Comprar o primeiro imóvel: entre sonhos e desafios

Novo episódio do podcast ‘Morar em Pauta’, da Emccamp Residencial, traz dicas para transformar este desejo em realidade

Adquirir o primeiro imóvel é um momento único, repleto de emoção, mas também cercado de incertezas. A conquista da casa própria traz entusiasmo, mas levanta dúvidas importantes: será que cabe no orçamento? É possível usar o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço)? Como funcionam as novas regras do programa Minha Casa, Minha Vida? E, acima de tudo, como escolher o imóvel ideal com segurança? Essas questões ganham ainda mais relevância diante de um dado revelador: quase metade (49%) dos brasileiros planeja comprar um imóvel nos próximos dois anos, segundo pesquisa da consultoria Brain Inteligência Estratégica em parceria com a Abrainc (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias).

Essas reflexões foram o ponto de partida para o 5º episódio do podcast Morar em Pauta, produzido pela Emccamp Residencial, que abordou o tema: “Do sonho à realidade: como comprar seu primeiro imóvel com segurança”. O bate-papo reuniu Diogo Cano, diretor de Crédito da Emccamp, Fellipe Leroy, sócio da Simplifica Assessoria Imobiliária, e Edner Siqueira, diretor Regional de Vendas da Emccamp em São Paulo.

Planejamento financeiro: o primeiro passo

Um dos pontos centrais da discussão foi a importância de se preparar financeiramente para a compra. Diogo Cano destacou que muitos clientes acreditam não estar prontos para assumir um financiamento, quando na verdade precisam apenas de orientação adequada. “O maior desafio é mostrar para o cliente que ele tem de fato a capacidade de compra. Muitas vezes, ele acredita que não está preparado, mas com planejamento consegue perceber que o sonho é possível”, explicou.

Segundo o executivo, o FGTS é uma das ferramentas mais importantes nesse processo, já que pode ser utilizado na entrada ou na amortização do saldo devedor. “Esse recurso, quando bem planejado, torna a compra mais acessível e ajuda famílias a organizarem suas finanças para conquistar o imóvel”, disse.

As novas regras do Minha Casa Minha Vida

Outro tema de destaque foi a atualização do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, que em 2023 criou a Faixa 4, ampliando o limite de renda familiar para R$ 12 mil e o valor máximo do imóvel para R$ 510 mil.

Fellipe Leroy afirmou que a mudança trouxe impacto imediato. “O Faixa 4 ampliou o acesso para famílias com renda até R$ 12 mil e imóveis de até R$ 510 mil. Isso fez com que muitos clientes que antes não conseguiam entrar no programa agora tenham essa possibilidade. Além disso, novos empreendimentos também passaram a ser enquadrados.”

A atualização, segundo ele, representa uma oportunidade inédita, permitindo que um número maior de famílias realize o sonho da casa própria com condições de crédito facilitadas.

Escolher com segurança e contar com o corretor

Além das questões financeiras, a decisão de compra exige atenção a outros fatores, como localização, infraestrutura e perfil familiar. Nesse ponto, o papel do corretor foi apontado como essencial para dar segurança e clareza durante o processo.

Edner Siqueira ressaltou a importância da consultoria personalizada. “Muitos clientes não sabem que podem comprar um apartamento. Nosso papel é mostrar que é possível, apresentar simulações, facilitar o entendimento do financiamento e oferecer condições que caibam no bolso”, enfatizou.

Para o executivo, ter ao lado um corretor capacitado torna a experiência menos burocrática e mais transparente, já que o profissional ajuda o cliente a compreender cada etapa da jornada de compra.

Perspectivas do futuro do mercado imobiliário

O episódio também discutiu o cenário do setor imobiliário no Brasil. Diogo Cano destacou que ainda há um déficit habitacional de cerca de 6 milhões de moradias, o que torna o mercado promissor e cheio de oportunidades. “Isso mostra que o setor tem espaço para continuar crescendo, especialmente em programas habitacionais que atendem famílias de diferentes faixas de renda”, avaliou.

Os convidados concordaram que, mesmo diante de desafios econômicos, a demanda por habitação permanece alta e deve continuar impulsionando o setor nos próximos anos.

Informação como aliada da conquista

Ao longo da conversa, ficou evidente que o acesso à informação é o maior aliado de quem deseja transformar o sonho da casa própria em realidade. Com planejamento financeiro, uso consciente de ferramentas como o FGTS, atenção às oportunidades do Minha Casa Minha Vida e acompanhamento próximo de profissionais capacitados, a jornada de compra pode ser mais segura e menos complicada.

O 5º episódio do Morar em Pauta já está disponível no link:

Moda infantil encanta o público na 34ª edição do Minas Trend

Um dos grandes destaques da programação gratuita da 34ª edição do Minas Trend foi, sem dúvida, os desfiles de moda infantojuvenil, que encantaram o público ao levar para a passarela uma explosão de cores, leveza e temáticas lúdicas. As apresentações uniram criatividade, inovação e consciência ecológica, reforçando o compromisso do evento com a sustentabilidade.

Ao todo, quatro desfiles mostraram as coleções outono/inverno de 30 marcas, reunindo um público de aproximadamente 750 pessoas, entre os dias 21 e 22 de outubro.

Segundo Taciana Teodoro, diretora executiva do Minas Trend Kids, os desfiles infantis evidenciam a força e o potencial do setor. “Diferente da moda adulta, em que o desfile é mais conceitual, no segmento infantil ele funciona como uma vitrine direta de lançamentos. O público se encanta não só com a estética das peças, mas com o potencial criativo e comercial das marcas que investem nesse universo”, afirma.

Cores, celebração e sustentabilidade

Prestes a completar 40 anos, a mineira Precoce trouxe para a passarela o Fantástico Planeta Precoce, uma coleção inspirada em sua própria história e que celebra suas quatro décadas no mercado. “Nessa coleção, trabalhamos tudo que abrange a marca: estampas com botões de flores, carretéis de linha, novelos, enfim, tudo que faz parte da nossa essência. São peças pensadas para o conforto e a liberdade das crianças, com cores vibrantes que traduzem toda a energia do universo infantil”, explica Luiza Santos, responsável pelo marketing da marca.

Com uma proposta ecológica, a também mineira Tribo da Preservação, em parceria com o Instituto Espinhaço, apresentou o desfile Guardiões da Mata – Futuros Protetores do Planeta, com foco na conscientização sobre o reflorestamento. As crianças desfilaram carregando mudas nativas cultivadas nos Centros de Produção Florestal Sustentáveis, simbolizando o compromisso com a recuperação das matas degradadas. “Mobilizar os mais jovens é essencial, pois eles são o eixo de mudança do mundo e os futuros guardiões das florestas”, ressalta Ana Maria Nolasco, diretora criativa da marca.

Pela primeira vez no Minas Trend, a goiana Fro Petit Calçados apresentou uma coleção repleta de brilho, laços, flores e animal print. “Foi uma experiência incrível participar deste evento e poder apresentar nosso trabalho a compradores de todo o país. Essa visibilidade é valiosa para o crescimento da marca”, comenta Aline Alves, CEO da empresa.

De Franca (SP), a Blue Infantis trouxe a linha Barefoot, calçados que imitam a sensação de estar descalço e oferecem benefícios como fortalecimento muscular e melhor equilíbrio postural. “O produto é resultado de estudos voltados para o desenvolvimento saudável dos pés das crianças, alinhado às tendências da estação”, explica Gabriel Rodrigues, diretor comercial.

Para Rogério Vasconcelos, presidente da Câmara da Indústria de Insumos e Transformação do Vestuário, Calçados e Acessórios da FIEMG, o Minas Trend Kids vem se consolidando como um espaço fundamental no evento. “Diante do sucesso desta e das edições anteriores, podemos afirmar com segurança: o MW Kids veio para ficar”, destaca.

Cobertura Cenário Minas

A cobertura completa do evento foi realizada pela equipe de criadores de conteúdo do Cenário Minas, com o olhar sensível do fotógrafo Tiago Pereira e da jovem criadora de conteúdo Carolina Novaes. Mais uma vez, o portal marcou presença em um grande evento de moda mineira, reafirmando seu selo de qualidade e entrega na produção de conteúdo original e inspirador.

👉 Confira a galeria exclusiva de fotos da cobertura completa do evento no Cenário Minas, e reviva os momentos mais encantadores dos desfiles infantis que celebraram moda, arte e sustentabilidade.

Rede de Ensino garante 100% de energia renovável nas unidades

Reconhecimento comprova o compromisso da instituição com a sustentabilidade, a eficiência energética e os princípios ESG, reforçando sua atuação responsável em todo o país

Com olhar atento ao futuro e compromisso com o presente, o Marista Brasil reafirma sua preocupação com o meio ambiente, também por meio de ações concretas. A conquista do certificado internacional I-REC (International Renewable Energy Certificate), que comprova o uso de 100% de energia proveniente de fontes renováveis em todas as suas unidades, entre escolas e estruturas administrativas, traduz em prática o compromisso da instituição com a sustentabilidade, a ética ambiental e as metas ESG. A certificação abrange tanto as unidades que atuam no mercado livre de energia (quando o consumidor pode escolher de quem comprar, negociar preços, prazos, reduzindo custos e ganhando liberdade),quanto aquelas que estão no mercado cativo (quando o consumidor compra energia diretamente da distribuidora local, pagando tarifas definidas, sem possibilidade de negociação), assegurando que toda energia utilizada pela instituição tem origem limpa e sustentável.

Mais do que um reconhecimento técnico, o selo representa um passo consistente na redução das emissões de carbono e na promoção de uma cultura de responsabilidade compartilhada pelo planeta que nos abriga. “O certificado I-REC garante que toda a energia consumida pelo Marista Brasil é de fonte renovável, contribuindo diretamente para a redução das emissões de carbono e para um futuro mais sustentável. Esse resultado é fruto de um trabalho contínuo de gestão energética, realizado por uma equipe técnica especializada que monitora e otimiza o consumo em todas as unidades”, explica o engenheiro eletricista do Marista Brasil, Carlos Vitor da Silva.

O Marista Brasil mantém uma equipe dedicada à eficiência energética, composta por engenheiros eletricistas e mecânicos que atuam em diferentes cidades, com foco na otimização de equipamentos, redução de desperdícios e melhoria contínua dos sistemas. Além disso, algumas unidades da rede já contam com projetos de geração própria, como o Colégio Marista Anjo da Guarda, em Curitiba, que desde 2019 opera com painéis solares e já foi reconhecido com o selo ODS por seu projeto de energia renovável.

“Mais do que um reconhecimento técnico, esta conquista expressa o propósito do Marista Brasil de atuar com consciência, integridade e compromisso com o planeta. Estamos construindo uma trajetória que une excelência educacional e sustentabilidade, inspirando nossos estudantes a também serem protagonistas de um futuro mais verde e solidário”, destaca o engenheiro eletricista.

Com o certificado I-REC, o Marista Brasil reforça seu compromisso com a sustentabilidade e a inovação, promovendo ações concretas que unem educação, responsabilidade ambiental e transformação social.

 

Antologia inspirada em Conceição Evaristo dá voz a mães

Obra organizada pelo coletivo Mães que Escrevem apresenta 37 textos baseados no conceito de “escrevivência” de Conceição Evaristo, celebrando a narrativa real e afetiva das experiências maternas

Após oito anos de estrada, o projeto Mães que Escrevem concretiza um de seus maiores sonhos: a primeira coletânea impressa, intitulada “Escrevivências Maternas“. A obra é fruto do II Concurso Escrevivências Maternas – 2025 e reúne textos de 37 autoras, incluindo as três vencedoras e uma menção honrosa. Com organização da fundadora do projeto, Jo Melo, a antologia é um marco que simboliza a missão do coletivo de criar um espaço de pertencimento e dar voz às múltiplas realidades da maternidade.

A obra adota o conceito de “escrevivência”, cunhado pela escritora Conceição Evaristo, como fio condutor. A técnica valoriza narrativas pessoais e coletivas, utilizando uma linguagem afetiva e identitária para explorar as vivências maternas longe dos clichês. Os textos, divididos em capítulos como “O renascimento”, “A travessia do cuidar” e “A rede de apoio”, abordam temas como luto, maternidade atípica, solidão, autocobrança, alegrias cotidianas e a força da mulher-mãe. “A escrita me salva todos os dias. Enquanto escrevo, algo se transforma. A mente se aquieta, e eu entro em estado de êxtase”, compartilha Jo no texto de abertura, destacando a escrita como refúgio e ato de resistência.

Com mais de 150 inscrições, o concurso bateu um recorde de participação, refletindo a necessidade de mães e gestantes de compartilharem suas histórias. Os textos com as maiores notas foram selecionados para o livro. “Tive vontade de publicar todos os textos, mas seguimos com calma, ocupando espaços e levando as vozes maternas para além dos muros que tentam nos limitar”, relata a organizadora. As notas para os textos do concurso foram dadas por um júri composto por Querubina Aurélio, Débora Porto, Karoline Miranda e Monique Bonomini, todas mulheres com experiência em escrita e maternagem.

Através de relatos crus e poéticos, as autoras mostram a importância de compartilhar as dificuldades para quebrar o isolamento. A obra também apresenta a maternidade como uma jornada de transformação profunda, um renascimento para a mulher. “Representa uma realização e o reconhecimento do trabalho de todas as mulheres que participaram e apoiaram o nosso trabalho ao longo dos anos”, completa Jo sobre a importância da publicação para o Mães que Escrevem.

O projeto gráfico e a diagramação foram realizados de forma voluntária pela designer Thaila Nagazawa, e a capa é uma criação da colagista digital Crys Castro. A impressão de 100 cópias da obra foi patrocinada pela Fábrica do Livro e a divulgação em imprensa conta com apoio da com.tato – curadoria de comunicação.

BH é finalista de prêmio com projeto de bikes elétricas

Belo Horizonte foi selecionada como uma das cinco cidades finalistas da categoria  “Transporte Limpo e Confiável” do prêmio Local Leaders Awards 2025, promovido pela Bloomberg Philanthropies em parceria com a C40 Cities. A indicação reconhece o compromisso da capital com a mobilidade urbana sustentável e a inovação em transporte de baixa emissão com a implantação do projeto Bicicletas Elétricas Compartilhadas, desenvolvido pela Superintendência de Mobilidade do Município (Sumob).

A cerimônia de premiação ocorrerá durante o Fórum de Líderes Locais da COP30, no dia 4 de novembro, no Rio de Janeiro. A nona edição de evento reconhece as melhores políticas, projetos e programas de governos locais que enfrentaram de forma eficaz os impactos das mudanças climáticas nos últimos três anos. Além de Transporte Limpo e Confiável, há outras categorias, alinhadas com as prioridades da presidência da COP30: Transição Energética e Construções Inteligentes, Infraestruturas Resilientes, Cidades Saudáveis e Comunidades Fortes, Soluções Sustentáveis para Resíduos e O Poder da Parceria.

Foram selecionados 26 projetos entre mais de 160 inscrições de 45 países. Com a indicação, Belo Horizonte se destaca internacionalmente entre as cidades que lideram na busca por soluções sustentáveis e inovadoras em mobilidade urbana.

Transporte sustentável

Lançado em setembro de 2023, o Sistema de Bicicletas Elétricas Compartilhadas de Belo Horizonte é o primeiro da América Latina com estações fixas e 100% elétricas. Fruto da parceria entre a Prefeitura, a Tembici e a Faculdade Estácio, o projeto oferece bicicletas com pedal assistido, autonomia de até 100 quilômetros e recursos de segurança aprimorados. O sistema foi desenvolvido para se adaptar à topografia da cidade, facilitar o uso por diferentes públicos e ampliar o acesso ao transporte sustentável.

Nos quatro primeiros meses de operação foram feitas mais de 60 mil viagens e percorridos 145 mil quilômetros, o equivalente a quase quatro voltas ao redor do mundo. Com isso, a cidade evitou a emissão de mais de dez toneladas de CO₂, demonstrando o potencial das bicicletas elétricas para reduzir a poluição e melhorar a qualidade do ar.

Atualmente, o sistema conta com estações e bicicletas mantidas sem custos para o município, com financiamento privado. A localização das estações foi definida considerando a demanda da população e a proximidade com ciclovias e o transporte público.

Mais do que uma alternativa de mobilidade, o projeto estimula hábitos saudáveis, contribui para uma cidade mais verde e promove inclusão social, tornando o uso da bicicleta acessível mesmo em áreas de relevo acentuado.

Pai Ricardo de Moura lança seu primeiro livro na AML

Os conhecimentos tradicionais das casas e territórios de religiões afrobrasileiras, por vezes restritos a quem os frequenta e vive, ganham uma nova plataforma: é o livro “Da Macega à Makaia – abrindo caminhos na tradução do falar negro de terreiro”, proposto por Pai Ricardo de Moura – mestre nas disciplinas de Formação transversal em saberes tradicionais da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e coordenador do Centro de Caridade Pai Jacob do Oriente (CCPJO). O projeto foi contemplado no Rumos Itaú Cultural 2023-2024 e será lançado no dia 24 de outubro, sexta-feira, na Academia Mineira de Letras, em Belo Horizonte.

O livro apresenta o ensino, a transcrição, a “escrit(ação)” (termo cunhado por ele) e a editoração dos saberes ancestrais espirituais, artísticos, culturais e éticos herdados de seus antepassados, a fim de resgatá-los, preservá-los e difundi-los.

Da Macega à Makaia trata do trânsito entre a oralidade e a escrita do pensamento afro periférico dessa comunidade. “O falar negro é como a macega, uma mata complexa, difícil de atravessar, pela dificuldade que algumas pessoas têm de nos ler, escutar, sentir, entender e ceder espaço”, diz Pai Ricardo que completa: “Já a makaia é o local de mata fértil, de pensamentos e ideias que precisam circular entre espaços distintos. É o bioma, o sistema inteiro, com movimentos, energias, tudo o que está acontecendo nas temporalidades cronológica e da subjetividade. É o lugar que carrega todos os ecossistemas do pensamento negro de terreiro”.

Filho de Oxóssi – “o deus que habita e é a própria mata” -, Pai Ricardo explica que a makaia e a macega são elementos que sempre estão presentes em suas reflexões. “Para transitar por uma, é preciso passar pela outra. Makaia e macega são caminhos. Para atravessá-los, sugiro um processo criativo compartilhado de transcrição da oralidade, respeitando a cosmologia de terreiro, pautada no diálogo, na coletividade, na transmissão dos conhecimentos, na prática e na escuta atenta entre todos”, conta.

O trabalho foi dividido em eixos, como: “A relação entre os saberes tradicionais e a universidade”; “A cidade, o ambiente e as comunidades tradicionais”; “Territórios de práticas religiosas afro diaspóricas”; “A diáspora negra na periferia”; “Criação e educação no dilema da transmissão de saberes” e “O carretel de sucessão”.

Com esse livro, Pai Ricardo deseja que esses saberes alcancem outras comunidades, redes de povos tradicionais, acadêmicos, gestores e pessoas interessadas em se “engajar na causa” para combater o racismo. “Queremos ser ferramenta e inspiração, termos visibilidade e acessos, e também a tranquilidade de nos comunicarmos em público, nos jornais, na televisão e nos livros a partir de nossos falares e escreveres, de forma mais tranquila e menos vigiada até por nós mesmos”, diz o pesquisador.

O projeto foi desenvolvido de forma coletiva, com a participação da Matuta – Comunidade de Pesquisa em Terreiro, e contou com a coordenação de Nicole Faria Batista. A equipe é formada ainda por Bruni Fernandes (projeto gráfico e editoração), Michelle Araújo Pessoa e Gabriel Ricardo de Moura (pesquisa e produção), Lania Mara Silva, Ana Paula Santos e Alice Bicalho (revisão e capa). Mais que um registro escrito, Da Macega à Makaia é um convite à escuta, à cura e à celebração dos saberes de terreiro — um caminho aberto para que a palavra ancestral encontre novas vozes, e o conhecimento afro-diaspórico continue a ecoar, vivo, nas encruzilhadas da literatura e da vida. O Lançamento de “Da Macega à Makaia: tramas de relação do falar negro de terreiro”, do Pai Ricardo de Moura, é uma iniciativa da AML e tem apoio do Itáu Cultural.

Sobre o autor ____________________________
Pai Ricardo, como é conhecido, é um zelador – aquele que zela e encaminha o sagrado – da Associação da Resistência Cultural Afro-brasileira Casa de Caridade Pai Jacob do Oriente (CCPJO), terreiro de umbanda de matriz afro-indígena-brasileira fundado em 1966 por seu pai e sua mãe, Joaquim Camilo e Maria das Dores Moura. A Casa, localizada na Lagoinha em BH, realiza rituais, cerimônias, sessões, banhos, atendimentos e festejos, além de atividades como capoeira, artesanato, cultivo de ervas, distribuição de alimentos e promoção do fomento de atividades e expressões culturais afro-brasileiras. Atua também na diretoria do Centro Nacional de Africanidade e Resistência Afro-Brasileira (CENARAB), pela sua importante atuação na preservação e transmissão da riqueza de saberes e fazeres relativos à ancestralidade africana no Brasil e por seu inestimável conhecimento no campo da História e da Cultura Afro-Brasileira e Africana, cujo ensino foi tornado obrigatório pela Lei 10.639/03.

Seguindo a tradição iniciada por seus pais, ele organiza dois grandes eventos em espaços públicos de Belo Horizonte, ligados às tradições afro brasileiras: a Festa de Iemanjá, que ocorre em agosto na Lagoa da Pampulha, e a Noite da Libertação, evento que celebra a abolição da escravatura, privilegiando a agência da ancestralidade afrobrasileira, especialmente dos Pretos Velhos, na luta histórica pela liberdade e dignidade do povo negro. O objetivo destas atividades é estimular o reconhecimento das tradições afro brasileiras pela população da cidade, por meio de uma aproximação festiva, alegre e respeitosa, capaz de modificar a situação de forte racismo religioso vivido pelo povo negro de axé. Em 16 de outubro de 2019, essas duas festas foram reconhecidas oficialmente como patrimônio imaterial da cidade de Belo Horizonte.

Serviço ___________________________
Lançamento Livro
 “Da Macega à Makaia – abrindo caminhos na tradução do falar negro de terreiro” – Pai Ricardo de Moura
Data:
 24 de outubro, sexta-feira
Horário: 
19h
Local: 
Academia Mineira de Letras
Rua da Bahia, 1466, Centro, Belo Horizonte/MG
Entrada gratuita

BH vai receber a Seresta à Arlindo Cruz

No dia 25 de outubro, próximo sábado, BH vai receber a Seresta à Arlindo Cruz, evento em homenagem ao cantor e compositor brasileiro, que nos deixou em agosto deste ano. O evento, que vai acontecer no Baticum (Rua Itararé, 566 Concórdia), vai reunir músicos como Marina Gomes (BH), Artur Padua (BH) Fernando Bento (BH), Isaac Dias (BH), Anita Galvão (SP), Koka Pereira (SP), Porkinho Trindade (SP), Peixe Ernandes (BA).

O Seresta à Arlindo Cruz é um projeto cultural idealizado pela Barraca Porto Belo, em parceria com um coletivo de artistas de Cumuruxatiba, São Paulo e Minas Gerais. Mais do que uma série de shows, a Seresta é um encontro de gerações e territórios, conectando o litoral baiano à cena musical de Minas e SP com a proposta de valorizar a potência do samba como linguagem universal de acolhimento, identidade e festa popular.

“A ideia de homenagear o Arlindo surgiu da nossa tradição musical aqui na Barraca Porto Belo em Cumuruxatiba. Sempre fazemos grandes rodas de samba na praia e ele, como um dos principais músicos de samba do país, é sempre lembrado por aqui. Nossa ideia é, além de levar esse projeto a outras cidades, inovar a cada ano tendo uma seresta sobre algum novo músico. O Arlindo deixa um vazio enorme em todo mundo que é amante do samba, mas suas músicas são uma forma de imortalizá-lo”, comenta Mel Corá, proprietária da Barraca Porto Belo e idealizadora do evento.

Além de BH, o circuito contará com apresentações em São Paulo (SP) no dia 30 de novembro; e em Cumuruxatiba (BA), no dia 03 de janeiro de 2026. Cada show será um momento único, reunindo artistas que se encontram no samba para reverenciar Arlindo Cruz e sua trajetória.

Sobre Arlindo Cruz __________________________
Arlindo Domingos da Cruz Filho foi um cantor, compositor e músico brasileiro de samba e pagode. Nos seus 36 anos de carreira lançou 23 álbuns, sendo 09 enquanto integrante do Fundo de Quintal, 05 em parceria com o sambista Sombrinha e 09 em carreira solo. Irmão do também compositor Acyr Marques, Cruz iniciou sua carreira em 1981 em rodas de samba do Cacique de Ramos, ao lado de artistas como Jorge Aragão, Beto sem Braço e Almir Guineto.

SERVIÇO __________________________
SERESTA À ARLINDO CRUZ – Edição BH

Data: 25/10, sábado
Local: Baticum
Rua Itararé, 566 Concórdia
Abertura da casa: 16h
DJ Radiola do Compadre: 16h30
1º SET SAMBA: 18h
2º SET SAMBA: 20h
Banda: Marina Gomes (BH), Artur Pádua (BH) Fernando Bento (BH), Isaac Dias (BH), Anita Galvão (SP), Koka Pereira (SP), Porkinho Trindade (SP), Peixe Ernandes (BA)
Ingressos: https://www.sympla.com.br/evento/seresta-a-arlindo-cruz-25-10-2025/3156951?referrer=www.google.com&referrer=www.google.com&referrer=www.google.com&referrer=www.google.com
Valor: 15,00

Skillet traz ao Brasil a turnê do álbum Revolution

Nesta semana, a banda norte-americana Skillet desembarca no Brasil com a turnê do álbum Revolution — o 12º de estúdio e o primeiro lançado de forma independente. As apresentações acontecem em 24 de outubro (sexta-feira), na Audio, em São Paulo; 25 de outubro (sábado), no Mister Rock, em Belo Horizonte; e 26 de outubro (domingo), no Tork N’Roll, em Curitiba. Os ingressos estão à venda no site www.articket.com.br.
Conhecida por sua poderosa mistura de hard rock, rock alternativo e letras intensas, a banda retorna ao país com uma formação explosiva liderada pelo carismático vocalista e baixista John Cooper, ao lado de Korey Cooper (guitarra e teclados), Jen Ledger (bateria e vocais) e Seth Morrison (guitarra solo).
O grupo promete apresentações eletrizantes, com faixas do novo álbum — como a recente “Unpopular” — e sucessos que marcaram a carreira, entre eles “Monster”, “Hero” e “Feel Invincible”.
Sobre Skillet
Com quase três décadas, doze álbuns e milhares de shows ao redor do mundo, o Skillet toca mais alto, luta com mais força e soa mais rebelde do que nunca. Até 2024, a banda recebeu duas indicações ao GRAMMY®, ganhou um Billboard Music Award e emplacou três álbuns no Top 5 da Billboard 200. Com mais de 22 milhões de cópias vendidas no mundo, conquistaram certificações multiplatina, platina ou ouro da RIAA por um total de 12 singles e quatro álbuns. A banda tem 10 milhões de ouvintes mensais no Spotify, e o single “Monster” é uma das músicas de rock mais reproduzidas de todos os tempos e alcançou o certificado de platina cinco vezes.
A banda ampliou sua presença no universo da cultura pop, com músicas em trilhas de WWE, Marvel, ESPN e NFL, além de matérias em veículos como USA Today e The New York Times. Como uma força da natureza ao vivo, já se apresentaram em quatro continentes e 26 países, lotando arenas do Oriente Médio à Rússia.
Além disso, o Skillet ampliou seu universo com a série de graphic novels EDEN. A primeira edição se destacou como o livro mais vendido da história da Z2 Comics.
Com seu décimo segundo álbum de estúdio e primeiro lançamento independente, Revolution, liderado pelo single “Unpopular”, o quarteto de hard rock entrega um trabalho insurgente, contagiante e inimitável.
Realização: Numb Brasil Produções
BELO HORIZONTE
Data: 25 de outubro (sábado)
Local: Mister Rock
Endereço: Av. Teresa Cristina, 295 – Prado – Belo Horizonte – MG
Portas: 18h
Início do show: 20h
Classificação Etária: 16 anos. Menores de 16 anos poderão entrar no evento somente se estiverem acompanhados pelos pais ou responsáveis legais, que deverão preencher um termo de autorização no local.
Observação: É obrigatória a apresentação de documento de identidade com foto tanto para o menor quanto para o acompanhante.
Valores:
Pista inteira: R$540,00
Pista meia: R$270,00
Pista Solidária: R$280,00
Ingressos à venda no site www.articket.com.br

PBH inicia plantio de árvores no Granja de Freitas

A Prefeitura de Belo Horizonte promoveu nesta terça-feira (21) mais uma importante ação do Projeto Renascente na área de conservação do Córrego Santa Terezinha, no Bairro Granja de Freitas, região Leste. Foram plantadas 40 mudas de árvores nativas, de um total de 251 plantios que serão feitos no local nas próximas duas semanas. A iniciativa da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMMA) foi Rua Dinis Dias, nº 81, mobilizando moradores, coletivos ambientais e escolas.

O Programa Renascente é a espinha dorsal da estratégia municipal para recuperar nascentes e cursos d’água degradados. Dentre as mudas plantadas estão espécies como ipê roxo, ipê amarelo, ipê tabaco, sibipiruna, mirindiba, aldrago, embaúba, pitangueira, aroeira mansa, pau mulato e lofantera.

Os plantios contribuem para recuperar a vegetação, prevenir a erosão e elevar a qualidade da água em uma área de grande valor afetivo para a comunidade do Granja de Freitas e do vizinho Bairro Taquaril. “Temos um compromisso com a ampliação da arborização da capital mineira, algo que trará mais qualidade de vida para moradores e resiliência frente à crise climática”, destaca o secretário de Meio Ambiente, João Paulo Menna Barreto.

Ele e o subsecretário de Gestão Ambiental e do Clima, Dimi Chaves, participaram da ação. A SMMA seguirá com um cronograma intenso de plantios, manejo e manutenção contínuos em 2025 para alcançar a meta de 50 mil plantios até o final do ano.

Natal nas Montanhas de Monte Verde espera 300 mil turistas

Monte Verde (MG) espera receber 300 mil turistas durante a programação do Natal nas Montanhas de 2025, segundo projeção da secretaria de Turismo de Camanducaia. Com o tema “Advento, tempo de esperança”, o evento terá sua abertura oficial em 15 de novembro, às 19h, na nova Vila do Natal, espaço criado especialmente para essa edição, seguida por um show de Renato Teixeira. A ação vai até o dia 1º de fevereiro de 2026 e contará com um calendário diversificado de atrações culturais gratuitas ao público.

Com um investimento de mais de R$ 3 milhões, o Natal nas Montanhas é viabilizado pelas leis federal e estadual de Incentivo à Cultura, além do apoio e patrocínio de empresários da região. A realização é da MOVE (Agência de Desenvolvimento de Monte Verde e Região), em parceria com a Prefeitura de Camanducaia, Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Acordo de Cooperação Ministério do Turismo, SESC/SENAC, Ministério do Turismo e Ministério da Cultura e Governo Federal.

O Natal voltará a transformar o vilarejo mineiro em um cenário de sonhos, proporcionado por um espetáculo de luzes em tradicionais pontos do distrito. Entre os lugares mais visitados pelos turistas, a Vila do Noel será novamente montada na sede da MOVE, onde funcionará a Casa do Papai Noel Arteris, ao lado do portal de entrada de Monte Verde, sendo que vários trechos da sua avenida principal também ganharão adereços temáticos iluminados, como um túnel forrado por lâmpadas e espaços instagramáveis, entre eles um carrossel com personagens do universo mágico da festividade.

Na abertura oficial (15/11), feriado da Proclamação da República, ocorrerá a entrega simbólica da chave do município ao Papai Noel que, em seguida, irá inaugurar a iluminação e a decoração da Vila do Noel e da Vila do Natal, assinada pela cenógrafa Carla Joner. Neste ano, uma novidade, incluída na agenda do dia 29/11, será a entrega da medalha do “Destino que Abraça” a personalidades da comunidade escolhidas para receber a homenagem.

“Assim como em suas outras edições, o Natal nas Montanhas de Monte Verde vai oferecer uma agenda cultural ampla, gratuita e repleta de atrativos para o público, que poderá acompanhá-los em uma atmosfera mágica, proporcionada por uma decoração encantadora. Os turistas poderão visitar novos locais criados para o evento deste ano, como a Vila do Natal. Será uma experiência inesquecível”, prevê Rebecca Wagner, presidente da MOVE.

A programação do Natal nas Montanhas continua já no sábado seguinte, com as atrações Blitz do Noel, Duende da Vida Arteris e o tradicional Despertar das Luzes Arteris. Em 29 de novembro, será a vez de Tiago Iorc se apresentar, a partir das 20h30. O calendário completo do evento está disponível no site oficial.

Com apresentações gratuitas promovidas pela Arteris, o Natal nas Montanhas tem patrocínios do Grupo Passalaqua, da Fondare Empreendimentos, da Rede Dom Pedro, da RDP Pontua, da Biona, da Melhoramentos Florestal e da RX Construtora, além de contar com diversos apoiadores, como o Sebrae, o Sindicato Patronal Serras Verdes, a Home Fibra, o Conselho Municipal (COMTUR) e a Polícia Militar de Camanducaia.