Festival Ostara Festival 2025 acontece neste final de semana

A atmosfera da Idade Média vai tomar conta de Belo Horizonte em um evento que promete encantar moradores e visitantes. O Festival Ostara 2025, acontece entre os dias 13 e 14 de setembro (sábado e domingo) no Espaço Solarium. O evento é uma realização da Produtora Creare Produções & Eventos e os ingressos estão sendo vendidos pela Sympla.

O projeto, realizado desde 2018, convida o público a mergulhar de cabeça em uma experiência única, trazendo uma temática diversificada, que abrange a época antiga, medieval e de universos fantásticos de livros, filmes, séries e jogos, como, por exemplo, Senhor dos Anéis, Game of Thrones, Vikings, Anéis do Poder, Elder Scrolls e D&D, criando um ambiente diferenciado onde o público possa se sentir à vontade para se expressar através de fantasias, música e dança.

O festival  também valoriza a economia criativa, com a participação de mais de 35 expositores no tradicional Mercado Mágico. O evento é uma oportunidade de explorar e celebrar a diversidade cultural que possuímos, misturando história e fantasia em um ambiente repleto de magia e encantamento.

Para a edição do Ostara Festival 2025, o Reino Ostarinha, um sucesso em outras edições, traz um espaço único, com atividades pensadas para estimular a criatividade e imaginação das crianças. A atividade é conduzida por monitoras qualificadas (que também são pedagogas), garantindo que as crianças tenham uma experiência rica e divertida, promovendo o aprendizado e a interação de forma lúdica. Os Jogos Medievais, uma série de atividades e desafios para o público se divertir e competir por premiações diversas, que vão desde brindes até vouchers para um jantar no restaurante A Forja.

As atividades temáticas sempre fizeram parte do festival, que traz novamente o  tiro de arco e flecha e arremesso de machado, além das oficinas, onde o público é convidado a entrar em rodas de música, mesmo se não tiver experiência com instrumentos musicais. Para os que desejam registrar a experiência de uma maneira mais “única”, tatuadores experientes oferecem Flash Tattoo com artes inspiradas na temática do evento – inclusive aplicando uma técnica de tatuagem muito utilizada pelos povos antigos, o Hand Poke.

O evento é conhecido pelos trajes criativos de seus participantes e os organizadores incentivam o público a ir trajado, para experimentar e se aventurar ainda mais neste mundo fantástico. “Não há regras de vestimenta, desde que a pessoa se sinta bem e feliz – e respeite o próximo -, ela pode vir do jeito que desejar!”, diz Thiago Rabello, produtor do Festival.

Para saciar os anseios degustativos, o evento convida o público a conhecer o espaço gastronômico, onde poderão se deliciar com diversas opções de comidas inspiradas na temática do evento, com a participação do Chef Lobato e a renomada taberna medieval A Forja, trazendo, inclusive, opções veganas, trazidas pelo Cogumelado. O público também poderá aproveitar as cervejas artesanais da Cervejaria Dovski, drinks temáticos e o tradicional hidromel, do Hidromel Ferroada, a bebida mais antiga do mundo!

A boa música sempre foi uma característica única do festival, que contará com os shows de bandas  renomadas, como: Tuatha de Danann, Yön, pela primeira vez em Belo Horizonte, McMiners, DJ Jotum, MagoZen, Mozeli Folk Trio e Banda Taverna, que convida o multi-instrumentista Bruno Maia e Nathan. O evento também é conhecido pelas apresentações de dança, que com frequência envolvem a participação do público. Os grupos Trupe Andurá, Tribo Dannan e  Gulah Surya ajudam a transformar o ambiente em uma atmosfera mágica e acolhedora. A novidade entre a programação musical deste ano será o Cortejo Ostara convidando a todos a participar de uma celebração à deusa Ostara em um cortejo através do incrível cenário que o Espaço Solarium proporciona.

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Sobre o evento: image.png

O Ostara Festival surgiu com a proposta de proporcionar uma experiência única, organizando eventos com uma temática diversificada, que abrange a época antiga, medieval, de universos fantásticos de livros, filmes, jogos e séries, assim como resgatar e promover culturas que formaram o povo brasileiro, criando um ambiente diferenciado onde o público se sente à vontade para se expressar através de fantasias, música e dança. O evento acontece três vezes ao ano, mudando de formato em cada montagem, o que já nos proporcionou treze edições de sucesso.

O Ostara Festival já está em sua 14ª edição e seu público se mostra extremamente interessado e eufórico ao evento, se tornando frequentadores fiéis. O apreço solidificou o festival que, cada vez mais, vem trazendo novas pessoas da capital mineira, de outras cidades e estados, principalmente por ser um evento heterogêneo, que abrange crianças, adolescentes, adultos e idosos.

Ao longo das quatorze edições, o Ostara Festival foi apoiado por diversas marcas, sendo a maioria mineiras, como Cervejaria Laüt, Cervejaria Reverso, Energéticos Draya, Coquetelaria The Wolf, A Forja – Taverna Épica Medieval, Espaço Solarium, Jägermeister, Bar Do Folk, Taberna Santê e Krug Bier.

Saiba mais sobre o projeto siga a página do festival no instagram: @ostarafestivalbh .

Serviço:

 Festival Ostara Festival 2025 neste final de semana

Data: 13 e 14  de setembro de 2025 (sábado e domingo)

Horário: Sábado 13/09: ————- 14h00 às 22h00.

Domingo 14/09: ———- 13h00 às 21h00.

Ingressos: a partir de R$60,00

Local: Espaço Solarium

Endereço: Avenida Professor Clóvis Salgado, nº1.710, bairro Bandeirantes (Pampulha) BH-MG.

Vendas: SYMPLA

Realização: Creare Produções & Eventos (@producoes.creare)

Assessoria de Imprensa: Paula Granja (31) 99649-2968

Créditos: Celebre Instantes


Remédios que todo pet adora: a inovação da Araujo

Medicamento pode ser saboroso e muito mais fácil de administrar, facilitando a vida dos tutores.

Cada animal é único, assim como suas necessidades. O laboratório de manipulação da Drogaria Araujo, um dos maiores do Brasil, oferece medicamentos personalizados para pets, garantindo eficácia, segurança e praticidade no momento da administração. Com a manipulação, é possível criar fórmulas específicas para cada animal, combinando diferentes substâncias em um único medicamento. Dessa forma, elimina-se a necessidade de múltiplas doses, simplificando a rotina do tutor e reduzindo o estresse do pet.

O serviço de manipulação permite que os medicamentos sejam adaptados às necessidades de cada animal, levando em conta idade, porte, condição de saúde e eventuais restrições alimentares. Entre as opções oferecidas estão biscoitos medicamentosos, pastas orais e soluções líquidas, todos com sabores que agradam os pets, como carne e peixe, tornando a administração mais simples e prazerosa.

Os biscoitos podem ser preparados com a dosagem exata indicada pelo veterinário, garantindo que o pet receba o tratamento correto de maneira prática e segura. Já as pastas orais podem ser aplicadas diretamente na boca do animal ou misturadas ao alimento, aumentando a aceitação, enquanto as soluções líquidas permitem absorção rápida e efeito mais ágil.

Para a gerente do laboratório de manipulação da Araujo, Angela Berti, a manipulação de medicamentos veterinários transforma a forma como os tutores cuidam da saúde de seus pets. “Com fórmulas personalizadas, cada animal recebe a dose exata, sem o estresse de comprimidos difíceis de administrar. Essas preparações são desenvolvidas para tratar doenças e condições específicas, formuladas considerando as características fisiológicas e metabólicas de diferentes espécies, como cães, gatos, aves, equinos e outros animais”, afirma.

Principais vantagens das fórmulas veterinárias manipuladas

Além da personalização e do sabor, a manipulação permite combinar diferentes princípios ativos em uma única fórmula, inclusive em versões sem corantes ou conservantes, tornando o tratamento mais seguro e eficiente. Substâncias de uso exclusivo veterinário, como oclacitinib, pimobendan e trilostano, são manipuladas para tratar condições específicas, como dermatites alérgicas, cardiopatias e hiperadrenocorticismo em cães, respectivamente. Com essa flexibilidade, a rotina de administração de medicamentos se simplifica, reduzindo o número de doses e medicamentos, sempre respeitando a prescrição veterinária.

Ecoquest marcará presença na 23ª edição da Febrava, em SP

Empresa lançará a tecnologia MESP, considerada inovação do sistema de precipitação eletrostática convencional, que resolve problemas de geração de ozônio, arco elétrico e centelhamento nos trabalhos de purificação de ambientes.

A Ecoquest, empresa especializada em tecnologias, serviços e soluções relacionados à qualidade do ar, terá participação especial na edição deste ano da Febrava — Feira Internacional de Refrigeração, Ar-Condicionado, Ventilação, Aquecimento e Tratamento do Ar e de Águas. O evento está programado para se realizar no período entre 9 e 12 de setembro, em São Paulo e o estande da empresa será montado na ala J11.

Nesta que será sua 23ª edição, a Febrava tem expectativa de contar com a presença de 600 marcas, mais de 25 mil participantes e quatro ilhas temáticas. Com o tema “No Clima da Inovação”, a edição 2025 será realizada no espaço São Paulo Expo.

Terá área de exposição ampliada, novos pavilhões e um layout totalmente reconfigurado, o que leva à expectativa de vir a ser a maior edição de sua história. Terá como pilares estratégicos os temas eficiência energética, descarbonização, qualificação técnica e inovação.

O que, segundo os organizadores, tende a reforçar o protagonismo da indústria do setor AVACR (de empresas de aquecimento, ventilação, ar-condicionado e refrigeração) frente aos desafios globais de sustentabilidade e práticas ESG (sigla, em inglês, para Environmental, Social and Governance, que acumula práticas de sustentabilidade tendo como base as áreas ambiental, social e de governança).

Trabalhos da Ecoquest

Tradicional no mercado do país há cerca de 20 anos, a Ecoquest se prepara para apresentar, durante o evento, seu trabalho para controle e combate a mofo, odores, vírus e bactérias, bem como redução de emissões atmosféricas e de poeira. E apresentará como grande novidade, o lançamento do sistema MESP.

Serão mostrados filtros MESP eletrônicos de última geração, com grande atuação na neutralização de odores internos, odores nos sistemas de exaustão, na descontaminação de serpentinas e no tratamento do ar em obras, dentre outras especificidades.

Técnicos e especialistas diversos da empresa também pretendem mostrar as tecnologias inovadoras já utilizadas há anos por eles. Uma delas é a Active Pure, que une eficácia de alta performance, praticidade e sustentabilidade no combate a vírus, bactérias, fungos, mofo e odores, entre outros. Consiste numa tecnologia patenteada, testada e aprovada por diversos laboratórios nacionais e internacionais.

Outra tecnologia muito usada pela Ecoquest é a luz UV-C, considerada germicida de alta frequência, que não produz ozônio residual. Oferece 17 mil horas de proteção contínua, sem geração de subprodutos químicos.

Também chama a atenção, dentre os trabalhos realizados pela empresa, a ozonização, ou seja: aplicação de gás ozônio em ambientes internos desocupados como aliada na luta contra odores e contaminações.

Pavilhões inéditos

A feira este ano terá dois pavilhões inéditos: o WTE — Water Treatment Expo — voltado para a qualificação e tratamento de águas industriais, e o Smart Heat Expo, dedicado ao setor de aquecimento.

“A Febrava 2025 marca um novo capítulo para o setor AVACR. Estamos ampliando a feira em todos os sentidos: mais espaço, novas marcas, o retorno de grandes players, conteúdo ainda mais robusto e inúmeras oportunidades de negócios”, explicou a diretora Tatiana Rassini.

Fotos: Divulgação Febrava

6 tipos da “marvada” e como apreciar a bebida símbolo do Brasil

No dia 13 de setembro é celebrado o Dia da Cachaça, uma das bebidas que é símbolo do Brasil, reconhecida como patrimônio cultural e histórico. Produzida a partir da cana-de-açúcar, a cachaça está presente na mesa dos brasileiros em drinques clássicos, como a caipirinha, ou tomada pura, em degustações que exaltam sua diversidade e tradição. Para celebrar a data, o cachacier Delfino Golfeto, fundador e presidente da Água Doce Sabores do Brasil, explica dos diferentes tipos da bebida e como apreciá-las.

“É importante entender que nem toda cachaça é igual. Cada rótulo carrega particularidades únicas, que vão desde a região produtora, a matéria-prima, o processo de fermentação até o tipo de madeira usado no envelhecimento. Essas nuances fazem com que a cachaça seja uma bebida de enorme diversidade sensorial, que merece ser apreciada com o mesmo respeito dado a destilados internacionais”, revela Delfino Golfeto.

Cachaça Transparente (Prata)
Conhecida por sua transparência e sabor fresco, a cachaça transparente não passa por envelhecimento em barris. É a mais usada em coquetéis, especialmente na caipirinha, pois preserva o sabor marcante da cana-de-açúcar. A bebida pode ser usada como ingrediente na culinária, por exemplo, para amaciar carne e para adicionar um sabor marcante em assados por exemplo. Já frutos do mar e queijos brancos são indicados para harmonizar com a cachaça transparente. Ideal que esse tipo de cachaça descanse pelo menos seis meses em recipientes neutros, como o tanque de inox.

Cachaça Envelhecida
Passa por barris de madeira por pelo menos um ano, adquirindo coloração dourada e aromas mais complexos. Os tipos de madeira influenciam diretamente no sabor. Carvalho, Bálsamo e Amburana são algumas das mais utilizadas para envelhecer a bebida. A cachaça envelhecida é ideal para degustação pura e pode conter notas que variam de adocicadas a amadeiradas. Churrasco, aves, suínos e feijoadas são ideais como acompanhamento.

Cachaça Premium
Classificada quando pelo menos 50% da bebida foi envelhecida em barris por um período mínimo de um ano. É uma versão mais sofisticada, muito valorizada em harmonizações gastronômicas. É muito usado para alguns drinques e coquetéis, como o tradicional Rabo de Galo, além de ser consumida pura. Queijos maturados, chocolates amargos e sobremesa feita com frutas secas, como tâmaras, são acompanhamentos que harmonizam com a bebida.

Cachaça Extra Premium
Considerada a joia entre as variedades, é envelhecida integralmente por mais de três anos. O resultado é uma bebida de coloração intensa, textura aveludada e sabor encorpado, comparável a destilados internacionais. A cachaça pode ser harmonizada com fondues de queijo e carne de cordeiro.

Cachaça de Alambique
Produzida artesanalmente em pequenos lotes, essa versão carrega forte identidade regional. Cada produtor imprime características próprias à bebida, que pode apresentar odores característicos de uma verdadeira cachaça. Os apreciadores tradicionais diziam que essa cachaça é a famosa cachaça “curraleira” onde os produtores cortavam a cana para moer e as pontas eram destinadas ao consumo de seus animais nos currais e por isso o nome. Pratos leves compostos por peixes e queijos são indicados para acompanhar essa apreciada cachaça.

Cachaça Aromatizada
Recebe a infusão de frutas, especiarias ou ervas, se tornando uma alternativa versátil e leve, muito apreciada em coquetéis criativos e drinques tropicais. A bebida pode ser acompanhada por saladas com ingrediente frescos, comida japonesa e queijos leves, como o brie.

Paixão dos brasileiros, Cachaça

José Lúcio Ferreira (Especialista) | Crédito_Projeto Antenados – Expocachaça

Há muito a cachaça deixou de ser vista como bebida de segunda classe e passou a frequentar os balcões das melhores barras de coquetelaria do país. Ou as cartas de estabelecimentos — bares e restaurantes — especializados em oferecer uma quantidade sideral de rótulos, produzidos no Brasil, da Amazônia aos Pampas.

Segundo um dos principais estudiosos da bebida no país, o empresário José Lúcio Ferreira, fundador e diretor da Expocachaça, ainda há uma certa falta de conhecimento sobre o destilado mais popular, ainda mais quando se trata de produção de alambique. As maneiras de se produzir cachaça são tantas que é preciso um bocado de estudo e dedicação para dominar o assunto, se a vontade é a de se tornar um especialista como ele.

Se o caso é só beber, sentir aromas e sabores diferentes, e ser feliz, não há motivo para tanta preocupação. Um pouco de cultura sobre a cachaça, no entanto, não ocupa espaço e pode tornar sua experiência com a caninha ainda mais proveitosa e divertida. No 13 de setembro, Dia da Cachaça, conheça um pouco mais sobre suas peculiaridades e sua história.

A cachaça tem alto valor agregado
Todo mundo sabe que há cachaça branca, amarela, dourada e algumas de coloração bem escura. Essa variedade de matizes tem a ver com o tipo de madeira em que o destilado é armazenado e envelhecido. Nesse quesito, o Brasil é campeão: os produtores de cachaça têm permissão de envelhecê-la em mais de 30 tipos de madeira. Os barris onde descansa não vão determinar apenas a cor do líquido, mas seus aromas e sabores, que também sofrem influência do tipo de cana-de-açúcar utilizada, das condições climáticas e de solo de cada região e dos estilos de fermentação e de destilação do caldo de cana.

“Apesar de ser um dos principais mercados nacionais do setor de bebidas, globalmente, o pequeno produtor que luta para conquistar o mercado americano tem ainda o desafio de enfrentar os produtores industriais que chegam no mercado com preços bem baixos competindo predatoriamente com os produtores de cachaça de alambique. E mostrar para o mercado que existem dois processos produtivos, o de coluna ou industrial e o de cachaça de alambique, para mostrar essa diferença é preciso um investimento que os pequenos produtores não têm”, comenta.
Crédito: Getty Images/iStockphoto
Segundo José Lúcio, recentemente, uma marca de cachaça de alambique que estava no mercado com o valor de 15 vezes superior ao das industriais sofreu uma concorrência muito pesada das industriais e seu preço no mercado caiu pela metade.

“As empresas importadoras que trabalham com produtos de alto valor agregado sabem das diferenças entre as cachaças industriais e da cachaça de alambique, mas explicar isso para o público consumidor requer investimento que o produtor não tem como fazer, em sua grande maioria. Não tem capacidade”, pontua o especialista.

Passear pelos tipos de cachaça é um caminho quase sem fim. Além da branquinha, você pode optar por uma bebida envelhecida em jequitibá, que traz notas sutilmente doces, lembrando baunilha. A amburana, bem popular, acrescenta ainda mais dulçor à cachaça e um toque fortemente amadeirado. Bálsamo dá um caráter de ervas e especiarias ao líquido. A madeira pode esconder defeitos.

Usar madeira em envelhecimento de cachaça pode não ser exatamente uma virtude. Muitos produtores lançam mão desse recurso justamente para esconder a falta de qualidade do seu destilado base, sobretudo com madeiras bastante intensas, como carvalho e amburana. Uma dica dos especialistas para analisar a qualidade de um produtor é sempre começar pela cachaça branca, antes de provar as envelhecidas. O líquido sem passagem por madeira mostra a bebida como saiu do alambique, sem maquiagem.

Cachaça que arde é ruim?
A cachaça pode arder na goela por alguns motivos e um deles é a falta de qualidade da destilação. Outro pode ser a sensibilidade (temporária ou crônica) do seu organismo ao álcool, o que facilita a queimação no esôfago, seja com cachaça, vodca ou tequila.
Crédito: Getty Images/iStockphoto
Bebidas mal elaboradas, com alta concentração de metanol, costumam causar a sensação de que você está engolindo lava vulcânica. Por isso, a culpa não é da cachaça em si, mas de determinadas marcas mequetrefes. Há, porém, estilos mais ácidos de cachaça, dependendo da região de produção. E a acidez de uma bebida não é propriamente um defeito.

Como identificar uma cachaça de boa procedência?
A explicação é a seguinte: a cachaça ideal é a que traz prazer sensorial. Ponto. Mas é preciso tomar cuidado com destilados de origem duvidosa. Sabe a “cachacinha artesanal que o seu Manoel faz lá no sítio do vizinho da sogra do meu primo”, que chega numa garrafinha pet? Fuja. Destilados mal elaborados, com alta concentração de metanol, podem causar cegueira e até matar.

José Lúcio Ferreira alerta que é melhor escolher as bebidas de cachaças e outras categorias, em empórios e e-commerces bem conceituados e devidamente registrados. Tanto é que foi com o propósito de dar visibilidade aos produtores registrados que nasceu a Expocachaça há praticamente 18 anos, entretanto com a sua 34ª edição realizada no mês passado, em Belo Horizonte.

Ele orienta que há muitos alambiques clandestinos e a falsificação de bebidas também é um problema sério no Brasil. Portanto, é importante certificar-se de que você compra de vendedores ou produtores idôneos, pontua.

Cabeça, coração e cauda: que história é essa?

Um produtor preocupado em elaborar um destilado de excelência deve desprezar a primeira parte da destilação — a cabeça, que carrega várias substâncias nocivas ao organismo, incluindo a alta carga de metanol. O coração da cachaça é mais livre de impurezas, é a “cachaça da boa”.

O final da destilação, chamado de rabo ou cauda, tem menor concentração de álcool e também deve ser desprezado. Produtores cuidadosos costumam dar bastante atenção a esse processo, para colocar na garrafa o que de melhor a destilação possa entregar — o coração da cachaça. Embora haja exceções à regra, é geralmente mais negócio degustar cachaças de pequenos e bem conceituados produtores, e em doses comedidas. A sábia combinação: beber menos e melhor.

Se é cara, é boa?
Alguns produtores esmeram-se em produzir cachaças com longo tempo de envelhecimento, misturando líquidos de vários barris até chegar o blend que consideram único e especial. É claro que esse cuidado e o tempo de elaboração vão estar refletidos no preço. O processo de envelhecimento é mais caro do que tirar a cachaça branca do alambique e engarrafar. Em muitos casos, porém, o alto custo de uma cachaça engarrafada em cristal está mais relacionado ao luxo e ao status que o produto pretende carregar.

Como um vestido da mais alta grife, o preço embute o prestígio e os sonhos de consumo que aquela marca representa. Há muitas cachaças envelhecidas de grande qualidade por menos de 100 reais no mercado. No caso das brancas, por até menos de 50 pratas. Caso não saiba por onde começar, converse com um bartender ou sommelier de confiança para pegar algumas dicas. Rankings sérios como o da Cúpula da Cachaça, lançado anualmente, também são um bom parâmetro de escolha.

Ela também foi símbolo de independência
Os líderes da Revolta da Cachaça preferiram brindar a vitória com vinhos portugueses, que consideravam superiores ao próprio destilado que produziam. A cachaça foi mesmo tomada como símbolo de brasilidade por outro movimento rebelde que aconteceria no século XVIII.

A cúpula da Inconfidência Mineira, que queria ver o Brasil independente, bebia cachaça para demonstrar repúdio à Coroa do Portugal. Tiradentes, o mais célebre inconfidente, teria dito “molhem minha goela com cachaça da terra” antes de ser enforcado. Em 1817, a cachaça também simbolizou o nacionalismo, sendo a preferida dos líderes da Revolução Pernambucana, que boicotava os produtos de Portugal.
De onde ela veio?
A cachaça é brasileira, ora essa. A hipótese mais provável de seu nascimento é a de que, já dominando as técnicas de destilação, os colonizadores portugueses tenham feito experiências com o caldo de cana fermentado e gostado do resultado. Afinal, cana era o insumo abundante que tinham à mão, na falta das uvas com que faziam suas bagaceiras europeias.

As palavras cachaça e cachaza já existiam no vocabulário da Península Ibérica. Produzido com cana, foi o primeiro destilado a surgir na América Latina. Embora haja controvérsias sobre a data e o local de nascimento, é provável que tenha aparecido entre 1516 em 1532, em algum engenho do litoral brasileiro. Os historiadores trabalham com hipóteses distintas sobre o berço da primeira cachaça.

Há uma versão de que ela teria nascido entre 1516 e 1526 em Itamaracá, Pernambuco. Outra dá conta de que teria surgido em 1520, em Porto Seguro, Bahia. O historiador Câmara Cascudo, na obra “Prelúdio da Cachaça”, crava São Vicente, São Paulo, e 1532, como o local e a data mais prováveis.
SERVIÇO
Dia da Cachaça é celebrado em 13 de setembro

Feira de Educação Internacional chega a Belo Horizonte

O interesse por programas de intercâmbio cresce entre brasileiros de diferentes faixas etárias, motivado pela busca por aprendizado, vivência cultural e desenvolvimento profissional. Com esse movimento, a CI Intercâmbio, uma das maiores agências especializadas em educação internacional, promove em Belo Horizonte a Feira de Educação Internacional, no próximo dia 23 de setembro, a partir das 16h, no Hotel Caesar Business Belvedere. O encontro com entrada gratuita reúne representantes de mais de 15 países com palestras exclusivas e condições especiais para quem quer realizar o sonho de estudar fora do país.

De acordo com Celso Garcia, sócio-diretor do Grupo CI, fatores como segurança, custo de vida, qualidade das instituições de ensino e oportunidades de trabalho temporário influenciam diretamente na escolha do destino. Além disso, o perfil do estudante, seja adolescente, universitário ou profissional também determina o tipo de programa mais adequado. “Nosso papel é oferecer informações, orientação personalizada e acesso direto às melhores instituições do mundo, para que cada pessoa possa escolher o programa que melhor se encaixa em seus objetivos”, comenta.

O evento reúne mais de 50 universidades e escolas internacionais de países como Estados Unidos, Canadá e França, oferecendo aos visitantes a chance de conhecer em detalhes programas de Ensino Médio, Graduação, Pós-Graduação, Mestrado, Colleges e MBA. Durante a programação, é possível conversar diretamente com representantes das instituições, participar de palestras e receber orientações sobre planejamento financeiro, vistos, programas de bolsas de estudo e diferentes modalidades de ensino no exterior. Uma oportunidade única para quem deseja explorar ao máximo as opções acadêmicas no exterior e planejar a próxima etapa da carreira ou dos estudos.

Mais informações e inscrições estão disponíveis no portal ci.com.br/feira.

 

Serviço

Belo Horizonte (MG) 

Data: 23 de setembro de 2025

Horário: 16h às 21h

Local: Hotel Caesar Business Belvedere – Rod. Stael Mary Bicalho Motta Magalhães, 421 – Belvedere

 

XX Fórum das Letras da UFOP discute “Tradução e Imaginários”

A XX edição do Fórum das Letras, promovido pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), será realizada de 17 a 20 de setembro, com o tema “Tradução e Imaginários”. O evento, já consolidado como um dos mais importantes encontros literários do Brasil, reúne autores nacionais e internacionais e, em 2025, integra as atividades da Saison Croisée França-Brasil.

A partir dessa temática, a conferência de abertura ficará sob a batuta de Jacyntho Lins Brandão, um dos mais reconhecidos tradutores do Brasil, professor emérito de Língua e Literatura Grega na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e atualmente preside a Academia Mineira de Letras. Brandão é autor de vários livros, entre eles estudos, traduções e obras literárias de poesia e teatro, evidenciando-se pela dedicação ao ensino e a pesquisa em línguas clássicas, especialmente a grega, e por sua influência no cenário acadêmico brasileiro.

Em curadoria compartilhada com as professoras Mônica Gama, Rita Lages, Maria Rita Viana e Larissa Lagos, do curso de Letras da UFOP, Guiomar de Grammont explica que o Fórum das Letras 2025 propõe como temática convergente o encontro da tradução com os imaginários. “Nosso propósito é trazer para o centro a relação entre o ‘original’ e a ‘tradução’ em sua multiplicidade e multimodalidade, ou seja, reconhecendo que a comunicação abrange a linguagem verbal (mesmo em conversas cotidianas), a escrita, as imagens (gráficos, vídeos, etc.), a linguagem sonora (música, efeitos sonoros, etc), a linguagem corporal (gestos, expressões faciais, etc), a linguagem espacial (organização de elementos em um texto ou em um ambiente) e até a linguagem tátil (texturas, materiais, etc). A tradução pode promover combinações e interações de diferentes modos de comunicação, tornando as mensagens mais ricas e complexas, capazes de transmitir emoções ou ideias para além das palavras.”

Mônica Gama complementa: “Esses elementos incluem manifestações orais, táteis, sonoras e visuais dos nossos povos originários, bem como a emergência de temáticas da diversidade (gênero, raça, culturas, línguas, etc) na produção literária brasileira e Internacional.”

Diversidade de vozes

Por essa razão, uma das principais protagonistas do evento deste ano é Sony Ferseck, também conhecida pelo nome “Wei Paasi”, escritora, poeta e pesquisadora indígena da etnia Makuxi, natural de Roraima. Doutora em Literatura pela UFF e pós-doutoranda pelo PPGL/UFRR, é também cofundadora da Wei Editora, a primeira editora independente de Roraima focada em autores indígenas. Seu trabalho literário, que inclui os livros “Pouco Verbo”, “Movejo” e “Weiyamî: mulheres que fazem sol” (finalista do Prêmio Jabuti), ressalta a cultura, a ancestralidade e a resistência das mulheres indígenas em suas poesias e pesquisas acadêmicas.

Sony Ferseck participa de uma mesa juntamente com Daniel Massa, poeta, roteirista e professor. Autor dos livros “Fio d’água”, “não tem nome de quê” e “Castelo de Areia”, que atua há mais de 10 anos no apoio a projetos no Território Indígena do Xingu, sendo um dos idealizadores da Biblioteca Indígena do Xingu. Daniel também é roteirista da série documental “Gente do Xingu” e do documentário “Antropólogo Aprendiz”, colaborando para a divulgação cultural e literária das comunidades indígenas da região amazônica.

Também é relevante a participação da pesquisadora trans Feibriss Cassilhas, professora da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Feibriss é reconhecida por seu ativismo e pesquisa nas áreas de diversidade, identidade e questões de gênero, sendo uma voz importante na interseção entre academia, tradução e movimentos sociais para inclusão e valorização de narrativas marginalizadas. Ela participa de mesa sobre tradução e encontros na diáspora negra, juntamente com a premiada tradutora Stephanie Borges, com mediação da professora Larissa Lagos.

Convidados internacionais

Dentro das celebrações da interação do Brasil com a França, o Fórum das Letras 2025 ressalta as participações internacionais, originárias de países de língua francesa:

Gabriel Mwene Okundji (1962) do Congo-Brazzaville, radicado na França, onde chegou para estudar medicina e psicologia. Sua obra, traduzida para o espanhol, inglês, finlandês, occitano, italiano e português, foi adaptada para o palco em várias ocasiões e recebeu diversos prêmios literários, incluindo o Grand prix littéraire d’Afrique noire (Grande prêmio literário da África Negra), o Prêmio Benjamin Fondane, o Prêmio Mokanda (Congo), o Prêmio Antonio Viccaro (Canadá) e o Prêmio Léopold Sédar Senghor. Em agosto de 2018, o Ministério da Cultura da França lhe concedeu o título de l’Officier de l’ordre des Arts et des Lettres. Gabriel participa de mesa na abertura do Fórum, com seu tradutor, o poeta Guilherme Gontijo Flores, professor de Latim na Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Guilherme é autor de diversos livros de poesia, entre eles “carvão : : capim” (2018), “História de Joia” (2019) e “Potlatch” (2022), além de ter recebido importantes prêmios, como APCA, Jabuti e Paulo Rónai, por suas traduções de obras clássicas. Sua obra contempla também traduções renomadas de autores como Robert Burton, Safo e Rabelais, sendo reconhecido como uma voz significativa na literatura brasileira contemporânea.

Haiti e Brasil

Uma das conversas mais aguardadas dessa edição do Fórum das Letras, acontecerá no encerramento do evento, entre o escritor Paulo Lins e o poeta, dramaturgo, romancista e rapper, Jean d’Amériques, do Haiti. Considerado uma das vozes mais expressivas da literatura haitiana contemporânea, Jean é reconhecido por uma escrita marcada pela urgência e pelo envolvimento social, explorando temas como violência, resistência e esperança. Além de sua produção literária, Jean d’Amériques tem presença ativa no cenário musical, como rapper e artista performático. Em 2023, lançou seu primeiro álbum de rap, “Mélancolie Gang”, descrito como uma odisseia poética em que mantém sua crítica social aguda e abordagens urbanas.

Artista multifacetado, Jean participa de festivais internacionais, com recitais poéticos e shows de rap, e seu trabalho também pode ser encontrado em plataformas digitais como Soundcloud e Spotify, com uma linguagem potente e inovadora. Publicou obras relevantes em diferentes gêneros, incluindo poesia, teatro e romance, tendo recebido prêmios como RFI Théâtre (Radio France Internationale), Prix Apollinaire Découverte, Prix Montluc Résistance et Liberté, conquistado em 2022 pelo romance “Soleil à coudre”; e o Prix Heredia da Academia Francesa. Recebeu também o Prix Jean-Jacques Lerrant para teatro, o Grande Prêmio Literário da África Negra e o Prix Jacques Scherer, que consolidaram sua trajetória de destaque na literatura contemporânea.

Por sua vez, conhecido mundialmente pelo seu romance “Cidade de Deus” (1997), que retrata a vida nas favelas cariocas e cuja adaptação cinematográfica em 2002 ganhou quatro indicações ao Oscar, Paulo Lins foi morador da favela Cidade de Deus e iniciou sua carreira literária nos anos 1980 como poeta, publicando em 1986 seu primeiro livro de poemas “Sobre o Sol”.

Graduado em Letras, trabalhou como pesquisador em estudos sociológicos e antropológicos sobre criminalidade, o que influenciou a criação de “Cidade de Deus”. Ele também é roteirista, tendo escrito episódios da série “Cidade dos Homens” e o filme “Quase Dois Irmãos” (2004), premiado pela Associação Paulista de Críticos de Arte. Em 2012, lançou o romance “Desde que o Samba é Samba”, que aborda a história do samba carioca, refletindo sua ligação com a cultura e a resistência negra. A conversa entre Paulo Lins e Jean d’Amériques, que também ambienta um de seus romances em uma “Cidade de Deus” do Haiti, será mediada pela escritora e professora da UFOP, Guiomar de Grammont.

Além dessas personalidades, o Fórum das Letras conta com a participação do importante professor e pesquisador francês, Michel Riaudel, da Sorbonne Université, tradutor de autores como Ana Cristina César, Modesto Carone, José Almino, Milton Hatoum, Fernanda Torres, João Guimarães Rosa, entre outros. Suas análises da poesia marginal carioca, do modernismo brasileiro, de Júlio Verne, das metamorfoses da personagem de Caramuru, desenvolvem uma potente reflexão sobre a literatura brasileira e as circulações literárias Brasil-França.

O jornalista e escritor franco-brasileiro Bruno Meyerfeld, correspondente do jornal francês Le Monde no Brasil também participará novamente do evento. Bruno se destaca por seu trabalho de investigação jornalística, especialmente sobre a política brasileira, sendo autor do livro “Cauchemar brésilien” (“Pesadelo brasileiro”), que traça um perfil crítico e detalhado da ascensão de Jair Bolsonaro, abordando desde sua infância até seu governo, com foco em suas controvérsias, ideologia e impacto na sociedade e na democracia brasileira. Meyerfeld é conhecido por sua análise aprofundada do contexto político e social do Brasil, trazendo à tona temas como corrupção, violência e crise sanitária durante a pandemia de Covid-19.

A professora Guiomar de Grammont, da UFOP, também coordenadora e idealizadora do Fórum das Letras, lembra que “Os verbos-conceitos utilizados para a prática de traduzir exprimem a criação e interação desses diferentes modos de comunicação, que afetam a forma como as pessoas compreendem e interpretam o mundo ao seu redor: ‘transmitir’, ‘re-criar’, ‘trans-criar’, ‘transbordar’”. E conclui: “a programação do Fórum é atravessada pela definição de Haroldo de Campos, do tradutor, como o ‘coreógrafo da dança interna das palavras’”.

Para os pequenos leitores

Segundo Guiomar, continuam vivos os objetivos do Fórum das Letras, de fomentar o debate sobre a formação do hábito de leitura literária em crianças e jovens. A Biblioteca Municipal de Ouro Preto, recebe atividades do Fórum das Letrinhas coordenadas pela professora Rita Lages, tais como a conversa de alunos das escolas públicas com o quadrinista mineiro Wellington Srbek, autor de adaptações de clássicos de Machado de Assis como “Dom Casmurro” e “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, para os quadrinhos. Para Guiomar, mais do que nunca, é preciso lutar pela democratização do livro e da leitura literária dentro e fora da escola, dados os atravessamentos de toda ordem que interferem, hoje, na relação das crianças e jovens com os livros.

Muita história, 20 anos de Fórum das Letras

Desde sua estreia, em 2005, o Fórum das Letras tem festejado o livro e suas mais diversas faces, promovendo debates sobre literatura, edição, tradução, crítica, leitura e toda a cadeia produtiva e de circulação do livro. Momentos históricos, como o maior crime ambiental de todos os tempos, ocorrido em Mariana, em 2015, e o impeachment da presidenta Dilma Roussef, em 2016, foram debatidos nos palcos do Fórum das Letras. Em todos esses anos, grandes nomes do cenário cultural brasileiro desfilaram pelas ladeiras e salas de Ouro Preto, em programações sempre críticas sobre a realidade do Brasil e do mundo. O Fórum já recebeu nomes como Conceição Evaristo, Adélia Prado, Nélida Piñon, Ferreira Gullar, Moacyr Scliar, Affonso Romano de Sant’Ana, Marina Colasanti, Marcio Souza, João Ubaldo Ribeiro, Milton Hatoum, Emicida, Laerte, Férrez, MV Bill, Adriana Calcanhoto, Leonardo Sakamoto, Paulo Lins, Mário Magalhães, Paulo Markun, José Miguel Wisnik, Arnaldo Antunes, Tony Belloto, Elisa Lucinda e tantos outros.

Participaram também grandes autores internacionais, como Jean-Paul Delfino, Roger Chartier, Asne Seierstadt e portugueses e africanos de língua portuguesa, como Pepetela, José Luiz Peixoto, Valter Hugo Mãe, Isabel Lucas, o moçambicano Mia Couto e o angolano Luandino Vieira, entre tantos outros. Passaram pelo Ciclo de Jornalismo nomes como João Moreira Sales, Lira Neto, Eliane Brum, Humberto Werneck, Mário Magalhães, Daniela Arbex, Audálio Dantas, entre outras importantes figuras do jornalismo brasileiro.

O Fórum das Letras de Ouro Preto tem coordenação da escritora e professora Guiomar de Grammont, idealizadora do evento, e da professora Mônica Gama. É promovido pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais – Fapemig e da Prefeitura Municipal de Ouro Preto. A programação do Fórum é gratuita e está disponível no link.

 

XX Fórum das Letras – UFOP

17 a 20 de setembro de 2025

Ouro Preto (MG)

Programação completa no link

Entrada gratuita

Campanha de Teatro e Dança segue comemorações dos 50 anos

A Campanha de Popularização do Teatro e Dança, um dos mais longevos e tradicionais projetos culturais de Minas Gerais, celebra em 2025 meio século de história. Organizada pelo Sindicato dos Produtores de Artes Cênicas de Minas Gerais (SINPARC MG), a iniciativa segue em clima de comemoração. A agenda inclui o Simpósio Cultura e Turismo – impulsionando a economia criativa, de 8 a 10 de setembro, voltado para artistas, produtores e entidades ligadas à cultura e ao turismo, além de uma exposição aberta ao público no MM Gerdau – Museu das Minas e do Metal, de 11 a 28 de setembro.

A abertura do simpósio será no dia 8, às 19h, no auditório da Cemig, e marca o início de dois dias de diálogo e conexões entre os diversos setores da cultura, do turismo e da economia criativa mineira. Durante a cerimônia de abertura, além das falas do Sinparc e autoridades, será feita a entrega de uma Kombi em miniatura como homenagem a empresas patrocinadoras, artistas e produtores que se destacaram ao longo da trajetória da Campanha.

Segundo o curador do evento, Cássio Pinheiro, a proposta é reforçar a relevância cultural e turística da Campanha. “É uma alegria imensa celebrar um projeto tão longevo, que há cinco décadas democratiza o acesso ao teatro e à dança em Minas. Nosso objetivo é dar ainda mais visibilidade à Campanha, estabelecer novas parcerias e mostrar que ela também pode ser reconhecida como um produto turístico, tanto para Minas quanto para o Brasil”, afirma.

Pinheiro também lembra que as comemorações não se iniciam agora, mas são continuidade da festa que começou no início de 2025 com a realização da própria Campanha. “Já tivemos a Campanha de Popularização no começo do ano e, com o simpósio e as mostras, prolongamos esse marco histórico. Mais do que comemorar o passado, queremos projetar os próximos anos, ampliando o diálogo entre cultura, turismo e economia criativa e fortalecendo o papel da Campanha como referência nacional”, destaca.
O evento conta com o patrocínio da Cemig e o apoio da Gerdau, por meio das Leis Estadual e Federal de Incentivo à Cultura.

Exposição comemorativa
Aberta ao público em geral, a mostra especial ocupará o MM Gerdau entre os dias 11 e 28 de setembro, dividida em dois núcleos: figurinos e audiovisual, destacando diferentes aspectos da trajetória da Campanha.

Exposição de figurinos: valoriza os personagens-conceito criados ao longo dos anos para cada edição, símbolos que representam os profissionais, grupos e públicos que ajudaram a construir a história da Campanha.

Exposição audiovisual: reúne depoimentos, entrevistas e registros de espetáculos em uma experiência imersiva. O material, produzido em parceria com a Rede Minas, dará origem a um documentário especial que será exibido no canal e nas redes sociais.

Para o curador, a mostra será uma oportunidade de aproximação com o público. “Queremos que as pessoas possam revisitar ou descobrir a trajetória da Campanha, entendendo sua importância para a cultura mineira. É uma chance única de celebrar juntos a memória, a diversidade e a força do nosso teatro e da nossa dança”, finaliza Cássio Pinheiro.

Serviço
Simpósio Cultura e Turismo: impulsionando a economia criativa – Comemoração dos 50 anos da Campanha de Popularização do Teatro e Dança
📍 08/09 – Auditório Júlio Soares – Cemig (Rua Alvarenga Peixoto, 1200 – Santo Agostinho)
19h – Receptivo
19h30 – Falas de boas-vindas
20h – Apresentação dos propósitos do simpósio e entrega das Kombis
21h – Coquetel
23h – Encerramento

📍 09/09 – Auditório Bateia – MM Gerdau
8h30 – Café mineiro (Praça de Convivência)
10h – Cultura e Turismo
12h – Almoço livre
14h – Cultura e Turismo: intercâmbios de negócios – construindo uma agenda criativa
17h – Café e encerramento do dia

📍 10/09 – Auditório Bateia – MM Gerdau
9h – Debates: sustentabilidade das produções
14h às 18h – Debates e proposições / Produtores de Teatro e Dança / Grupos – diálogos e planejamento
19h – Abertura da vídeo-exposição interpretativa Campanha de Popularização – 50 anos em cena (Espaço Língua Afiada – MM Gerdau)

Exposição comemorativa – 50 anos da Campanha de Popularização do Teatro e Dança
MM Gerdau – Museu das Minas e do Metal
Data: 11 a 28 de setembro de 2025
Terça a domingo, das 10h às 17h
Às quintas-feiras, das 10h às 22h
Entrada gratuita – não há necessidade de retirada de ingresso
Endereço: Praça da Liberdade, 680 – Prédio rosa, Funcionário/ BH

Belo Horizonte ganha iluminação especial em azul safira

Em setembro, a capital mineira vai se vestir de azul safira em homenagem ao Dia dos Profissionais de Administração e ao Jubileu de Diamante da Administração, que celebra os 60 anos da regulamentação da profissão no Brasil.

Alguns dos principais ícones arquitetônicos, culturais e históricos de Belo Horizonte: Praça da Estação, Filarmônica de Minas Gerais e Centro Cultural Banco do Brasil, além da sede do Conselho Regional de Administração de Minas Gerais (CRA-MG), receberão a iluminação especial.

Patrimônios iluminados: um passeio pela história e identidade de Belo Horizonte

  • Dia 09/09:

– Praça da Estação (Rui Barbosa): Localizada no centro de Belo Horizonte, o espaço é um conjunto paisagístico e arquitetônico tombado pelo estado de Minas Gerais em 1988, sendo reconhecido como patrimônio histórico e cultural. A Praça abriga o Museu de Artes e Ofícios e é um importante ponto de encontro, com eventos, feiras, shows e a Estação Central do Metrô. Projetada em 1894, antes mesmo da cidade de BH, a praça foi inaugurada em 1922 e reinaugurada em setembro de 2024, após obras de revitalização que incluíram fontes luminosas interativas e a troca de pisos.

– Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB): O prédio cedido pelo Governo do Estado de Minas Gerais ao Banco do Brasil, onde funciona a quarta unidade do CCBB no país, teve sua construção iniciada em 1926 e finalizada em 1930. A construção em estilo neoclássico, construída para ser a sede da Secretaria do Interior do Estado de Minas Gerais, foi, posteriormente, o espaço da Secretaria de Estado de Segurança Pública de Minas Gerais e da Procuradoria Geral do Estado, tornando-se sede do CCBB em 2013. Localizado na Praça da Liberdade, compõe o Circuito Liberdade, complexo de antigos prédios da administração pública que se tornaram espaços de cultura, artes e lazer.

– Sede do Conselho Regional de Administração de Minas Gerais – Prédio Azul Safira: Após ter sua sede instalada em salas do Edifício Maleta e do Edifício Sulacap, o CRA-MG adquiriu, em 2016, um imóvel completo para estabelecer a nova Casa do Profissional de Administração. Inaugurado em setembro de 2018, o moderno prédio localizado no bairro de Lourdes, na região Centro-Sul, conta com dez andares de vão livre que proporcionam um layout moderno, permitindo a integração total entre os setores do CRA-MG.

  • Dia 12/09:

– Pergolado do Prédio da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais: Integrando a Estação da Cultura Presidente Itamar Franco, no Barro Preto, o prédio da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais foi inaugurado em 2015 e possui, além da sala de concertos, com capacidade para cerca de 1.470 espectadores, áreas administrativas, salas de ensaio, espaços para arquivo e exposição e saguões. A sala principal possui recursos de acústica, como paredes difusoras em forma de vela, difusores no teto e cadeiras com absorção sonora calculada para otimizar a qualidade do som.

 Homenagem nacional

Além de Belo Horizonte, as cidades de Caxambu, Curvelo e Padre Paraíso também receberão iluminação especial no dia 09 de setembro. A ação faz parte de uma mobilização do Conselho Regional de Administração de Minas Gerais (CRA-MG), juntamente com os Conselhos Regionais de Administração dos outros estados brasileiros e com o Conselho Federal de Administração (CFA).

Em várias cidades brasileiras, prédios históricos, monumentos e espaços públicos serão iluminados em azul, reforçando o papel essencial dos profissionais da Administração no desenvolvimento econômico e social do país.

 

Cantora Angela Ro Ro morre aos 75 anos

Angela Maria Diniz Gonçalves, mais conhecida como Angela Ro Ro, morreu nesta segunda-feira (8), aos 75 anos. A artista estava internada desde junho deste ano na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) do Hospital Adventista Silvestre, no Rio de Janeiro.

A cantora deu entrada no hospital após apresentar infecção pulmonar e precisar ser submetida a uma traqueostomia. Em julho, ela teria iniciado tratamento de reabilitação vocal e fez uma fisioterapia para a voz.

A notícia foi confirmada pela ex-namorada da cantora, Laninha Braga, que estava cuidando de Angela, e pelo produtor Paulinho Lima, segundo O Globo.

Legado e carreira de Angela Ro Ro

Nascida no Rio de Janeiro em 5 de dezembro de 1949, a cantora ganhou apelido de Ro Ro ainda na infância, devido à sua voz rouca e grave. Nos anos de 1970, ela iniciou sua carreira, após uma viagem para a Itália, onde conheceu o cineasta Glauber Rocha.

Angela marcou história como uma das primeiras vozes do movimento LGBTQIA+, atuando ativamente contra a lesbofobia. No começo dos anos 1980, a cantora tornou público seu relacionamento com a cantora Zizi Possi, 69, mas a união terminou de forma conturbada, com Possi a acusando de agressão.

O caso ganhou repercussão na mídia e prejudicou a sua reputação, dando origem ao disco Escândalo (1981).

A cantora não escondia as dificuldades financeiras que enfrentava. Durante a pandemia, chegou a solicitar a ajuda de admiradores, pedindo contribuições de R$ 10 via pix.

Conforme informou seu advogado, Carlos Eduardo Campista de Lyrio, sua renda mensal era de aproximadamente R$ 800, valor obtido por meio dos direitos autorais de suas composições.

“Sem perspectiva de alta ou cura para trabalhar, humildemente peço ajuda a vocês”, disse ela em algumas postagens.

FILME SOBRE O CLUBE DA ESQUINA ABRE O CINE NAVEGANÇA

De 12 a 18 de setembro, a cidade de Contagem (MG) será palco do Cine Navegança 2025 – 2ª Edição, mostra audiovisual dedicada à valorização da produção mineira e de histórias que representam Minas Gerais. Com sessões gratuitas em espaços culturais e praças, o evento amplia o acesso à sétima arte, com sessões dedicadas a estudantes de escolas públicas e instituições do terceiro setor. Confira a programação completa:

  • 12/09 e 13/09: Praça da Jabuticaba
  • 15/09: CEU das Artes Nova Contagem
  • 16/09 e 17/09: CEU das artes Ressaca
  • 17/09: Biblioteca Municipal
  • 18/09: Casa de Cultura Nair Mendes Moreira

Com uma programação única em cada um dos espaços públicos, o Cine Navegança 2025 – 2ª Edição conta com o total de 15 filmes, que foram escolhidos entre os 146 inscritos, além de uma obra convidada: o documentário musical “Nada Será Como Antes” (2023), dirigido por Ana Rieper e que resgata a história do Clube da Esquina. O filme será exibido no dia 12/09, na Praça da Jabuticaba, durante a abertura do evento. Na ocasião, haverá uma roda de conversa com Ana Rieper e com o co-produtor José Roberto Borges, seguida por uma apresentação musical de Felipe Bedetti e Marilton Borges, que vão interpretar músicas do Clube da Esquina.

“O público com certeza terá uma experiência diferenciada, pois os filmes selecionados possuem muita qualidade técnica e artística. São documentários, animações, videoartes e ficções, sendo a maioria com classificação livre. Assim, as famílias poderão participar com as crianças em quase todas as sessões”, garante a idealizadora do Cine Navegança, Andreia Carvalho, que é fotógrafa, escritora e produtora cultural.

O fio condutor do Cine Navegança 2025 – 2ª Edição é o tema “mineiridades” — um convite para explorar as múltiplas facetas da identidade cultural, social e histórica de Minas Gerais. As narrativas presentes nos trabalhos selecionados abordam tradições como o congado, a folia de reis, o folclore brasileiro, as infâncias, as juventudes periféricas e o cotidiano do campo, além dos impactos socioambientais da mineração e do agronegócio. A curadoria, formada por Carlos Henrique (ator e diretor teatral), Ayam Ubrais Barco (cantautor, artista plástico e trilheiro sonoro) e pela própria Andreia Carvalho, selecionou obras que traduzem a diversidade cultural e regional de Minas, com filmes produzidos em cidades como BH, Contagem, Serra do Cipó, Montes Claros, Uberlândia, entre outras. “Consideramos também critérios como gênero, raça, locais de exibição, público prioritário da mostra, acessibilidade, entre outros. O desafio da seleção foi grande, dada a qualidade e diversidade dos filmes”, explica Andreia.

Além da diversidade territorial, várias obras que serão exibidas no Cine Navegança 2025 – 2ª Edição foram premiadas em mostras e festivais nacionais e internacionais, como, por exemplo, “O Pacto da Viola”, vencedor do prêmio de Melhor Ator no 57º Festival de Brasília (2024), do prêmio de Melhor Filme no Cordillera De Los Andes International Film Festival (Equador) e do prêmio Sevilla Indie Film Festival, na Espanha. Já “A Mensagem de Jequi”, recentemente, esteve em cartaz em diversas salas de cinema do Brasil.

O Cine Navegança 2025 – 2ª Edição promoverá também rodas de conversa acessíveis, com intérpretes de libras, reunindo diretores, produtores e trilheiros sonoros para debater os temas e processos criativos dos filmes exibidos. Bruno Bennec (“Sacis”), Jane Carmen Oliveira (“Eu e o Boi, o Boi e Eu”), Gabriel Marcos (“No Início do Mundo”), Thamiris Chaves (“Morador Antigo”) e Altiere Leal (“O Velhas”) já confirmaram presença.

O encerramento do Cine Navegança 2025 – 2ª Edição, no dia 18/09, na Casa de Cultura Nair Mendes Moreira, será marcado pela abertura da exposição fotopoética “Furtacor”, da idealizadora Andreia Carvalho. Na mostra, um diálogo sensível sobre cor, luz e natureza. “Trata-se de uma exposição fotopoética, que eu desenvolvi a partir das minhas experiências fotográficas e poéticas. Eu busquei nas imagens que capturei a inspiração para as poesias, assim como busquei em outros versos a inspiração para as fotografias. Este trabalho explora diferentes cores, luzes e elementos da natureza que estão imersos no cotidiano e que muitas vezes passam despercebidos. Já as poesias dialogam e ilustram cenas fotografadas, extraindo delas a sutileza dos aspectos naturais, sem deixar de tratar da profundidade do humano”, descreve a artista.

Fruto da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), o Cine Navegança – 2ª Edição reafirma seu compromisso com a democratização do acesso ao cinema e a formação do público, especialmente de jovens e crianças. Para garantir a participação das escolas públicas, o evento disponibilizará transporte para cinco instituições que se inscreveram em um chamamento público.

CINE NAVEGANÇA 2025 – 2ª EDIÇÃO

  • 12/09 e 13/09: Praça da Jabuticaba (av. Prefeito Gil Diniz, s/n, Centro)
  • 15/09: CEU das Artes Nova Contagem (rua VP-2, 2.490, Nova Contagem)
  • 16/09 e 17/09: CEU das artes Ressaca (rua Magnólia, 100, Arvoredo)
  • 17/09: Biblioteca Municipal (rua Bernardo Monteiro, 105 – Loja 7, Centro)
  • 18/09: Casa de Cultura Nair Mendes Moreira (Praça Vereador Josias Belém, 1, Centro )

Entrada Gratuita

Mais detalhes: @naveganca (Instagram/Facebook)

FILME SACIS/DIVULGAÇÃO

CINE NEVAGENÇA. A primeira edição da Cine Navegança, realizada em 2024, homenageou os 25 anos do multiartista Ayam Ubrais Barco. Agora, a mostra não competitiva adota a temática “Mineiridades” e passa a contar também com seleção curatorial. Reunindo mais de 800 pessoas no ano anterior e envolvendo seis escolas públicas, a Cine Navegança segue comprometida com a formação de público jovem e a ocupação de espaços culturais da cidade, promovendo intercâmbio entre realizadores e espectadores.