Projeto Experimente realiza edição especial no Parque do Palácio

Evento terá shows, gastronomia e programação para toda a família

O Projeto Experimente, evento que reúne cultura, gastronomia e música, chega à sua segunda edição de 2025 com um cenário especial de tirar o fôlego. No dia 11 de outubro, sábado, das 12h às 20h, o público terá a oportunidade de viver uma experiência única no Parque do Palácio, situado ao pé da Serra do Curral, no bairro Mangabeiras, na região Centro-Sul de Belo Horizonte.

Viabilizado por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais, o evento conta com o patrocínio da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) #energiadacultura, realização do Governo de Minas Gerais e produção da EXP Eventos.

Com ingressos limitados, esta edição marca o aniversário de 11 anos do Projeto Experimente e promete unir o melhor da culinária mineira, atrações musicais de destaque e a sofisticação de um espaço histórico e natural. Para compor a trilha sonora, sobem ao palco Thania Azze, Mágua, Banda Texas e Maoe.

Além da boa música, o Experimente vai reunir restaurantes renomados que levarão ao público um cardápio diverso, com pratos preparados especialmente para harmonizar com a atmosfera do local. Nomes como PIzza Sur, Django, 68 Pizzaria, Truffos, Baixa Comidaria, Botânico e Café Magri assinam o menu da festa.

Com o objetivo de dar um passo importante no incremento de inovação ao evento, esta edição traz uma novidade: o Experimente vai aceitar pagamentos em Bitcoin. Para os organizadores, o objetivo é facilitar a vida do público que já utiliza a criptomoeda no dia a dia, além de estimular o debate e a adoção dessa tecnologia na economia local.

“A decisão de aceitar Bitcoin não é apenas um recurso extra, mas parte da nossa identidade inovadora. Queremos conectar cultura, gastronomia e tecnologia em um mesmo ambiente, criando novas formas de vivenciar o evento”, afirma o produtor Bruno Lins.

Visto que o encontro acontece um dia antes do Dia das Crianças, o Experimente também preparou surpresas para o público infantil, que terá entrada gratuita até 14 anos. A proposta é oferecer momentos de lazer em família em um ambiente acolhedor, com atrações que despertam a criatividade e a diversão dos pequenos.

Em respeito às normas do Parque do Palácio, não será permitida a entrada de animais domésticos no espaço. A medida é essencial para a preservação da vida selvagem que habita o local, já que a presença de pets pode introduzir doenças, causar estresse e incomodar outras espécies.

Serviço – Edição especial do Projeto Experimente

Local: Parque do Palácio – R. Professor Djalma Guimarães, 161 – Mangabeiras, Belo Horizonte (MG)
Data: Sábado, 11 de outubro de 2025
Horário: 12h às 20h
Ingressos limitados: sympla.com.br
Entrada gratuita para crianças até 14 anos
Não será permitido o acesso de animais doméstico

Dívidas com “bets” atinge cada vez mais brasileiros

De acordo com um estudo do Banco Central, em 2024 essas apostas movimentaram entre 18 e 21 bilhões de reais por mês. Dos cerca de 24 milhões de brasileiros que apostaram on-line, quase metade está endividado

As populares “bets”, plataformas de apostas esportivas invadiram o Brasil com potência total. O mercado das apostas on-line está em todos os lugares do país, e movimenta bilhões. De acordo com um estudo do Banco Central, em 2024 essas apostas movimentaram entre 18 e 21 bilhões de reais por mês. Dos cerca de 24 milhões de brasileiros que apostaram on-line em 2024, quase metade está com dívidas.

De acordo com a publicação Panorama Político 2024: apostas esportivas, golpes digitais e endividamento, 13% dos brasileiros com 16 anos ou mais — o equivalente a 22,13 milhões de pessoas — declararam ter participado de “bets”. Um dos casos mais recentes é de um dentista de 45 anos que foi interditado judicialmente após acumular mais de R$ 400 mil em dívidas por apostas online, medida tomada por sua família para impedir que o vício colocasse em risco o sustento da casa e a manutenção do patrimônio.

De acordo com a Dra. Suzana Cremasco, advogada especialista em solução de disputas estratégicas, a interdição judicial é uma medida extrema em que o Judiciário reconhece que uma pessoa não tem plena capacidade para gerir seus próprios atos da vida civil, por causa de dependência, vício ou desequilíbrio que compromete seu discernimento. “No contexto das apostas, pode ser usada quando há indícios de jogo compulsivo (ludopatia) que afeta gravemente a vida financeira e social do indivíduo. Com a interdição, um curador passa a administrar o patrimônio e decisões relevantes da pessoa interditada, evitando que ela continue a se expor a riscos de endividamento e dilapidação de bens”, explica.

Dra. Suzana Cremasco ressalta também que no caso desse dentista interditado judicialmente pela família, quando o cônjuge faz dívidas de jogo, o outro pode ser prejudicado juridicamente, dependendo do regime de bens do casamento. Por exemplo, “comunhão parcial ou universal: em regra, dívidas assumidas em benefício da família podem atingir ambos, mas dívidas de jogo são consideradas de caráter pessoal, e o outro cônjuge não é automaticamente responsabilizado; na separação total: cada cônjuge responde apenas pelas suas próprias dívidas. Na prática, credores podem tentar alcançar o patrimônio comum, mas há defesas jurídicas possíveis para preservar o que não tenha ligação direta com a dívida”, comenta.

Com relação às quais medidas os familiares podem adotar para proteger o patrimônio em situações de risco, a advogada Suzana Cremasco ressalta que existem ações preventivas: reorganização patrimonial, alteração de regime de bens ou planejamento sucessório; medidas judiciais: interdição parcial ou total do jogador, para limitar atos que envolvam bens relevantes; gestão patrimonial: criação de holdings ou transferência de administração de recursos a terceiros de confiança; e acordos internos: estabelecimento de limites para movimentações financeiras e retirada de poderes de representação (como procurações bancárias).

Para finalizar, Dra. Suzana pontua algumas orientações para familiares que enfrentam esse tipo de situação: Buscar ajuda especializada: tanto jurídica, para proteger patrimônio, quanto psicológica, para tratar a compulsão; Documentar as ocorrências: reunir provas de dívidas, movimentações suspeitas e contratos assinados sob influência do vício; Atuar rapidamente: quanto antes as medidas forem adotadas, maior a chance de evitar a dilapidação do patrimônio familiar; Manter diálogo transparente: a proteção deve vir acompanhada de apoio, e não apenas de restrição, para evitar rupturas familiares.

Academia Mineira de Letras recebe lançamento do livro

No dia 30 de setembro, terça-feira, às 18h30, a Academia Mineira de Letras (Rua da Bahia, 1466  –  BH –MG) recebe a noite de autógrafos e lançamento do livro O rosto sem face, do escritor e professor  Fernando Armando Ribeiro.  Com prefácio de Luís Giffoni, o livre chega pela Editora Ramalhete. O evento é aberto ao público.

O rosto sem face é um livro de contos e minicontos em prosa poética, escrito em estilo envolvente, que explora as complexidades da vida contemporânea. Com lirismo e humor, as narrativas relativizam e, ao mesmo tempo, densificam as relações humanas com o mundo, suspendendo, ainda que por instantes, o véu de nossas certezas.

A tecnologia aparece como pano de fundo, denso e onipresente, pois nela questões humanas frequentemente se escondem, esperando por um olhar que as resgate, na percepção mais acurada do detalhe. Em diálogo com o realismo mágico latino-americano, uma das maiores influências da obra, suas histórias exploram o fantástico inerente à nossa existência, desvelando e conferindo às palavras novas efusões de vida. Alguns contos propõem reflexões sobre o desafio de aceitar o outro em sua diversidade radical, e exaltam a beleza do simples, que tantas vezes escapa à pressa e à superficialidade das rotinas. Em uma sociedade urbana cada vez mais distante da natureza, os dilemas ambientais entrelaçam-se aos anseios por reconexão e pertencimento. O livro busca explorar esse poliedro complexo em muitas de suas histórias.

Fernando Armando Ribeiro, mineiro de Belo Horizonte, é escritor, magistrado e professor universitário. Doutor pela UFMG e pós-doutor pela Universidade da Califórnia, em Berkeley (EUA), onde foi bolsista da Fullbright, ocupa a cadeira 34 da Academia Mineira de Letras Jurídicas e integra o Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais (IHGMG). É autor de obras que transitam entre a literatura, o direito e a reflexão poética, entre as quais se destacam Retratos de Primavera e outras estações (Quixote, 2023), A fascinação das asas (Quixote, 2019), Colheita (Letramento, 2017), Shakespeare e Cervantes: diálogos entre direito e literatura (Letramento, 2016) e Espectros poéticos da justiça (Del Rey, 2019).

Após o lançamento, O rosto sem face poderá ser encontrado no site da Editora Ramalhete, na Amazon e nas principais livrarias do Brasil.

PREFÁCIO

As múltiplas faces do conto

por LuÍs Giffoni

Os contos de Fernando Armando Ribeiro, em O ROSTO SEM FACE, primam pela diversidade. Diversidade de temas, de lugares, de tempos, de sotaques.

O autor possui sensibilidade, conhece a língua portuguesa, tem imaginação. Sua bagagem cultural é extensa. Consegue trafegar pelas coisas da cidade e do sertão. Do Brasil e do exterior. Do presente e do futuro. Tem um pé na realidade, outro no fantástico.

Tudo somado, o resultado é este livro, O ROSTO SEM FACE, que aborda em breves histórias nosso momento, nossos sonhos e nossas vidas. Vidas e sonhos atuais e pregressos.

Se a gente procura um instante de êxtase, desses que marcam a existência, ele está lá, retratado em Em um dia como outro qualquer. Crenças antigas ainda vigentes, difíceis de acreditar, com os pés bem calcados no dia a dia de muitos brasileiros? Leia Superstição. Se buscarmos uma grande descoberta, com amplo significado e consequências, repleta de sensibilidade ela aparece em De repente, abriu-se a janela. Deseja uma ruptura, graças a um depoimento vindo do coração diante da corte? Sim, o livro também tem, basta percorrer A testemunha. Quem sabe lhe interesse o fantástico que contamina a população através dos tempos? Mergulhe em O Touro e constate quanto um fato ou a versão do fato pode atravessar os anos, até se incorporar ao imaginário coletivo.

A obra do título remete à estranheza de não se reconhecer depois de uma vida, estranheza com graves decorrências. Idêntica temática volta em Nada, embora mais condensada. Há ironia fina em O grande mistério, que gira em torno do que poderia ter sido. Ou não, dependendo da interpretação do narrador. O jogo das possibilidades conduz a narrativa. É um dos mais longos dos quarenta contos do livro.

Outra característica destas histórias é a síntese. O autor diz muito em poucos parágrafos. Nos contos de Os sete pecados capitais, por exemplo, a inveja, se revela em apenas quatro linhas, e a soberba se estende por seis. Os sete pecados não gastam mais que sete páginas para condenar suas personagens com muita sutileza. A grande síntese, no entanto, está em Adeus, um miniconto que revela muito mais do que está escrito, onde em duas linhas se ouve uma gargalhada embutida no sarcasmo.

Há, ainda, doses de prosa poética em diversos pontos, como em Mulher postada na janela, onde o olhar de um transeunte cria todo um clima de transfiguração. Ou em A cigarra e as formigas: mutações, recriação da fábula da cigarra e da formiga, com um final menos trágico.

No derradeiro conto, Ressocializado, cheio de insinuações, transparece a crítica ao mundo instagramável, a perda do contato com a natureza e a hesitação diante das mudanças. A solução do dilema causa surpresa.

O ROSTO SEM FACE é um mergulho nas possibilidades da vida em suas múltiplas perspectivas, sob a ótica da arte. Leva a uma aventura pelos diversos rostos que o conto pode assumir para encantar os leitores.

NOITE DE AUTÓGRAFOS E LANÇAMENTO DO LIVRO

O ROSTO SEM FACE, de Fernando Armando Ribeiro

Editora Ramalhete

30 de setembro, terça-feira, às 18h30

Academia Mineira de Letras

Rua da Bahia, 1466  –  BH –MG

ENTRADA FRANCA

Programa Reciclando Dignidade já beneficia 360 catadores

O Programa Reciclando Dignidade já mostra resultados concretos. Em pouco tempo, são 36 entidades ativas e 360 pessoas beneficiadas, números que refletem o impacto dessa iniciativa que une cuidado ambiental e transformação social.

O programa garante a inclusão previdenciária de catadores de materiais recicláveis, trabalhadores essenciais para a gestão correta dos resíduos e para a preservação dos recursos naturais. Com o início do pagamento das contribuições em julho, cada catador tem a tranquilidade de saber que seu futuro previdenciário está protegido.

Esse avanço é fruto da parceria entre o Servas, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais (SEMAD) e o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). A meta é ambiciosa: alcançar 90 associações e cooperativas que integram o Programa Bolsa Reciclagem, beneficiando cerca de 1.475 catadores em todo o estado.

“O Reciclando Dignidade permite a inclusão previdenciária dos catadores, tornando-os parte do complexo sistema de Seguridade Social previsto na Constituição Federal, na Lei nº 8.213/91 e no Decreto nº 3.048/99. Os catadores, uma vez cumpridos os requisitos legais, poderão buscar os seus direitos junto à Previdência Social”, explica a vice-presidente do Servas, Dinorá Carla Fernandes.

Um exemplo inspirador vem da Cooperativa AGUAPE, em Manhumirim, presidida por José Weber Pereira. Lá, 21 catadores foram incluídos e puderam sentir, na prática, os benefícios do programa: “Um dos grandes diferenciais que o programa trouxe para nós foi o aumento da renda. Decidimos que, com o reembolso do valor do INSS, repassamos integralmente esses valores aos cooperados, além de manter a contribuição previdenciária que já fazíamos. Isso trouxe mais segurança para o futuro e também mais dignidade para o presente. Hoje, nossos catadores se sentem valorizados e protegidos”, avalia.

Mas o Reciclando Dignidade não para por aí. Além da segurança previdenciária, o programa promove capacitações e ações educativas em saúde, segurança no trabalho, educação previdenciária e acesso a benefícios sociais. Essas iniciativas fortalecem a autonomia dos catadores, ampliam sua proteção social e consolidam seu protagonismo na construção de uma sociedade mais justa e sustentável.

Desde o início do programa, já foram pagos R$ 141.572,19 em inclusão previdenciária dos catadores. Como destaca a presidente do Servas, Christiana Renault: “Cada entidade que se soma e cada trabalhador beneficiado é a prova de que estamos no caminho certo para um futuro mais humano e sustentável em Minas Gerais”.

Circuito Urbano de Arte entrega mais três obras em grande escala

A nona edição do CURA BH, que recebeu mais de 20 mil pessoas entre 3 e 7 de setembro, agora estreia na cidade com a entrega de três novas obras de arte em empenas de prédios, consolidando a praça Raul Soares como um mirante de arte pública. E em outubro lança mais uma importante etapa do projeto, o CURA Macro, que vai impactar a paisagem urbana de Nova Lima.

Pela primeira vez, Paulo Nazareth, um dos maiores nomes da arte contemporânea brasileira, realiza uma obra em empena de prédio, com uma homenagem – e uma crítica social – ao Alforriado Matias, no Edifício Pignataro. Sylvia Amélia traz ao festival uma técnica inédita: em vez de pintura, apresentou Pause, instalação em acrílico que projeta sombras móveis ao longo do dia. E Juliana Oliveira, ou Julianismo, representa a nova geração, com uma obra experimental que marca sua estreia no festival.

“Essa edição marca um amadurecimento da nossa atuação no território. Trouxemos propostas concretas para pensar a Raul Soares, como o Mapa Afetivo e o concurso de ideias, e convidamos três artistas de Belo Horizonte para ocupar a praça. Celebramos a cidade honrando seu passado, reconhecendo seu presente e sonhando o futuro”, comenta Priscila Amoni, uma das idealizadoras do CURA.

O tema PRACIFICAR ganhou corpo em uma programação que ocupou o Mirante e os arredores da Praça, convidando o público a permanecer, descansar, brincar e viver a cidade em todas as dimensões, inclusive olhando para o alto. Entre os destaques estava o Highline Feelings com atletas atravessando o céu, como Andreza Pereira, que usou uma saia de carimbó estampada com a bandeira do Pará, gesto que celebrou sua cultura e emocionou o público.

“Pracificar resume bem o que desejamos pra Raul Soares, uma praça tão importante pra BH. E essa praça ganhou mais três obras, se transformando numa grande exposição a céu aberto com 13 intervenções artísticas em prédios ao seu redor. Além disso, durante cinco dias proporcionamos para o público o potencial que o território tem, com brinquedos para crianças, música, banca de arte, velódromo, highline, lugar para sentar e deitar, sombra e água fresca”, afirma Janaína Macruz, também idealizadora do projeto.

O impacto não se dá apenas no campo das artes, mas gira a economia da região. “O CURA não apenas traz vida e interesse pela região central, o que por si só é importantíssimo para a cidade, mas traz muito movimento para o comércio local. Tivemos um incremento de faturamento no Pirex de 28% no período do festival, com casa cheia todos os dias, e a oportunidade de fidelizar muitos novos clientes que nos visitaram pela primeira vez. É fantástico que isso se dê em um contexto de apreciar a cultura, observar a arquitetura, vivenciar a Praça, e ocupar o centro como espaço vivo e pulsante”, comenta Vitor Velloso, proprietário do Bar Pirex, que fica nos arredores da Praça Raul Soares.

CURA MACRO – a maior obra de arte pública do Brasil

Ao mesmo tempo em que entrega novas obras à capital, o CURA já está em andamento com um novo projeto, com entrega prevista para outubro. Em Nova Lima, o coletivo indígena MAHKU, desenvolve o CURA MACRO. Destaque em instituições como MASP, Pinacoteca, Fondation Cartier (Paris) e Bienal de Veneza, os artistas assinam a maior obra de arte pública do Brasil. Entre julho e setembro, mais de 100 casas dos bairros Vila São Luís, Monte Castelo, Vila Marise, Morro das Pedrinhas, Cascalho e Montividiu vêm sendo transformados em um gigantesco mural coletivo.

Instituto CURA – um projeto consolidado

Criado em 2017, o CURA se tornou referência em arte pública na América Latina, e hoje atua como Instituto CURA. O projeto já realizou nove edições em Belo Horizonte e duas em Manaus, com um legado que soma 35 empenas (14 no Mirante Sapucaí, 13 na Raul Soares, 4 no bairro Lagoinha e 4 em Manaus). Dessas, a representatividade é marcante: 16 empenas assinadas por mulheres; 8 empenas indígenas. Os números incluem, ainda, 12 murais, uma pintura de chão indígena, 6 instalações urbanas, uma fachada de lambe, 3 exposições individuais e uma residência artística.

Em uma curta trajetória, o CURA consolidou uma forma singular de produzir cidade: a partir do pertencimento, da convivência e da participação coletiva. Ao longo dos anos, transformou horizontes com murais monumentais e expandiu sua atuação para práticas que unem esporte, música, performance, cuidado e memória.

Mais informações:

www.cura.art

Instagram: @cura.art

E-mail: [email protected]

Minas Gerais é destaque em bienal internacional de dança

A dança toma conta de Campinas em 2025. De 25 de setembro a 5 de outubro, a cidade se transforma em palco da 14ª Bienal Sesc de Dança, que comemora dez anos de história na região e reúne corpos, ritmos e linguagens de diversos cantos do mundo. São cerca de 80 atividades – entre espetáculos, performances, instalações e ações formativas – representando 18 países e 10 estados brasileiros, que expandem os limites da cena contemporânea e convidam o público a explorar novas percepções e reflexões.

Realizada pelo Sesc São Paulo, com apoio da Prefeitura Municipal de Campinas e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a Bienal chega a sua sexta edição em Campinas – o festival acontece na cidade desde 2015, após oito edições em Santos (de 1998 a 2013) – reafirmando a dança como espaço de encontro, diversidade e invenção. Danças cênicas, urbanas, populares, experimentais e comunitárias compõem uma programação vibrante que mistura tradição e vanguarda, colocando em diálogo artistas consagrados e novas vozes.

De Belo Horizonte, o Camaleão Grupo de Dança traz o espetáculo Verga com apresentações gratuitas nos dias 2 e 3 de outubro, quinta-feira, às 18h, na Rodoviária de Campinas; e sexta-feira, 14h30, Senac Campinas. A luta e a dança se encontram neste espetáculo do coletivo mineiro. Estruturado a partir de um processo de criação coletiva, o trabalho tem como base a pesquisa de quatro anos realizada pela companhia de dança sobre os movimentos da capoeira, conduzida por Mestre Agostinho. Esse mergulho, somado a outras linguagens investigadas pelos artistas, orienta a dança, que transita entre a resistência e a liberdade, entre a força e a leveza de corpos que se envergam pelo espaço público.

“O Camaleão investiga a linguagem da capoeira desde 2014. Durante o processo, logo entendemos sua força dentro do trabalho. Não apenas como movimentação e corpo cênico, mas especialmente como pensamento diante da discussão proposta: a capoeira traz em si o signo forte de liberdade e de resistência”, salienta Inês Amaral, diretora artística e coreográfica.

Com origens em Minas Gerais, Ceará e Bahia e crescidos na diáspora africana, Gil Amâncio, Luiz de Abreu e Altemar Di Monteiro apresentam Quintal nos dias 3 e 4 de outubro, sexta e sábado, às 11h, no Jardim da Biblioteca do Sesc Campinas (ingressos gratuitos). A performance é um jogo poético, uma partilha de intuições negras em que dança, música e teatro se embaralham sem hierarquias. Os criadores-performers ecoam o pensador quilombola Nêgo Bispo, percorrendo tempos e espaços que vivem antes, durante e além de nós.

“O espetáculo vem das nossas experiências como crianças em quintais e famílias. Para nós, povo preto, não é uma estética, é uma sobrevivência. Quando você é abordado pela polícia, tem que ter uma presença, porque nosso jogo é de vida e morte. Então, como você sobrevive nesse jogo? É aguçando os sentidos, aprendendo a inverter a relação. É isso que a gente traz para essa experiência, essa atenção. Não é um corpo que improvisa, mas um corpo que tem presença”, enfatiza o trio de artistas.

Serviço:

BIENAL SESC DE DANÇA

De 25 de setembro a 5 de outubro – Campinas (SP).

Programação completa no site sescsp.org.br/bienaldedanca.

Ingressos – R$40 (inteira), R$20 (pessoas com +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino) e R$12 (credencial plena) pelo aplicativo Credencial Sesc SP, na Central de Relacionamento Digital (centralrelacionamento.sescsp.org.br) e presencialmente nas bilheterias das unidades do Sesc São Paulo.

Verga 

Com Camaleão Grupo de Dança | Minas Gerais

2 de outubro, quinta-feira, às 18h, na Rodoviária – Rua Dr. Pereira Lima, 60-140 – Vila Industrial.

3 de outubro, sexta-feira, 14h30, no Senac Campinas – Rua Sacramento, 490 – Centro.

https://www.sescsp.org.br/programacao/verga-9/

Quintal

Com Gil Amâncio, Luiz de Abreu e Altemar Di Monteiro | Minas Gerais, Ceará e Bahia

3 e 4 de outubro, sexta e sábado, às 11h.

Sesc Campinas | Jardim da Biblioteca – Rua Dom José I, 270/333 – Bonfim – Campinas/São Paulo – 13070-741

https://www.sescsp.org.br/programacao/quintal-5/

Belo Horizonte recebe representante da ONU no WCM’25

Nos dias 22 e 23 de setembro, Belo Horizonte será palco do World Coop Management 2025 (WCM’25), o maior encontro mundial de liderança cooperativista, que este ano acontece em celebração ao Ano Internacional das Cooperativas, declarado pela ONU. O evento será realizado no Minascentro e reunirá representantes da ONU, da Aliança Cooperativa Internacional (ACI), do Sistema OCB e das maiores cooperativas do Brasil, além de especialistas em inteligência artificial e inovação.

Fotos realizadas no Minascentro no dia 15 de outubro de 2024 do WCM 2024 comemorando seus 10 anos. Fotos Samuel Gê – 99627-4060

Entre os destaques da programação estão Ariel Guarco (presidente da ACI), Andrew Allimadi (ONU), Tânia Zanella (OCB) e Tony Ventura (Top 5 mundial em IA, AIBC Awards). O evento contará ainda com painéis sobre tecnologia, governança, gestão de pessoas e sustentabilidade, além de um show de encerramento com o cantor Toquinho.

A imprensa terá à disposição um Press Lounge com infraestrutura completa para entrevistas, envio de conteúdos em tempo real e agenda exclusiva com palestrantes.

📌 Serviço

Evento: WCM’25 – World Coop Management 2025

Data: 22 e 23 de setembro de 2025

Local: Minascentro – Belo Horizonte (MG)

Belo Horizonte recebe show de Alcione nesta sexta-feira

A cantora Alcione desembarca na capital mineira nesta semana. A artista vai subir ao palco do BeFly Hall (Avenida Nossa Senhora do Carmo, 230, Savassi, em Belo Horizonte/MG) na sexta-feira,  26 de setembro, para apresentar os grandes sucessos da sua carreira. Os portões serão abertos às 20h, e os ingressos estão à venda por meio da plataforma Sympla e na bilheteria. .

Será uma apresentação inesquecível e repleta de emoção, onde Alcione interpretará seus maiores sucessos, proporcionando uma viagem musical irresistível. Com sua presença de palco cativante, a “Marrom” promete envolver a plateia com clássicos como “Você Me Vira a Cabeça”, “Não Deixe o Samba Morrer”, “Meu Ébano” e “A Loba”, criando momentos de pura nostalgia e celebração. Além dos hits consagrados, o repertório também trará grandes surpresas.

Sobre Alcione
Nascida em São Luís do Maranhão, Alcione Dias Nazareth, carinhosamente conhecida como “Marrom”, é uma das maiores divas da música popular brasileira. Com mais de cinco décadas de carreira, a cantora conquistou o público com sucessos inesquecíveis como “Não Deixe o Samba Morrer”, “Você Me Vira a Cabeça”, “Meu Ébano” e “A Loba”. Alcione transita com maestria entre o samba, boleros e músicas românticas, emocionando milhões de fãs com sua inigualável potência vocal e carisma.

Filha de um maestro da Polícia Militar do Maranhão, Alcione começou sua trajetória musical aos 12 anos. Em 1967, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde começou a brilhar nos palcos nacionais. Ao longo da carreira, lançou mais de 40 álbuns, somando 26 discos de ouro, sete de platina e dois de platina duplo. Ainda, em 2003, foi condecorada com um Grammy Latino na categoria de Melhor Álbum de Samba, reafirmando sua importância e reconhecimento no cenário musical.

Além de sua consagrada carreira no Brasil, Alcione já se apresentou em mais de 30 países, sempre encantando plateias com sua autenticidade e entrega emocional. Seu legado como uma das maiores intérpretes do samba e da música brasileira segue intacto e vibrante a cada show.

Serviço:

Evento: Show de Alcione

Data: 26 de setembro (sexta-feira)

Local: BeFly Hall – Avenida Nossa Senhora do Carmo, 230 – Savassi – Belo Horizonte/MG

Abertura dos portões: 20h

Início do show: 22h

Classificação etária: 18 anos (Entrada permitida para menores de 18 anos apenas acompanhados dos pais ou responsáveis legais.)

Ingressos: Disponíveis na bilheteria do BeFly Hall e pelo site Sympla

IA na saúde: A tecnologia pode substituir o cuidado humano

A inteligência artificial (IA) tem causado uma verdadeira revolução na saúde, oferecendo diagnósticos rápidos, suporte remoto e ferramentas que auxiliam médicos na tomada de decisões complexas. Ferramentas de IA podem analisar grandes volumes de dados em minutos, detectar padrões que passam despercebidos ao olho humano e até prever riscos clínicos, acelerando tratamentos e aumentando a precisão dos cuidados.

No entanto, especialistas alertam que, apesar desses avanços, a tecnologia não substitui o contato humano e os elementos essenciais do cuidado, como empatia, acolhimento e comunicação eficaz com o paciente — tema que será aprofundado na Expo-Hospital Brasil 2025, segundo maior evento do setor no país, que acontece entre os dias 23 e 25 de setembro no Expominas, em Belo Horizonte.

De acordo com a ConextaExp – Plataforma de Conteúdos e Eventos para Profissionais de Saúde, estudos indicam que a combinação da IA com competências humanas resulta em cuidados mais respeitosos e completos. A tecnologia é uma aliada, mas não consegue substituir o olhar atento do profissional que ouve, acolhe e entende as necessidades emocionais do paciente. A entidade ressalta que a humanização é fundamental para garantir que a inovação tecnológica seja usada de forma ética e centrada no paciente, sem que a eficiência substitua o vínculo e a confiança no atendimento.

Tecnologia e Humanização

O tema será um dos focos da Expo-Hospital Brasil 2025, que reunirá congressos, workshops e painéis com especialistas nacionais e internacionais. O debate buscará responder a perguntas centrais: até que ponto a IA pode avançar no atendimento clínico? Quais tarefas devem permanecer exclusivamente nas mãos do ser humano? E como integrar tecnologia e humanização sem comprometer a qualidade dos cuidados? Para gestores e profissionais de saúde, será uma oportunidade de explorar estratégias para combinar precisão tecnológica com atenção individualizada, fortalecendo processos de gestão, diagnóstico e acompanhamento do paciente.

Além do impacto direto no atendimento, a discussão sobre os limites da IA na saúde também envolve questões éticas e regulatórias, como a responsabilidade por decisões automatizadas e a proteção de dados sensíveis. “A integração da IA precisa ser pensada de forma estratégica. Não se trata apenas de implementar tecnologia, mas de criar processos que potencializem o cuidado humano, garantindo que nenhum paciente se sinta apenas um número em um sistema automatizado”, afirma Dr. Bruno Fonseca, diretor de Relações Institucionais e conselheiro da Expo-Hospital.

Ao destacar a importância de unir eficiência, inovação e sensibilidade humana, a Expo-Hospital Brasil 2025 reafirma que a medicina do futuro não é apenas tecnológica, mas profundamente humana. O evento promete servir de plataforma para compartilhar experiências, apresentar soluções inovadoras e reforçar que, mesmo em um cenário cada vez mais digital, a empatia e o acolhimento continuam insubstituíveis.

Crédito foto: Divulgação

Grupo Galpão lança websérie em 12 episódios sobre espetáculos

O Grupo Galpão lança, no dia 24 de setembro, a websérie “Um espetáculo que me marcou”. Neste novo quadro do Grupo Galpão, os atores e atrizes do grupo compartilham lembranças de peças a que assistiram e deixaram uma marca em suas trajetórias artísticas. São relatos pessoais sobre espetáculos vistos no Brasil e em outros países, que provocaram, inspiraram e ajudaram a moldar seus caminhos no teatro. Ao todo, são 12 episódios, que serão publicados no Instagram e no Facebook do Grupo Galpão, exibidos semanalmente, sempre às quartas-feiras, às 18h, de 24 de setembro a 10 de dezembro de 2025. Os vídeos foram gravados na sede do Galpão e todos os vídeos contam com legendagem descritiva.

Segundo Eduardo Moreira, diretor artístico do Grupo Galpão, “o projeto evidencia uma das características mais marcantes do Grupo Galpão: ser uma companhia de atores com grande variedade de pensamentos e perspectivas. Ao revelar as influências que marcaram cada integrante, temos uma amostra dessa diversidade que caracteriza o trabalho do Grupo. São propostas, projetos e vertentes estéticas muito distintas, escolhidas por motivos diversos, que apontam justamente para a riqueza da trajetória do Galpão. Como coletivo de atores que trabalha com diferentes diretores, o Galpão se constrói a partir desse cruzamento de olhares. E os espetáculos que marcaram a carreira de cada ator e atriz são um reflexo de como essa diversidade se manifesta, na prática, dentro da criação do Grupo.”

 O projeto “Um espetáculo que me marcou” é realizado por meio da Lei Rouanet, com patrocínio exclusivo da Petrobras, mantenedora do Grupo Galpão.

A parceria entre Grupo Galpão e Petrobras existe há mais de duas décadas e foi fundamental para a consolidação e expansão do Grupo, promovendo seu amplo acesso, das capitais às pequenas cidades do interior. Em 2024, o patrocínio da Petrobras possibilitou que o Galpão completasse um grande sonho: levar seu teatro a todos os estados brasileiros. O Programa Petrobras Cultural apoia a cultura brasileira, promovendo a diversidade e a economia criativa do nosso país.

Sobre o Grupo Galpão

O Grupo Galpão, de Belo Horizonte (MG), é uma das companhias teatrais mais conhecidas do Brasil, tanto por seus 43 anos de atividade contínua quanto por sua pesquisa de linguagem.

Criado por cinco atores, em 1982, a partir do espetáculo “A alma boa de Setsuan”, montagem conduzida por diretores do “Teatro Livre de Munique”, da Alemanha, o Galpão se valeu dessa rica experiência para se lançar numa proposta de construção de um teatro de grupo, com raízes ligadas à tradição do teatro popular e de rua.

Fazem parte do Galpão Antonio Edson, Arildo de Barros, Beto Franco, Chico Pelúcio, Eduardo Moreira, Fernanda Vianna, Inês Peixoto, Júlio Maciel, Lydia Del Picchia, Paulo André, Simone Ordones e Teuda Bara.

Ao montar espetáculos com diferentes diretores convidados – como Gabriel Villela, Cacá Carvalho, Paulo José, Yara de Novaes, Marcio Abreu, Rodrigo Portella, além dos próprios integrantes, que também dirigem espetáculos do Grupo –, o Galpão desenvolve um teatro que alia rigor e investigação de linguagens, com um repertório com grande poder de comunicação com o público.

Seus trabalhos dialogam com o popular e o erudito, a tradição e a contemporaneidade, o teatro de rua e o palco, o universal e o regional brasileiro.

Galpão em números 

Fundação: novembro de 1982

 27 espetáculos
15 projetos audiovisuais

2 000 000 espectadores

100 prêmios brasileiros

+3400 apresentações
300 cidades

18 países diferentes

+80 festivais internacionais

+210 festivais nacionais