5ª edição da Semana de Cinema Negro chega a Belo Horizonte

Como fazer do mar a casa? Guiada por esta pergunta a 5ª edição da Semana de Cinema Negro anúncia o calendário de sua programação entre os dias 16 a 24 de outubro, nos seguintes cinemas de Belo Horizonte (MG):

  • 16 a 22 de outubro no Cine Humberto Mauro/Palácio das Artes, (Av. Afonso Pena, 1537 – Centro, Belo Horizonte)

  • 18, 19 e 22 a 24 de outubro no Cine Santa Tereza  (R. Estrela do Sul, 89 – Santa Tereza) 

Com entrada totalmente gratuita, o festival oferece exibições de filmes nacionais e internacionais, sessões comentadas, debates e atividades formativas abertas para todo o público, valorizando em sua curadoria obras cinematográficas de realizadores negros, brasileiros, africanos e da diàspora. 

Para a diretora artística Layla Braz, a Semana de Cinema Negro alcança este ano, em sua quinta edição, um marco importante em sua trajetória até aqui. “Os desafios têm sido muitos, o festival cresce mais rápido do que os meios de incentivo conseguem acompanhar. É nesse movimento de expansão que as águas se fazem ainda mais presentes nesta edição”, ela completa. “Desde o início do mundo, elas testemunham, transformam, acolhem e se adaptam, como os mares e rios que se encontram. E a Semana também se fortalece nas conexões criadas desde a sua primeira edição”.

A abertura do festival contará com a exibição do filme Cais, o primeiro longa de Safira Moreira. A sessão acontece no Cine Humberto Mauro (Palácio das Artes) dia 16 de outubro,  às 20h. “Tenho uma relação com Minas Gerais por causa do meu pai, que foi criado em Belo Horizonte, no bairro de Santa Efigênia, após meus avós migrarem do nordeste. Existe uma sede em mim de percorrer esse território, percorrer as memórias do meu pai, da minha avó, de toda minha família paterna com esse território”, ela relata, adicionando também reflexões sobre a temática das águas que norteiam essa edição da SCN.

“A energia das águas é a energia que conduz a minha existência, é o que me constitui como pessoa, ser… E muito pela minha mãe ser uma mulher e filha de Oxum, ela tinha essa água abundante, que segue nos banhando. A água, pra mim, é como uma atualização do próprio tempo. Um tempo onde consigo alcançar minha mãe no filme, no mistério do rio, na transmutação das coisas. Estou muito feliz de fazer essa sessão na abertura da Semana do Cinema Negro. Vai ser um momento especial, estarei com as minhas irmãs, estaremos com nossas filhas, pela primeira vez todas juntas para ver esse filme. Já fico emocionada só de pensar.”

Seleção Cine-Escrituras Pretas

Uma das mostras integrantes da programação da Semana de Cinema Negro, o Cine-Escrituras Pretas se dedica a apresentar filmes de realizadores brasileiros e contou com a curadoria de Larissa Barbosa (diretora, roteirista e sócia-fundadora da Moringa Filmes), Mariana de Souza (curadora, pesquisadora e educadora independente) e Tatiana Carvalho Costa (professora, curadora e presidenta da APAN-Associação de Profissionais do Audiovisual Negro). 

De acordo com as curadoras, o conjunto de filmes selecionados, à sua própria forma, fazem incursões narrativas e estéticas numa jornada em busca daquilo que há de mais particular nas experiências de estar no mundo. Orbitando tematicamente entre sombras e reflexos de identidade, pertencimento e sobrevivência, estes filmes rompem silêncios, tradições e ritmos que se reinventam como ondas, valorizando a força de comunidades que resistem apesar das marcas coloniais. 

Em um trecho da carta de curadoria, elas apontam: “Mergulhar no profundo e intangível das próprias memórias pode ser ora belo, ora doloroso — como abalar a quietude misteriosa de um rio ou enfrentar as ondas revoltas do mar. (…) Neste mergulho, conhecemos as verdades do próprio tempo, sentimos a presença, o suor e o frio do próprio corpo. (…). O que você vê? Você consegue ver? Como escreveu Aline Motta: ‘Estávamos nadando ou sendo levados pelas ondas?’ A interrogação ecoa o desafio que propomos aqui: enfrentar as águas da memória e do imaginário como espaço de agência e criação”.

Esse ano o festival recebeu cerca de 260 filmes inscritos, de obras realizadas entre 2024 e 2025. Os 18 filmes na Seleção Cine-Escrituras Pretas 2025 são:

A INVENÇÃO DO ORUM, Paulo Sena

Espírito Santo (ES), 18′, 2025

 

AMOR É UM RIO DE ÁGUAS ESCURAS, Aziza Eduarda
Minas Gerais (MG), 16’ 2025

 

BÁRBARA, Joyce Cursino
Pará (PA), 18’, 2024

 

E SEU CORPO É BELO, Yuri Costa
Rio de Janeiro (RJ), 23’, 2024

 

ESPELHO DA MEMÓRIA, Filipe Travanca e Roberto Simão
São Paulo (SP), 16’, 2024

 

ESTRANGEIRO, Edigar Martins
Ceará (CE), 16′, 2025

 

GINGA REGGAE, Naýra Albuquerque
Maranhão (MA), 51′, 2024

 

MÃE DE OURO, Maick Hannder
Minas Gerais (MG), 14’, 2024

 

MAR DE DENTRO, Lia Letícia
Pernambuco (PE), 8′, 2024

 

MEU PAI E A PRAIA, Marcos Alexandre
Bahia (BA), 15’, 2024

 

MINHA PELE PRETA EM TERRA VERDE, Teddy Falcão
Acre (AC), 21’, 2025

 

NOTAS SOBRE A IDENTIDADE, Marisa Arraes
Distrito Federal (DF), 20′, 2024

 

O CADERNO DE AVENCA, Aisha Brunno
Minas Gerais (MG), 20’, 2024

 

QUEIMANDO POR DENTRO, Matheus Farias e Enock Carvalho
Pernambuco (PE), 16’27”, 2024

 

SONHO EM RUÍNAS, Priscila Nascimento
Pernambuco (PE), 04’21”, 2024

 

TIGREZZA, Vinicius Eliziário
Bahia (BA), 35′, 2025

 

VBP (VACAS BRANCAS PREGUIÇOSAS), Asaph Luccas
São Paulo (SP), 18’50”, 2024

 

VOZ ZOV VZO, Yhuri Cruz
Rio de Janeiro (RJ), 51′, 2025

Para democratizar o acesso aos filmes, a Semana de Cinema Negro de Belo Horizonte irá disponibilizar os filmes da mostra Cine-Escrituras Pretas via Ubuplay (ubuplay.com), a maior plataforma de streaming gratuita destinada aos filmes realizados por pessoas negras afrodiaspóricas. 

Os filmes serão exibidos no Cine Humberto Mauro e contarão com medidas de acessibilidade – vale frisar que o Palácio das Artes, onde este cinema se localiza, também conta com adaptações no espaço, buscando a inclusão de todo o público. Os ingressos para o festival são retirados por ordem de chegada na bilheteria do Cine Humberto Mauro.

Atividades de Formação

Dentro da programação da Semana de Cinema Negro serão oferecidas, também de modo gratuito – mas com inscrições -, duas atividades de cunho educativo:

  1. Fotolivros africanos contemporâneos, ministrada por Ana Paula Vitorio – O curso aborda o panorama dos fotolivros contemporâneos publicados por pessoas fotógrafas e artistas nascidas no continente africano. Ao longo dos encontros, serão apresentadas e discutidas obras representativas de seus respectivos contextos criativo e regional. Ana Paula Vitorio, pesquisadora, curadora, e professora, Ana Paula (1984) tem pós-doutorado na University of the Free State (África do Sul), é doutora pelo programa de Literatura, Cultura e Contemporaneidade da Puc-Rio, e mestre em Comunicação pela UFJF.

Dias 17, 18 e 20 de outubro de 10h às 13h.
*Link para inscrição: https://forms.gle/CCTHgBABjZ2XnbvAA
*Encontros presenciais no Cine Humberto Mauro (Palácio das Artes)

  1. Introdução à preservação audiovisual digital: conceitos e práticas, ministrada por Débora Butruce – A produção diária de conteúdo audiovisual digital é massiva, exigindo tanto de usuários como de criadores — seja no âmbito pessoal, seja no profissional —, bem como de instituições e organizações independentes, uma postura ativa para garantir a preservação a longo prazo de suas criações. Diante da fragilidade e da obsolescência programada da tecnologia digital, a conservação desses conteúdos requer gestão e planejamento contínuos, além de políticas, estratégias e ações que assegurem o acesso permanente às obras. Este curso abordará o gerenciamento de acervos digitais e as melhores práticas para  o acondicionamento desses materiais, examinando a preservação audiovisual digital de diferentes perspectivas. Serão apresentados aspectos conceituais, históricos, metodológicos e práticos, para oferecer aos participantes uma ampla compreensão das particularidades que constituem esse campo. Débora Butruce é preservadora audiovisual, restauradora de filmes e curadora independente. Doutora em Meios e Processos Audiovisuais pela ECA-USP, possui experiência de 24 anos na área de preservação audiovisual e trabalhou em instituições como o Centro Técnico Audiovisual (CTAv), Arquivo Nacional, Cinemateca do MAM-Rio e em projetos com a Cinemateca Brasileira.
    Dias 22, 23 e 24 de outubro de 10h às 13h
    *Link para inscrições: https://forms.gle/hKT4GCNkCzq9Dj6W8
    *Encontros presenciais no Instituto Cervantes (Rua dos Inconfidentes, 600 – Savassi, Belo Horizonte – MG, 30140-120)

Identidade Visual

Em 2025 a identidade visual da Semana de Cinema Negro de Belo Horizonte é assinada pela artista Larissa de Souza. Paulistana, a artista autodidata produz uma pintura majoritariamente figurativa, concentrando-se na imagem da mulher afro diaspórica em seu universo particular e coletivo. Sua pintura carrega a história das mulheres de sua linhagem e a força de muitas outras. 

A pesquisa de Souza navega entre corpo, desejo, ancestralidade e memórias pessoais. As cenas retratadas são íntimas, domésticas e quase confessionais, e ao mesmo tempo, vasculham as memórias colhidas no imaginário popular brasileiro e em seu inconsciente. Seu trabalho propõe novas formas de olhar para a representação da experiência negra feminina na pintura contemporânea. 

Sobre a Semana de Cinema Negro

A 5ª edição da Semana de Cinema Negro de Belo Horizonte é produzida pela Quiabo Produções Culturais, com patrocínio do Banco BS2, realização da Lei de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte, projeto n° 2238/2023, e da Política Nacional Aldir Blanc na Secretaria de Cultura e Turismo de Minas Gerais – SECULT/MG, Nº de inscrição 15780. O evento também conta com apoio do FICINE – Fórum Itinerante do Cinema Negro, Projeto Paradiso, Instituto Cervantes, Fundação Clóvis Salgado/ Palácio das Artes, Cine Humberto Mauro, Cine Santa Tereza e Royal Hoteis.

Jury Experience: Um Julgamento Imersivo em Belo Horizonte

The Jury Experience: Um Julgamento Imersivo, criado pela Fever, a principal plataforma global de descoberta de entretenimento ao vivo, é um novo espetáculo teatral envolvente que coloca o público no centro de um julgamento dramático. Trata-se de uma experiência única, onde os espectadores assumem o papel de jurados em uma simulação de tribunal com duração de 75 minutos.

Ambientado em um cenário realista, inspirado no sistema jurídico norte-americano, o espetáculo dissolve as fronteiras entre ficção e realidade. O público não apenas assiste aos acontecimentos, ele participa da ação. Com depoimentos de testemunhas, interrogatórios e a análise minuciosa de provas, os jurados devem decidir, juntos, o destino do acusado.

Cada sessão é diferente, com debates acalorados e dilemas morais sem respostas simples. As decisões do público influenciam o desenrolar da história em tempo real, culminando em um voto final decisivo: culpado ou inocente? Com tensão crescente e emoções à flor da pele, The Jury Experience: Um Julgamento Imersivo redefine o conceito de espetáculo ao vivo ao combinar interatividade, profundidade narrativa e intensidade emocional.

Um Caso de Alta Repercussão: Quando a Tecnologia Vai a Julgamento

O público participará de um julgamento que discute as implicações éticas da inteligência artificial, uma trama atual que coloca em pauta um dos dilemas mais urgentes da sociedade contemporânea.

Num contexto em que as leis ainda tentam acompanhar a velocidade das inovações tecnológicas, essa simulação leva os jurados a enfrentarem uma questão polêmica e carregada de emoção: quem é responsável quando um veículo autônomo causa um acidente fatal? A experiência propõe reflexões sobre autonomia tecnológica, erro humano e responsabilidade legal.

Uma Experiência Reflexiva e Para Compartilhar

Mais do que entretenimento, The Jury Experience: Um Julgamento Imersivo foi criado para gerar diálogo. Seja com amigos, família ou em casal, o público é convidado a refletir sobre dilemas éticos e diferentes pontos de vista. Com sua atmosfera intensa e narrativa envolvente, a experiência se torna o ponto de partida ideal para conversas depois do espetáculo — marcando profundamente quem participa.

Ingressos já disponíveis no app da Fever e no site oficial. 

Mais informações:

Local: Teatro SESIMINAS (Rua Padre Marinho, 60 – Santa Efigênia, Belo Horizonte, 30140-040)

Datas e horários: 24 de outubro às 21h 

Duração: Aproximadamente 75 minutos

Ingressos a partir de: R$60 (meia entrada)

Idade: para maiores de 12 anos. Menores de 16 anos devem estar acompanhados por um adulto responsável

Acessibilidade: local acessível para cadeiras de rodas

 

Shopping promove a 1ª corrida e caminhada B.Run pela Vida

O Shopping, centro de compras, lazer e entretenimento de luxo integrado à natureza no Belvedere, anuncia seu primeiro grande evento esportivo e social: a B Run pela Vida- 1ª Corrida e Caminhada Outubro Rosa, que acontece no dia 19 de outubro. O evento é aberto à participação de homens e mulheres, unindo a comunidade de atletas e não atletas, em apoio à causa da prevenção e combate ao câncer de mama.

A ação, em parceria com a loja de roupas esportivas Lauf e o hospital Mater Dei, convida a comunidade a participar de um percurso de 5km de corrida e caminhada no mês dedicado à campanha Outubro Rosa.

A corrida é um convite à conscientização sobre o câncer de mama, o segundo tipo de carcinoma que mais acomete mulheres no Brasil e no mundo depois do de pele não melanoma, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA). O Instituto estima que mais de 73.600 novos casos da doença sejam registrados somente em 2025.

O Outubro Rosa é o mês dedicado a alertar sobre a importância do diagnóstico precoce, que aumenta significativamente as chances de cura. A atividade física, como a corrida, é reconhecida como um fator que contribui tanto para a prevenção quanto para a recuperação de pacientes.

Mais do que promover saúde e bem-estar, a iniciativa tem um forte foco na solidariedade. Toda a renda arrecadada com as inscrições será destinada à Casa Aura, uma instituição filantrópica que oferece tratamento e apoio a pacientes em luta contra o câncer.O evento promete ser uma manhã de celebração, com boa música, um brunch saudável e outras surpresas.

“Estamos muito entusiasmados em realizar a primeira corrida do Botânico Shopping já com um propósito tão nobre. A B. Run pela Vida é a materialização do nosso compromisso de ser mais do que um centro de compras, mas um espaço que gera impacto positivo na vida da comunidade. Convidamos a todos a participarem desse evento esportivo e transformarem sua energia em esperança e apoio a essa causa tão importante”, destaca Ana Carolina Felix, diretora do Botânico Shopping.

As inscrições para a B.Run pela Vida estão abertas e podem ser realizadas pelo site do Sympla. As vagas são limitadas. A retirada de Kits será de 13 a 18 de outubro, das 10h às 19h na loja LAUF no Botânico Shopping. O valor da inscrição é de R$ 80,00 e inclui camisa e outros brindes.

  Serviço: B.Run pela Vida- 1ª Corrida/Caminhada Adulta

A partir de 16 anos

Data: 19 de outubro (domingo)

Local: Botânico Shopping: Avenida Celso Porfírio Machado 150, Belvedere

Horário: 8h

Percurso: 5 km

Valor: R$ 80,00 Kit com camisa e outros brindes

Retirada de Kits: 13 a 18 de outubro/ Loja LAUF: das 10h às 19h- Botânico Shopping

Inscrições: pelo sympla: www.sympla.com.br/evento/b-run-pela-vida-corrida-caminhada/3145461

Fernando Neves celebra 75 anos em cena com o Grupontapé

O ator e diretor Fernando Neves (75), integrante do grupo Os Fofos Encenam de São Paulo (SP) é o convidado do Grupontapé, cia. de teatro de Uberlândia, para dividir palco com as atrizes e cofundadoras do grupo, Kátia Bizinotto e Katia Lou, na nova temporada do espetáculo “As Centenárias”, que continua em cartaz neste final de semana, dias 10, 11 e 12 de outubro, com entrada gratuita. As apresentações acontecem às 20 horas (sexta e sábado) e às 19 horas (domingo), na Rua Tupaciguara, 471, bairro Aparecida. Os ingressos podem ser reservados por meio da plataforma Sympla e retirados uma hora antes do espetáculo.

No último sábado, após a apresentação da peça, que está em cartaz desde o final de setembro e continuará nos dias 13, 18 e 19 de outubro, Fernando Neves, que tem mais de 50 anos de atuação no teatro, celebrou o aniversário de 75 anos e dividiu o momento com o elenco e o público, que cantaram parabéns ao artista. “Foi um momento muito especial. Sou muito bem tratado por aqui. É um carinho sem fim”, comenta o ator.

Trajetória e contribuição ao teatro popular

Fernando Neves é diretor teatral, ator, coreógrafo e bailarino. Descendente de família circense, aprendeu as artes cênicas no circo, experiência que o levou a ser pesquisador sobre a estética do circo-teatro, linguagem que ajudou a consolidar no país.

Como ator, Fernando Neves participou de dezenas espetáculos, desde 1977, e já esteve sob a direção de nomes como Marcio Aurelio, Gabriel Villela, William Pereira, Francisco Medeiros, Maurice Vaneau, Carlos Alberto Soffredini e Marco Nanini.

Na televisão, Fernando Neves atuou em novelas. Na TV Record, teve seu nome no elenco da produção “Cidadão Brasileiro” e no SBT em “Os Ricos Também Choram”, “Maria do Bairro”, “As Pupilas do Senhor Reitor” e “Chiquititas”.

Entre os prêmios que recebeu estão o Governador do Estado (1988), como melhor ator por Lampião e Maria Bonitinha no Reino do Divino; o Festivale, como melhor diretor por A Mulher do Trem; e o Prêmio Qualidade Brasil (2004), como melhor ator em Assombrações do Recife Velho e o APCA – Associação Paulista de Críticos de Arte pelo projeto Baú da Aretusa, no qual montou cinco peças de gêneros diferentes.

Atuação em As Centenárias

Depois de sete anos longe dos palcos, Fernando Neves teve a oportunidade de voltar a atuar. O convite para fazer parte do espetáculo “As Centenárias” foi feito pelo Grupontapé. Para o ator, um presente. “Poder viver sete personagens, após sete anos fora dos palcos, foi emocionante. Sem falar que contraceno com atrizes maravilhosas e pessoas de primeira classe. Não tinha como não aceitar vir pra cá. Graças a Deus eu aceitei e está sendo muito lindo”, comenta o ator.

Fernando Neves é parceiro de caminhada profissional do autor da peça “As Centenárias”, Newton Moreno, e da diretora Cris Lozano, e foi convidado para preparar o elenco, no final de 2024.  Segundo ele, a sintonia entre todos envolvidos no espetáculo foi perfeita. “Poder voltar aos palcos com um texto do meu amigo Newton Moreno, com a direção de Cris Lozano, grande parceira profissional, somado à alegria de estar em cena com duas atrizes fantásticas, Kátia Bizinotto e Katia Lou, é uma lista de prazeres, cujo resultado só poderia ser maravilhoso. Eu digo que o palco é o “raio x” da coxia. O público sente a energia da sintonia entre todos os profissionais envolvidos”, comenta.

A contribuição técnica

Fernando Naves imprimiu na peça “As Centenárias” a técnica de mais de 20 anos de pesquisa. O circo-teatro é uma linguagem que se originou da experiência do pesquisador, mas que ficou adormecida por anos. “Eu estava no meio acadêmico, cursando Letras na USP, onde também cursei Teatro Brasileiro, que fazia parte da cadeira de Literatura Brasileira. Quem ministrava o curso era o Dr. Décio de Almeida Prado, que fez parte da geração que renovou o Teatro Brasileiro na década de quarenta. Para essa geração de intelectuais, tudo que foi realizado nos circos, nos teatros de revista e de comédia (as formas populares), não era bem aceito, pois não viam nestas formas valor artístico. Foi aos 52 anos de idade que resolvi dar luz a essa teoria. Foquei no que era importante e comecei a pesquisar”, conta.

Segundo explica Fernando Naves, o circo é popular, e o circo-teatro é uma técnica popular. “Chamamos de teatro de máscara. Nessa linguagem cênica, fazemos composições. Não tem uma base psicológica, onde tem o drama do personagem. Quando a plateia vê o personagem, seu figurino já o identifica, ou seja, é o trabalho do ator sem psicologismo. É um trabalho épico de composição, que conecta com as pessoas.  É diferente do teatro realista que vai se revelando aos poucos. E tudo isso vem do circo”, explica.

A peça

O espetáculo, escrito por Newton Moreno e dirigido por Cris Lozano, apresenta Socorro e Zaninha, duas mulheres centenárias que trabalham como carpideiras e conduzem rituais de despedida. A montagem reúne música, prosa e elementos da cultura popular, propondo uma reflexão sobre a vida e o convívio humano.

“As Centenárias” cria um encontro divertido e comovente sobre vida, morte, amizade e a resistência feminina, sempre com um toque de humor que aproxima e aquece. “É uma peça que dialoga profundamente com o público, porque trata de experiências universais, presentes no cotidiano de todos nós”, destaca a atriz e cofundadora do Grupontapé, Katia Lou.

Ao lado das atrizes e cofundadoras do grupo, Kátia Bizinotto e Katia Lou, Fernando Neves interpreta sete personagens e engrandece ainda mais essa montagem, que celebra memória, afeto e a força das mulheres que transformam o luto em poesia.

Para Kátia Bizinotto, dividir o palco com Fernando é um presente. “Ele traz uma vivência e uma compreensão do teatro popular que dialogam diretamente com o trabalho do Grupontapé”, afirma.

 Acessibilidade

Todas as apresentações de “As Centenárias” contam com interpretação em Libras.

O projeto tem patrocínio do Instituto Unimed Uberlândia e do Mercure Hotels, com incentivo do Programa Municipal de Incentivo à Cultura (PMIC) da Prefeitura de Uberlândia.

Serviço

Espetáculo: As Centenárias

Quando: 10, 11 e 12 de outubro de 2025 (sexta, sábado e domingo)

Horários: sextas e sábados às 20h | domingos às 19h

Local: Escola Livre do Grupontapé – Rua Tupaciguara, 471, Bairro Aparecida

Ingressos: gratuitos, por meio do Sympla e distribuídos uma hora antes das apresentações

Informações: WhatsApp (34) 3231-2412 | Instagram @grupontape

Gatilho Festival que invade a cena da capital mineira no dia 18

Construir memória coletiva sobre contranarrativa de gênero no cenário dos festivais é um dos objetivos do Gatilho Festival, que chega à segunda edição. O evento, que amplifica trabalhos de artistas LGBTQIAPN+ independentes da música de diferentes regiões do país, nesta edição exalta as vertentes periféricas do funk. A programação acontece no Afro Galpão – Pequena África, em 18/10, às 20h, com apresentações de All Ice (SP) com seu mais novo álbum “para os loucos e para os românticos”; da dupla Pamka Pauli (SP) com beats potentes de funk, jersey club e outras vertentes da música eletrônica; Dornelles (RJ), um dos funkeiros de maior projeção nacional com funk queer; Mano Feu (MG) e Marieh com o melhor do funk lésbico; Tetê (MG) travesti preta e periférica que transforma o palco em território de afirmação, desejo e resistência. Também se apresentam Tai (MG), NBaile (MG), coletivo de DJs trans e não bináries do funk e Pelas DJ (MG). O Gatilho Festival é gratuito com retirada antecipada de ingressos através do site: https://www.gatilhofestival.com.br/. Para mais informações e atualizações, acesse https://www.instagram.com/gatilhofestival/.

Idealizado por pessoas jovens e trans, o festival é uma proposta bem intencionada de marcar a paisagem cultural da cidade com a presença de artistas independentes da comunidade LGBTQIAPN+. O Gatilho Festival foi criado a partir da observação da urgência de impulsionar artistas brasileiros LGBTQIAPN+ sentida pelo produtor cultural e cantor transmasculino, Lui Rodrigues. “A ideia central e o diferencial é uma curadoria atenta. O festival busca por trabalhos de artistas interessantes e independentes com trabalhos excepcionais que mais pessoas deveriam conhecer”, explica Lui que assina a coordenação geral do projeto.

Com a edição marcada pelo funk, Lui ainda explica que o evento desafia camadas de silenciamento, sendo, por tanto, uma resposta criativa às ausências: “Colocar o funk LGBTQIAPN+ no palco é desafiar algumas camadas a mais de silêncio e fortalecer a cultura como direito humano e de livre expressão. O objetivo é o fortalecimento de uma rede de artistas que têm sido historicamente marginalizados pelos grandes circuitos culturais e pelo mercado hegemônico”.

Mac Júlia na programação

Mac Júlia promete abalar as estruturas do Gatilho Festival transitando do trap ao funk. Com sucessos como “Sofá Breja”, “Netflix”, “Se Tá Solteira”, “Faixa Rosa” e “Xananan”, Mac Júlia se destaca entre as principais vozes femininas do Brasil. Além da artista, a programação, que acontece no Afro Galpão – Pequena África, em 18/10, às 20h, tem apresentação de All Ice (SP) com seu mais novo álbum “para os loucos e para os românticos”; da dupla Pamka Pauli (SP) com beats potentes de funk, jersey club e outras vertentes da música eletrônica; Dornelles (RJ), um dos funkeiros de maior projeção nacional com funk queer; Mano Feu (MG) e Marieh com o melhor do funk lésbico; Tetê (MG) travesti preta e periférica que transforma o palco em território de afirmação, desejo e resistência. Também se apresentam Tai (MG), NBaile (MG), coletivo de DJs trans e não bináries do funk e Pelas DJ (MG).

Conheça a programação

O Artista All Ice pesquisa os ritmos afro percussivos, rap , reggae e culturas populares. Ele traz para a programação o álbum recém lançado “para os loucos e para os românticos” com “Lado A” narrando história e desilusões amorosas e o “Lado, a realidade das experiências de um corpo negro. O show terá a participação do seu DJ e Back vocal, Joseph Rodrigues.

Tai Alves em show-performance inédito “Baile da Tai” cria uma atmosfera de baile, mas reivindicando espaços que sempre foram negados a corpos como o seu. Sua presença rompe o elitismo artístico ao legitimar a estética do funk como expressão legítima de arte, pensamento e vivência. Nascida e criada no Jardim São José, um bairro periférico de Belo Horizonte, carrega em sua arte as marcas da vivência, da ancestralidade e da potência das mulheres negras que a inspiram.

Pelas DJ é homem trans negro nascido e criado na periferia de BH, é um selecta que tem como base de suas pesquisas a musicalidade preta brasileira. Imerso desde a infância nos ritmos afro-brasileiros, ele busca novas inspirações na música negra, celebrando a diversidade da diáspora africana em suas performances. Seu trabalho é uma afirmação cultural e um legado de resistência, elevando vozes marginalizadas e celebrando a ancestralidade através da música.

PAMKA é uma dupla de rap e funk que vem marcando presença no cenário musical underground brasileiro desde 2018. Formada pelos MCs Flóki e Mlk de Mel, a dupla é responsável por sucessos como “Ventania”, “Banco do Gol”, “Volume 69”, “CLT”, “Mlk de Sorte”, além de co-assinar a faixa “Fazer Fumaça” em parceria com Evehive e Zaila. Com letras que celebram corpos trans, abordam autoestima, afeto e lançam críticas afiadas ao ‘cistema’, o espetáculo também conta com a participação de um ballet, trazendo ainda mais potência visual e corporal à apresentação.

Tete Novinha do Funk, a Preferida é uma travesti preta e periférica que transforma o palco em território de afirmação, desejo e resistência. Sua performance inédita mistura o batidão do funk com coreografias sensuais e presença cênica poderosa, trazendo à cena o corpo travesti como potência artística. Mais que música, é vivência e afronta em forma de baile.

Marieh é cantora, compositora e artista visual brasileira, conhecida por sua presença marcante na cena do funk independente e por sua forte ligação com a cultura LGBTQIAP+.

MC Mano Feu é uma artista lésbica, negra e periférica que carrega no funk sapatão sua voz de resistência e celebração. Com letras diretas, batidas envolventes e presença de palco marcante, Mano Feu transforma sua arte em espaço de orgulho, liberdade e visibilidade para a comunidade LGBTQIA+. A apresentação de MC Mano Feu no festival traz a energia do funk sapatão, unindo potência musical e representatividade. O show é uma celebração da diversidade, fortalecendo o protagonismo lésbico e promovendo um encontro vibrante entre público, música e identidade, além de reafirmar o funk como território de expressão e resistência cultural.

Dornelles é cantor e performer carioca que vem se consolidando como uma das vozes mais marcantes do funk queer contemporâneo. Em 2023, ganhou destaque nacional com o single “Putífero”, em parceria com Kalef Castro e PZZS, que ultrapassou 1 milhão de streams no Spotify. Com visual marcante e letras afiadas, Dornelles propõe uma estética potente, capaz de provocar, inspirar e afirmar a diversidade da música brasileira.

NBaile é uma coletiva de DJs dedicada à celebração e exaltação da música periférica, trans, preta e LGBTQIA+ em Minas e no Brasil. Fazem parte da coletiva Djahi, Shigara e Gana que discotecam do baile funk ao pagodão, do afrobeats ao techno, exaltando a música eletrônica feita pela periferia.

Créditos: Lírio Foto & Vídeo

Funk é arte

Para Yunni Anumaréh, que assina a coordenação de produção, a ideia é expandir o significado do que é música boa e afirmação de uma nova cena de fazedores da cultura . “É um festival de música boa, onde a gente se reúne para ouvir uma nova cena, como por exemplo, Tetê e Tai vão lançar show de funk no Gatilho. Somos fazedores de cultura, arte e entretenimento, o festival segue afirmando nossas potências em todas as áreas, incluindo a música. Construir o festival Gatilho é demarcar nosso território na cidade diante de tantos retrocessos políticos para com a população LGBTQIAPN+, preta e indígena”.

A prisão de MC Poze do Rodo, em 2025, sob acusações de “apologia ao crime”, reacendeu o debate sobre a perseguição sistemática a expressões musicais negras e periféricas. Acadêmicos e juristas apontam que sua obra, longe de incentivar o crime, retrata realidades vividas -comportamento que jamais seria interpretado da mesma forma se idêntico fosse cantado por artistas de outras origens. Essa seletividade cultural reforça antigos padrões de racismo e controle social sobre corpos e linguagens marginalizadas. Como afirma Thiago de Souza, “Não falar de funk é não falar da realidade e funk é arte, não crime”.

Contexto dos Festivais de Música no Brasil – Em 2024, o Brasil sediou 364 festivais, segundo dados da plataforma Mapa dos Festivais. Os dados dão conta que, em relação a 2023, houve um aumento de 20% e com descentralização dos recursos e proposição de iniciativas novas. O Gatilho Festival é um projeto que propõe curadoria e giro econômico entre profissionais LGBTQIAP+ de todas as áreas. O Projeto “Gatilho Festival – 2ª Edição” é realizado com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura por meio do Edital Lmic 2024 – Multilinguagens – Modalidade Fundo (Nº 0457/2024).

Serviço

Gatilho Festival

Evento gratuito

Data: 18/10/2025

Horário: às 20h

Local: Afro Galpão – Pequena África

Endereço: Av. Dom Pedro II, 2725 – Alto Caiçaras, Belo Horizonte – MG, 30710-535

Ingressos: https://www.gatilhofestival.com.br/.

Para mais informações e atualizações: https://www.instagram.com/gatilhofestival/

Série retrata mestres e mestras das culturas populares

Uma produção audiovisual que celebra e preserva saberes das culturas populares e tradicionais de Minas Gerais – essa é a websérie Prêmio do Cocar, produzida pela Organização Social Vokuim e lançada a partir do dia 7/10 no YouTube, com episódios às terças e quintas-feiras. Em cada um deles, um convite à escuta e ao reconhecimento da ancestralidade pela voz de um mestre ou mestra cujo legado contribui para fortalecer a identidade cultural e a memória de sua comunidade.

Da Terra Indígena Xakriabá, no Norte de Minas, passando por quilombos no Vale do Jequitinhonha, a série percorre diferentes regiões do estado para contar as histórias de 18 mestras e mestres entre 65 e 101 anos de idade. Foram cerca de 7,5 mil quilômetros rodados e mais de 120 horas de filmagem nos territórios de atuação dos entrevistados, respeitando os contextos e ritmos próprios de cada cultura.

O registro em vídeo é uma forma de conservar saberes que muitas vezes são transmitidos apenas pela oralidade, em rodas, cantos, rezas e gestos. “O audiovisual permite que esses legados alcancem novas gerações, ultrapassando fronteiras geográficas e temporais. É também uma ferramenta de valorização, visibilidade e respeito pelas trajetórias que moldam a identidade cultural do estado”, conta Alba Dutra, coordenadora da Vokuim.

O primeiro episódio retrata o Mestre Ulisses Mendes, ceramista de Itinga, no Vale do Jequitinhonha. Desde 1979, Ulisses dedica sua vida à escultura em argila, transformando o cotidiano do território em figuras, gestos e expressões. O ofício vem de sua família, que sempre trabalhou com artesanato: “Era uma comunidade de umas 25 famílias em que todo mundo fazia panela. Eu herdei essa cultura, é por isso que eu sou artesão. Minha vocação veio de laços de parentesco”, conta.

Até hoje, Mestre Ulisses vive de sua arte, com técnicas próprias criadas e aperfeiçoadas ao longo de quase 50 anos de caminhada. Por meio de oficinas, transmite seus saberes aos mais novos: “A gente não ensina, a gente abre o caminho”.

No Norte de Minas, a série chegou a Januária e ao Território Indígena Xakriabá, em São João das Missões. No Vale do Jequitinhonha, as mestras e mestres são de Itamarandiba, Itinga e dos quilombos Capivari (Serro), Jenipapo Pinto (Itinga), e Macuco (Minas Novas). Em Belo Horizonte, a série entrevistou lideranças da Cabana do Pai Tomás e Kilombu Manzo Ngunzo Kaiango, no bairro Santa Efigênia, enquanto o Noroeste de Minas foi representado pela Comunidade Quilombola de São Domingos, em Paracatu. A lista completa dos mestres e datas dos episódios pode ser conferida abaixo.

Prêmio do Cocar

A websérie é parte do Edital Prêmio do Cocar: Pajé Vicente Xakriabá, promovido pela Vokuim. O chamamento recebeu 167 inscrições válidas de agentes culturais de 61 municípios do estado, das quais 18 foram contempladas. Além do registro audiovisual, as pessoas selecionadas receberam prêmio no valor de R$ 21 mil, em reconhecimento e valorização do seu legado.

O edital foi também uma oportunidade de promover discussões sobre a realidade das comunidades visitadas e difundir informações a respeito de mecanismos públicos de apoio à cultura. O nome é uma homenagem ao Pajé Vicente Xakriabá, liderança de seu povo e referência na defesa da cultura, da espiritualidade e dos direitos dos povos indígenas no cerrado mineiro.

O Edital Edital Prêmio do Cocar: Pajé Vicente Xakriabá foi viabilizado com recursos da Emenda Parlamentar nº 43220003, de autoria da deputada federal Célia Xakriabá, vinculada à Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural do Ministério da Cultura (MinC).

Sobre a Vokuim

A Organização Social Vokuim nasceu em 2003, em Rubim (MG) – extremo norte de Minas Gerais, na região do baixo Vale do Jequitinhonha –, com o propósito de enfrentar o desafio da fome e da falta de acesso a direitos básicos no território. Hoje, sua missão é promover o desenvolvimento humano no Vale do Jequitinhonha, garantido o acesso à educação popular, à produção e à fruição cultural e fortalecendo a preservação da memória, do patrimônio cultural e do meio ambiente.

Em 22 anos de história, a organização já impactou mais de 50 mil pessoas por meio de dezenas de ações de formação, cultura, memória e comunicação, em parceria com entidades como Prefeitura Municipal de Rubim, Receita Solidária, Instituto Mahle, Programa Itaú Social, Ministério da Cultura, Museu da Pessoa e Rede Mineira de Pontos de Cultura.

Websérie Prêmio do Cocar

Realização: Vokuim

Classificação livre

Disponível em: youtube.com/@Vokuim

Outras informações: instagram.com/vokuim/

Lista de episódios, mestras e mestres:

  • 07/10 – Mestre Ulisses Mendes, Itinga

  • 09/10 – Rosa Xakriabá, Aldeia Custódio, São João das Missões

  • 14/10 – Isabel do Nascimento Marques, Comunidade Quilombola de Capivari, Serro

  • 16/10 – Edvaldo Xakriabá (Dé), Aldeia Sumaré I, São João da Missões

  • 21/10 – Ivanilde Corrêa Moreira, Januária

  • 23/10 – Juvenal Xakriabá, Aldeia Catito, São João das Missões

  • 28/10 – Isabel Xakriabá, Aldeia Custódio, São João das Missões

  • 30/10 – Mestre Chiquinho, Ubá

  • 04/11 – Cristina Coutrim dos Reis, Quilombo São Domingos, Paracatu

  • 06/11 – Valdemar Xakriabá, Aldeia Prata, São João das Missões

  • 11/11 – Dona Nenzinha, Comunidade Quilombola Jenipapo Pinto, Itinga

  • 13/11 – Odete Maria dos Santos, Belo Horizonte

  • 18/11 – Mam’etu Muiandê, Kilombu Manzo Ngunzo Kaiango, Belo Horizonte

  • 20/11 – Dona Betinha do Macuco, Comunidade Quilombola Macuco, Minas Novas

  • 25/11 – Irene dos Reis de Oliveira, Quilombo São Domingos, Paracatu

  • 27/11 – Dona Tita, Quilombo Morro Santo Antônio, Itabira

  • 02/12 – Esverdiciana Xakriabá, Aldeia Caatinguinha, São João da Missões

  • 04/12 – Dona Mundinha, Itamarandiba (in memoriam)

Neste Dia das Crianças, Estação de Cultura leva arte e cidadania às periferias com espetáculo protagonizado por jovens artistas

Instituto Unimed-BH viabiliza programação que integra música, dança e artes visuais com foco na descentralização cultural

 

A Estação de Cultura apresenta uma série de espetáculos voltados para o público infantojuvenil, promovendo a circulação de apresentações de música e dança em regiões periféricas da Grande Belo Horizonte. Com o objetivo de descentralizar o acesso à cultura, a iniciativa contempla nove intervenções culturais que unem conscientização, inclusão social e valorização da diversidade.

 

No centro das apresentações está o Grupo Bloco Show, formado por 60 crianças e adolescentes de 10 a 18 anos, que reverberam as influências do povo negro na cultura popular. O espetáculo se destaca por um repertório que equilibra a música harmônica e percussiva, trazendo à cena a originalidade e criatividade dos jovens artistas, responsáveis também pela criação cenográfica do projeto. A proposta visa consolidar uma política de retorno social direto por meio de talentos formados em oficinas gratuitas promovidas por políticas públicas.

 

No Dia 12/10, Dia das Crianças, o evento irá acontecer na Rua Iara, 72 – Vila Nossa Senhora do Rosário. Além do espetáculo, o Grupo de Formação Cultural e Socialização (FOCUS) vai promover uma rua de lazer com brinquedos, pipoca e algodão doce, aberta a todos os públicos e totalmente gratuita. Antes de cada apresentação, o coordenador Caio Johnny realizará uma palestra sociocultural sobre a importância dos mecanismos públicos de incentivo à cultura como ferramentas de transformação e impulsionadores da economia criativa local. Esse diálogo também será levado às redes sociais, com conteúdos em vídeo e arte estática.

 

O Instituto Unimed-BH completou 22 anos em 2025 e conta com o apoio de mais de 5,7 mil médicos cooperados e colaboradores da Unimed-BH. A associação sem fins lucrativos foi criada em 2003 e, desde então, desenvolve projetos socioculturais e socioambientais visando à formação da cidadania, estimulando o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas, fomentando a economia criativa, gerando trabalho e renda para diversas famílias, valorizando espaços públicos e o meio ambiente, através de projetos patrocinados, apoiados e realizados em cinco linhas de atuação: Comunidade, Voluntariado, Meio Ambiente, Adoção de Espaços Públicos e Cultura, que estão alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030.

 

O projeto é realizado com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte através do patrocínio do Instituto Unimed-BH e da produção da BS Produções Artísticas.

 

Para mais informações sobre a programação completa, acompanhe o perfil oficial no Instagram: @blocoshow.

ALE Combustíveis reforça operação e investimentos em Minas Gerais

Estado concentra cerca de 400 postos revendedores da companhia e conta com cinco bases de armazenagem e distribuição em Betim, Governador Valadares, Montes Claros, Uberaba e Uberlândia

A ALE Combustíveis, uma das maiores distribuidoras de combustíveis do país, pretende ampliar a rede de postos revendedores em Minas Gerais neste ano, além de apoiar os parceiros de negócios locais. O estado é o mais representativo do país para a companhia e concentra atualmente cerca de 400 postos com a bandeira ALE.

Em 2024, foram inaugurados 52 postos e, neste ano, já foram realizadas 22 inaugurações nas cidades de Alvorada de Minas, Carlos Chagas, Congonhas, Contagem, Couto de Magalhães de Minas, Diamantina, Ibirité, Lontra, Mário Campos, Mirabela, Muriaé, Nova Lima, Paracatu, Passos, Pedras Maria da Cruz, Ponte Nova, Ressaquinha, Rio Acima, Rio Vermelho, Sabinópolis, Santa Luzia e Senhora Do Porto. Até o fim do ano, a meta é seguir ampliando a rede de postos no estado.

O avanço é sustentado por uma robusta estrutura logística, com cinco bases ativas: Betim, Governador Valadares, Montes Claros, Uberaba e Uberlândia, que garantem eficiência no atendimento a todo o estado e a regiões vizinhas, como Espírito Santo, Goiás, Rio de Janeiro e Bahia. Apenas a base da ALE em Betim movimenta, em média, 84 milhões de litros por mês, opera praticamente 24 horas por dia e abastece aproximadamente 4 mil caminhões-tanque por mês. Em 2024 e 2025, a base recebeu investimentos de R$ 2,5 milhões em equipamentos de segurança, incluindo alarmes de nível de tanque, radares de medição, equipamentos para carregamento e sistemas de combate a incêndio.

Com uma relevância econômica marcante e um importante papel no cenário energético brasileiro, Minas Gerais registrou recorde de comercialização de combustíveis em 2024, com mais de 17,4 bilhões de litros vendidos, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). De janeiro a julho deste ano, o volume comercializado chegou a 10,2 bilhões de litros.

O CEO da ALE, Rafael Grisolia, ressalta a força do estado para os planos da companhia. “Minas Gerais é um pilar estratégico para a nossa empresa, tanto pela representatividade da nossa rede de postos quanto pela força logística que temos no estado, além de ter sido onde a marca ALE nasceu. Nosso objetivo é seguir investindo para ampliar nossa presença, estreitar relacionamento com os revendedores e oferecer soluções cada vez mais eficientes para o mercado”, afirma.

Para reforçar a proximidade com os revendedores da rede e novos clientes, a ALE marcou presença no 18º Congresso de Revendedores de Combustíveis de Minas Gerais do Minaspetro, nos dias 2 e 3 de outubro, no Expominas, em Belo Horizonte. Patrocinadora oficial do evento, a companhia também destacou a importância estratégica do estado, onde tem 9,5% de market share no segmento de postos de combustíveis, segundo dados da ANP.

Durante o congresso, a ALE apresentou a proposta de valor completa para os revendedores em um estande que contou com apresentações sobre soluções de varejo, como A Esquina e ALE Express, e a linha de combustíveis Energy, composta por gasolina, etanol e diesel com tecnologia de aditivos de alta performance e nanotecnologia líquida, que oferece até 7% de economia no consumo e redução de até 30% na emissão de poluentes.

Além das soluções de varejo e inovação, a ALE investe no relacionamento contínuo com os parceiros. Um dos destaques é o Clube ALE, plataforma que estimula a conexão diária com os revendedores por meio de campanhas de incentivo, premiações e benefícios para fortalecer ainda mais a rede.

Para engajar os visitantes do evento do Minaspetro, a ALE realizou ações no estande, incluindo uma “claw machine” interativa, que permitia ao público concorrer a miniaturas do carro 111 da Stock Car e ingressos para jogos. O espaço teve a presença do time comercial da companhia, que esteve dedicado a atender clientes, prospectar novos parceiros e apresentar as vantagens competitivas da ALE.

A programação incluiu também a participação da ALE no painel “O mercado de combustíveis no Brasil: logística, transição energética, distribuição e novos negócios”, ao lado de outros líderes do setor. Estiveram presentes o CEO Rafael Grisolia e integrantes da alta gestão da companhia: Natalia Cid, diretora de Estratégia e Planejamento Comercial; Diego Pires, diretor de Marketing; e Renato Rocha, diretor Comercial.

Grisolia acrescenta que, além de impulsionar novos negócios, encontros como o do Minaspetro têm relevância para aproximar a companhia dos revendedores. “É estando perto que podemos conhecer os desafios individuais e regionais da nossa rede. Acreditamos que esse relacionamento permite o desenvolvimento da companhia e dos nossos parceiros”, afirma o CEO.

Santa Casa BH alerta para o aumento do número de casos de Hepatite A

 Número de casos disparou em Belo Horizonte nos últimos dois anos
O SCIRAS, Serviço de Controle de Infecção Relacionada à Assistência à Saúde da Santa Casa BH, faz um alerta sobre o número de casos de hepatite notificados em Minas Gerais este ano. De acordo com o último levantamento divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde de BH, 273 casos já foram registrados de janeiro a agosto deste ano. Em 2024, foram 179 casos no total e quando comparamos com os dados de 2023 esse número é 4.450% maior.
Esse aumento acompanha uma tendência nacional. De acordo com o Ministério da Saúde, os casos no Brasil cresceram 54% em 2024 em relação ao ano anterior. Entre os fatores que explicam essa alta estão o aumento das relações sexuais sem proteção e a ingestão de água ou alimentos contaminados.
A hepatite A é uma infecção viral que atinge o fígado e se transmite principalmente por via fecal-oral, seja pelo consumo de água ou alimentos contaminados ou pelo contato direto com pessoas infectadas. Os principais sintomas incluem febre, cansaço, náuseas, dor abdominal, icterícia (amarelamento da pele e dos olhos) e alterações na coloração da urina e das fezes.
Não há tratamento específico para a hepatite A, a doença geralmente é autolimitada, com recuperação por meio de repouso, hidratação e acompanhamento médico.
Vacinação: a principal forma de prevenção
A vacinação, oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), é a medida mais eficaz para prevenir a hepatite A. A imunização é feita em dose única, indicada preferencialmente aos 15 meses de idade. Caso necessário, a vacina pode ser aplicada em crianças a partir de 12 meses até pouco antes de completarem 5 anos (4 anos, 11 meses e 29 dias).
Além das crianças, a vacinação também é recomendada para grupos com maior risco de complicações, como:
  • Pessoas que vivem com HIV ou com hepatites B e C;
  • Pacientes transplantados ou com imunidade comprometida;
  • Usuários de PrEP (Profilaxia Pré-Exposição ao HIV).
Além da vacinação, é importante manter cuidados básicos de higiene. “A gente tem sempre que reforçar a importância de higienizar bem as mãos e lavar com atenção os alimentos que a gente ingere e cuidar da água que bebe.
Além da vacina fica também o alerta para o uso de preservativo nas relações sexuais. É só com a prevenção e o cuidado que a gente vai conseguir diminuir novamente o número de casos” afirma a Márcia Bahia, médica infectologista da Santa Casa BH.
A Santa Casa BH mantém seu compromisso com a saúde da população, oferecendo orientações e suporte para prevenção, diagnóstico precoce e acompanhamento dos casos, contribuindo para reduzir o impacto da doença em Minas Gerais.

Com Carol Castro, Bruno Fagundes, Gustavo Mendes e Angela Rebello, comédia “A Manhã Seguinte” chega a BH

Sucesso em mais de 10 países, peça do autor britânico Peter Quilter ganha montagem inédita no Brasil, com direção de Thereza Falcão e Bel Kutner, e faz apenas três apresentações no Grande Teatro Cemig Palácio das Artes

E se o amor começasse depois do primeiro “bom dia”? Sucesso em mais de 10 países, “A Manhã Seguinte” ganha montagem inédita no Brasil e, após estreia aclamada no Rio de Janeiro, chega a Belo Horizonte para apenas três apresentações, nos dias 17, 18 e 19 de outubro, no Grande Teatro Cemig Palácio das Artes, com sessões na sexta e no sábado, às 20h, e no domingo, às 18h. Do aclamado dramaturgo inglês Peter Quilter, “A Manhã Seguinte” é uma comédia leve, inteligente e cheia de reviravoltas sobre encontros inesperados, famílias nada convencionais e o desafio de lidar com sentimentos quando ninguém diz exatamente o que está sentindo. O elenco conta com Carol Castro, Bruno Fagundes, Gustavo Mendes e Angela Rebello. A direção é de Thereza Falcão e Bel Kutner.

 

A história apresenta um quarteto irresistível: um rapaz tímido, uma jovem decidida, uma mãe sem papas na língua e um irmão com humor afiado e zero limites. Juntos, eles transformam qualquer manhã em um verdadeiro espetáculo.

 

– Dirigir “A Manhã Seguinte” é explorar com delicadeza e humor o desconforto do inesperado. A peça fala sobre encontros reais – e sobretudo o que não se diz – explica a diretora Thereza Falcão.

 

Na trama, Kátia (Carol Castro) e Tomás (Bruno Fagundes) se conhecem por acaso e, na manhã seguinte, acordam no mesmo quarto… cercados de incertezas. A situação já seria embaraçosa o suficiente, mas tudo ganha novos contornos com a chegada inesperada da mãe de Kátia (Angela Rebello), que não mede palavras, cheia de opiniões e sem qualquer filtro. E, para completar, Márcio (Gustavo Mendes), o irmão de Kátia, aparece com seu jeito inesperado, especialista em roubar a cena e bagunçar ainda mais o que já estava fora do controle. É uma história sobre afetos, tropeços e a beleza do improviso. Porque, às vezes, a vida só começa mesmo… na manhã seguinte.

 

– O mais bonito dessa comédia é que ela nos faz rir daquilo que somos: vulneráveis, contraditórios e humanos. É um teatro de afeto, leveza e verdade – comenta a diretora Bel Kutner.

 

O projeto terá ainda uma temporada em São Paulo e uma turnê nacional, que passará por diferentes regiões do país. O espetáculo é apresentado pelo Ministério da Cultura e CAIXA Residencial, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura – Lei Rouanet.

 

– Projetos como “A Manhã Seguinte”, que contam com itinerância por diferentes estados do país, são fundamentais para fortalecer o acesso à cultura e promover a diversidade artística em todo o Brasil – reforça o CEO da CAIXA Residencial, Rodrigo Valença.

 

– Na CAIXA Residencial, acreditamos que a transformação da vida começa dentro do lar – no afeto, na convivência e nas histórias que nascem no cotidiano. É por isso que apoiar um espetáculo como A Manhã Seguinte tem um significado especial para nós, que temos o propósito de tornar a proteção e o cuidado preventivo acessíveis para todos os lares brasileiros e suas comunidades. A peça traz em um ambiente íntimo e familiar, onde os vínculos se revelam com humor, emoção e surpresa, assim como acontece na vida – completa Valença.

 

Repercussão internacional

 

“Espetáculo radiante, ovacionado de pé com aplausos calorosos do público.” (Everything Theatre, Reino Unido)

 

“Uma comédia envolvente que garante muitas gargalhadas.” (British Theatre Guide)

 

“Pura diversão, explorando as inseguranças humanas com muito humor… Muito engraçada e extremamente divertida.” (Teatralna, Varsóvia)

 

“Esta comédia farsesca tem sido um enorme sucesso… Uma surpreendente história de amor delicada… Uma peça maravilhosamente engraçada.” (Theatre Weekly, Reino Unido)

 

“Um entretenimento de altíssimo nível… Sempre divertida e, muitas vezes, hilária.” (Reviews Hub, Reino Unido)

 

“Uma farsa extremamente divertida que faz a plateia rir do começo ao fim.” (Teatr Dlwas, Varsóvia)

 

Sobre a CAIXA Residencial: a companhia que apresenta e patrocina o espetáculo “A Manhã Seguinte” consiste em uma joint venture da CAIXA Seguridade com a Tokio Marine Seguradora, tendo as operações de oferta, venda e pós-venda de seguros habitacionais e residenciais desde janeiro de 2021, com a comercialização realizada nas unidades CAIXA. Acreditamos que lar é segurança, dignidade e bem-estar, sendo que lares protegidos promovem desenvolvimento social e cidadania. Entre as líderes do mercado de seu segmento, a empresa oferece diversos produtos com assistências e coberturas para o imóvel, incluindo proteção para o lar junto ao financiamento imobiliário, com benefícios exclusivos para as linhas de créditos Minha Casa, Minha Vida, SBPE, FGTS e Crédito Real Fácil.

 

CLIENTES E COLABORADORES CAIXA RESIDENCIAL: 50% DE DESCONTO para a compra de até dois ingressos em qualquer setor do teatro, não cumulativo.
Para ativar o desconto, selecione a data e a opção “Caixa Residencial”, depois insira o código enviado em seu e-mail ou ligue para a Central de Atendimento pelo número 0800 722 492 6.

 

Sobre a INOVA BRAND: É uma produtora de teatro responsável pela idealização, realização, produção, comercialização e marketing de espetáculos. Principais produções: “Duetos”, comédia de Peter Quilter, com Patricya Travassos e Eduardo Moscovis, assistido por mais de 200 mil pessoas em uma turnê por 23 cidades, com sete temporadas no Rio de Janeiro e três em São Paulo. “Duas Irmãs e um Casamento”, com Maitê Proença e Débora Olivieri, teve duas temporadas no Rio de Janeiro, uma em São Paulo e passou por três cidades do país. “Sonho Encantado de Cordel” musical com 14 artistas, realizou turnê por quatro capitais do Nordeste e Brasília, além de quatro temporadas no Rio de Janeiro e uma em São Paulo. “TV Colosso, o Musical”, com 16 artistas, após temporadas em São Paulo e Rio de Janeiro, está em turnê por oito cidades. Em 2025, estreia “A Manhã Seguinte”, nova comédia de Peter Quilter, protagonizada por Carol Castro e mais três artistas, com temporadas no Rio de Janeiro e São Paulo e turnê por quatro cidades.

 

THEREZA FALCÃO – DIREÇÃO

Thereza Falcão é autora e diretora com uma trajetória sólida na televisão e no teatro. Com mais de 25 anos de carreira como roteirista da TV Globo, assinou sucessos como Nos Tempos do Imperador, Novo Mundo e Elas por Elas. No teatro, destaca-se por suas obras autorais e por uma direção sensível, criativa e premiada. Atualmente, Thereza é autora e diretora de Sonho Encantado de Cordel, o Musical — espetáculo que se tornou um fenômeno de público e crítica, em cartaz há um ano, com turnê por oito cidades brasileiras e temporadas aclamadas no Rio de Janeiro e em São Paulo.

 

BEL KUTNER – DIREÇÃO

Bel Kutner é atriz e diretora com mais de 30 anos de destaque na televisão e no teatro brasileiro. Com uma trajetória como atriz na TV Globo, participou de novelas e séries marcantes como Bebê a Bordo, Vamp, Anjo Mau, Gabriela, Amor à Vida, Verdades Secretas, Nos Tempos do Imperador e Travessia, consolidando-se como uma intérprete versátil e carismática. Nos palcos, firmou-se como uma diretora de olhar sensível e assinatura autoral, à frente de montagens de grande repercussão, como o monólogo O Prazer é Todo Nosso, A Maratona de Nova York e Da Pá Virada — espetáculo protagonizado por Sura Berditchevsky e Débora Duarte.  Além de sua atuação artística, Bel Kutner também ocupou o cargo de diretora artística da Fundação Cidade das Artes, no Rio de Janeiro, contribuindo ativamente para o fortalecimento da cena cultural da cidade.

 

CAROL CASTRO – ATRIZ

Carol Castro é uma das atrizes mais versáteis e respeitadas de sua geração, com uma carreira sólida no teatro, na televisão e no cinema. Ao longo de mais de vinte anos de trajetória, destacou-se em papéis marcantes e diversos, transitando com naturalidade entre mocinhas e vilãs, comédias e dramas. Na TV Globo, atuou em novelas de grande sucesso como Mulheres Apaixonadas, Senhora do Destino, Amor à Vida e, mais recentemente, Garota do Momento (novela das seis – 2024/2025). Nas plataformas de streaming, integrou o elenco das séries Maldivas (Netflix) e Insânia (Star+), ampliando ainda mais sua presença no audiovisual contemporâneo. No cinema, participou de produções como Um Suburbano Sortudo, Veneza, Ainda Somos os Mesmos, entre outros títulos. Nos palcos, brilhou em espetáculos como Dona Flor e Seus Dois Maridos, o musical Nine e Cartas Leopoldinas, reafirmando seu domínio da linguagem teatral e sua entrega cênica. Carol Castro segue sendo um dos nomes mais relevantes da cena artística brasileira, unindo talento, presença e uma trajetória marcada por escolhas ousadas e consistentes.

 

BRUNO FAGUNDES – ATOR

Bruno Fagundes começou sua carreira aos 15 anos e construiu uma trajetória própria, marcada por autenticidade, versatilidade e escolhas artísticas consistentes. Hoje se destaca como um ator completo, atuando com excelência no teatro, na televisão, no cinema e no streaming. Na TV Globo, fez parte de novelas de grande repercussão como “Volta por Cima” (2024/2025), entre outras, conquistando o público com personagens de forte presença e densidade dramática. No streaming, fez história antagonizando a série 3%, considerada a primeira produção brasileira original da Netflix, entre outras produções, reforçando sua atuação em projetos contemporâneos e de alcance internacional. Nos palcos, brilhou na produção e atuação de A Herança, sucesso de público e crítica, que concorreu a 25 premiações, entre outros espetáculos e musicais, levando prêmios por suas performances. No cinema, atuou em seis longas e diversos curtas, entre outros trabalhos que evidenciam sua capacidade de transitar entre gêneros com naturalidade.

 

GUSTAVO MENDES – ATOR

Gustavo Mendes é hoje um artista completo, com uma carreira marcada pela versatilidade e pelo humor afiado. Transitando com naturalidade entre internet, televisão, teatro, cinema e streaming, conquistou um público fiel e soma mais de 3 milhões de seguidores nas redes sociais, onde faz sucesso com vídeos de humor e imitações memoráveis. Na televisão, destacou-se em atrações da TV Globo como Casseta & Planeta Vai Fundo, Cheias de Charme, Tá no Ar: A TV na TV e Zorra Total, além de ter integrado o elenco do Show do Tom (Record), consolidando-se como um talento carismático e versátil do humor brasileiro. No streaming e na TV por assinatura, brilhou em séries como Treme Treme e Xilindró (Multishow), interpretando personagens fixos que rapidamente caíram no gosto do público. No cinema, atuou no longa Férias Trocadas (2024), expandindo sua presença para as telonas com a mesma espontaneidade e presença cênica que marcam sua trajetória. Gustavo Mendes segue se reinventando a cada projeto, firmando-se como um dos artistas mais criativos, irreverentes e multifacetados do entretenimento nacional.

 

ANGELA REBELLO – ATRIZ

Com uma carreira marcada pela profundidade e consistência, destacou-se no cinema em produções como Nunca Fomos Tão Felizes, Amor Vagabundo, Miramar, O Filho Predileto, Iluminados, além de títulos recentes como Avenida Beira-Mar e A Vilã das Nove. Na televisão, construiu uma trajetória sólida ao longo de décadas, com participações marcantes em novelas e séries da TV Globo, como Partido Alto, Cambalacho, Dona Beija, O Primo Basílio, Salsa e Merengue, Suave Veneno, Paraíso Tropical, Gabriela, Amor à Vida, Novo Mundo e, mais recentemente, Todas as Flores. Nos palcos, Angela consolidou-se como uma intérprete de presença cênica marcante e apuro técnico. Iniciou sua trajetória teatral em grupos como Pessoal do Despertar e Cabaré, e é formada em Teoria do Teatro pela UniRio. Assinou interpretações elogiadas em diversas montagens e foi indicada ao Prêmio APTR 2025 por sua atuação em A Sala Branca. Com um repertório plural e uma entrega artística sempre precisa, Angela Rebello reafirma, a cada novo trabalho, sua força e relevância no teatro, na TV e no cinema brasileiros.

 

PETER QUILTER – TEXTO  

Peter Quilter é um dos dramaturgos contemporâneos mais encenados do mundo, com obras traduzidas para mais de 30 idiomas e apresentadas em mais de 40 países. Reconhecido por sua habilidade em mesclar humor, emoção e personagens marcantes, Quilter teve peças encenadas tanto na Broadway quanto no West End de Londres, além de adaptações bem-sucedidas para o cinema. No Brasil, seu sucesso mais recente é Duetos, atualmente em cartaz com Patricya Travassos e Eduardo Moscovis. O espetáculo já foi visto por mais de 200 mil pessoas no país e encenado em mais de 20 países, consolidando-se como um fenômeno global. Outro destaque é Duas Irmãs e um Casamento, estrelado por Maitê Proença e Débora Olivieri, que cumpriu temporadas de sucesso no Rio de Janeiro e em São Paulo, além de uma turnê por cinco cidades brasileiras. Quilter também é o autor de “Gloriosa”, encenado no Brasil por Marília Pêra e Eduardo Galvão. A peça inspirou o filme Florence Foster Jenkins, estrelado por Meryl Streep, indicado ao Oscar de Melhor Atriz e de Melhor Figurino. Seu musical “Além do Arco-Íris”, protagonizado no Brasil por Claudia Netto, conquistou três indicações ao Tony Award e quatro ao Olivier Award, incluindo a de Melhor Nova Peça. A obra foi adaptada para o cinema como Judy, filme que rendeu o Oscar de Melhor Atriz a Renée Zellweger. Com dezenas de textos premiados e uma carreira de alcance internacional, Peter Quilter é um nome fundamental da dramaturgia atual — aclamado por público e crítica em palcos de todo o mundo.

 

Ficha técnica:

Texto: Peter Quilter
Adaptação do texto: Thereza Falcão
Direção: Thereza Falcão e Bel Kutner

Elenco: Carol Castro, Bruno Fagundes, Gustavo Mendes e Angela Rebello

Cenário: Nello Marrese
Figurino: Mauro Leite
Produção de Elenco: Felipe Ventura
Assessoria de Imprensa: Carlos Pinho
Apoios: Marcela Rosário

Marketing e Comercial: Mauricio Tavares
Produção Geral, Financeiro e Administração: Sérgio Lopes

Direção de Produção: Filomena Mancuzo
Produção Executiva: Álvaro Antônio

 

Serviço:

Apresentações: 17, 18 e 19 de outubro

Local: Grande Teatro Cemig Palácio das Artes – Av. Afonso Pena, 1537, Centro, Belo Horizonte – MG

Sessões: sexta e sábado, às 20h, e domingo, às 18h

Classificação etária: 12 anos

Duração: 80 minutos

Gênero: comédia

INGRESSOS:

Plateia 1: R$ 140 (inteira) e R$ 70 (meia)

Plateia 2: R$ 100 (inteira) e R$ 50 (meia)

Plateia Superior: R$ 42 (inteira) e R$ 21 (meia)

Vendas pela internet: https://www.eventim.com.br/en/artist/palacio-das-artes/a-manha-seguinte-uma-comedia-de-peter-quilter-3972101/

Rede social: https://www.instagram.com/amanhaseguinte/