Sarau celebra música autoral feminina em BH

Em outubro, começa a 8ª edição do Sarau Substantivo Mulher – evento que valoriza a produção autoral de compositoras e cantoras mineiras que se destacam na cena belo-horizontina e nacional. A programação abre no dia 4/10, sábado, na Tenda do Bosquinho do CRCP/Parque Lagoa do Nado, a partir das 16h30, com shows das cantautoras Ceumar, Coral e Sofia Cupertino, acompanhadas por Natália Mitre (percussão), e Augusta Barna, por Débora Coimbra (guitarra). O acesso é gratuito. E, no dia 30/10, quinta-feira, a partir das 19h, se apresentam na A Autêntica Bar (Santa Efigênia), com acompanhamento de Verônica Zanella (violão),  as artistas Júlia Deodora, Luísa Bahia, Júlia Tizumba e Lua Zanella. Ao final de cada evento, será proposto um palco aberto para que outras artistas presentes também possam mostrar seu trabalho. A retirada de ingresso é gratuita pela plataforma Sympla ou na bilheteria, uma hora antes do evento.

Com curadoria de Irene Bertachini e Deh Muss, o projeto Sarau Substantivo Mulher (0549/2024) é realizado com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte. Mais informações no Instagram @sarausubstantivomulher e @irenebertachini .

“Substantivo é o que dá nome aos seres, e precisamos sim nomear as mulheridades existentes e dar voz e protagonismo à sua arte. Quando colocamos a palavra ‘substantivo’ ao lado de ‘mulher’ reforçamos a importância de exigirmos nosso espaço. Essas duas palavras são espelho uma da outra porque ainda somos invisibilizadas, e precisamos celebrar a nossa musicalidade e a resistir nesse contexto onde impera o patriarcado.”, comenta a idealizadora do projeto e uma das curadoras, a cantautora Irene Bertachini.

Segundo a cantora Deh Muss, que também assina a curadoria do evento, “ainda vivemos em uma sociedade extremamente sexista e machista que sempre relega as mulheres ao anonimato na música ou apenas ao lugar de intérprete, não de pensadoras e criadoras de sua arte e expressão. Como em todos os anos, apostamos na mistura entre mulheres com menos alcance, com as que já alçaram voos maiores. E, claro, também na diversidade de estilos musicais, para não ser um sarau de MPB, mas que englobe as várias linguagens musicais que pulsam na cidade!”

O Sarau Substantivo Mulher surge, em 2020, em contexto de isolamento social, fortalecendo a atuação e a diversidade de mulheres no campo composicional brasileiro. Ao contrário da proposta de grandes shows, Irene Bertachini comenta que, desde as primeiras edições, a ideia é valorizar a proximidade com o público. “O ‘Sarau Substantivo Mulher’ traz apresentações sempre em formato mais intimista, com voz, violão e percussão, destacando a canção crua, como ela é concebida, sem arranjos de uma banda. Quando a pandemia acabou e começamos a fazer em formato presencial, passamos a abrir espaço para que outras vozes presentes também pudessem cantar e se fazer ouvidas”, conta.

PROGRAMAÇÃO

No dia 4 de outubro, sábado, um dos shows mais esperados é da cantora Ceumar. Compositora consolidada na cena nacional, a mineira traz uma pequena mostra de sua produção autoral que inicia, em 2003, com a gravação de “Avesso” (parceria com a poeta Alice Ruiz), no álbum Sempreviva. O público tem acesso ainda a canções mais recentes da artista, ainda não gravadas, como “Princesa Porra Nenhuma”, em parceria com a poeta pernambucana Ezter Liu e “Você e eu” um xote.

Outro destaque da programação é Augusta Barna, uma das expoentes da nova geração que tem despontado na cena nacional. No show, a artista faz um paralelo entre passado, presente e futuro, em sua trajetória, trazendo desde músicas (na sua maioria) do álbum Na Miúda, além das canções “Eu tenho medo de eles terem razão” – inédita, que está no repertório do próximo projeto – e “Me perdoa” – que faz parte do primeiro álbum lançado há quatro anos.

Mais um nome aguardado pelo público é Coral – cantora e compositora de Jequié (BA). Presença marcante na cena musical independente e artista de voz inconfundível, Coral inscreve na canção brasileira contemporânea sua identidade de artista nordestina e travesti, com poesia e afeto. No show, apresenta músicas já lançadas como “Quimera”, “Ressonância”, e “Eu Sou Baiana”, com participação de Daniela Mercuri, e outras inéditas, como “Tanto Quase” e “Temporal”.

Sofia Cupertino – cantora, compositora e professora de canto – também está confirmada na abertura do Sarau Substantivo Mulher. Com atuação em diversos projetos autorais e de releituras brasileiras, a artista apresenta ao público canções de seu recente “Venusiana”, álbum que versa sobre o múltiplo universo feminino e ainda canções inéditas como Amor plutônico (Sofia Cupertino), que estará no próximo trabalho da artista.

Já no dia 30 de outubro, quinta-feira, na A Autêntica, outros nomes marcam presença. Lua Zanella, cantora e compositora trans de Contagem (MG), sobe ao palco trazendo um repertório que atravessa sua trajetória artística – do icônico single “Popotchão” ao impactante álbum Transmachine, passando pelo elogiado EP Dama de Paus. Representante da cena pop lgbtqiapn+ de Belo Horizonte, Lua é conhecida por transformar vivências intensas em música dançante, mesclando Hip Hop, Pop e performances viscerais. Com formação em Cinema e Audiovisual, cada show seu é também um espetáculo visual e sensorial.

Já a cantora, compositora e atriz Luísa Bahia aposta em seu show autoral Coisa de Bicho, um feitiço para sacolejar a alma do mundo. Suas canções poéticas, filosóficas e brincalhonas, ancoradas na mpb, trazem influências de blues, samba, salsa, rock e baião. Cada música é uma performance dessa inventora de voz potente, presença visceral e cativante que, atravessada pelo feminismo e pela espiritualidade, transita entre personagens e paisagens, entre a delicadeza e a extravagância, propondo ritos de celebração da vida. O repertório conta com os três singles/clipes lançados pela artista: o pop blues “Leoa Azul”, o acalanto “A Brisa Arde” e a bruxaria hoje tech “Cibernéticacamará”, feat com a artista pernambucana Flaira Ferro.

Outro nome que promete envolver o público é de Júlia Tizumba. Artista com 20 anos de carreira, que entrelaça os ofícios de atriz, cantora, compositora, percussionista e escritora, apresenta canções autorais de seu álbum solo “Minêra” (2025). O disco, recém lançado, celebra a força feminina e afirma a música afro-mineira vibrante com reverências ao congado e ao candomblé, incluindo parcerias com Sérgio Pererê e uma releitura inédita do pai, Maurício Tizumba.

A instrumentista, cantora e compositora Júlia Deodora também está na programação.  Formada em Licenciatura em Música na UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), a artista, Finalista no Festival A voz da Periferia 2025 com sua composição “Voltou a Pé” sobre maternidade solo, traz para o evento canções de seu primeiro álbum: KADARA (destino em iorubá), recém lançado. No repertório, faixas potentes como Baobá e Alumiô que versam sobre negritude e ancestralidade.

SERVIÇO

8ª edição – Sarau Substantivo Mulher

04/10, sábado – 16h30

CRCP / LAGOA DO NADO (BOSQUINHO)

Rua Min. Hermenegildo de Barros 904, Itapoã

Sofia Cupertino

Ceumar

Coral

Augusta Barna

Acompanhada por Débora Coimbra (guitarra)

Todas acompanhadas por Natália Mitre (percussão)

30/10, quinta-feira – 19h

A AUTÊNTICA BAR (Rua Álvares Maciel, 312 – Santa Efigênia)

Luísa Bahia

Júlia Tizumba

Júlia Deodora

Lua Zanella

Acompanhadas por Verônica Zanella (violão)

+Info.: @sarausubstantivomulher

Vestibular 2026: inscrições abertas para o Teatro UFMG

O Teatro Universitário (TU) da Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG está com inscrições abertas para o Curso Técnico Subsequente em Teatro. Até 09 de outubro, os interessados podem se inscrever pelo site https://site.copeve.ufmg.br/ para as 50 vagas gratuitas de formação profissional de excelência, reconhecida nacionalmente, voltada ao mercado das artes cênicas. A taxa de inscrição é de R$105,00.

Das 50 vagas disponíveis, 25 serão destinadas à ampla concorrência e as outras 25 para candidatos vindos de escolas públicas. A política de cotas inclui reserva específica para pessoas de baixa renda, negros (pretos e pardos), indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência, de acordo com a legislação vigente. Podem participar candidatos que já concluíram o ensino médio e que tenham, no mínimo, 18 anos até o dia 31 de dezembro de 2025

O processo seletivo, que acontece de forma presencial, inclui uma prova escrita, com questões sobre atualidades, cultura e textos teatrais, e duas provas de aptidão específica. A bibliografia recomendada, esse ano, traz autoras contemporâneas, como Cristiane Sobral e Eleonora Fabião.

Com duração de dois anos (1.200 horas/aula), as aulas acontecem no turno da noite, com atividades também aos sábados pela manhã, e o ingresso dos estudantes é semestral. Oferece um diploma técnico que habilita os alunos para o exercício profissional nas artes cênicas, expandindo suas oportunidades no mercado cultural.

As provas acontecem no dia 06 de dezembro no Teatro Universitário da UFMG. O edital completo e o cronograma do processo seletivo estão disponíveis no site da Copeve: www.ufmg.br/copeve.

Serviço ____________________________
Inscrições Vestibular Teatro Universitário UFMG

Data: até 09/10
Link: https://site.copeve.ufmg.br/
Valor: R$105,00
Prova: 06/12
Local: Teatro Universitário da UFMG
Av. Pres. Antônio Carlos, 6627 – Pampulha, BH/MG

Cine Santa Tereza recebe programação da 19ª Mostra CineBH

O Cine Santa Tereza recebe, entre os dias 23 e 28 de setembro, parte da programação da 19ª edição do “CineBH – Mostra Internacional de Cinema de Belo Horizonte” / 16ª edição da “Brasil CineMundi – International Coproduction Meeting”. Realizado pela Universo Produção, o evento promove a conexão entre o cinema latino-americano, a produção brasileira e o mercado internacional e se apresenta como instrumento de formação, reflexão, exibição e difusão do audiovisual em diálogo com outros países. Os ingressos são gratuitos e podem ser retirados pelo Sympla e na bilheteria do cinema, 60 minutos antes das sessões. A mostra conta com patrocínio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura (LMIC) e da Belo Horizonte Film Commission. A programação completa do Cine Santa Tereza pode ser consultada no Portal Belo Horizonte.

Neste ano, a Mostra CineBH terá como temática central “Horizontes Latinos: Nós Somos o Nosso Futuro?”. A reflexão é feita a partir dos desejos sobre a força cultural e política do cinema latino-americano em meio a desafios globais. Por meios de filmes e debates, a mostra aborda as violências internas e externas sob o continente, incluindo a reconcentração do poder capitalista e a interferência nas legislações nacionais, contexto em que o cinema resiste a partir de coletivos regionais.  A reflexão incorpora elementos da arqueologia e do luto, com produções que investigam vestígios históricos e silenciamento imposto por colonizadores.

Um dos destaques da 19ª Mostra CineBH no Cine Santa Tereza será a exibição do premiado “Marte Um” (Gabriel Martins, 2022) na mostra “Homenagem”. A obra retrata a vida de uma família da periferia mineira que enfrenta os desafios em meio às incertezas do Brasil. O cinema também recebe a mostra “Vertentes”, que apresenta os filmes de pré-estreias mais aguardadas do segundo semestre de 2025. Será exibido “Meu Pai e Eu” (Thiago Moulin, 2025), um documentário biográfico do autor, que tenta quebrar ciclos de ressentimentos geracionais de sua família. Já a mostra “A Cidade Em Movimento” apresenta o filme “Seu Amor” (André Amparo e Cris Azzi, 2023), que acompanha a história de Robson, um garoto de 14 anos que vive em uma realidade de homofobia e violência, enquanto entende sua própria sexualidade. A sessão será seguida de uma roda de conversa com a equipe e convidados.

O Cine Santa Tereza também receberá sessões do “Brasil CineMundi – International Coproduction Meeting”, evento de mercado do cinema brasileiro que integra a programação da Mostra CineBH. O evento chega a sua 16ª edição consolidado como ambiente de mercado e plataforma de rede de contatos e negócios para o cinema brasileiro em intercâmbio com o mundo. O objetivo do evento é divulgar projetos de longa-metragem brasileiros que estão em desenvolvimento ou em fase de finalização. O evento facilita a formação de parcerias e a troca de informações, contribuindo para que os filmes brasileiros ganhem visibilidade em festivais e mercados internacionais. As sessões no Cine Santa Tereza irão exibir os filmes “A natureza das coisas invisíveis” (Rafaela Camelo, 2025); “A vida secreta de meus três homens” (Letícia Simões, 2025) e Suçuarana (Clarissa Campolina e Sérgio Borges, 2024).

SOBRE A MOSTRA

A 19ª CineBH – Mostra Internacional de Cinema de Belo Horizonte promove atividades para todos os públicos, pensando na formação, exibição e difusão do cinema latino-americano. O evento também se conecta a outras manifestações artísticas, como música e artes visuais, e dialoga com a própria cidade. A mostra conta com programações em oito espaços da capital: Fundação Clóvis Salgado (Cine Humberto Mauro, Sala João Ceschiatti, Sala Juvenal Dias, Jardim Interno e Jardim do Parque), Casa da Mostra, Cine Theatro Brasil Vallourec (Grande-Teatro e o Teatro de Câmara), Una Cine Belas Artes, Teatro Sesiminas, Salas de Cinema Minas Tênis Clube, Cine Santa Tereza – que exibirá exclusivamente produções brasileiras – e Praça da Liberdade. A programação completa pode ser consultada no site do CineBH.

SERVIÇO

19ª edição da CineBH – Mostra Internacional de Cinema de Belo Horizonte

 

Data: 23 a 28 de setembro

Ingressos: gratuitos pelo Sympla ou na bilheteria do teatro (a partir de 60 minutos antes do evento).

 

Local: Cine Santa Tereza (Rua Estrela do Sul, 89, Praça Duque de Caxias – Santa Tereza).

19ª CINEBH – MOSTRA INTERNACIONAL DE CINEMA DE BELO HORIZONTE

 

PROGRAMAÇÃO – CINE SANTA TEREZA

Dia 24, quarta-feira

19h30 – Mostra homenagem

Marte um (Gabriel Martins | Brasil| 2022 | Ficção | 115 min)

O dia a dia de uma família negra de classe média baixa na periferia de uma grande capital. Entre trabalhos, utopias, amores e traumas, os Martins tentam seguir vivendo num Brasil em mudanças.

Classificação indicativa: 16 anos

Dia 25, quinta-feira

19h30 – Mostra vertentes

Meu pai e eu (Thiago Moulin | Brasil | 2025 | Documentário | 70min)

Dez anos após a morte do pai, chega a hora de abrir a mala com diários e registros de uma vida inteira. Entre desejos interrompidos e silêncios familiares, Meu Pai e Eu é um documentário autobiográfico que apresenta a jornada do diretor para quebrar, por meio de sua própria história, os ciclos de ressentimento que sempre atravessaram gerações em sua família.

Classificação indicativa: 12 anos

Sessão comentada com participação do diretor.

Dia 26, sexta-feira

20h – Mostra cinemundi

A natureza das coisas invisíveis (Rafaela Camelo| Brasil | 2025 | Ficção | 90min)

Glória tem 10 anos e passa as férias no hospital onde sua mãe trabalha como enfermeira. Lá ela conhece Sofia, uma menina que está convencida de que a piora na saúde da bisavó é causada pela internação no hospital. Unidas pelo desejo de sair dali, as crianças encontram conforto na companhia uma da outra. Quando a partida se torna inevitável, as meninas e suas mães seguem para um refúgio no interior do Goiás para passar os últimos dias de um verão inesquecível.

Classificação indicativa: 12 anos

Sessão comentada com participação do diretor e mediação do colaborador Paulo de Carvalho.

Dia 27, sábado

17h30 – Mostra cinemundi

A vida secreta de meus três homens (Letícia Simões | Brasil | 2025 | Ficção | 75min)

A Vida Secreta de Meus Três Homens é um documentário fabular que questiona a identidade do Brasil diante de sua história e herança de violência e, através da poesia, cria a possibilidade de outra realidade.

Classificação indicativa: 12 anos

20h – Mostra cinemundi

Suçuarana (Clarissa Campolina e Sérgio Borges | Brasil | 2024 | Ficção | 85min)

O filme narra a história de Dora, uma mulher que passou os últimos anos de sua vida na estrada, em busca de uma terra perdida que ela e sua mãe tanto sonharam, um lugar mítico onde imagina que possa encontrar pertencimento.

Classificação indicativa: 12 anos

Dia 28, domingo

16h – Espetáculo circense + curtas

Menino Gepeto (Cláudio Constantino e Rafael Guimarães | Minas Gerais | 2025 | Animação | 13min)

Sacis (Bruno Bennec | Minas Gerais | 2024 | Ficção | 23min)

Sobre amizade e bicicletas (Julia Vidal | Brasil | 2022 | Ficção | 12min)

Classificação indicativa da sessão: livre

18h – Mostra a cidade em movimento + roda de conversa

Sou amor (André Amparo e Cris Azzi | Brasil | 2023 | Ficção | 92min)

Após apanhar do pai por sair travestido pelas ruas da pequena Luisburgo, Robson é enviado, junto com o irmão mais novo, para morar com a avó em Belo Horizonte. Na cidade grande ele descobre que o preconceito está em todos os lugares. Em meio à violência e à homofobia, Robson tenta se entender e compreender por que a sua orientação sexual e identidade de gênero são tão importantes para os outros.

Classificação indicativa: 14 anos

Sessão com roda de conversa, contando com a presença da equipe do filme e convidados.

Feira no QuinTao movimenta economia criativa mineira

A Feira no QuinTao das Artes chega à sua terceira edição no dia 27 de setembro (sábado), das 17h às 21h, no Espaço Cultural QuinTao das Artes (Rua Divisa Nova, 85, Salgado Filho), em BH, consolidando-se como um espaço de valorização, circulação e aceleração de empreendimentos criativos. O evento é a continuidade do projeto Gestão de Empreendimentos Criativos e Mentorias, viabilizado pelo edital da Funarte: Programa de Apoio a Ações Continuadas – Espaços Artísticos. A entrada é gratuita.

A feira marca o encerramento do ciclo formativo 2025 do projeto Gestão de Empreendimentos Criativos e Mentorias, que, ao longo de quatro meses, ofereceu mentorias, aulas coletivas e acompanhamento especializado para artistas e seus empreendimentos culturais selecionados por meio de um processo online. Nesta edição, atividades dinâmicas e interativas colocarão artistas, público e especialistas da área em diálogo.

Para o coordenador e um dos fundadores do QuinTao das Artes, Ricardo Ulpiano, a feira tem papel estratégico na economia criativa. “Nosso objetivo é fomentar mercados locais, criar conexões entre empreendimentos e valorizar artistas moradores e\ou atuantes em periferias oriundos de minorias representadas. A feira é um espaço afetivo e efetivo para impulsionar carreiras e negócios criativos, promovendo renda, visibilidade e trocas genuínas. É também um momento de avaliação das pessoas que passaram pelo percurso formativo desta edição 2025”, garante.

Entre os destaques da programação está o painel com a empresária e designer Mary Arantes, a iluminadora e ativista social Tainá Rosa e o artista e produtor Jarbas Mateus, mediado por Violeta Penna, com reflexões sobre mercado criativo, cultura e empreendedorismo. As pessoas convidadas atuarão também como consultoras, oferecendo orientações personalizadas aos empreendimentos participantes.

Na feira, integrantes do projeto Gestão de Empreendimentos Criativos e Mentorias apresentarão seus trabalhos em pitches e performances artísticas, demonstrando, na prática, as habilidades adquiridas ao longo do processo formativo. O evento contará ainda com uma premiação em capital semente (R$ 3.500 para dois empreendimentos e R$ 2.500 para um terceiro). Participam desta edição os empreendimentos:

  • Adinkra Studio – Indiane Gregório
  • Atelier da Jac – Jac Santiago
  • Banco de Sons – Thiago Souza
  • Cia Taperoá – Andreza Alecrim e Stephanie Bollman
  • Alafiarte – Bruna Ananias, Pedro Ribeiro, Priscila Luz e Isabelle Oliveira
  • Coletivo Puxirum – Raphaela Archanja, Kuaray Payayá e Ana Luz Pereira

“As expositoras são pessoas oriundas de nosso processo formativo para artistas e empreendimentos criativos. Além de ter uma presença em todo o processo de pelo menos 80% da carga horária de aulas e mentorias, as participantes também tinham que alcançar um mínimo de 90% de cumprimento do Plano de Empreendimento Criativo”, explica Ricardo Ulpiano.

Criada em 2024, a Feira no QuinTao une formação, mercado e comunidade. Nesta edição, o evento reforça sua missão de estimular a economia criativa e se firmar como uma plataforma de lançamento para novos talentos. “Percebemos, nas avaliações de participantes em edições passadas, que o que mais toca para as pessoas empreendedoras é a sensação de fazer parte e não se sentir sozinha(o), mas fazer parte de algo afetivo e efetivo para a aceleração de fato da carreira ou empreendimento criativo”, finaliza Ricardo Ulpiano.

Feira no QuinTao das Artes

27 de setembro de 2025 – das 17h às 21h

Espaço Cultural QuinTao das Artes (Rua Divisa Nova, 85, Salgado Filho), em BH

Entrada gratuita

Mais detalhes: quintaodasartes.com.br

FOTO DANIEL MÁRCIO/DIVULGAÇÃO

REALIZADOR – O QuinTao das Artes é um espaço cultural sediado no bairro Salgado Filho e dedicado a promover arte, cultura e formação com justiça social, valorizando artistas de minorias representadas, pessoas negras, periféricas, mulheres, LGBTQIAPN+ e outras minorias. Desde sua fundação, mantém uma programação diversa que inclui cursos, oficinas, residências artísticas e apresentações, fortalecendo a economia criativa e estimulando a circulação de saberes e práticas culturais. Entre seus projetos de destaque estão o Sala de Ideias, a Gestão de Empreendimentos Criativos e Mentorias e o Ocupe o Nosso QuinTao.

Minas Fantástica, primeiro festival mineiro de cinema fantástico

Profissionais do mercado audiovisual terão mais um importante espaço para mostrar seus trabalhos. Estão abertas até 1º de outubro, as inscrições para o primeiro festival mineiro dedicado ao cinema fantástico, o Minas Fantástica. Idealizado pelos cineastas Evandro Caixeta e João Gilberto Lara, e com produção da Qu4rto Studio, a mostra vai exibir 30 curtas-metragens do gênero, que além da qualidade técnica e artística, ousem na experimentação de novos suportes e linguagens visuais. Os interessados podem inscrever suas produções gratuitamente no site: www.minasfantastica.com.

Serão aceitos filmes realizados a partir de 2020, respeitando a duração máxima de 25 minutos por curta-metragem. É fundamental que as produções sejam do gênero de terror, ficção científica ou fantasia. A primeira edição do Minas Fantástica contará com seis categorias, cada uma com, no máximo, cinco curtas representantes: Brasil Fantástico vai reunir concorrentes com o melhor do gênero pelo país; BH Fantástica prestigia a produção local, enquanto Novos Horizontes chega para destacar os novos realizadores. Brasil diverso, por sua vez, congregará realizadores LGBTQIAPN+ de todo o estado de Minas Gerais e do Brasil, propondo a inclusão da diversidade de olhares no cinema independente. O festival contará ainda com a categoria Afrofabulações – que apresentará ao público uma reflexão sobre a criação de narrativas e universos negros e a celebração de todo o legado ancestral descendente da cultura Africana – e Raízes Fantásticas, que terá títulos com um olhar sobre a nossa origem, remetendo ao folclore, lendas e mitos espalhados pelo Brasil nas mais diversas tradições.

Os 30 filmes selecionados serão exibidos gratuitamente, para todo o Brasil, de 31 de outubro a 30 de novembro por meio do streaming Minas Play, em parceria com a Rede Minas de Televisão.

Difundir gêneros e fomentar talentos

            Para Evandro Caixeta, um dos idealizadores do Minas Fantástica, a motivação para fazer a mostra que tem apoio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura  vai de encontro à necessidade de promover, difundir e dar voz aos filmes de fantasia, ficção-científica e horror, não só em BH e Minas Gerais, como também em todo o Brasil. “Com a escassez de festivais voltados para esses gêneros, o Festival Minas Fantástica simboliza o primeiro projeto em Minas Gerais que caminha nessa vertente, abrindo portas para a democratização do acesso a uma seleção ampla de curtas, e, obviamente, para múltiplos(as) realizadores(as) do cinema independente que não possuem visibilidade e divulgação das suas obras”.

Parceiro de Caixeta no projeto, o cineasta João Gilberto Lara acredita que a exibição das histórias no formato online – um legado da pandemia – vai possibilitar o acesso a um número incrivelmente superior de pessoas. “Esperamos atingir um público abrangente, com olhares diversos, plurais e que reflita a nossa visão e/ou das realizadoras dos filmes de forma lúdica, mas sem perder o caráter sociocultural com o qual eles são produzidos”, destaca. A expectativa dos organizadores é que cerca de 15 mil pessoas acessem o streaming do Minas Play para conferir as produções durante os 30 dias em que elas ficarão disponíveis na plataforma.

Serviço

1º festival mineiro de Cinema Fantástico

Inscrições gratuitas até 1º de outubro pelo www.minasfantastica.com.

Serão aceitos curtas-metragens (no máximo 25 minutos de duração) realizados a partir de 2020

Temas: filmes de terror, ficção científica e fantasia

Categorias: Novos Horizontes, Brasil Diverso, Afrofabulações, Raízes Fantásticas, Brasil Fantástico e BH Fantástica*

*Serão selecionados cinco filmes por categoria

Ne-Yo fará show no Camarote Salvador no Carnaval de 2026

Pode arrumar o calendário porque é oficial e está cada vez mais perto: Ne-Yo é a atração principal da segunda-feira de Carnaval do Camarote Salvador em 2026. Um dos maiores nomes do R&B, o ícone norte-americano vai retornar à festa baiana trazendo para o Palco Praia, em 16 de fevereiro, seus melhores hits, como “So Sick”, “Sexy Love”, “Closer” e “Miss Independent”, além de muito gingado.

“Todos os anos, o Camarote Salvador investe em nomes de peso, tanto nacionais quanto internacionais, para o seu line up. E Ne-Yo é um artista completo, com uma voz incrível e músicas que marcaram gerações. Com certeza seu show será um dos pontos altos da próxima edição”, indica Luciana Villas Boas, diretora executiva da Premium Entretenimento, que produz o evento.

Esta será a segunda vez que o ritmo envolvente do cantor encontra a energia pulsante da capital baiana. Em 2013, Ne-Yo agitou os foliões do Camarote Salvador com as músicas presentes no álbum “R.E.D”, recém lançado à época, e muitos de seus consagrados clássicos. O cantor encerrou o último dia do evento, performando o sucesso “Give Me Everything” durante a tradicional chuva de balões da maior festa de Carnaval do Brasil.

Nascido em Arkansas, no Sudeste dos Estados Unidos, Ne-Yo lançou seu primeiro álbum há duas décadas. Em 2005, estourou nas paradas globais com “In My Own Words”, apresentando ao público canções como “So Sick” e “Sexy Love”. Já na primeira semana, ficou na primeira posição da Billboard 200 e vendeu mais de 300 mil cópias do CD.

O sucesso apoteótico do primeiro álbum foi só o começo de uma trajetória brilhante, que se seguiu com diversos álbuns como “Because Of You” (2006), “Year Of The Gentleman” (2007), “Non-Fiction” (2015) e “Self Explanatory” (2022). Com seu talento, venceu diversas premiações musicais, inclusive a mais importante – Grammy Awards –, em três categorias.

Ao longo dos anos, conquistou o público brasileiro com suas composições, entre elas a homônima “Because Of You”, “Addicted”, “Do You”, “Go On Girl”, “Closer”, “Miss Independent”, “Mad”, “Beautiful Monster” e “Let Me Love You”.

Bell Marques e Leo Santana também integram line up

Grandes nomes do axé music também já estão confirmados no line-up da próxima edição do Camarote Salvador. O primeiro headliner anunciado foi Bell Marques, que vai agitar a noite do domingo (15) de Carnaval com músicas que são verdadeiros hinos da folia. Já Leo Santana não vai deixar ninguém parado na sexta-feira (13), levando sua energia contagiante e hits cheios de swing baiano.

Os ingressos para os seis dias de Camarote Salvador já estão à venda, disponíveis pelo site do evento.

MC Papo e Dedé Santaklaus unem funk e sertanejo

No próximo dia 25 de setembro, chega às plataformas digitais o álbum Modão Malado, fruto da parceria entre MC Papo e Dedé Santaklaus. A obra propõe a combinação entre o funk de Belo Horizonte e o sertanejo de raiz, conhecido como modão.

O projeto nasce da influência de produções da música latina que vêm renovando a cena ao unir cultura urbana e tradição popular. A música “Ella Baila Sola”, lançada em março de 2023 pelo cantor Peso Pluma em parceria com o grupo Eslabón Armado, fez história ao se tornar a primeira canção mexicana a alcançar o 1º lugar na Billboard Global 200 e também no Spotify Global.

“A gente percebeu ouvindo Peso Pluma e outros cantores de corridos que havia uma semelhança com o modão sertanejo, só que em diálogo com a música urbana. Então pensamos: por que não trazer isso para o funk de BH, misturar modão e funk e criar algo nosso?”, explica MC Papo.

Os corridos são canções tradicionais do México que geralmente contam histórias de dramas cotidianos. Nos últimos anos, ganharam versões modernas que misturam trap, reggaeton e hip hop.

“No México, os corridos sempre contaram histórias do povo. Aqui, a gente quer que o trabalhador da fazenda, o jovem da quebrada, o cara que cresceu ouvindo sertanejo mas não se enxerga no agro milionário também se veja na música. O Modão Malado é sobre essa galera”, destaca Dedé Santaklaus.

Modão Malado leva essa inovação para o modão brasileiro com elementos clássicos do funk de BH. As letras mantêm a tradição narrativa do gênero, citando ruas, bailes e personagens da cena periférica de Belo Horizonte. Esses recursos sonoros e culturais estão espalhados pelas faixas do álbum, reforçando a proposta e sua relação com a cidade.

Ao mesmo tempo, o projeto concentra a tradição do sertanejo de raiz na produção do funk, dialogando com referências brasileiras que vão de Milionário e José Rico às antigas montagens que sampleavam introduções de discos sertanejos.

MC Papo e Dedé Santaklaus transportam para o Brasil tendências do cenário musical internacional, unindo diferentes gêneros tipicamente nacionais. O resultado é um álbum em que personagens, conflitos e cenas do cotidiano aparecem em forma de contação de histórias em formato musical, criando uma ponte entre a tradição popular e a realidade urbana brasileira.

Álbum: Modão Malado – capa e contracapa
Artistas: MC PAPO e Dedé Santaklaus – fotos aqui
Lançamento: 25 de setembro de 2025  Confira a música já lançada: No clarão da lua (ouça aqui) PPP (ouça aqui)

LAMBIDA reúne receitas, histórias e memórias de cozinheiras de BH

O LAMBIDA, projeto que reúne receitas, histórias e memórias de seis cozinheiras de Belo Horizonte em áudios, fotografias e intervenções visuais, terá seu lançamento oficial no dia 27 de setembro (sexta-feira), das 10h às 13h, no Centro Cultural Usina de Cultura (rua Dom Cabral, 765, Ipiranga, BH). O evento é gratuito e aberto ao público.

Idealizado pelas pesquisadoras, artistas e cozinheiras Laís Velloso e Luísa Macedo, o projeto dá visibilidade a mulheres comuns e, ao mesmo tempo, singulares: Belinha, Sílvia, Ruth, Rose, Lena e Vera. No segundo semestre de 2024, a dupla visitou suas casas, registrando em áudios e fotografias o preparo de receitas marcadas pela memória afetiva. Esse material se transformou em lambes espalhados por Belo Horizonte, cada um com QR Codes que levam a vozes, sons e histórias. O prato é apenas o ponto de partida: o convite mais profundo é imaginar, escutar e se demorar nas vidas narradas ao pé do fogão.

As receitas – feijão tropeiro, pernil com angu, nhoque, frango com quiabo e biscoitos fritos – podem parecer simples, mas ganham outra dimensão quando ligadas às histórias de luta, resistência e alegria das protagonistas. “O que nos moveu não foi o prato em si, mas a pergunta: por que essa receita, e não outra, atravessa uma vida inteira? Essas escolhas revelam vidas inteiras”, afirma Laís.

Mais do que um registro, o LAMBIDA se inscreve na cidade como intervenção artística e gesto político de visibilidade e escuta. As fotografias de Luísa revelam o cotidiano das personagens de forma íntima e cuidadosa, transformando cada panela e gesto em matéria estética. “Não queria transformar essas mulheres em personagens distantes, mas mostrar a beleza que já existia ali. Cada mulher é um micromundo”, explica a fotógrafa.

O projeto coloca em diálogo feminismo, artes visuais, cultura alimentar e ancestralidade, deslocando a comida da lógica do espetáculo midiático, em que receitas são aceleradas e reduzidas a imagens de consumo, e devolvendo-a ao terreno da oralidade, da repetição, do tempo do gesto e do fogo. “A escuta hoje é pouco valorizada. Todo mundo quer falar, mas quem se dispõe a ouvir até o fim uma história? O LAMBIDA provoca justamente isso: parar, imaginar, sentir o som de uma panela, o silêncio de uma respiração que também conta uma história, o ritmo da faca cortando um ingrediente”, acrescenta Laís.

Ao dar espaço à escuta dessas histórias, o projeto ressignifica a cozinha, mostrando que ela vai muito além de um lugar utilitário ou de um papel feminino naturalizado. “A cozinha me ergueu em muitos momentos, e a palavra me deu ferramentas para dar nomes às coisas. O LAMBIDA é um encontro desses dois universos: cozinhar e compartilhar histórias”, afirma Laís. “Eu entrei no projeto achando que seria previsível. Saí sabendo que nunca vai ser igual. Aprendi muito. Nunca tinha trabalhado com tantos atravessamentos. Foi uma experiência inédita”, completa Luísa.

Crédito: Luísa Macedo

Serviço:

LANÇAMENTO: LAMBIDA
Data: 27 de setembro, de 10h às 13h
Local: Centro Cultural Usina de Cultura (rua Dom Cabral, 765, Ipiranga – BH)
Entrada: livre e gratuita

MAB convoca ato em BH em defesa do auxílio emergencial

Na próxima quinta-feira, 25 de setembro/25, o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) realiza uma grande mobilização em Belo Horizonte para exigir o pagamento do auxílio emergencial às famílias atingidas pelo crime ambiental da Vale e a garantia do direito às Assessorias Técnicas Independentes (ATIs).

As ATIs, conquistadas após as lutas de Mariana e Brumadinho, são reconhecidas em lei como instrumentos essenciais para assegurar que os atingidos tenham acesso a informações qualificadas e participem dos processos de reparação de forma justa. No entanto, o MAB denuncia que cortes orçamentários, atrasos na liberação de recursos e perseguições a entidades de apoio têm colocado em risco a continuidade desse direito.

Os atingidos estão em luta pelo auxílio emergencial, garantido em lei pela Política Estadual dos Atingidos por Barragens (PEAB), até que as comunidades tenham suas condições de vida plenamente regeneradas. O auxílio emergencial em questão é o chamado Programa de Transferência de Renda (PTR), que atende cerca de 158 mil famílias atingidas pelo crime de Brumadinho. “O valor garante a subsistência de comunidades que perderam suas fontes de renda, devido ao crime socioambiental, que impossibilitou atividades como o plantio e a pesca”, informa o coordenador nacional do MAB, Guilherme Camponêz.  O Movimento ressalta ainda que o Auxílio Emergencial está garantido na Lei da Política Nacional de Direitos das Populações Atingidas por Barragens (Lei 14.755/2023), que prevê que a empresa deve ressarcir as vítimas até que a situação volte à normalidade existente antes do ocorrido.  O MAB reforça que a luta é pelo respeito às famílias atingidas e pela efetivação de uma reparação justa e integral frente aos crimes socioambientais das mineradoras. 

Programação da mobilização dia 25/9/25

8h – Concentração em frente ao Instituto de Reforma Agrária de Minas Gerais (INCRA-MG), na Av. Afonso Pena, 3500 – Cruzeiro, Belo Horizonte – MG

9h- Ato pelo Auxílio e Programa de Transferência de Renda (PTR)em frente ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), Av. Afonso Pena, 4001 – Bairro Cruzeiro, Belo Horizonte.

10h30 – Reunião com a presidência do TJMG.

12h-Retorno ao INCRA

13h – Saíde de ônibus para o Ministério Público Federal (Av. Brasil, 1877 – Funcionários) e ato de protesto.

14h30 – Marcha do MPF até a Defensoria Pública do estado de Minas Gerais (DPMG) Rua dos Guajajaras, 1707 – Barro Preto, Belo Horizonte.

15h- Defensoria Pública – Ato de carta de Proposta dos Atingidos

17h- Encerramento

16º Laboratório de Regência da Filarmônica de Minas Gerais

 No dia 24 de setembro, às 20h30, na Sala Minas Gerais, a Filarmônica de Minas Gerais encerra as atividades do Laboratório de Regência 2025, em concerto gratuito na Sala Minas Gerais. Sob a batuta de Daniel Oliveira, Felipe Biesek, Felipe Queiroga e Olga Dutra, regentes selecionados para esta 16ª edição, a Orquestra apresenta Abertura Leonora nº 3, de Beethoven; Capricho Espanhol, de Rimsky-Korsakov; Romeu e Julieta: Abertura Fantasia, de Tchaikovsky, e Guilherme Tell: Abertura, de Rossini. A iniciativa, inédita no Brasil e criada pelo maestro Fabio Mechetti em 2009, possibilita que jovens regentes tenham sob sua batuta uma orquestra profissional e aprendam, na prática, os desafios da regência com o Diretor Artístico e Regente Titular da Filarmônica. O concerto é gratuito, terá interpretação em libras e transmissão ao vivo pelo canal da Filarmônica no YouTube e pela Rádio MEC FM (87,1 BH e Brasília/99,3 RJ). Este concerto terá interpretação em Libras.

 A distribuição de ingressos está sendo realizada pela internet, no site da Filarmônica (www.filarmonica.art.br), limitada a 2 ingressos por pessoa.

 Realizado desde 2009, o Laboratório de Regência é uma iniciativa pioneira no Brasil, que possibilita a jovens regentes ter, sob a sua batuta, uma orquestra profissional, e aprender, na prática, os desafios da regência. Desde então, já participaram quase 200 jovens regentes de todo o país viveram essa experiência com a Orquestra. Alguns deles participaram da iniciativa mais de uma vez. Pelo Laboratório, já passaram regentes que hoje se destacam nos cenários nacional e internacional, como o atual maestro associado da Filarmônica de Minas Gerais, José Soares, que participou do Laboratório de Regência em 2017, tornando-se integrante da Orquestra em 2020. Na edição 2025, inscreveram-se 59 regentes de 11 estados brasileiros, mais o Distrito Federal e um residente nos EUA. Foram selecionados 4 regentes ativos e 11 ouvintes, que participarão de aulas teóricas e técnicas com o maestro Fabio Mechetti, Diretor Artístico e Regente Titular da Filarmônica de Minas Gerais.

 O Laboratório de Regência 2025 será realizado entre os dias 22 e 24 de setembro. Ao final, quatro regentes conduzem a Filarmônica em concerto gratuito e aberto ao público, no dia 24 de setembro de 2025, na Sala Minas Gerais, às 20h30.

 Este projeto é apresentado pelo Ministério da Cultura e pelo Governo de Minas Gerais, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura e da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais. Mantenedor: Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais. Apoio: Circuito Liberdade e Programa Amigos da Filarmônica. Realização: Instituto Cultural Filarmônica, Governo de Minas Gerais, Funarte, Ministério da Cultura e Governo Federal.

O Laboratório de Regência também conta com o apoio do Programa Amigos da Filarmônica e de patronos.

 Conheça os jovens regentes do Laboratório 2025

 Daniel Oliveira, regente

 Mestre em Regência pela UFRJ, o carioca Daniel Oliveira, 43 anos, estudou com os maestros André Cardoso e Roberto Duarte, além de participar de masterclasses com maestros do Brasil e do exterior. Fundador da Orquestra Jovem de Niterói, ligada ao Programa Aprendiz Musical, que coordenou por 14 anos, já atuou à frente de diversas orquestras e é, atualmente, maestro residente da Orquestra Sinfônica Mariuccia Iacovino, em Campos dos Goytacazes/RJ. Músico com formação no Brasil e na França, foi 1ª viola da Academia da Orquestra Nacional de Lyon e da OSN-UFF, além de ter tido passagens por diversas orquestras brasileiras.

 Felipe Biesek, regente

 Felipe Biesek, 32 anos, natural de Curitiba, premiado no 1º Concurso de Regência Isaac Karabtchevsky, foi aluno destaque no Szolnok Masterclass (Hungria). Formado pela Embap, estudou regência de ópera no Chile e na Alemanha e integrou a Academia da Osesp. Foi diretor musical da ópera Anjo Negro, de Ripper, regente assistente do Femusc e da Filarmônica da UFPR e bolsista do Festival de Campos do Jordão. Regeu orquestras como a Osesp, a Real Filharmonía de Galicia (ES), a Orquestra da Costa Atlântica (PT) e a HfM Nürnberg Sinfonieorchester (DE). Em 2025, estreia na Argentina com a Orquestra Sinfônica Nacional.

 Felipe Queiroga, regente

 Natural de Belo Horizonte, Felipe Queiroga, 22 anos, é bacharel em Composição pela Universidade Federal de Minas Gerais, onde, atualmente, cursa o bacharelado em Regência. Premiado com o 1º lugar na categoria Regência do Concurso Jovens Solistas e Regentes da OSEM UFMG (2024), regeu a Sinfonia nº 88, de Haydn, em decorrência da premiação. Em julho de 2025, regeu a estreia de sua ópera autoral O Fantasma de Canterville, sobre texto de Oscar Wilde, consolidando a união entre suas atividades como criador e intérprete.

 Olga Dutra, regente

 Olga Dutra é regente, cantora, violinista e educadora musical. Graduada no curso de Licenciatura em Música pela Universidade de Brasília (UnB), também cursa Bacharelado em Regência na mesma instituição. Aos 26 anos, é professora no Centro de Ensino Profissionalizante Escola de Música de Brasília e regente assistente do Coral Cantus Firmus. Em 2019, foi contemplada pela Academia Claude Brendel com uma bolsa de estudos no Conservatório de Rouen/França e recentemente foi finalista no I Concurso de Regência Maestro Isaac Karabtchevsky, organizado pela Orquestra Petrobras Sinfônica.

 Filarmônica de Minas Gerais

16º Laboratório de Regência

Para jovens regentes brasileiros

Com o maestro Fabio Mechetti

Concerto de Encerramento

24 de setembro – 20h30

Sala Minas Gerais

Concerto gratuito e com transmissão ao vivo