FAN BH faz 30 anos e conecta tempo espiralar à cidade

Show da sambista Teresa Cristina com o grupo Congadar e encontro com Leda Maria Martins, no dia 17/11, marcam a abertura das festividades de 30 anos do Festival de Arte Negra de Belo Horizonte, que nesta 13ª edição se expande pela cidade até 2026; todas as atividades são gratuitas

 

Abrindo caminhos do FAN 30 anos, o Rotas, de 17 a 21 de novembro, será uma ocupação reflexiva da Funarte MG como território de encontro entre artistas, mestres, pensadores e coletivos. A cerimônia inicial acontece, no dia 17, às 19h, no Teatro Francisco Nunes, conduzida por lideranças religiosas de diferentes matrizes, seguido por um encontro com a escritora, pesquisadora e dramaturga Leda Maria Martins para reflexões sobre arte, oralitura, performance e tempo espiralar – conceito que inspira esta edição de 30 anos. Na sequência, o show da banda mineira Congadar e a cantora Teresa Cristina em um encontro de tambores, vozes e teatralidade para afirmar a potência das tradições negras e sua presença nos palcos contemporâneos. Todas as atividades do FAN BH são gratuitas e os ingressos podem ser retirados em: http://linktr.ee/FANBH.

O Festival de Arte Negra de Belo Horizonte – FAN BH é realizado pela Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Fundação Municipal de Cultura e em parceria com o Instituto Periférico. Acinema programação na Funarte MG acontece de 18 a 21 de novembro com diversas atrações como lançamento de livros, sessão de filmes sob curadoria da Semana de Cinema Negro, Slam Clube da Luta, espetáculos, contação de histórias, performance do Bloco Magia Negra, além de Gingas temáticas — ciclos de conversa — sobre memória, patrimônio, protagonismo, economia, sustentabilidade, juventudes e infâncias.

De mãos dadas com a cidade desde 1995, o FAN BH celebra 30 anos em sua 13ª edição com o pensamento “Tempo Espiralar e a Cidade em Movimento”. A proposta conceitual do FAN BH 2025 que se estende até 2026 conjuga três conceitos/pilares estruturantes — Rotas, Raízes e Espiralar — como chaves de leitura para a cidade de Belo Horizonte e para a própria trajetória do festival: “Espiralar” indica o movimento de retorno e projeção, a constante dobra entre o que já foi e o que ainda pode ser no conectando novamente e sempre as nossas raízes simbólicas e territoriais. “Rotas”, por sua vez, designa os caminhos de deslocamento, encontro e reterritorialização dos saberes e corpos negros na cidade. A programação se consolida de forma a refletir o impacto do Festival na agenda cultural e das artes negras, que após reunião pública realizada em outubro, segue os atos comemorativos que articulam performances, mostras, encontros formativos, debates, celebrações e ocupações artísticas pela cidade: Rotas, em novembro; e em 2026, acontece os atos Raízes, em março; e Espiralar, em maio.

Em 1995, Belo Horizonte foi sacudida com a presença artística e cultural negra, vibrante, em praticamente todas as regiões. Foi o ano em que foi demarcado o tricentenário de morte de Zumbi dos Palmares, herói nacional da resistência afro-brasileira. Inúmeras atividades foram realizadas e dentre elas, a criação e realização do Festival de Arte Negra, o FAN. Passados trinta anos desse movimento, que impactou positivamente a agenda da cultura e da arte negra na cidade, a proposta do FAN 2025-2026, intenta reafirmar que o tempo, na cosmogonia africana, é espiralar. Esse formato propõe um FAN que se constrói em diálogo permanente com a cidade em movimento e suas forças criativas, reafirmando a arte e a cultura negras como potência, ferramenta de transformação e reinvenção do espaço urbano.

Para a secretária municipal de Cultura, Eliane Parreiras, ao completar 30 anos, o FAN se apresenta como algo já consolidado. “É importante afirmar que não se estabelece uma política pública do dia para a noite. É preciso muito trabalho, dedicação, empenho e compromisso para que essa política faça mesmo parte da vida da cidade. Com o Festival de Arte Negra foi assim. Um caminho trilhado capaz de estabelecer raízes fortes com a história de BH. O FAN é hoje da cidade e é assim que deve ser: uma construção conjunta e perene”, explica a secretária”, explica a secretária

Ao completar três décadas, o FAN BH propõe não apenas celebrar sua história, mas revisitar criticamente seus modos de fazer, instaurando uma metodologia de construção curatorial e organizacional fundamentada na escuta ativa e na coautoria social.

Bárbara Bof, Presidenta da Fundação Municipal de Cultura, destaca a importância do FAN para a cidade. “O FAN é um festival onde a população de Belo Horizonte se vê e se sente representada. É também o grande encontro das presenças artísticas e culturais que movimentam a cidade ao longo de todo o ano. O festival celebra a força da cultura e da arte negra, iluminando Belo Horizonte. É um momento em que o encontro se coloca como ferramenta fundamental de transformação, mas também de preservação da história. Pensar em um festival que tenha como conceito o espiralar nos faz buscar o novo com os pés fincados na ancestralidade — em respeito à história de cada um e, ao mesmo tempo, de todos”, afirma.

Para Gabriela Santoro, presidente do Instituto Periférico, a edição do FAN BH “propõe um processo contínuo de encontros, formações e criações que teve início em outubro e seguirá até maio do próximo ano. O formato ampliado fortalece as conexões entre artistas, comunidades e o movimento negro da cidade, promovendo espaços de escuta, diálogo e expressão. O festival reafirma seu compromisso com a valorização e a visibilidade dos artistas negros, criando oportunidades concretas de intercâmbio e protagonismo nos diversos territórios culturais de Belo Horizonte.”

O FAN, ao adotar o espiral como princípio operativo, propõe um festival que “não chega pronto”, mas se constrói em movimento, em diálogo constante com os territórios que o compõem, com isso, se consolida como plataforma de experimentação afro-diaspórica, na qual o gesto artístico é indissociável da dimensão política e espiritual da criação.

A metodologia espiralar do FAN proposta rompe com o modelo linear e centralizado dos grandes festivais para instaurar um processo contínuo e colaborativo de elaboração, que se desenvolve em etapas de escuta, formação e ativação territorial. “Ao ativar rotas de resistência e memória, o festival desloca o eixo hegemônico da produção cultural e propõe novas territorialidades simbólicas que afirmam o protagonismo negro como princípio civilizatório e transformador”, afirma Fredda Amorim

O FAN 30 anos é baseado na escuta, na ancestralidade e na devolutiva em forma de presença. As rotas traçadas pelo festival ultrapassam os circuitos físicos e se afirmam como percursos simbólicos e espirituais que atravessam territórios de memória e resistência em Belo Horizonte, como o Largo do Rosário, o Quilombo Manzo Ngunzo Kaiango, o Muquifu, o Terreiro Casa Pai Jacob do Oriente e o Morro em Cena. Esses espaços compõem uma cartografia afetiva da negritude, onde a cidade é entendida como corpo vivo, atravessado por camadas de tempo, luta e criação.

A estrutura do festival se organiza em cinco atos, que refletem as etapas de construção coletiva desta edição histórica. O primeiro ato, a Reunião Pública, que aconteceu em outubro, inaugurou o processo com uma escuta aberta à cidade. Em seguida, o FAN Criando Rotas, novembro, consolida um espaço de reflexão, formação e proposição de caminhos, instaurando um novo modo de fazer o festival: participativo, horizontal e enraizado no território – um CANGERÊ.

O Chamamento Artístico previsto para janeiro de 2026 traduz as escutas em oportunidades concretas de participação, abrindo o processo criativo à pluralidade de vozes negras. O quarto ato, FAN Raízes, em março, finca os pés na ancestralidade, promovendo encontros, oficinas e celebrações dentro dos territórios, terreiros, quilombos e espaços culturais afro-brasileiros, reafirmando a força comunitária e espiritual do fazer artístico.

Por fim, o FAN Espiralar, previsto para maio, representa a culminância do processo: uma grande celebração da arte negra e do afroempreendedorismo com shows, exposições, mercado Ojá, atividades formativas e o Fanzinho, dedicado às infâncias e juventudes.

Assim, o FAN 30 anos se afirma como um FESTIVAL/PROCESSO, que parte da escuta, se nutre das raízes e retorna ao território em forma de celebração coletiva — um gesto de continuidade, resistência e invenção de futuros negros possíveis.

História do FAN BH

Desde a primeira edição do Festival, em 1995, o conceito de temporalidade rompeu com a linearidade ocidental e apresentou para a cidade um espiral que interligou passado, presente e futuro. A marcante presença de artistas africanos na cidade foi impactante, informativa e formativa para a população da cidade. Vários lastros de pertencimento foram criados entre fazedores de cultura do continente mãe com os que se encontram na diáspora brasileira.

A presença de uma das maiores sambistas do Brasil, a saudosa Dona Ivone Lara, na primeira edição do FAN, anunciava que ele teria longevidade, força ancestral e o vigor que se mantém até os dias de hoje.

Ocorreu um hiato desde a primeira edição, na medida que o Festival só foi retomado em 2003, passando a ser realizado bienalmente. Com o tema  “Rotas do Futuro no Atlântico Negro”, a edição reforçou sua valiosa contribuição como difusor da arte negra no Brasil ao destacar a importância fundamental de compreender a origem e inserção das diversas vertentes das culturas de matrizes africanas

A capoeira, o samba, o sagrado de matriz africana, as ações dos morros e favelas, as mãos dadas com os povos originários e os blocos afros, sempre estiveram presentes no FAN. Essas são algumas das dimensões do rico legado cultural deixado pelos africanos em nosso país e que enriquecem o capital cultural que nos conecta com outras culturas.

Destacamos que na edição de 2015 do Festival, houve um encontro ímpar, entre a velha Guarda do Samba de Belo Horizonte, o pesquisador e experiente sambista, Nei Lopes, e a cantora contemporânea, Mariene de Castro. Momento emblemático que reforçou o viés de uma temporalidade não linear do Festival. A cidade pôde ver um encontro em que as corporeidades de gerações passadas se uniram à uma nova geração, produzindo uma performance em que os conhecimentos do passado e do presente, demonstrando a força da ancestralidade de matriz africana.

Não podemos deixar de observar que o envolvimento da educação, por meio de ações voltadas para a participação de alunos, tem sido uma prioridade. Assim, em todas as edições do FAN, busca-se esse envolvimento educativo, com vistas a que o Festival também tenha esse caráter de colaborar com a pauta antirracista. E como dizia Paulo Freire, a educação tem uma contribuição basilar nessas ações.

A décima primeira edição, em 2021, trouxe o tema Muvuca de Pretuntu, que explorou a preciosa relação entre o tronco linguístico africano que é o Bantu, com as raízes brasileiras e, em especial, com as mineiras.

A edição de 2023 recolocou a tríade, passado, presente e futuro, com a simbologia Sankofa, que diz sobre a importância de aprender com o passado para construir o futuro e deu o tom conceitual do Festival.

E neste ano, em que a organização das Nações Unidas – ONU, renova a Década Internacional de Afrodescendentes, o que se pretende com o FAN 2025 – 2026, é reafirmar a importância da corporeidade, do legado e da herança da arte e da cultura negra na constituição do país e de Belo Horizonte. Busca-se reconhecer o passado, revisitar memórias, viver o presente e abrir caminhos para o futuro. Portanto, trata-se de uma proposta que reitera a cosmovisão africana, que entende a espiralidade do tempo e enxerga os movimentos dinâmicos, crescentes e qualificados das fazedoras e dos fazedores de cultura negra na cidade.

A história de todas as edições do FAN estão no site  Memórias dos Festivais: https://portalbelohorizonte.com.br/memoriafestivais/fan

 

SERVIÇO

13ª edição do Festival de Arte Negra de Belo Horizonte – FAN BH – ROTAS

Data: 17 a 21 de novembro

Gratuito

 

Programação de Abertura

17/11

Local: Teatro Francisco Nunes (Av. Afonso Pena, 1321 – Centro, Belo Horizonte)

18h30 – Acolhimento e abertura de trabalhos

Ritual de Abertura

17/11 às 19h – O Abre Caminhos marca o início simbólico do FAN, reunindo mestras e mestres de tradição em um gesto de bênção, proteção e celebração às ancestralidades que sustentam o festival. Conduzido por representantes de diferentes expressões religiosas e culturais. Estarão presentes Pai Ricardo, Rainha Belinha, Padre Mauro, Mam’etu Muiandê e Sidney D’Oxóssi. A cerimônia reafirma o compromisso do FAN com a diversidade do sagrado que abre os caminhos para o encontro, a arte e a continuidade das tradições negras.

 

“Tempo espiralar” –  Encontro com com Leda Maria Martins

17/11 às 20h – Neste encontro, a escritora, pesquisadora e dramaturga Leda Maria Martins compartilha reflexões sobre arte, oralitura, performance e tempo espiralar – conceito que inspira esta edição de 30 anos. A atividade propõe uma escuta atenta sobre os modos de transmissão de saberes e o legado das epistemologias afro-brasileiras.

Congadar convida Tereza Cristina

17/11 às 21h15 – A banda mineira Congadar e a cantora Teresa Cristina se encontram em uma intervenção cênica que une música, ancestralidade e celebração. A proposta articula tambores, vozes e teatralidade para afirmar a potência das tradições negras e sua presença nos palcos contemporâneos.

 

Programação de 18 a 21 de novembro

Local: Funarte BH (Rua Januária, 68 – Centro, Belo Horizonte)

18 de novembro (terça feira)
18h – Acolhimento e abertura de trabalhos.
18h30 – GINGA: Memória, Patrimônio e Encantarias, com Tata Kasulembê / Terreiro Lodê Apara, Débora Raissa / Historiadora, Makota Kidoiale / Quilombo Manzo Ngunzo Kaiango.

20h – Mostra de Semana de Cinema Negro curadoria de Layla Caroline Braz e Cecília Godoi

20h – GIRA LITERÁRIA: Roda de conversa e lançamento de livrosautoras e autores negros,  com Coletivo Negras Autoras – “Poesia armada”; Pai Ricardo – “Da Macega á Makaia”; Júnia Bertolino – “Herdeiros de Zumbi”; Maíra Baldaia – “ A mulher e as águas do tempo”; Mediação: Renato Negrão – “escrevame”.

21h — Slam Clube da Luta.

 

19 de novembro (quarta feira)
18h – Acolhimento e abertura de trabalhos.
18h30 – GINGA: Economia, Sustentabilidade e Trabalho na Cultura Negra, com  Kelma Zenaide, Hérlen Romão / Morro En.cena, e Nell Araújo.

20h – Mostra Semana de Cinema Negro, com curadoria de Layla Caroline Braz  e Cecília Godoi
20h30 – Espetáculo ABRE CAMINHOS, com Grupo Identidade (*retirada de ingressos uma hora antes do espetáculo. Classificação 12 anos).

20 de novembro (quinta-feira)
10h – Fanzinho – Griot: Histórias e Cantorias, com o grupo Teatro Negro e Atitude, uma vivência voltada à contação de histórias.

11h – Ter-Ato – Oficina de Sensibilização Artística e Teatral, conduzida pelo grupo Teatro Negro e Atitude.
14h  – Acolhimento e abertura de trabalhos
14h30  – GINGA: Arte, Linguagens, Representatividade e Protagonismo, com Evandro Nunes, Denilson Tourinho e Nívea Sabino.
14h30  –  GINGA: Juventudes e Infâncias, com Marcus Carvalho, Fabiana Brasil e Negona Dance.
17h – ESPETÁCULO XIRÊ, com grupo MorroEnCena.

17h  – Uai Sound System

21 de novembro (sexta-feira)

14h30 – Acolhimento e abertura de trabalhos
15h – GINGA: FAN – 30 Anos e Rotas com Marcos Cardoso, Rui Moreira e Rosália Diogo.

17h –  Bloco Magia Negra

18 A 21 DE NOVEMBRO – AÇÕES CONTÍNUAS

Instalação FAN 30 anos, com curadoria de Rosália Diogo.

Biblioteca de autorias negras [PARCERIA FLI BH]

Natal VLI leva magia a cidades de MG, SP e RJ

O Natal é uma das datas mais aguardadas do ano e encanta pessoas das mais variadas idades onde quer que elas estejam. E, para trazer ainda mais alegria a este período do ano, a VLI – companhia de soluções logísticas que opera ferrovias, portos e terminais – anuncia o lançamento de sua grande ação de final de ano: o “Natal VLI – Magia que Conecta”. Em sua locomotiva decorada e iluminada, Papai Noel percorrerá cidades dos estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro – onde a companhia opera por meio da Ferrovia Centro-Atlântica –, reforçando seu compromisso social e a conexão com as comunidades.

A jornada de celebração terá início no próximo dia 18 de novembro. Até o dia 19 de dezembro, o Bom Velhinho viajará na locomotiva da VLI e fará paradas especiais para cumprimentar a população, tirar fotos e distribuir lembrancinhas para as crianças. O cronograma do evento “Natal VLI – Magia que Conecta” está sujeito a alterações, devido às operações ferroviárias e condições climáticas.

“O ‘Natal VLI – Magia que Conecta’ é uma forma de retribuirmos o carinho e a parceria da comunidade deste município, que faz parte do nosso dia a dia. É um momento de celebrar a união e levar o encanto da época para Divinópolis, que tem sua história profundamente entrelaçada à atividade ferroviária. Com este projeto cultural, reforçamos o compromisso social da companhia e seu propósito e compartilhar valor nos locais onde ela está presente”, afirma a gerente-geral de Sustentabilidade e Comunicação da VLI, Danny Marchesi.

Projeto incentivado

 Neste ano, a VLI lança em seis cidades do país, em parceria com a Casulo Cultura, o “Natal VLI – Magia que conecta”: Belo Horizonte, Betim, Divinópolis e Uberaba, em Minas Gerais; Ribeirão Preto, em São Paulo; e Barra Mansa, no Rio de Janeiro. Em todas essas localidades, além da interação com o Papai Noel, em um espaço preparado para fotos e entrega de lembrancinhas, o público poderá aproveitar estandes com comidas típicas e apresentações de artistas locais. O investimento no projeto nestas seis cidades brasileiras é realizado por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet).

Equipes da companhia, com o apoio das administrações municipais, por meio de seus órgãos de trânsito, reforçarão a segurança ao longo do trajeto da locomotiva. A VLI destaca a importância de manter sempre uma postura segura em relação à linha férrea diariamente, inclusive nesta ocasião festiva. É fundamental que a comunidade acompanhe a passagem do trem natalino a uma distância adequada e, em nenhuma hipótese, caminhe ou permaneça sobre os trilhos.

SERVIÇO

O que: Natal VLI – Magia que conecta

Quando: de 18 de novembro a 19 dezembro

Horário: a partir das 18h30

Onde:

CidadeEstado
BambuíMinas Gerais
Belo HorizonteMinas Gerais
BetimMinas Gerais
Carmo do CajuruMinas Gerais
ContagemMinas Gerais
DivinópolisMinas Gerais
IbiáMinas Gerais
IguatamaMinas Gerais
ItaúnaMinas Gerais
Mateus LemeMinas Gerais
PatrocínioMinas Gerais
Pedro LeopoldoMinas Gerais
Santa LuziaMinas Gerais
UberabaMinas Gerais
VespasianoMinas Gerais
Barra MansaRio de Janeiro
Ribeirão a PretoSão Paulo

Para mais informações, acesse: https://www.vli-logistica.com.br/

Maria Fumaça de São João del-Rei e Tiradentes terá passeios natalinos noturnos

Para levar a magia do Natal à população e turistas do Campo das Vertentes, em Minas Gerais, a tradicional Maria Fumaça de São João del-Rei e Tiradentes, administrada pela VLI – controladora da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) –, terá trens natalinos noturnos nos dias 15, 21 e 28 de novembro, além dos dias 5, 12, 19 e 26 de dezembro. Mais uma vez, o Papai Noel embarcará no trem turístico, que foi decorado e iluminado para encantar o público. A primeira viagem dele será neste sábado (15), às 18h30, partindo da Estação de São João del-Rei, com destino a Tiradentes. O retorno dele de Tiradentes a São João del-Rei será às 20h.

Já os demais passeios serão feitos sempre às sextas-feiras, saindo de São João del-Rei às 18h30 e voltando de Tiradentes às 20h. Na Estação de São João del-Rei foi montado o cantinho do Papai Noel, onde ele interagirá com a população e tirará fotos. Será um momento de magia, ao longo do trajeto que tem 12 km de extensão, às margens da Serra de São José, que preserva a arquitetura do século XIX.

“Esta é uma forma de retribuirmos o carinho e a parceria das comunidades destes municípios, que fazem parte do nosso dia a dia. É um momento de celebrar a união e levar o encanto desta época de Natal para São João del-Rei e Tiradentes, que têm suas histórias profundamente entrelaçadas à atividade ferroviária”, afirma a gerente-geral de Sustentabilidade e Comunicação da VLI, Danny Marchesi.

A VLI destaca a importância de manter sempre uma postura segura em relação à linha férrea diariamente, inclusive nesta ocasião festiva. É fundamental que a comunidade acompanhe a passagem do trem natalino a uma distância adequada e, em nenhuma hipótese, caminhe ou permaneça sobre os trilhos.

Passagens

A tarifa inteira é de R$ 86 e a meia-entrada é de R$ 43, em cada trajeto. A venda de passagens é feita por meio de totens de autoatendimento, nas estações de São João del-Rei e Tiradentes, bem como pela internet. Pela web, basta clicar no link da Buson, responsável pela venda de passagens do trem turístico. Mais informações podem ser obtidas através do site, Alô VLI pelo telefone 0800-0221211 ou WhatsApp (31) 98308-5538.

A entrada é gratuita para crianças de 0 a 5 anos (no colo), mediante apresentação de certidão de nascimento ou carteira de identidade. Têm direito à meia-entrada (50%): crianças de 6 a 12 anos, com a apresentação de certidão de nascimento ou carteira de identidade; estudantes a partir de 13 anos com carteirinha válida no período e identidade com foto; pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, portando carteirinha ou laudo médico, e seu acompanhante, quando houver; pessoas a partir de 60 anos, apresentando documento de identidade com foto; professores acompanhados a cada grupo de 10 alunos; doadores de sangue ou medula óssea apresentando documento de identificação pelo Conecte SUS Cidadão ou pelo Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome); moradores da cidade de São João del-Rei e entorno, em até 50 quilômetros, mediante a apresentação de um comprovante de residência (luz, água, telefone, internet) em seu nome, além do documento de identidade, carteira de habilitação ou certidão de nascimento.

Os cônjuges que não têm comprovantes de residência em seu nome podem apresentar certidão de casamento. Aqueles que não têm comprovante de residência em seu nome e não são casados, podem levar a carteira de trabalho, comprovando o vínculo de trabalho na região, ou um contrato de aluguel. As crianças podem mostrar a carteirinha da escola ou declaração escolar com papel timbrado da instituição das cidades.

Flávio Venturini e Jota Quest criam nova versão para música

Nesta sexta-feira, dia 14 de novembro, chega às plataformas digitais mais um single do projeto “Flávio Venturini – Minha História”, em celebração aos 50 anos de carreira do cantor e compositor.

 

Desta vez, trata-se do encontro de duas gerações de músicos talentosos de Minas Gerais: ao lado de Venturini, o Jota Quest surge na nova versão para “Linda Juventude” (Flávio Venturini / Márcio Borges), um dos maiores sucessos do 14 Bis, gravado originalmente no álbum “Além Paraíso”, que o grupo lançou em 1982.

Ouça o single:  https://orcd.co/lindajuventude

Sobre a participação do grupo, que também assina com o anfitrião o novo arranjo, Flávio Venturini comenta: “O Jota Quest tem mostrado ao Brasil o bom gosto dos mineiros até quando fazem rock! Gostei de saber que quando mais garotos, eles frequentavam e curtiam os shows do 14 Bis. Finalmente realizamos este encontro lindo, para o qual escolhi justamente um grande sucesso do 14 Bis, ‘Linda Juventude’, que selou uma nova parceria e amizade entre nós!”

Rogério Flausino, do Jota Quest, comenta a experiência com entusiasmo: “Estamos extremamente felizes e honrados em poder fazer parte deste lindo álbum em homenagem à obra do Venturini, ainda por cima regravando ‘Linda Juventude’, um dos grandes clássicos de sua caminhada. Esta super canção, ainda da fase do 14 Bis, banda seminal do nosso rock-nacional, acabou se tornado um verdadeiro hino da nossa juventude mineira e brasileira, influenciando geral. Passar estes dias com o Flávio no estúdio foi uma experiência surreal de boa. Viva o Flavinho e o 14 Bis! Páginas de um livro bom!”.

Assista ao videoclipe:

Aumento de inscrições no ENEM e escolas intensificam preparação

Simulados, oficinas de redação e projetos interdisciplinares ajudam estudantes a enfrentar o exame, que bate recorde de inscritos

O número de estudantes inscritos no ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) deste ano cresceu cerca de 22% em relação a 2024, com destaque para a região Nordeste, que registrou 1.962.275 inscrições, segundo o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira). O aumento de participantes é uma tendência de recuperação iniciada após a pandemia, quando houve queda expressiva registrada nas inscrições.

No último ano, cerca de quatro mil estudantes dos colégios e escolas sociais do Marista Brasil participaram do exame em todo o país. Para 2025, a expectativa é de que esse número se mantenha, reafirmando a instituição como uma das que mais formam e preparam estudantes do Ensino Médio para essa importante etapa, de acordo com Rafael Rodrigues, coordenador Socioeducacional responsável pelo Ensino Médio do Marista Brasil. “Essa mobilização confirma o comprometimento dos jovens com seus projetos de vida e o reconhecimento do ENEM como uma etapa importante para ampliar possibilidades de futuro acadêmico e profissional”, pondera.

Diante desse cenário, as equipes pedagógicas intensificaram suas estratégias de preparação, com ações que vão muito além do conteúdo tradicional. Aulões, simulados, oficinas de redação e projetos interdisciplinares ganham destaque, promovendo o pensamento crítico, a resolução de problemas e a confiança dos candidatos, fatores que, segundo os educadores, têm contribuído diretamente para elevar o desempenho e a segurança dos estudantes durante o exame. Rodrigues explica que com a proximidade das provas, cresce também a busca dos estudantes por simulados, mentorias e espaços de estudo, especialmente entre aqueles que se aproximam da 3a série.

Além do foco acadêmico, as instituições têm investido também no desenvolvimento socioemocional dos alunos, incentivando protagonismo, ética e responsabilidade social. Especialistas apontam que esse conjunto de práticas contribui para que os jovens encarem o ENEM com confiança e estejam mais preparados para os desafios posteriores, dentro e fora da escola.

Preparação para o exame em diferentes estados do Brasil

Casos em diferentes regiões ilustram o cuidado e a preparação para este momento decisivo. Em São Paulo, o Colégio Marista Arquidiocesano promove dois dias de aulões de véspera, iniciados com um café da manhã especial que contará com uma surpresa organizada pelos pais. A programação inclui cadeiras de massagem, salas de meditação e relaxamento, atividades na piscina e quadras abertas, oferecendo momentos de bem-estar e descompressão antes das provas. Ao todo, 434 estudantes Maristas, entre treineiros e concluintes, farão os dois dias de prova.

No Rio de Janeiro, o Colégio Marista São José-Barra também realiza aulões preparatórios, com um momento coletivo para os 41 estudantes, seguido, também, de uma surpresa das famílias e bênção do kit ENEM, composto por ecobag, água, biscoito e chocolate. A ação será encerrada com um cordão humano formado por toda a escola, simbolizando o apoio e a energia positiva direcionados aos participantes.

Ainda no sudeste, o Colégio Marista Padre Eustáquio (MG) realizou na última terça-feira, 4, o aulão “Rindo e Revendo: um Aulão Interdisciplinar com Memes rumo ao ENEM!”, uma proposta criativa que transformou o humor da internet em ferramenta pedagógica para revisar os principais conteúdos cobrados nas provas. De forma colaborativa e bem-humorada, o aulão teve como objetivo revisar tópicos importantes aproximando a linguagem dos estudantes da cultura digital e mostrando que é possível aprender se divertindo.

Já na região Centro-oeste, o Colégio Marista Asa Sul (DF) implementou, há três anos, o programa de preparação intensiva chamado “Maratona”, que possui uma abordagem diferenciada para os alunos do terceiro ano. Ele substitui as aulas regulares no final do ano letivo (começando no final de outubro e seguindo em novembro) por aulões temáticos. A preparação é complementada com o evento “Fica a Dica” com dicas finais dos professores e suporte emocional com a presença de um psicólogo e um momento de envio e bênção (de caneta e escapulário) com um padre, além de depoimentos de pais e ex-alunos.

No Nordeste, o Colégio Marista Natal preparou três semanas de programação, incluindo momentos de confraternização, revisão e encontros com as famílias. As celebrações especiais, como a Missa de Envio, as homenagens e o encerramento festivo com stand-up e pulo na piscina, acontecerão nos últimos dias que antecedem o exame.

Esses exemplos refletem uma tendência nacional de integrar métodos tradicionais e iniciativas inovadoras para tornar o estudo mais efetivo e envolvente, acompanhando o crescimento expressivo do número de candidatos.

As provas do ENEM acontecem nos dias 9 e 16 de novembro, com fechamento dos portões às 13h.

Sobre o Marista Brasil O Marista Brasil é uma rede de colégios e escolas presente em 20 estados brasileiros, atendendo cerca de 100 mil crianças, jovens e adultos em 96 unidades de ensino. Os estudantes recebem formação integral, composta pela tradição dos valores Maristas e pela excelência acadêmica alinhada aos desafios contemporâneos. Por meio de propostas pedagógicas diferenciadas, crianças e jovens desenvolvem conhecimento, pensamento crítico, autonomia e se tornam mais preparados para viver em uma sociedade em constante transformação. Saiba mais em: maristabrasil.org/ Crédito: Divulgação

 

O Rei do Rock – O Musical chega a BH em turnê nacional

Sucesso de público e crítica em 2024, “O Rei do Rock – O Musical” chega a Belo Horizonte para apresentações de 14 a 16 de novembro, no Sesc Palladium, como parte da turnê nacional da superprodução estrelada por Beto Sargentelli, Stepan Nercessian, Stella Maria Rodrigues, Rodrigo Miallaret e um elenco afiado que revive, no palco, as figuras que marcaram a trajetória de Elvis Presley. Apresentado pelo Ministério da Cultura e Bradesco Seguros e com direção de João Fonseca, o espetáculo conduz o público por uma verdadeira viagem no tempo e na alma de um dos maiores ícones da cultura popular mundial. A turnê teve início em setembro, com uma passagem por Brasília e uma nova temporada no Rio de Janeiro, antes de desembarcar na capital mineira. Os ingressos estão à venda na plataforma Sympla.

Aclamado como um dos maiores sucessos recentes do teatro musical brasileiro, o espetáculo reúne nada menos que 31 prêmios, indicações e honrarias, incluindo o Prêmio APCA de Melhor Ator para Beto Sargentelli, o Prêmio Destaque Imprensa Digital de Dramaturgia Original, o Prêmio Arcanjo de Cultura pelo conjunto da obra, e, em votação popular, foi eleito o Musical do Ano pelo Prêmio Song Pop, promovido pelo portal CinePop.

Idealizado, escrito, produzido e protagonizado por Beto Sargentelli, “O Rei do Rock” nasceu a partir de uma conexão íntima do artista com a obra de Elvis Presley e com a memória afetiva de seu pai, Roberto Sargentelli (1962–2016), ator, fotógrafo e cover do cantor. O musical foi concebido após sete anos de intensa pesquisa, que incluiu uma viagem a Memphis, onde Beto mergulhou na história do ídolo ao visitar Graceland, a Sun Records e outros marcos fundamentais de sua trajetória. Mais do que uma homenagem, o espetáculo propõe uma abordagem emocional e profunda sobre o homem por trás do mito.

A dramaturgia costura com delicadeza as 30 músicas de Elvis mais ouvidas no Brasil, construindo uma narrativa que percorre sua trajetória desde a primeira gravação aos 18 anos até a explosão meteórica da fama, os filmes de Hollywood, o icônico especial televisivo Comeback 68 e, por fim, o impacto da sua morte precoce, aos 42 anos. Para compor a complexidade do personagem, Sargentelli se inspirou em diversas fontes – de análises biográficas a relatos de quem viveu ao lado do astro – mas, acima de tudo, em seu pai, que foi sua grande referência emocional para interpretar um Elvis multifacetado, entre a glória pública e as dores privadas.

O grande desafio foi equilibrar essas duas faces do artista: o rei imortalizado por sua voz poderosa e presença magnética nos palcos, e o homem frágil que enfrentava traumas pessoais, a ausência do irmão gêmeo, conflitos familiares e a pressão insustentável da fama. Essa abordagem dá ao espetáculo uma profundidade rara no gênero, indo além da celebração da obra para oferecer uma experiência tocante sobre identidade, perdas e humanidade.

A montagem é fruto da união entre três produtoras: H Produções Culturais, de Beto Sargentelli, responsável também por “Os Últimos 5 Anos” e “Bonnie & Clyde”; Turbilhão de Ideias, de Gustavo Nunes, nome por trás de sucessos como “Cássia Eller – O Musical” e “Vital – O Musical dos Paralamas”; e Andarilho Filmes, de Eline Porto, que assinou projetos como “Por Elas – O Musical” e também “Bonnie & Clyde”. A direção geral é de João Fonseca, reconhecido por seu trabalho em grandes biografias musicais como “Tim Maia – Vale Tudo”, “Cássia Eller – O Musical” e “Cazuza – Pro Dia Nascer Feliz”. A direção musical é de Thiago Gimenes, enquanto Keila Bueno assina as coreografias e movimentos de cena, com um olhar cuidadoso sobre os trejeitos e a linguagem corporal inconfundível de Elvis.

O time criativo conta ainda com nomes consagrados nos bastidores: Fábio Namatame na assinatura dos figurinos, Marcos Padilha na do visagismo, Giorgia Massetani na cenografia, Paulo César Medeiros no desenho de luz e Tocko Michelazzo no desenho de som. Tudo isso compõe uma estrutura de alto nível técnico e artístico, capaz de emocionar tanto os fãs de longa data de Elvis quanto quem se conecta agora com sua música e sua história.

SERVIÇO | BELO HORIZONTE

O Rei do Rock – O Musical

Local: Sesc Palladium
Rua Rio de Janeiro, 1046 – Centro, Belo Horizonte – MG, 30160-041
Temporada: 14 de Novembro a 16 de Novembro de 2025
Sessões: Sexta: 20:00 | Sábado: 16:00 e 20:00 | Domingo: 15:00 e 19:00
Valores: À partir de R$20 a R$280
Vendas: Site Sympla (https://bileto.sympla.com.br/event/108115) ou Bilheteria Local do Teatro
Duração: 160 minutos
Classificação: 12 anos

Saiba mais: www.oreidorock.com.br
Redes: @oreidorock

Congonhas celebra Africanidades na 5ª Semana da Consciência Negra

Evento destaca a força da cultura afro-brasileira com shows, oficinas, cortejos e a presença da ministra Macaé Evaristo

A cidade de Congonhas se prepara para uma grande celebração da cultura afro-brasileira. Entre os dias 15 e 23 de novembro, será realizada a 5ª Semana da Consciência Negra: Africanidades, realização da prefeitura Municipal de Congonhas, com produção da Notom Produções Artísticas e patrocínio da CSN Mineração e ORGUEL locação de equipamentos. A programação vai acontecer na Estação Cultural, com oficinas e shows a partir das 17hs. A entrada é franca.

Consolidada como uma das principais iniciativas culturais do município, a Semana da Consciência Negra chega à sua quinta edição reafirmando o compromisso com a valorização das raízes africanas que formam a identidade brasileira. O evento propõe um mergulho nas expressões populares afrodescendentes, reunindo artistas da música, da dança, do teatro e do hip hop, além de tradições como a capoeira, congado e as folias de reis.

Mais do que uma programação artística, o encontro é um convite à reflexão e à formação cultural, com oficinas, apresentações e debates que reforçam a importância da ancestralidade e da diversidade na construção da cultura nacional.

Com excelência artística e forte engajamento comunitário, a 5ª Semana da Consciência Negra promete transformar Congonhas em um grande espaço de celebração afrodescendente, onde arte, memória e resistência se unem em homenagem às Africanidades. Destaque desta edição é a presença da ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo, que tem uma trajetória marcada pela defesa da equidade racial, da inclusão e da valorização das culturas de matriz africana.

A programação inclui shows, oficinas, desfile da Beleza Negra, cortejo das Folias de Reis, desfile das Grandes Figuras, Baile Charme da União das Culturas de Rua (UCR) palestra com Manoel Soares, jornalista, apresentador, ativista social e escritor brasileiro, cofundador da Central Única das Favelas (CUFA) e participação especial do projeto da CSN Garoto Cidadão.

Voz que inspira e transforma a cultura

O Africanidades é uma iniciativa da Notom Produções Artísticas, idealizado e dirigido por Regina Moura, produtora cultural, socióloga e mestre em Ciências Sociais pela PUC Minas. Com mais de 20 anos de atuação, é pesquisadora em políticas públicas para a cultura e uma das vozes mais ativas da produção artística mineira.

Iniciou sua carreira em 2001 e desde então colaborou com nomes de destaque da cena nacional, como Mimulus Cia de Dança, Grupo Primeiro Ato, Lula Ribeiro, Seráquê Cultural, Gira Associação de Cultura Popular de Carmo da Mata, projeto Dançar e Sonhar da Academia Wanda Bambirra, Associação Cultural ACNART, projeto que ensina música instrumental para jovens da periferia de Belo Horizonte, entre outros.

À frente da Notom Produções, fundada em 2020, Regina desenvolve projetos de formação, agenciamento de artistas e gestão de carreiras. Com o Africanidades, reafirma sua missão de dar visibilidade à cultura negra e fomentar reflexões sobre ancestralidade, diversidade e reparação histórica, valorizando a arte como instrumento de transformação social.

5ª Semana da Consciência Negra: Africanidades é realizada com recursos da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais e da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet).

Programação shows

Local: Estação Cultural, Avenida Governador Valadares, Centro
Horário: a partir das 17hs

Arlindinho e Banda
Filho do lendário sambista Arlindo Cruz, Arlindinho (Arlindo Domingos da Cruz Neto) representa a nova geração do samba e do pagode, mantendo vivo o legado do pai. Cantor, compositor e multi-instrumentista, destacou-se ao se tornar, em 2010, o compositor mais jovem de samba-enredo da escola União da Ilha do Governador. À frente de sua banda, Arlindinho percorre o Brasil com shows que unem releituras dos clássicos de Arlindo Cruz e músicas autorais, em apresentações marcadas pela energia contagiante, carisma e respeito às raízes do samba.
• Tom Nascimento e Banda
Tom Nascimento é cantor, compositor, instrumentista e arte-educador mineiro, com mais de 25 anos de carreira, sendo uma das vozes mais expressivas da música negra contemporânea. Sua trajetória transita entre black music, soul, reggae e afro pop.
Iniciou como vocalista da banda Hodierno 27, integrou o grupo Berimbau e colaborou com diversos artistas da cena mineira e nacional. Em carreira solo, lançou o álbum “Oferenda” (2022) e o livro “A História do Tambor” (2021), reafirmando seu compromisso com a cultura afro-brasileira e a educação musical. Entre trabalhos recentes estão os espetáculos “Funk-se, Rock-se” e o projeto infantil “Sois África Mirim”, voltado à formação de novas gerações pela arte e ancestralidade.
• Goducho e Banda
Nascido em Congonhas, Goducho carrega desde a infância uma forte ligação com o samba e o pagode. Admirador do cantor Péricles, uma de suas maiores referências musicais, o artista vem se destacando pela personalidade marcante e pela energia contagiante em suas apresentações, que já conquistaram públicos em diversas cidades de Minas Gerais.
• Radicais do Samba e Banda
Formado por músicos experientes de Congonhas, o grupo se destaca pela versatilidade e profissionalismo em eventos sociais e corporativos. Com uma proposta diferente dos grupos tradicionais de samba e pagode, os músicos oferecem experiências musicais personalizadas, transformando cada evento em um momento único e inesquecível. O repertório inclui os grandes sucessos do samba e pagode dos anos 1990 e 2000, além das músicas mais tocadas da atualidade.
• Beisamba e Banda
A Beisamba e Banda, grupo de samba e pagode de Congonhas, vem conquistando o público pela alegria contagiante e pelo repertório diversificado. A banda se destaca por valorizar a essência do samba e do pagode, ritmos profundamente ligados à identidade e à cultura popular brasileira. Em sua trajetória, o grupo já dividiu o palco com nomes consagrados da música nacional, como Araketu e Terra Samba, reforçando seu compromisso com a autenticidade, a vibração e a celebração das raízes do gênero.
• Dadim e Banda
Dadim é cantor, compositor e ator, reconhecido por sua presença marcante no cenário do pagode mineiro. Com carisma, voz envolvente e uma energia contagiante, o artista conquista plateias ao expressar, em cada apresentação, a alegria e a vibração características do gênero. Ao lado de sua banda, apresenta um repertório repleto de grandes sucessos do pagode marcando a paixão pela música e pelo compromisso em valorizar e manter viva a tradição do ritmo que move gerações. Entre os lançamentos, destaca-se a faixa “Tá Querendo Jogo”, disponível nas principais plataformas digitais.

• Junto e Misturado e Banda
A banda nasceu em 2016, em Congonhas, quando sete amigos decidiram unir seus talentos musicais. Desde 2019, eles se apresentam em eventos como carnaval, festivais de inverno e Consciência Negra, além de casas de shows e eventos fechados. Com um repertório eclético, que transita por diferentes estilos musicais, a banda já dividiu o palco com nomes consagrados como Araketu, Terra Samba e Akatu, consolidando-se como uma das referências da cena musical local.

• Luccas
Com mais de 10 anos à frente da banda Samba Thaís e em carreira solo há dois anos, Luccas se destaca pela autenticidade e pela habilidade de mesclar o pagode tradicional a diferentes gêneros musicais. Com um repertório inovador e cheio de identidade, ele transforma cada apresentação em uma experiência vibrante. Sua marca registrada vai além da música. O carisma, intensidade e conexão genuína com o público o tornam único nos palcos.

• Banda Axtral
Formado em Belo Horizonte por seis amigos de infância, o Axtral nasceu da paixão comum pelo samba e pelo pagode, traduzindo em sua trajetória a alegria e a amizade que inspiram o gênero. Com uma proposta leve e autêntica, o Axtral leva ao palco o clima descontraído das rodas de amigos, em apresentações que refletem a sintonia entre Thiago Moreira (tantan), Gui (pandeiro), Bruno Souza (cavaco e voz), Éverton (reco e voz), Felipe Motta (violão e voz) e Edilson (repique e percussão geral). Além de revisitar grandes clássicos do pagode nacional, o grupo também aposta em composições autorais, como o single “Amor de Ioiô”, lançado em junho.

Para mais informações sobre a 5ª Semana da Consciência Negra Africanidades acesse o instagram @reconexao.africanidades e os sites www.notomproducoesartisticas.com.br , www.prefeituradecongonhas.gov.br

Ficha técnica:
Direção de Produção: Regina Moura – Notom Produções Artísticas
Produção Executiva: Maria Clara Moura
Identidade visual: Reciclo Comunicação
Gestão de redes e social mídia: Agência Cuby
Gestão de tráfego: Lucas Moura – Logus Incentivos Fiscais
Gestão Financeira: Carolina Silva
Registro videográfico: Reverso Filmes
Assessoria de Imprensa: Infinita Comunicação

Realização: Ministério da Cultura, Governo de Minas e Prefeitura Municipal de Congonhas
Patrocínio: CSN Mineração e ORGUEL
Projeto realizado parcialmente com recursos da Lei Estadual de Incentivo à Cultura e Lei Rouanet

NASA Space Apps abre vagas para o Hackathon 2025

Pouso Alegre, por meio da Una, é umas das cidades já tradicionais no encontro recebendo o evento pelo terceiro ano consecutivo

O NASA Space Apps Challenge, o maior hackathon do planeta, está de volta à Minas. O encontro será realizado mundialmente nos dias 4 e 5 de outubro. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas diretamente pelo site oficial: Link

Podem se inscrever estudantes, profissionais e entusiastas de todas as idades e áreas a resolver desafios reais da NASA por meio da ciência, tecnologia, engenharia, matemática e criatividade. A participação é totalmente gratuita.

“Esta é uma oportunidade de integrar uma maratona global que reúne mentes criativas em busca de soluções inovadoras para desafios da Terra e do espaço, utilizando dados abertos da NASA. Os participantes contribuem para moldar o futuro com suas ideias e ainda concorrem a premiações internacionais”, avalia o médico radiologista, especialista em Medicina Aeroespacial, e professor nos cursos da área de saúde da Una Pouso Alegre, José Luiz Schiavon. A Una integra o Ecossistema Ânima no sul-mineiro. Além de Pouso Alegre, também recebem o desafio em Minas as cidades de Itajubá, Poços de Caldas, Juiz de Fora, Mariana, Contagem e Uberlândia.

O tema global da edição de 2025 é: “Aprender, Lançar, Liderar” (“Learn, Launch, Lead”, originalmente em inglês). A programação começa no sábado, às 8h30, com a abertura oficial e início do desafio, e se encerra no domingo, às 16h, com a cerimônia de premiação local.

Organizado pela NASA, o Space Apps Challenge acontece simultaneamente em mais de 300 cidades do planeta. Em 2025, os 18 desafios propostos abordam tópicos diversos das ciências da Terra e do espaço. As equipes participantes devem escolher um desses temas para desenvolver soluções tecnológicas durante o fim de semana do encontro: Link

“Convidamos você a Aprender, Lançar e Liderar no hackathon deste ano, juntamente com uma rede vibrante de cientistas, tecnólogos e contadores de histórias. Aprenda habilidades para ter sucesso em áreas STEM, lance ideias que transformem os dados abertos da NASA em ferramentas acionáveis e lidere sua comunidade na promoção da inovação tecnológica”, destaca o site oficial do evento.

O termo STEM orienta o espírito do desafio. Esta é uma sigla em inglês para Science, Technology, Engineering and Mathematics (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática, traduzido para o português). O objetivo é promover uma educação interdisciplinar e voltada para a prática, conectando conhecimentos técnicos e criativos à solução de problemas globais. Além da experiência prática, o hackathon é uma oportunidade de networking com mentores e especialistas da NASA e de outras instituições parceiras.

Quem pode participar?
Todos são bem-vindos: estudantes, programadores, designers, engenheiros, profissionais de comunicação, artistas, pesquisadores, curiosos, apaixonados por ciência — com ou sem experiência prévia. Basta ter vontade de colaborar, aprender e criar.

Sobre o NASA Space Apps Challenge
Criado em 2012, o Space Apps é uma iniciativa global da NASA voltada à inovação aberta. Durante o hackathon, os participantes têm acesso a dados reais das missões da NASA e desenvolvem soluções em equipe para problemas que vão da observação da Terra até a exploração espacial.

Crédito: arquivo pessoal/José Luiz Schiavon

Via Cristais: concessionária promove campanha de adoção

  • Cães sob cuidados da Via Cristais estão esperando um novo lar
  • Projeto “Patas na Via Cristais” promove adoção consciente
  • Seis cães aguardam adoção 

    No Dia dos Animais, celebrado em 4 de outubro, o projeto Patas na Via Cristais promove a adoção consciente de animais sob cuidados da Via Cristais. A iniciativa da Via Cristais, subsidiária da VINCI Highways e concessionária responsável pela gestão do trecho da BR-040 entre Belo Horizonte (MG) e Cristalina (GO) estimula as comunidades vizinhas à rodovia a oferecerem um novo lar para cachorros resgatados.

    Atualmente, estão disponíveis para adoção seis cães de porte médio no município de Paracatu (MG): quatro filhotes e dois adultos jovens. Todos já receberam os cuidados necessários: foram vacinados, vermifugados e encontram-se prontos para ser parte de uma nova família. Os animais adultos já foram castrados e o projeto oferece esse serviço para os filhotes quando alcançarem a idade adequada.

    Os interessados na adoção devem entrar em contato pelos números: (31) 99936-0997 ou (38) 99122-0676 e falar com Leandro Maroccolo, da ONG parceira Garra Animais. Caso algum dos cachorros seja reconhecido por tutores que os perderam, a concessionária destaca que será necessário apresentar comprovante de vínculo para reaver o bichinho – como uma foto ou carteira de vacinação.

    Abandono é crime

    A concessionária reforça que sua responsabilidade está restrita ao atendimento de ocorrências de animais atropelados na rodovia. Esclarecemos que não recebemos animais em nossas bases operacionais e que a prática de abandoná-los nas proximidades da rodovia é ilegal, coloca em risco a segurança viária e a vida dos próprios animais. A prática de deixá-los próximos à rodovia é proibida.

    “O abandono de animais é crime e pode ser denunciado. Com o projeto Patas na Via Cristais, queremos apoiar iniciativas locais e dar visibilidade a animais que, infelizmente, são vítimas de descaso. Também lembramos à comunidade que cada adoção responsável é um gesto de cidadania e respeito à vida”, reforça Rejane Ferreira, gerente Socioambiental da Via Cristais.

    Cuidar da vida vai além da segurança viária — é também um compromisso com o bem-estar dos animais que cruzam nosso caminho. Quer conhecer de perto essa turminha cheia de amor para dar? Clique aqui!

Mais de 338 mil aposentados e pensionistas foram reembolsados

No estado, repasses do Governo do Brasil para compensar descontos não autorizados já superam R$ 149 milhões. Em todo o país, mais de 2,46 milhões já receberam os valores com correção

Um total de 233.523 aposentados e pensionistas de Minas Gerais que tiveram descontos feitos sem autorização em seus benefícios do INSS já receberam os valores de volta, de forma integral e com correção pela inflação (IPCA). Ao todo, mais de R$ 149,5 milhões já foram pagos aos beneficiários do INSS no estado que aderiram ao acordo proposto pelo Governo do Brasil e homologado pelo Supremo Tribunal Federal. Até o dia 23 de setembro, em Minas, 249.519 aposentados e pensionistas aderiram, e 93,5% deles já receberam.

NACIONAL – Em todo o país, o Governo do Brasil já garantiu a devolução de R$ 1,53 bilhão a aposentados e pensionistas que foram prejudicados. Um total de 2,46 milhões de beneficiários aderiram ao acordo de ressarcimento e já receberam os valores devidos, o que representa 74% dos 3,33 milhões de brasileiros que estão aptos a receber.
“Os dados mostram a eficiência dessa iniciativa do Governo de devolver cada centavo de forma rápida e segura para garantir a dignidade e os direitos dos nossos aposentados e pensionistas”, destaca o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz.
“O ressarcimento está chegando a aposentados e pensionistas em todas as regiões do país. Nosso compromisso é garantir que cada beneficiário receba de volta o que é seu, com respeito, segurança e transparência”, completa o presidente do INSS, Gilberto Waller.

REGIÕES – A região Sudeste é a que conta com o maior número de aposentados e pensionistas já contemplados. Ao todo, 867.470 moradores do Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo já receberam mais de R$ 593,41 milhões. Em seguida aparecem as regiões Nordeste (852 mil pessoas e R$ 558 milhões), Sul (235 mil e R$ 139 milhões), Norte (190 mil e R$ 145 milhões) e Centro-Oeste (139 mil e R$ 97 milhões).
ESTADOS – São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Rio de Janeiro, Ceará, Pernambuco, Maranhão e Rio Grande do Sul são, nesta ordem, as Unidades da Federação com o maior número de aposentados e pensionistas já ressarcidos (veja quadro). São Paulo lidera, com 408.261 beneficiários já contemplados pelo acordo. Em seguida aparecem Minas Gerais (233.523) e Bahia (212.944), únicos três com mais de 200 mil pessoas já ressarcidas.
VALORES – Em quatro estados os valores já pagos pelo Governo do Brasil ultrapassam a casa dos R$ 100 milhões. São Paulo lidera, com R$ 293,77 milhões já ressarcidos. Em seguida aparecem Minas Gerais (R$ 149,54 milhões), Bahia (R$ 137,24 milhões) e Rio de Janeiro (R$ 124,42 milhões).
ADESÃO – A adesão ao acordo é necessária para que o beneficiário receba a devolução dos valores diretamente em sua conta, sem precisar recorrer à Justiça. Os valores são pagos de forma integral, com correção pela inflação (IPCA), em até três dias úteis após a adesão. O prazo segue aberto para quem ainda não fez a adesão ao acordo de ressarcimento. O procedimento é gratuito, simples e não exige envio de documentos.
PRAZOS – A contestação dos descontos pode ser feita até 14 de novembro de 2025, e a adesão ao acordo seguirá disponível após essa data.

QUEM PODE ADERIR

  • Quem contestou descontos e não recebeu resposta das entidades em até 15 dias úteis
  • Quem sofreu descontos entre março de 2020 e março de 2025
  • Quem tem processo na Justiça, desde que ainda não tenha recebido os valores (neste caso, é preciso desistir da ação). O INSS pagará 5% de honorários advocatícios em ações individuais propostas antes de 23 de abril de 2025

COMO FUNCIONA

  • É preciso contestar o desconto indevido pelo aplicativo Meu INSS, Central 135 ou agências dos Correios
  • Aguardar resposta da entidade – até 15 dias úteis
  • Sem resposta? – o sistema libera a adesão ao acordo, que pode ser feita pelo aplicativo Meu INSS ou presencialmente nas agências dos Correios.
  • Importante: não é possível fazer a adesão pela Central 135

PASSO A PASSO NO MEU INSS PARA ADERIR AO ACORDO

  1. Acesse o aplicativo com seu CPF e senha
  2. Vá em “Consultar Pedidos” e clique em “Cumprir Exigência“
  3. Role a tela até o último comentário, leia com atenção e, no campo “Aceito receber“, selecione “Sim“
  4. Clique em “Enviar” e aguarde o pagamento

CUIDADO COM GOLPES!

O INSS reforça que não solicita dados pessoais por links, SMS ou mensagens. Também não há cobrança de taxas nem uso de intermediários para a devolução dos valores do acordo de ressarcimento. Toda a comunicação com os beneficiários acontece pelos canais oficiais: aplicativo Meu INSS, site gov.br/inss, Central 135 e agências dos Correios.

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

TJMG integra grupo voltado ao combate à violência doméstica

Resolução conjunta que cria o colegiado foi assinada na sede do MPMG

O juiz auxiliar da Presidência Luís Fernando de Oliveira Benfatti participou da assinatura da resolução conjunta que institui o Grupo de Intervenção Estratégica de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher 

O combate à violência doméstica e familiar contra a mulher é um assunto multifatorial, que exige políticas públicas e ações articuladas entre todos os agentes sociais. Por isso, foi assinada, nesta segunda-feira (22/9), a resolução conjunta que institui o Grupo de Intervenção Estratégica de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (GIE-VD). A cerimônia ocorreu na sede do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), em Belo Horizonte (MG).
O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), por meio da Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Comsiv), faz parte do GIE-VD e reafirma seu compromisso com o fortalecimento das ações interinstitucionais voltadas ao enfrentamento da violência de gênero.
Pelo TJMG, participou da assinatura o juiz auxiliar da Presidência Luís Fernando de Oliveira Benfatti, representando o presidente da Corte mineira, desembargador Luiz Carlos Corrêa Junior.
O Grupo, composto por representantes do TJMG, do MPMG, da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), das Polícias Militar (PMMG) e Civil (PCMG) e da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte (PBH), definirá ações conjuntas e atuações articuladas entre os órgãos envolvidos para o enfrentamento e o combate à violência contra a mulher.

Entre outras ações, o GIE-VD atuará nos seguintes eixos:

  • Reunião Restrita de Coordenação Estratégica sobre Agressores, com a participação do MPMG, da Sejusp, da PCMG e da PMMG, destinada à eleição conjunta de alvos prioritários, discussão de casos e planejamento de medidas de monitoramento e repressão
  • Reunião Ampliada de Proteção à Vítima, coordenada pelo MPMG, com o objetivo de discutir a proteção das vítimas, acompanhar casos de alto risco e planejar ações preventivas

O juiz Luís Fernando de Oliveira Benfatti, afirmou que se trata de “mais uma importante iniciativa no combate à violência doméstica e familiar”.
“O Grupo de Intervenção Estratégica é formado por vários entes públicos que tem a função de prevenir e reprimir atos que envolvam violência doméstica e familiar contra a mulher. O TJ certamente terá uma importante função na atuação conjunta desse grupo, sedimentando mais uma vertente no combate desse problema social.”
O procurador-geral de Justiça adjunto institucional de Minas Gerais, Hugo Barros de Moura Lima, ressaltou a importância do trabalho a ser realizado em conjunto com todos os órgãos envolvidos:
“Nenhuma instituição consegue resolver os problemas do País sozinha. Essa articulação, essa comunhão de esforços, é em prol de um objetivo comum. A resolução conjunta é um primeiro passo muito importante e fundamental para o desafio real de mudar a realidade das vítimas de violência doméstica e familiar.”

(Bezerra / MPMG)