Energia solar atinge 3 milhões de sistemas residenciais no Brasil

De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), as instalações fotovoltaicas nesse mercado somam 20,8 GW e beneficiam mais de 4 milhões de consumidores

O Brasil alcançou a marca de 3 milhões de sistemas solares em residências, segundo os dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). As instalações fotovoltaicas nesse mercado somam 20,8 GW e beneficiam mais de 4 milhões de consumidores que aderiram ao segmento de geração distribuída (GD).

Segundo a projeção do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o país se consolidou entre as quatro maiores potências de energia renovável, com uma matriz energética mais limpa e diversificada. O destaque é da produção de energia solar, eólica e de biocombustíveis, garantindo ganhos ambientais e impulsionando a economia.

No setor condominial, a energia fotovoltaica tem se destacado como uma das principais alternativas para reduzir custos e promover a preservação ambiental. No entanto, o investimento inicial para instalação dos sistemas ainda é considerado elevado para muitos empreendimentos.

Para contornar essa barreira, cada vez mais condomínios estão recorrendo a linhas de financiamento específicas para projetos de energia solar. De acordo com Zener Costa, CEO da LLZ Garantidora e administrador de empresas, a energia solar tem ótimos benefícios para os condomínios. “Nossos clientes têm nos procurado para realizar empréstimos para financiar a instalação dos projetos de energia fotovoltaica, o que torna o retorno sobre o investimento bastante atrativo. Além disso, a valorização do imóvel e o apelo sustentável são fatores que têm motivado síndicos e condôminos a buscarem essa alternativa”.

Para o CEO, além de ajudar o meio ambiente, a energia solar também eleva a eficiência energética e pode tornar o condomínio autossuficiente em eletricidade. “Condomínios que investem em soluções limpas não apenas reduzem despesas, mas também contribuem para um futuro mais sustentável.”.

Energia elétrica

A Aneel elevou para 6,3% a projeção de aumento das tarifas de energia elétrica em 2025. O índice ficou acima da previsão de inflação para este ano, que é de 5,05%, segundo Boletim Focus do Banco Central. Com o aumento das tarifas de energia elétrica, condomínios residenciais e comerciais ampliaram o interesse por soluções que ofereçam mais economia e previsibilidade nos custos.

 

Colégio Marista Padre Eustáquio celebra aniversário

Celebração dos pais será integrada à novena e festa em homenagem a Padre Eustáquio

O Colégio Marista Padre Eustáquio se prepara para celebrar mais um aniversário de seu patrono, Padre Eustáquio, figura de profunda devoção e inspiração para toda a comunidade escolar e religiosa. A festa, marcada pela espiritualidade e pela união, ganha neste ano um significado ainda mais especial com uma novidade na programação.

Tradicionalmente, a Celebração Eucarística em homenagem aos pais ocorre em agosto, como parte do calendário educativo do Colégio. Em 2025, porém, será integrada à novena e festa de Padre Eustáquio, fortalecendo a comunhão entre Colégio e Santuário da Saúde e da Paz. Essa mudança busca valorizar a espiritualidade e ampliar a participação ativa da comunidade educativa nesse momento de fé e devoção.

Assim, a solenidade acontecerá no 29 de agosto de 2025 (sexta-feira), dentro da programação da novena. Às 18h30, alunos, famílias, educadores e colaboradores se reunirão no pátio do Colégio para dar início a uma procissão em direção ao Santuário. Logo em seguida, às 19h, será celebrada a Santa Missa, momento de encontro, oração e fortalecimento dos laços comunitários.

A integração das duas celebrações representa uma oportunidade de vivenciar a fé de forma mais intensa, aproximando a comunidade escolar do Santuário, espaço que guarda a memória e a espiritualidade de Padre Eustáquio.

A história de Padre Eustáquio, missionário holandês que chegou ao Brasil em 1925, é marcada pela simplicidade, fé e dedicação ao próximo. Reconhecido por sua vida de serviço e pela atenção aos mais pobres e enfermos, deixou um legado de solidariedade que ainda hoje inspira milhares de devotos. Assim como São Marcelino Champagnat, fundador do Instituto Marista, Padre Eustáquio dedicou-se à educação, à evangelização e ao cuidado com os marginalizados, unindo espiritualidade e compromisso social. Ambos partilharam a convicção de que a fé se expressa em gestos concretos de amor, atenção e acolhida, principalmente aos mais necessitados.

“O Colégio Marista Padre Eustáquio tem como missão cultivar valores que ultrapassam os muros da escola e chegam ao coração das famílias. Integrar a Celebração dos Pais à festa de nosso patrono é um gesto que fortalece ainda mais a união entre fé, educação e comunidade”, afirma a coordenadora de Pastoral do Colégio, Kátia Oliveira.

Segundo ela, a iniciativa reforça a missão de promover não apenas a excelência acadêmica, mas também a formação humana e cristã dos estudantes, em sintonia com os valores maristas. “Já para as famílias, é um convite à partilha, ao agradecimento e à renovação da fé, vivida em conjunto”, completa.

Consórcio se consolida como alternativa de investimento

Com Selic em patamar elevado, setor registra alta de 17,5% em Minas Gerais; especialista aponta modalidade como estratégia de planejamento e proteção patrimonial

Em um cenário econômico marcado pela manutenção da taxa Selic em patamares elevados, que encarece o crédito tradicional, o consórcio tem se firmado como uma alternativa estratégica para consumidores que buscam adquirir bens de alto valor ou proteger seu patrimônio. Em Minas Gerais, essa tendência é confirmada por dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac), que apontam um crescimento de 17,5% no número de participantes ativos em 2024, saltando de 1,03 milhão em 2023 para 1,18 milhão.

Para Patrícia Barreto, analista sênior de crédito do Grupo Fractal, a taxa de juros a 15% ao ano foi um fator decisivo para essa mudança de comportamento, levando mais pessoas a considerarem a modalidade. “Apesar do patamar elevado da taxa Selic, que naturalmente encarece o crédito tradicional, o consórcio vem se destacando como uma alternativa mais econômica e estratégica para o consumidor”, afirma. Segundo ela, o crescimento expressivo no número de participantes reflete a busca por opções que não comprometam o orçamento com os custos de um financiamento convencional.

A principal vantagem da modalidade está na sua estrutura de custos. Diferente dos financiamentos, o consórcio não possui juros embutidos nas parcelas. “Enquanto financiamentos com taxas de juros embarcadas se tornaram menos atrativos, o consórcio se consolidou como uma opção de planejamento financeiro de médio a longo prazo, sem cobrança de juros — apenas com taxa de administração, que tende a ser significativamente menor”, explica Patrícia.

Disciplina financeira

Além de ser uma ferramenta de compra planejada, o consórcio ganhou força como um instrumento de investimento e disciplina financeira. A versatilidade do produto permite que ele seja utilizado para diversos objetivos, desde a aquisição de imóveis e veículos até a alavancagem de negócios. “Muitos consumidores passaram a utilizá-lo como forma de guardar dinheiro com disciplina, visando uma aquisição futura, seja de imóvel, automóvel, serviços ou até mesmo para fins comerciais. Essa versatilidade também impulsionou sua popularidade”, destaca.

Patrícia destaca ainda que o cenário econômico atual reposicionou o consórcio no mercado, transformando um obstáculo ao crédito em uma oportunidade para o planejamento. “Em um ambiente de juros altos, o que é uma barreira para o crédito, torna-se um impulso para o consórcio. Ele não apenas evita o endividamento imediato, como também oferece maior previsibilidade e controle financeiro ao participante, sendo uma solução mais econômica e menos comprometedora para o orçamento”, finaliza.

Juliana Sícoli apresenta exposição “Coreografias da Forma”

A solidez geométrica das fotografias de Juliana Sícoli, juntamente com suas novas esculturas curvilíneas, vão ao encontro da emblemática atmosfera modernista da Casa Birman, em São Paulo, na exposição “Coreografias da Forma”, a partir da manhã do dia 28 de agosto. No dia 27, num evento somente para convidados, a artista visual mineira apresentou a dança materializada da sua nova pesquisa “Bailarinas”, figuras principais da mostra.

Essas obras trazem as formas sinuosas de mulheres em dança, apoiando-se e celebrando a liberdade de ser. Seus gestos, detalhados em forma de aço corten e aço inox polido, foram transformados em matéria, e nos lembra que todo movimento pode carregar em força e leveza. Ao todo serão três esculturas externas que se contrapõem às linhas rígidas e profundas de 14 quadros, entre fotografias e tapeçaria, para contemplação no interior da casa. A exposição tem curadoria do diretor criativo da marca Guilherme Kfouri.

“Geografias da Forma descreve a própria experiência de existir. As imagens de formas sólidas, pausas e sopros representam os limites e as aberturas que encontramos na vida. Falo da tensão entre extremos, da contenção e expansão, para identificar que é nessa travessia que o ser humano se reinventa. A dança surge como metáfora desse processo, na qual viver é mover-se entre opostos, e é nesse entremeio que a matéria da vida se transforma e abre espaço para novos sonhos”, esclarece Juliana.

No evento de lançamento, após um talk com a artista, os convidados seguiram para uma visita guiada com a curadora Carollina Laureano na feira SP-Arte Rotas 2025, onde a artista também expôs outras obras.

A feira ocupa de 27 a 31/08 o espaço ARCA, em São Paulo, com cerca de 60 projetos curados, reunindo galerias, instituições culturais e iniciativas que expandem o debate sobre arte contemporânea. E a exposição na Casa Birman fica disponível para contemplação até o início de novembro, sob prévio agendamento.

Sobre a artista

Juliana Sícoli (1983) é artista visual, com pós-graduação em Fotografia e Artes Visuais e em Psicologia Positiva. Em constante formação em psicanálise, tece uma narrativa única que entrelaça fotografias, esculturas, tapeçarias e intervenções com materiais de corte e de costura. Sua pesquisa, fundamentada na busca por expressar as inquietações que não apenas a afetam, mas também ressoam em tantas outras mulheres, transcende as fronteiras do visível para desvelar camadas emocionais mais profundas. Em um diálogo contínuo entre imagem e psique, cada obra é uma expressão consciente – uma declaração visceral – do seu compromisso em investigar e trazer reflexões sobre as complexidades que permeiam o universo feminino.

Victor Lúcio assina a Saleta de Degustação no Morar Mais BH

A Saleta de Degustação no Morar Mais BH foi criada para proporcionar uma experiência sensorial única dentro da mostra. Mais do que um ambiente, ela é um convite à pausa, ao encontro e à celebração dos sentidos.

Inspirada na ancestralidade, sua paleta de tons terrosos e verdes conecta-se à força da natureza, enquanto sementes secas e flores do cerrado evocam memória, pertencimento e identidade brasileira. O design autoral, aliado à iluminação intimista, reforça a atmosfera acolhedora e sofisticada.

O cobogó ganha protagonismo no espaço, reafirmando a força da arquitetura brasileira e trazendo identidade, textura e movimento ao ambiente.

Crédito: Ivan Araujo

“Participar do Morar Mais BH é a realização de um sonho. É um momento de consolidar meu trabalho e, ao mesmo tempo, dividir com o público uma experiência que traduz minha visão da arquitetura”, afirma o arquiteto Victor Lúcio, autor do projeto.

Ele também destaca a essência do conceito: “Evocar a ancestralidade nos projetos é fundamental. É uma forma de valorizar nossa história, nossa identidade e criar espaços que despertam pertencimento.”

A Saleta de Degustação se apresenta no Morar Mais BH 2025 como um refúgio contemporâneo que valoriza sustentabilidade, cultura e bem-estar. Um espaço pensado para inspirar visitantes e criar experiências que permanecem na memória.

1ª edição PCD Música na Árvore Solar em Viçosa

A cidade de Viçosa recebe, nos dias 30 e 31 de agosto, uma edição especial e inédita do projeto Música na Árvore Solar – Edição PCD, voltada à valorização da arte produzida por pessoas com deficiência.

Entre as atrações confirmadas estão o Coral de Cegos União Santa Tereza, interpretando clássicos do Clube da Esquina, o violeiro Danilo Bayão, que apresenta temas da viola caipira, e a banda instrumental No Stress, com participação do tecladista e proponente do projeto Kiko Oliveira – músico cadeirante com trajetória reconhecida na cena cultural.

Além dos shows gratuitos, que acontecerão no Recanto das Cigarras, o evento também conta com a presença do DJ Fê Lins, que traz um setlist inclusivo, e com uma série de atividades formativas e reflexivas, como a palestra sobre sustentabilidade e o workshop online com a biografia musical de Kiko Oliveira, transmitido ao vivo pelo Instagram do coletivo @musicanaarvoresolar.

Realizado com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), por meio do Governo de Minas Gerais e do Ministério da Cultura, o evento gratuito leva ao público uma programação diversa que une acessibilidade, cultura mineira, sustentabilidade e inovação.

SOBRE O MÚSICA NA ÁRVORE SOLAR – Primeiro projeto cultural e musical que utiliza a energia solar como matriz energética para alimentar a estrutura de som de shows no País, o Música na Árvore Solar não só oferece uma experiência musical única, mas também promove a conscientização sobre a importância da energia limpa e renovável. “Ao integrar placas fotovoltaicas instaladas em um automóvel, o projeto demonstra um compromisso tangível com o desenvolvimento sustentável, alinhando-se com as metas dos acordos climáticos internacionais e a Agenda 2030 da ONU. Este é um exemplo inspirador de como a arte e a tecnologia podem se unir para promover mudanças positivas em nossa sociedade”, explica o coordenador de Comunicação do projeto, André Trindade.

Segurança e qualidade de vida viram padrão em empreendimentos

A busca por soluções inteligentes no setor imobiliário está promovendo mudanças significativas no conceito de moradia no Brasil. Segundo um estudo da Fortune Business Insights, a previsão de receita deste mercado no país pode chegar a US$2,41 bilhões até 2026, um crescimento de quase 100% em relação a 2022. Essa evolução tem chegado até mesmo a empreendimentos populares em cidades do interior, que passam a ser planejados com mais atenção à infraestrutura, lazer e à segurança dos moradores.

Um exemplo é o Condomínio Vista da Mata I, lançado em Machado (MG), a 380 km de Belo Horizonte. Desenvolvido pela incorporadora mineira Emcorp, o empreendimento possui opções de 45 a 60 m² e faz parte do programa Minha Casa, Minha Vida, iniciativa que voltou a impulsionar o setor imobiliário nos últimos anos. No terceiro trimestre de 2024, os imóveis enquadrados no programa representaram metade de todos os lançamentos no país, somando 47.525 unidades, um aumento de 31,8% em relação ao mesmo período de 2023 (dados Câmara Brasileira da Indústria da Construção).

De acordo com o diretor da incorporada, Pedro Ivo Vasconcelos, o setor está passando por uma mudança de paradigma: “Acreditamos que o acesso à moradia deve combinar preço acessível com qualidade de vida. Para isso, vencemos desafios típicos de empreendimentos populares, a fim de elaborar projetos que caibam no bolso das pessoas e ofereçam bem-estar, segurança e espaços de lazer para toda a família”, afirma.

Seguindo esse conceito, o condomínio possui diferenciais como portaria 24 horas com controle de acesso, piscinas adulto e infantil, área gourmet e playground. A iluminação das áreas comuns utiliza energia solar, diminuindo a conta de energia do condomínio e permitindo um ganho ambiental. Materiais duráveis e equipamentos padronizados também ajudam a cortar visitas de manutenção, baixando os custos. “Nosso objetivo é elevar o padrão do que se entende por moradia popular”, destaca o diretor.

A escolha por Machado segue uma lógica estratégica: a cidade, com cerca de 37 mil habitantes e PIB estimado em R$1,4 bilhão, apresenta bom crescimento populacional e investimentos em infraestrutura. Além de estar entre as dez que mais geraram empregos no primeiro semestre de 2024, no sul do estado.

Hotmart Fire 2025 abre com debates sobre IA e futuro da internet

O primeiro dia do Hotmart Fire 2025 reuniu milhares de empreendedores digitais em Belo Horizonte e marcou a abertura da 10ª edição do maior festival de empreendedorismo e inovação da América Latina. O evento trouxe à tona reflexões sobre o futuro da internet, o impacto da inteligência artificial, as novas oportunidades para criadores de conteúdo e os rumos da Creator Economy.

A cobertura exclusiva do Portal Cenário Minas está sendo realizada por Luiz Fernando Borja e Geraldo Félix, CEO do portal, que acompanham de perto os bastidores e os principais debates do festival.

A fala inspiradora do CEO da Hotmart

Com uma trajetória de dez anos à frente do evento, o CEO e fundador da Hotmart, João Pedro Resende, abriu o festival destacando o crescimento da empresa e a relevância da comunidade que se formou em torno da Creator Economy.

JP também destacou o papel da tecnologia e da inteligência artificial como multiplicadores de potencial humano – ferramentas que não substituem, mas ampliam habilidades, tornando o futuro da educação e do empreendedorismo ainda mais acessível.

“O Hotmart Fire só acontece porque vocês continuam presentes. Dez anos, em qualquer circunstância, é muito tempo. Em uma década, tudo pode mudar: é possível recomeçar do zero, construir novas histórias e realizar coisas grandiosas”, afirmou Resende.

Ele ressaltou a evolução da Hotmart, que passou de 90 para 1.700 funcionários em apenas dez anos e hoje opera em sete unidades globais.

Terceiro Dia – 30 de agosto 

Hotmart Fire 2025 encerra com debates sobre relevância digital e show do Jota Quest

No último dia do Hotmart Fire 2025, o ator, escritor e diretor Lázaro Ramos destacou a importância do processo criativo em um evento dominado por dados e tendências digitais. Fugindo de fórmulas prontas, ele defendeu que a verdadeira inovação nasce do autoconhecimento, da leitura do público e da compreensão do tempo em que vivemos. Lázaro lembrou que, mesmo com décadas de carreira, uma criança já o reconheceu como “o moço do TikTok” — prova de que a percepção do público muda, mas a essência da criação continua a mesma.

Realizado no Expominas, o evento reuniu 10 mil participantes de 26 países, com 70% vindos de fora de Minas Gerais, movimentando R$ 70 milhões na economia local. Foram cinco palcos, 140 palestrantes e uma programação marcada por lançamentos tecnológicos e debates sobre o futuro da Creator Economy.

A edição comemorativa celebrou os 10 anos do Fire, que começou em 2015 com pouco mais de mil pessoas e hoje reflete a expansão global da Hotmart: de 3.500 produtores ativos para 250 mil, superando US$ 10 bilhões em vendas digitais. Mulheres já representam 46% dos produtores, 35% acima da média nacional, e empreendedores de mais de 620 cidades brasileiras faturaram mais de R$ 1 milhão em vendas.

Segundo Nathalia Cavalieri, vice-presidente de Comunicação e Experiência do Cliente da Hotmart, os números reforçam o alcance internacional da Creator Economy. “Um em cada três produtores brasileiros já vende para fora do país. O empreendedorismo digital é sem fronteiras”, afirmou.

O evento também mostrou a diversidade do setor, que vai além dos cursos online. Entre os participantes estavam contadores, desenvolvedores, artistas e até produtores de queijo artesanal, em nichos que vão de educação e marketing a games e agronegócio. “Se você tem conhecimento, pode transformar em negócio digital”, concluiu Nathalia.

O Hotmart Fire 2025, maior evento de Creator Economy da América Latina, chegou ao fim neste sábado (30/8), no Expominas, em Belo Horizonte, após três dias de palestras, networking e experiências imersivas para empreendedores digitais e criadores de conteúdo.

No último dia, os debates giraram em torno da construção de relevância no ambiente digital e da importância da inovação.

Pedro Sobral: comunidade como diferencial

Conhecido por seus lançamentos digitais e pela construção da comunidade Sobralizadores, Pedro Sobral destacou a importância de criar vínculos reais com o público. Para ele, não basta vender: é preciso construir pertencimento, dar voz à audiência e transformar clientes em defensores da marca.

Lázaro Ramos: protagonismo e diversidade

O ator e diretor Lázaro Ramos trouxe para o palco uma reflexão sobre representatividade e narrativas plurais. Ele ressaltou que a Creator Economy abre espaço para novas vozes e que a diversidade precisa ser encarada como motor de inovação cultural e social. “Quando cada pessoa pode contar sua história, todo o ecossistema se enriquece”, afirmou.

Geronimo Theml: reinvenção constante

Coach e palestrante, Geronimo Theml falou sobre disciplina, consistência e mentalidade empreendedora. Para ele, o criador que deseja se destacar precisa transformar conhecimento em método e buscar evolução contínua, sem se prender ao medo de errar.

Encerramento com Jota Quest

Para fechar a edição, a banda Jota Quest subiu ao palco e transformou o Expominas em uma grande celebração. O show reuniu hits que marcaram gerações e embalou o público em clima de festa, simbolizando o encerramento de três dias de inovação, aprendizado e networking que consolidaram o Hotmart Fire como referência na Creator Economy latino-americana.

Segundo Dia – 29 de agosto 

Estratégia e inovação

O segundo dia do Hotmart Fire 2025, realizado neste sábado (30/8) no Expominas, em Belo Horizonte, reuniu palestras que mostraram como autenticidade, estratégia e inovação são fundamentais para crescer no universo digital e gerar impacto real.

Vitor Santos: relevância além da viralização

Vitor Santos, especialista em linguagem corporal e criador do canal Metaforando, destacou que a construção de relevância digital exige mais do que visualizações rápidas. Segundo ele, é preciso formar uma audiência fiel, capaz de sustentar engajamento e monetização.

Baseado em sua própria trajetória, Santos apontou quatro princípios para quem deseja se destacar:

  • Responder perguntas com originalidade, trazendo identidade ao conteúdo;

  • Criar conexões e parcerias, fortalecendo credibilidade;

  • Definir um arquétipo, alinhando estilo e posicionamento;

  • Reinventar os acertos, adaptando-se às mudanças de comportamento da audiência.

“Reinvenção é a chave da consistência. Crescer não é apenas viralizar, mas gerar impacto real”, afirmou.

HeiApp: inovação da Heineken para jovens

A executiva Fernanda Leitão, coordenadora de marca e inovação da Heineken, apresentou o HeiApp, aplicativo que incentiva jovens a ampliarem sua vida social conhecendo novos bares e pessoas.

Segundo ela, a iniciativa reflete os novos comportamentos da Geração Z, marcada por experiências mais fluidas, digitais e diversas. O projeto também ilustra como empresas podem aplicar inovação de forma prática.

“Inovar só por inovar não faz sentido. É preciso gerar valor real e resolver problemas concretos”, destacou. Fernanda ainda diferenciou os “erros lentos”, que consomem tempo e recursos sem resultado, dos “erros rápidos”, que permitem ajustes ágeis e aumentam as chances de sucesso.

Nesse contexto, Ramon Campos, publicitário, digital creator e estrategista criativo; Ramon Araújo, creator mobile e head de creators na promoview; Marina Camelo, especialista em marketing digital; e Igor Wallace, aluno da Hotmart Decola; trouxeram discussões acaloradas sobre “Criatividade em tempos de IA”.

Já o criador de conteúdo Ramon Campos afirma que criatividade sem repertório é cópia e que ela não substitui conversas e histórias de vida, por exemplo. Segundo ele, o repertório fica pobre e superficial com a IA na produção de conteúdo.

O assunto foi debatido durante o segundo dia do Hotmart Fire 2025, maior evento de Creator Economy da América Latina, que ocorre até amanhã (30/8), no Expominas, em Belo Horizonte.

Marcas rebeldes

No painel “Marcas Rebeldes”, durante o Hotmart Fire 2025, o executivo de marketing João Branco e o CEO do Grupo Reserva, Rony Meisler, trouxeram provocações sobre os fundamentos que a inteligência artificial não consegue substituir no universo das marcas.

Nada vende mais do que a verdade

Rony destacou que muitas empresas se concentram apenas em corrigir falhas e esquecem de fortalecer seus pontos fortes. Para ele, a autenticidade é o maior ativo competitivo. “O desafio está em equilibrar a correção de erros com a preservação dos diferenciais que já tornam a marca única”, ressaltou.

O que realmente importa é o valor entregue

Na visão de João Branco, investir em marketing para exaltar apenas longevidade ou tradição — como “30 anos no mercado” — tem pouco impacto no consumidor. “O que conta é o valor gerado, a experiência oferecida e a forma como a marca resolve os problemas reais das pessoas”, afirmou.

O exemplo arrasta

Segundo Rony, marcas só se consolidam quando transformam discurso em prática. “Não adianta apenas dar conselhos sem exemplos concretos. É no contato diário com clientes, parceiros e stakeholders que surgem os ajustes e os aprendizados”, avaliou.

Construir marcas é deixar marcas

Construir uma marca, reforçaram os palestrantes, é muito mais do que criar um logotipo ou lançar um produto: trata-se de criar experiências memoráveis. “Cada campanha ou iniciativa é percebida não apenas pelo mercado, mas por todos que interagem com a empresa. São essas ações consistentes que transformam negócios em referências e ideias em legados duradouros”, completou João Branco.

Ativações de marca

Além das palestras, os participantes do Hotmart Fire exploraram ativações espalhadas pelos pavilhões do Expominas. Um dos destaques foi o E-book to Book, tecnologia desenvolvida pela Hotmart que cria automaticamente a capa de um livro a partir de um prompt na plataforma e possibilita transformar e-books em versões físicas de forma simples e intuitiva.

Segundo Paulo Vendramini, diretor de Produtos da Hotmart, a solução nasceu da observação do mercado: “Grande parte dos nossos clientes já trabalha com e-books. Identificamos a oportunidade de aproximá-los ainda mais de seus leitores, oferecendo a possibilidade de expandir seus negócios para o formato físico”.

Vendramini explica que o objetivo é transformar criadores em verdadeiros empreendedores digitais. A ideia é oferecer soluções que permitam maior reinvenção e expansão dos produtos digitais.

Nesse cenário, surge o agente de IA como um recurso versátil capaz de assumir diferentes funções no trabalho do empreendedor digital — desde um agente de vendas, que apoia o infoprodutor na superação de objeções e no aumento das conversões, até um agente de gestão, apto a aprender continuamente, identificar padrões e otimizar a administração do negócio. Como destaca Vendramini, essas ferramentas têm como objetivo ampliar resultados, mas jamais substituir aquilo que é exclusivo em cada criador: a criatividade, a voz e a habilidade de estabelecer conexões autênticas com sua audiência.

O legado do dia

Com discussões sobre relevância, conexões reais e inovação aplicada, o Hotmart Fire mostrou que o futuro da Creator Economy depende menos da sorte e mais da capacidade de se reinventar, aprender com erros e construir relacionamentos sólidos com a audiência.

 

Primeiro Dia – 28 de agosto 

Inteligência artificial x empreendedorismo

O impacto da IA no futuro do trabalho e do ensino foi um dos pontos centrais da fala de Resende. Citando Bill Gates, ele lembrou que em dez anos a inteligência artificial poderá substituir muitos médicos e professores. Ainda assim, reforçou que a tecnologia deve ser encarada como ferramenta de apoio e não como ameaça definitiva:

“A internet não substituiu professores nem eliminou o ensino presencial. Agora, com a inteligência artificial, temos a oportunidade de ampliar as formas de ensinar e aprender.”

Para o CEO, a criatividade humana continua insubstituível. “Os criadores de conteúdo serão os últimos a serem substituídos pela inteligência artificial. Eles existirão enquanto o ser humano tiver o desejo de se expressar”, completou.

Marcos Alves, 35 anos, de Belém (PA), participa pela primeira vez do evento. Empreendedor de cursos on line no Pará, vê na experiência uma oportunidade de ampliar a formação acadêmica e mostrar seus conhecimentos para os ribeirinhos.

“O primeiro dia do Hotmart Fire 2025 mostrou que o futuro da Creator Economy é promissor: ética, criatividade e inovação caminham juntas para transformar ideias em negócios reais”, ressaltou.

A carioca Ana Paula dos Reis, 29 anos, participa pelo quarto ano consecutivo do evento. Atuante no nicho ecológico, ela destaca o interesse em ampliar conhecimentos e conexões na área.

“A abertura do evento reforçou que empreender no digital exige coragem, mas também abre oportunidades inéditas para quem acredita no poder da educação, da tecnologia e da conexão humana.”, afirmou. Ana considera o Hotmart Fire uma oportunidade estratégica para novos networks.

Scott Galloway: empreender exige estômago

Outro destaque do dia foi o economista e professor Scott Galloway, que trouxe uma visão realista sobre os desafios do empreendedorismo digital. Sua fala sintetizou o tom do evento:

“É preciso estômago para empreender.”

A mensagem repercutiu entre os participantes, reforçando a ideia de que o sucesso no ambiente digital exige resiliência, ética e capacidade de adaptação em um mercado em constante transformação. Ele mostrou que riqueza é ter segurança financeira – quando a renda passiva cobre seus gastos – e que a ansiedade econômica pode ser um grande inimigo da saúde, dos relacionamentos e da felicidade.

Cases de sucesso e novos empreendedores

Histórias inspiradoras também marcaram o primeiro dia. O brasiliense Pedro Cardoso celebrou sua medalha de R$ 10 mil em vendas com um curso sobre gravações profissionais usando apenas o celular.

Já a mineira Pâmela Teixeira, de Betim, participou pela primeira vez e destacou a oportunidade de aprendizado para impulsionar sua carreira em marketing digital. A cearense Maria Alves, do nicho de espiritualidade, retornou pela segunda vez ao evento em busca de networking e novas parcerias.

Marco inédito: Fluency Academy ultrapassa meio bilhão

Outro momento emblemático foi o reconhecimento da Fluency Academy, startup de idiomas que se tornou a primeira edtech do mundo a alcançar meio bilhão de reais em faturamento líquido pela Hotmart. O prêmio foi entregue no palco por João Pedro Resende aos fundadores Rhavi Carneiro e Finn Puklowski.

Fundada em 2017 por Rhavi Carneiro (Brasil) e Finn Puklowski (Nova Zelândia), a Fluency nasceu com o propósito de transformar e democratizar o ensino de idiomas. Unindo a visão empreendedora de ambos e a capacidade de identificar oportunidades no mercado digital, a dupla construiu uma edtech que rapidamente se destacou no cenário da educação online. Em poucos anos, a Fluency tornou-se uma das maiores da América Latina, oferecendo hoje 8 idiomas — inglês, espanhol, francês, italiano, alemão, japonês, coreano e mandarim — e já impactando mais de 400 mil alunos em mais de 100 países.

“Esse prêmio simboliza uma jornada de muito trabalho e paixão por empreender com impacto. Queremos mostrar que é possível criar negócios digitais com propósito e gerar transformações reais”, destacou Rhavi.

Internet com ética e futuro da Creator Economy

Os debates do primeiro dia deixaram claro que o futuro da internet deve ser construído com responsabilidade. Longe de ser uma “terra sem lei”, o espaço digital exige ética, criatividade e inovação para sustentar o crescimento dos empreendedores.

Venda Todo Santo Dia

No palco Leandro Ladeira, empreendedor digital, mentor e criador do método “Venda Todo Santo Dia”, mostrou como o storytelling é a arma mais poderosa do marketing. Ele lembrou que uma marca forte não nasce só de números ou processos, mas de personalidade, emoção e histórias bem contadas.

Leandro Ladeira, conhecido também como “Ladeirinha”, é um dos maiores nomes do marketing digital brasileiro. Natural de Brasília, ele se destacou inicialmente como publicitário e, ao longo dos anos, tornou-se referência na criação e venda de infoprodutos na Hotmart.

Histórias pessoais e autênticas criam conexão real com o público.

Uma boa narrativa tem conflito, detalhes e moral — é isso que gera lembranças e vendas.

O storytelling é o diferencial que transforma negócios comuns em marcas inesquecíveis.

Entre reflexões sobre família, experiências reais e humor, Ladeira deixou claro: quem sabe contar boas histórias, sabe vender.

Wendell Carvalho

Wendell Carvalho é um empresário reconhecido por sua atuação no mercado de marketing digital, especializado em estratégias para a criação e venda de infoprodutos. Ele é o fundador do Grupo Virtus e se destaca como líder mundial de vendas na plataforma Hotmart, acumulando milhões em comissões ao longo de sua carreira.

Ele mostrou na prática o poder da superação e da ação. Ele compartilhou sua trajetória, de uma mesa improvisada como escritório até grandes conquistas no digital, e reforçou a importância de assumir o controle, enfrentar os medos e agir com coragem.

Inteligência Artificial sendo escrita na Hotmart

Um livro escrito pela inteligência artificial a partir do Hotmart Fire
Um dos diferenciais desta 10ª edição é a criação de um livro em tempo real pela inteligência artificial, que está registrando as principais falas, ideias e debates que acontecem nos palcos do festival. O projeto busca eternizar os insights mais relevantes sobre inovação, empreendedorismo digital e futuro da Creator Economy, transformando o Hotmart Fire em um marco não apenas vivido, mas documentado com tecnologia de ponta.

O evento também reforça seu papel como um dos maiores espaços de networking do Brasil, conectando criadores, empreendedores, investidores e profissionais do mercado digital em um ambiente fértil para novas parcerias e negócios.

Na abertura, o CEO da Hotmart, João Pedro Resende, trouxe uma reflexão poderosa sobre a jornada do empreendedorismo digital. Da ideia inicial ao impacto global, a Hotmart cresceu junto com milhares de criadores e empreendedores que transformaram sonhos em negócios reais, alcançando milhões de pessoas ao redor do mundo. Como definiu Resende, são “histórias do evento que faz história”.

“A inteligência artificial não vem para substituir, mas para multiplicar o potencial humano.”

Exclusivo para Imprensa

Um dos momentos especiais do primeiro dia do Hotmart Fire 2025 foi a experiência dedicada exclusivamente à imprensa e criadores de conteúdo, no AI Press Lab | Sala de Imprensa. O espaço reuniu jornalistas, redatores e videomakers em uma imersão inédita sobre o uso da inteligência artificial aplicada ao jornalismo e à produção digital. Especialistas da Hotmart apresentaram tendências, ferramentas e práticas que prometem elevar a eficiência, produtividade e inovação no dia a dia da comunicação, oferecendo aos presentes uma visão privilegiada sobre o futuro da criação de conteúdo.

Mensagem do Primeiro dia

Uma mensagem ficou evidente entre os palestrantes: não existe inteligência artificial sem a inteligência humana. A tecnologia, por mais avançada que seja, depende da criatividade, da sensibilidade e da visão estratégica das pessoas para gerar impacto real. Foi reforçado que a IA deve ser vista como uma aliada, uma ferramenta capaz de potencializar resultados, mas jamais substituir a essência humana de contar histórias, inovar e empreender com propósito.

Cobertura ao vivo nas redes sociais

O Portal Cenário Minas seguirá com cobertura completa do Hotmart Fire 2025. Para acompanhar os bastidores, entrevistas e os destaques do segundo dia, acesse nossas redes sociais no Instagram e TikTok.

LGPD no Terceiro Setor: proteja dados e evite riscos

A adequação à lei vai além da obrigação legal, sendo um pilar para proteger a reputação, garantir a confiança de doadores e evitar a paralisação de atividades essenciais para a sociedade

Prestes a completar cinco anos de vigência, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) ainda representa um desafio significativo para o Terceiro Setor. Organizações da Sociedade Civil (OSCs), como fundações e associações, que lidam diariamente com um grande volume de dados sensíveis de beneficiários, voluntários e doadores, precisam urgentemente adequar seus processos para cumprir a legislação e proteger sua reputação.

Muitas dessas entidades, que atuam na linha de frente com populações em situação de vulnerabilidade, jovens, idosos e outros grupos, frequentemente coletam informações. A natureza desse trabalho torna a conformidade com a LGPD não apenas uma obrigação legal, mas um pilar para a manutenção da confiança com seu público.

As obrigações legais para as OSCs são as mesmas aplicadas a empresas e ao poder público. Elas incluem a necessidade de obter consentimento explícito para o tratamento de dados, informar de maneira clara a finalidade da coleta e garantir a segurança dessas informações para evitar vazamentos. A falta de adequação expõe as organizações a riscos que vão além das multas.

“A reputação é um dos ativos mais valiosos para uma OSC. Um incidente de vazamento de dados pode não apenas resultar em sanções financeiras, mas também abalar a confiança de doadores e da comunidade, comprometendo a captação de recursos e a continuidade dos projetos”, afirma o advogado Tomáz de Aquino. “Muitas organizações ainda operam com uma falsa sensação de que a lei não se aplica a elas por não terem fins lucrativos, o que é um equívoco “, completa.

No campo legal, as sanções administrativas previstas na LGPD incluem advertências, multas que podem chegar a 2% do faturamento, a publicização da infração, o bloqueio e até a eliminação dos dados pessoais envolvidos no incidente. Do ponto de vista reputacional, a perda de credibilidade pode afastar parceiros e financiadores essenciais à entidade. Operacionalmente, a inadequação pode levar à suspensão do funcionamento do banco de dados, inviabilizando as atividades da organização.

A adequação à LGPD deve ser vista como um investimento na sustentabilidade e na missão da organização. Mapear os dados coletados, revisar formulários e contratos, implementar políticas de segurança e treinar as equipes são passos fundamentais. “Estar em conformidade com a LGPD é, acima de tudo, um ato de respeito e cuidado com as pessoas que confiam na organização. É uma oportunidade para profissionalizar a gestão e fortalecer os laços com a sociedade”, conclui Tomáz de Aquino.

IA avançada combate crimes digitais com eficácia

Ferramentas de segurança ganham em inovação e tendem a ser caminho na redução dos chamados estelionatos digitais

Os golpes virtuais estão em alta no Brasil. Mais do que isso, eles vêm sendo considerados um verdadeiro filão entre os bandidos, dentre outras razões por não exigir nenhum risco de identificação frente às vítimas. É o que aponta o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2024. Segundo o documento, os chamados estelionatos por meio virtual cresceram 13,6% entre 2022 e 2023 no país, ao passo que os estelionatos de modo geral avançaram 8,2% no mesmo período.

Na contramão, práticas criminosas mais incisivas, como roubos de carros, celulares, cargas, residências, comércios e de instituições bancárias sofreram reduções expressivas em todo o país, ainda de acordo com o relatório. O foco nos crimes cibernéticos tende a dar mais protagonismo a empresas de tecnologia capazes de entregar soluções eficazes contra os estelionatos virtuais.

“As empresas e organizações precisam entender, antes de tudo, que as soluções contra essas práticas já existem. Aquelas que usam tecnologias de onboarding digital, por exemplo, têm um leque de ferramentas já disponíveis para coibir a invasão de golpistas em seus sistemas e em contas de usuários”, garante Maria Cristina Diez, engenheira de softwares e diretora comercial da Most Specialist Technologies, uma das maiores empresas de automação de onboarding e segurança digital do país.

Uma delas é o Facematch, uma ferramenta capaz de comparar a fotografia de um usuário num documento com a imagem dele em tempo real. Outro recurso com forte capacidade de resposta às tentativas de fraudes é o Liveness, que permite realizar uma prova de vida que garante a autenticidade do usuário que está acessando um determinado sistema através do próprio celular. Ambas utilizam tecnologias de inteligência artificial que elevam a capacidade de proteção.

“O Facematch e o Liveness são apenas duas ferramentas de um leque que a Most oferece ao mercado, justamente com o objetivo de reduzir os ataques a sistemas digitais, como aplicativos, bancos de dados internos ou ferramentas de acesso aos usuários”, garante a executiva da Most. “Nossas soluções não são paliativas. Elas têm um alto poder de proteção, e ainda melhoram a experiência e dão mais rapidez ao uso do sistema pelo usuário”, complementa.

Mais investimentos em segurança

Para Maria Cristina Diez, os números do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2024 mostram uma tendência de crimes cibernéticos que deve ser respondida à altura pelas organizações, a partir de investimentos em segurança. O próprio Anuário, por sinal, adverte para essa importância: o documento recorre aos resultados de outra pesquisa para mostrar que apenas 3% das empresas e organizações consultadas indicaram que têm iniciativas mais consistentes para o setor de cibersegurança.

“Mesmo com todos os avanços tecnológicos, o investimento em segurança digital ainda é baixo e abre brechas que ajudariam a compreender os números de golpes virtuais aqui trazidos. O crime tem explorado as novas fronteiras sociais e econômicas de modo cada vez mais rentável e inovador”, afirma o Anuário. A diretora da Most concorda. Para ela, as empresas devem compreender que soluções como o Facematch e o Liveness, dentre muitas outras desenvolvidas pela desenvolvedora, são um importante ponto de partida para investir em respostas produtivas.

“Ferramentas como as que oferecemos são provas importantes de que há como as empresas praticamente eliminarem os ataques a seus sistemas e proteger seus usuários de potenciais invasões. Com um detalhe: esses recursos assimilam os comportamentos dos golpistas, já que têm base em inteligência artificial. Isso eleva muito a eficácia no controle dos acessos”, pontua Maria Cristina Diez.