca uma forma mais difícil, mas sem jamais abandonar o lirismo e a agudeza de sua melhor poesia. O autor parece querer buscar, por meio da retomada de formas clássicas, um equilíbrio entre o passado e o presente. O amor, a morte e a memória são alguns dos temas elaborados por um homem que sempre quis fazer parte do seu próprio tempo. A obra é marcada pelo fim da Segunda Guerra Mundial e o início da Guerra Fria, em que o mundo estava marcado por incertezas sobre a nova “paz armada”.

4. Dom Casmurro – Machado de Assis

Publicado originalmente em 1899, o livro conta a história de Bentinho e Capitu, desde o namoro infantil até o casamento atormentado pelo ciúme e pela dúvida: Capitu traiu o marido com o melhor amigo dele, Escobar? Os fatos são narrados por Bentinho, que relembra, já velho, episódios de sua vida. É possivelmente o romance mais estudado, comentado e discutido da nossa literatura: ainda hoje, mais de um século depois do surgimento do livro, leitores e críticos se debruçam sobre suas páginas na tentativa de encontrar pistas que lancem luz sobre o insolúvel “enigma de Capitu”. O livro é ambientado no Rio de Janeiro do Segundo Reinado (1840-1889) e início da República (1899), refletindo um período de muitas transformações sociais e políticas no Brasil.

5. Iracema – José de Alencar

Neste romance, José de Alencar faz uma alegoria da fundação do Ceará, resultando em uma obra essencial do indianismo. A potiguara Iracema, a “virgem dos lábios de mel”, encontra nas florestas da orla cearense o português Martim. É o início de um conturbado amor proibido que revela, com lirismo e aventura, a contradição e o embate entre civilizações. A obra foi publicada pela primeira vem em 1865, mas a história de passa nos anos 1600, retratando a chegada dos portugueses ao Brasil. O livro trata, entre outras questões, de temas como o choque cultural entre indígenas e europeus e a relação do homem com a natureza.

6. Macunaíma – Mário de Andrade

Em Macunaíma, o herói sem nenhum caráter, Mário de Andrade radicaliza o uso literário da linguagem oral e popular que já havia utilizado em seus livros anteriores e mistura folclore, lendas, mitos e manifestações religiosas de vários recantos do Brasil, como se fizessem parte de uma unidade nacional. Macunaíma, que ora é índio negro ora é branco, até hoje é considerado símbolo do brasileiro em vários sentidos: o do malandro esperto, amoral, que sempre consegue o que quer, e o do povo perdido diante de suas múltiplas identidades. Nas palavras do próprio autor, “Macunaíma vive por si, porém possui um caráter que é justamente o de não ter caráter”. Publicado em 1928, a obra surge no contexto da primeira geração do modernismo, que buscava uma identidade nacional, rompendo com os padrões artísticos europeus ao valorizar a cultura popular brasileira.

7. Memórias Póstumas de Brás Cubas – Machado de Assis

Na obra, o finado Brás Cubas decide contar sua história por uma ótica bastante inusitada: em vez de começar pelo seu nascimento, sua narrativa inicia-se pelo óbito. Enquanto rememora as experiências que viveu, o defunto-autor tece uma série de reflexões sobre a vida e sobre a sociedade da época, com serenidade e bom-humor. Num primeiro momento, a prosa fragmentária e livre, misturando elegância e abuso, refinamento e humor negro, causou estranheza, inclusive entre a crítica. Com o tempo, no entanto, o defunto autor que dedica sua obra ao verme que primeiro roeu as frias carnes de seu cadáver tornou-se um dos personagens mais populares da nossa literatura. Lançado em 1881, é considerado a transição do romantismo para o realismo. O livro retrata o período do Brasil Império, especialmente a elite burguesa do Rio de Janeiro, marcada por mudanças sociais e ascensão de novos valores.

8. O Cortiço – Aluísio Azevedo

Pobreza, corrupção, injustiça e traição são elementos que integram a principal obra do naturalismo brasileiro. Nela, o autor denuncia as mazelas sociais enfrentadas pelos moradores de um cortiço no Rio de Janeiro no século XIX. É um romance que convida a analisar por meio da observação crítica do cotidiano das personagens a animalização do ser humano, questão que se mostra, mais do que nunca, atual. Publicado em 1890, a obra de caracteres múltiplos aborda temáticas pouco comuns para a época – sexualidade, adultério, racismo e prostituição – retratando a visão pessimista do período.

9. Quarto de Despejo – Carolina Maria de Jesus

A primeira publicação data de 1960, e o livro surgiu do diário da autora, tornando-se um autêntico exemplo de literatura-verdade. Retrata o cotidiano triste e cruel de uma mulher e mãe solteira que sobrevive como catadora de papel e faz de tudo para espantar a fome e criar seus filhos na favela do Canindé – SP. Em meio a um ambiente de extrema pobreza e desigualdade de classe, de gênero e de raça, o leitor depara-se com o duro dia a dia de quem não tem amanhã, mas que ainda sim resiste diante da miséria, da violência e da fome. E percebe com tristeza que, mesmo tendo sido escrito na década de 1950, o livro jamais perdeu sua atualidade. A obra retrata uma época de grande industrialização e desenvolvimento do Brasil, em contraste com a miséria e exclusão social que grande parte da população vivia.

10. Vidas Secas – Graciliano Ramos

Publicado pela primeira vez em 1938, retrata a vida miserável de uma família de retirantes sertanejos obrigada a se deslocar de tempos em tempos para áreas menos castigadas pela seca no sertão nordestino. O pai, Fabiano, caminha pela paisagem árida da com a sua mulher, Sinha Vitória, e os dois filhos, que não têm nome, sendo chamados apenas de “filho mais velho” e “filho mais novo”. São também acompanhados pela cachorrinha da família, Baleia, cujo nome é irônico, pois a falta de comida a fez muito magra. O livro pertence à segunda fase modernista da literatura brasileira, conhecida como “regionalista” ou “romance de 30”. Denúncia fortemente as mazelas do povo brasileiro, principalmente a situação de miséria do sertão.