Carnaval impulsiona vendas e reforça economia de BH
Corrida Mano Down na Pampulha celebra inclusão com Então Brilha
Com participação do bloco Então Brilha, evento une esporte, inclusão e música
Para iniciar as comemorações do mês de conscientização da síndrome de Down (T21), o Instituto Mano Down promove a 3ª Corrida de Rua e ressaca de carnaval. Com a atração confirmada do Bloco “Então Brilha”, o evento será realizado no dia 22 de fevereiro, a partir das 07h, na Praça da Pampulha – R. Versília, s/n – Pampulha, Belo Horizonte. As inscrições estão disponíveis através da plataforma de corrida TBH.
Mais de 1 mil pessoas já garantiram a participação na terceira edição da corrida de rua do Mano Down, que contará com 4 modalidades de competição: Corrida 10Km, Corrida 5Km, caminhada 3Km e caminhada Kids.
São esperados mais de 2,5 mil participantes no evento, entre corredores profissionais, clubes de corrida esportiva, outras instituições sociais, educandos (pessoas com síndrome de Down e outras deficiências), famílias atendidas pelo Instituto, e pessoas que apoiam a causa da inclusão.
A Corrida é promovida pelo Mano Down, que atende a mais de 1,4 mil pessoas com síndrome de Down e outras deficiências intelectuais. A terceira edição está sendo viabilizada pela Lei Federal de Incentivo ao Esporte e conta com o apoio da AngloGold Ashanti. “Apoiar iniciativas como a Corrida Mano Down, por meio do Instituto AngloGold Ashanti, reforça o nosso compromisso com a inclusão e o respeito às diferenças. O esporte promove integração, autoestima e oportunidades, além de criar espaços de convivência que celebram a diversidade e o potencial de cada pessoa”, afirma o vice-presidente de Sustentabilidade e Assuntos Corporativos da AngloGold Ashanti, Othon Maia, que também preside o Conselho Deliberativo do Instituto.
ESPORTE PARA INCLUSÃO

Segundo Leonardo Gontijo, presidente e fundador do Mano Down, a Corrida de rua é uma das ações promovidas pela instituição para fomentar a integração e a socialização por meio do esporte. “A autonomia e o desenvolvimento de pessoas com síndrome de Down e outras deficiências intelectuais perpassa pela ocupação dos espaços comuns da sociedade e as atividades esportivas e culturais, são ferramentas importantes para esse processo de inclusão”, explica.
Ainda segundo Leonardo Gontijo, o evento vai abrir o mês de conscientização da síndrome de Down que este ano tem como tema mundial “Amizade, Acolhimento, Inclusão… Xô Solidão”. “O tema da campanha para o dia da síndrome de Down, que foi traduzido no Brasil por especialistas, instituições e autodefensores, fala exatamente da invisibilidade social e exclusão que afeta essas pessoas. E trás uma necessidade de reflexão e ação para que possamos acolher e incluir, de forma que elas se sintam participantes e efetivamente pertencentes na sociedade. Ainda temos muito a avançar nessas questões. Por isso a importância de promovermos eventos como esse, que estimulam a convivência com a diversidade, que mostram a potencialidade das pessoas com T21”, enfatiza.
ATRAÇÕES PARA TODA A FAMÍLIA
A arena do evento será aberta ao público, com acesso gratuito, e contará com diversas atrações culturais, esportivas e de lazer para todas as idades. Entre os destaques estão a ressaca de carnaval com o bloco Então Brilha, o show de Dudu do Cavaco com a Banda Comarca 5.2, além de um espaço kids e áreas voltadas à saúde e ao bem-estar. O público também poderá visitar o Shopping da Inclusão, participar de ações promocionais de empresas parceiras e acompanhar a premiação dos corredores, do primeiro ao terceiro lugar, nas categorias feminina e masculina, além de outras atividades ao longo do dia.
SERVIÇOS
3ª Corrida Mano Down
- Data: 22 de fevereiro de 2026
- Horário: a partir de 07h
- Local: Praça da Pampulha – R. Versília, s/n – Pampulha, Belo Horizonte.
- Inscrições para participar da corrida: https://www.ticketsports.com.br/e/corrida-mano-down-2026-74829
- VALOR DA INSCRIÇÃO:
2º Lote – R$90,00 até 06/02/2026
3º Lote – R$100,00 até 21/02/2026 (Ou enquanto houver vagas)
APOIO PARA PROGRAMAS SOCIAIS
Todo o valor arrecadado com as vendas dos kits de corrida será revertido para os programas sociais do Mano Down. Além disso, durante a entrega dos kits e no dia da Corrida, a instituição vai promover uma ação para arrecadar itens que serão destinados para o seu bazar solidário.
Sobre o Instituto Mano Down
O Instituto Mano Down é uma organização sem fins lucrativos referência nacional na promoção da inclusão e do desenvolvimento de pessoas com síndrome de Down e outras deficiências intelectuais. Reconhecido três vezes entre as 100 Melhores ONGs do Brasil (2021, 2023 e 2024), o Instituto completa 15 anos de atuação, atendendo cerca de 1.400 famílias e impactando milhares de pessoas em diferentes fases da vida. Fundado por Leonardo Gontijo, a partir de sua relação com o irmão Eduardo, o Dudu do Cavaco, o Mano Down nasceu com o propósito de dar voz, autonomia e oportunidades a quem historicamente foi excluído.
Com um trabalho integrado e inovador, o Instituto desenvolve ações que vão do acolhimento familiar à inclusão no mercado de trabalho, passando por educação inclusiva, terapias especializadas, atividades culturais e esportivas e envelhecimento saudável. Seu ecossistema de inclusão e inovação social promove a convivência entre pessoas com e sem deficiência, criando oportunidades reais e sustentáveis. Até 2030, a expectativa é ampliar o atendimento direto para 2 mil famílias, fortalecendo seu impacto social em todo o país.
Chef Leo Paixão é atração do primeiro Robata Fest no Okinaki
Na quinta-feira, 5 de fevereiro, a cena gastronômica de Belo Horizonte terá um encontro imperdível. O Okinaki, referência em comida de rua asiática na capital mineira, dos chefs Guilherme Furtado e Gabriella Guimarães, realiza a primeira edição do Robata Fest – evento em que o público poderá vivenciar a versão japonesa do “espetinho”, elevada a um novo patamar de sabor e técnica, ideal para acompanhar com cerveja ou um bom sakê.
Para inaugurar o projeto, os anfitriões Guilherme Furtado e Gabriella Guimarães recebem o chef Leo Paixão (Grupo Glouton) de Belo Horizonte. Conhecido por mesclar técnicas da gastronomia francesa com os sabores de Minas Gerais, Leo Paixão assume a grelha ao lado dos chefs do Okinaki para apresentar criações exclusivas. “A proposta é criar um evento que convide chefe locais a cozinhar conosco no Okinaki, em um ambiente mais casual”, pontua Guilherme Furtado.
A partir das 18h, a casa se transforma no palco de uma experiência na brasa. O menu contará com quatro robatas exclusivas do evento, preparadas na brasa e finalizadas ao vivo, diante dos clientes, pelos chefs da casa em parceria com o convidado. Guilherme Furtado e Gabriela Guimarães vão preparar rebatas de medalhão de kimchi com queijo coalho e tsukune – almôndega de frango com molho agridoce. Durante o horário de funcionamento, o cardápio regular do Okinaki também estará disponível.

O que é robata?
Robata (abreviação de robatayaki) é uma técnica culinária japonesa milenar, que pode ser traduzida livremente como “cozinhar na brasa”. Diferente do churrasco ocidental tradicional, a robata consiste em grelhar lentamente, sobre carvão de alta qualidade, pequenos espetinhos de carnes, frutos do mar ou vegetais. O resultado é um alimento suculento com um sabor defumado característico.
Okinaki
O Okinaki (@okinakibh) se consolidou em Belo Horizonte como um ponto de referência para os amantes da comida de rua asiática. Com uma atmosfera descontraída e acolhedora, o restaurante é conhecido por seus raméns e pratos que dialogam com a cultura de diversos países do continente asiático, incluindo China, Japão, Tailândia e Coreia. Curiosamente, “Okinaki” significa “grande árvore” em japonês – e o nome tem uma história especial.
Quando os chefs alugaram o imóvel na esquina da Avenida Álvares Cabral com a Rua Santa Catarina, em Belo Horizonte, perceberam um imponente fícus enraizado em uma das laterais. A copa frondosa da árvore se projeta para o outro lado, “abraçando” toda a área do bar na calçada. Para o casal de chefs, esse detalhe tornou o local ainda mais especial, transmitindo uma sensação de acolhimento que eles descrevem como um verdadeiro abraço.
Gui Furtado abraçou o sonho de Gabriella Guimarães, que se especializou em culinária asiática na Espanha. Em Barcelona, ela trabalhou com Carme Ruscalleda, renomada chef de cozinha catalã que incorpora influências asiáticas em seus pratos.
No Okinaki, a cozinha celebra a cultura japonesa, mas também absorve inspirações de outros países asiáticos, como China, Coreia, Taiwan, Vietnã e Tailândia. Os pratos não são cópias exatas das receitas tradicionais; os chefs gostam de reinventar cada criação, adicionando toques únicos e autorais. A proposta do restaurante mostra que comida de rua pode ser sofisticada: feita com ingredientes de qualidade, sabores complexos e apresentação de encher os olhos.
SERVIÇO
Robata Fest com chef Leo Paixão
Menu especial de robatas (espetinhos japoneses) assinados pelos chefs da casa e pelo convidado
Data: 5 de fevereiro (quinta-feira)
Horário: A partir das 18h
Local: Okinaki – Av. Álvares Cabral, 1303 – Lourdes, Belo Horizonte/MG
Mais informações: instagram.com/okinakibh
Volmir Cordeiro leva a BH reflexões sobre corpo e espaço público
Belo Horizonte recebe, entre os dias 26 e 28 de janeiro, um dos nomes mais relevantes da dança contemporânea brasileira e europeia. É a primeira vez que o bailarino e coreógrafo Volmir Cordeiro, radicado em Paris, compartilha seus conhecimentos com o público da capital mineira. Ele integra a programação da 16a edição do Verão Arte Contemporânea com a Oficina de Dança “Compartilhando práticas abertas: 3 ou 4 exercícios para estremecer junto”, e o bate-papo aberto ao público no dia 27 de janeiro, terça-feira, às 19 horas, no no CRDança Belo Horizonte – Teatro Marília (Avenida Professor Alfredo Balena, nº 586, no bairro Santa Efigênia). A entrada é gratuita com classificação 18 anos.
Reconhecido internacionalmente por criações que investigam corpos marginalizados, gestos cotidianos e a ocupação poética do espaço urbano, Volmir Cordeiro desenvolve uma pesquisa singular. Seus trabalhos circulam por festivais e instituições de referência na Europa e no Brasil, consolidando uma trajetória que articula criação artística, pensamento crítico e formação.
Em Belo Horizonte, o artista realiza um encontro direto com estudantes, profissionais da dança, artistas de diferentes áreas e público interessado, compartilhando métodos de criação e reflexões que atravessam temas centrais do nosso tempo: identidade, visibilidade, exclusão, presença e resistência. “Volmir Cordeiro traz para este encontro seus princípios de criação: a expressividade do rosto e do olhar, a urgência de existir para o outro, a potência que nasce dessa relação e a profusão de palavras e imaginários,” explica Ione de Medeiros, idealizadora e curadora artística do Verão Arte Contemporânea e co-fundadora do GOM Grupo Oficcina Multimédia.
Para além da Oficina, Volmir realiza um bate papo gratuito e aberto a interessados no dia 27/01, terça-feira, às 19h, amplia essa experiência formativa alinhada à democratização do acesso à cultura ao abrir espaço para diálogo com o público, abordando sua trajetória entre Brasil e França, os bastidores de suas obras e o papel da dança contemporânea na leitura crítica das cidades e das relações sociais.
16º VAC – Verão Arte Contemporânea
O evento que teve início no último dia 17 e que segue até o dia 31 de janeiro de 2026, Belo Horizonte sedia a 16ª edição do Verão Arte Contemporânea (VAC). Com entrada gratuita e duração de 15 dias, o festival oferece atividades em teatro, dança, música, artes visuais, cinema e literatura, o Verão Arte Contemporânea oferece oficinas presenciais, feira de livros, exposições e mostras de filmes. Idealizado pelo Grupo Oficcina Multimédia (GOM) – coletivo teatral com 48 anos de trajetória ininterrupta, sob a direção artística de Ione de Medeiros e com produção de Jonnatha Horta Fortes e Henrique Torres Mourão, o VAC 2026 reafirma sua posição como um território de pensamento e resistência cultural.
“O VAC busca refletir os tempos em que vivemos, abrindo espaço para o estímulo à reflexão e criatividade”, destaca Ione de Medeiros, diretora artística do festival, lembrando que o foco do evento sempre esteve em incentivar experimentações artísticas locais e projetar Belo Horizonte como polo cultural.
Ela acrescenta: “Nesta edição, reafirmamos a importância do incentivo à formação a partir do fomento à aquisição de novos conhecimentos por meio de pesquisas e vivências diversificadas. Queremos que o contato direto entre professores, artistas e o público possibilite uma verdadeira oportunidade de descoberta e troca de experiências”.
Viabilizado pela Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) – Edital n.º 11/2024, número ID 4453 –, o projeto conta com o apoio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais/Governo de Minas Gerais, e é realizado por meio do Sistema Nacional de Cultura, do Ministério da Cultura e do Governo Federal. O VAC conta também com o apoio da Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura, e do Instituto Odeon. A atividade integra o Terça da Dança e o Circuito Municipal de Cultura. O projeto tem, ainda, o apoio do PROGRAMA FUNARTE ABERTA 2025 – OCUPAÇÃO DOS ESPAÇOS CULTURAIS DA FUNARTE.
Serviço
16.º VERÃO ARTE CONTEMPORÂNEA – VAC 2026
EVENTO GRATUITO
Data: 17 a 31 de janeiro de 2026
Locais: Funarte MG, Teatro Marília, Cine Humberto Mauro, CRDança Belo Horizonte, Cine Santa Tereza e Instituto Pedro Moraleida
Entrada: Gratuita (com retirada de bilhetes para cinema e inscrições prévias para oficinas)
Informações e Inscrições: Link e Link
Bate-papo aberto ao público com Volmir Cordeiro
Data: 27 de janeiro, terça-feira
Horário: 19 horas
Local: CRDançaBH – Teatro Marília (Avenida Professor Alfredo Balena, nº 586, no bairro Santa Efigênia)
Classificação: 18 anos
Entrada: gratuita (sujeita à lotação)
Autor mineiro radicado em Berlim lança livro com sátira social
Já pensou em viajar ao lado de uma mulher azul, um adolescente imortal e dois gêmeos xifópagos? Em Ma
Pablo Pablo leva uma vida monótona na burocrática Cinzália, onde é locutor de um carro de som amarelo e sonha em virar
Eles partem na companhia de Alcebíades, imortal de 500 anos preso na puberdade, e de Cléo e Radamés, casal de gêmeos siameses fisicamente unidos na bacia. No caminho, o grupo atravessa desde lagartos gigantes de estimação a uma seita onde todos se comportam como cães, passando por segredos sinistros envolvendo circos, uma civilização perdida e o poder oculto da flunfa (mais conhecida como sujeirinha de umbigo). A cada capítulo, essa odisseia entrelaça elementos que parecem aleatórios à primeira vista, mas mostram a construção de um mundo tão coeso quanto absurdo.
Se a vida lhe dá vômito de pássaro, chame de Água Roxa:
esse era o meu novo lema, e eu não tinha andado quatro horas debaixo de sol para dar meia-volta agora.
(Macadâmia, p. 103)
Por meio de linguagem coloquial, afiada e divertida, o livro é narrado em primeira pessoa por Pablo Pablo, que encara tudo com ironia. Lucas Paio equilibra nonsense e humor inteligente com críticas sociais sobre burocracia, autoritarismo,
Macadâmia é uma ficção especulativa sobre encontrar o próprio lugar numa realidade que raramente faz sentido. O ritmo ágil de road trip e os protagonistas únicos, cada um com seus dilemas, vão encantar quem gosta de enredos cheios de imaginação. O lançamento
Ficha Técnica:
Título: Macadâmia
Autor: Lucas Paio
Edição: 1ª | Dezembro de 2025
ISBN: 978-65-5278-483-4
Idade recomendada: +18 (contém linguagem imprópria para menores de idade)
Páginas: 444
Preço: R$ 65,50 (livro físico) e R$ 9,90 (e-book Kindle)
Onde encontrar: Amazon (livro físico) e Amazon (e-book Kindle)
Sobre o autor: Lucas Paio é mineiro de Belo Horizonte e mora em Berlim. Seu primeiro conto, Mirela, ganhou o concurso literário da revista Piauí (2007). Já teve contos selecionados para as revistas Alcateia, Faísca e antologias de microcontos das editoras Pangeia e Persona. Em 2024, recebeu menção honrosa no primeiro concurso de contos infantis da Usina de Textos com A Menina Que Comia Música, baseado no curta-metragem que escreveu e dirigiu em 2013. Realizou outros curtas que foram selecionados por festivais no Brasil, EUA e Europa, como Sólido Líquido Gasoso (vencedor de Melhor Vídeo do Ano em 2010 pelo Festival do Minuto), a animação Nightmare on Cork Street (vencedora do Festival do Minuto em 2014 na categoria “terror”) e a sequência Revenge of the Corks
Instagram: @lucaspaio
Substack: lucaspaio.substack.
Da engrenagem ao protagonismo: pensar diferente exige convergir
Kleber Dantas Fundador de OCCA
No artigo “Da engrenagem ao protagonismo: inteligência artificial e a economia da experiência”, argumenta que a automação não desloca apenas empregos, mas o próprio critério de valor na economia. Quando a repetição se torna domínio das máquinas, o humano passa a ser convocado não para executar melhor, mas para interpretar, criar sentido e articular experiências.
Essa transição, no entanto, costuma ser mal compreendida. Fala-se muito em “pensar fora da caixa”, mas pouco em como estruturar o pensamento quando a caixa simplesmente deixa de existir. É aqui que uma tradição antiga, raramente associada ao vocabulário da inovação, oferece uma pista surpreendentemente atual: o método de pensamento do Talmud Babilônico.
Produzido em um contexto de perda radical — sem templo, sem soberania e sem centro político —, o Talmud não é um manual de respostas, mas um sistema rigoroso de perguntas em conflito. Seu traço mais marcante não é a busca por consenso imediato, mas a valorização do dissenso. Opiniões divergentes convivem no texto não como ruído, mas como matéria-prima do raciocínio.
O que isso tem a ver com inovação? Muito mais do que se costuma admitir. Grande parte dos discursos contemporâneos sobre criatividade exalta o pensamento divergente — gerar ideias, multiplicar possibilidades, romper padrões. Mas raramente se detém na outra metade da equação: o pensamento convergente, aquele que organiza, escolhe, decide e transforma multiplicidade em ação concreta. Sem convergência, divergência vira dispersão. Sem divergência, convergência vira repetição. O Talmud opera exatamente nessa dialética. Ele estimula o pensamento divergente ao levar cada hipótese ao limite, explorando exceções, cenários alternativos e contradições internas.
Mas não se encerra aí. Em algum momento, é preciso decidir como agir — e essa decisão, mesmo provisória, emerge do confronto entre posições, não da eliminação precoce do conflito. Essa lógica é central no Berçário de Empreendedores de OCCA. Ali, a formação não começa com planos de negócio nem com respostas prontas sobre mercado.
Começa com perguntas bem formuladas, escuta ativa e fricção de perspectivas. Jovens são estimulados a sustentar ideias opostas, testar hipóteses concorrentes e lidar com ambiguidades reais do território. Divergir não é um problema a ser resolvido rapidamente, mas uma etapa necessária de maturação. Ao mesmo tempo, a divergência não é celebrada como virtude em si. Em algum ponto, é preciso convergir: definir um caminho, assumir riscos, materializar escolhas.
A inovação, entendida aqui, não é o brilho momentâneo da ideia original, mas a capacidade de atravessar o conflito e produzir algo situado, viável e significativo. Essa abordagem contrasta com modelos educacionais ainda presos à lógica da engrenagem: respostas corretas, caminhos únicos, eficiência mensurável.
Em um mundo cada vez mais mediado por algoritmos — excelentes em reproduzir padrões, mas notoriamente frágeis diante de ambiguidade e contexto —, formar pessoas capazes de sustentar pensamento divergente sem perder a capacidade de convergir tornou-se uma competência estratégica. O paralelo com o Talmud não é ornamental. Trata-se de reconhecer que pensar bem em ambientes instáveis exige método, não improviso. Exige aceitar o conflito sem fetichizá-lo, valorizar o debate sem paralisar a ação. Exige, sobretudo, compreender que inovação não nasce da eliminação da complexidade, mas da capacidade de operar dentro dela.
Se, como sugerido no artigo anterior, a economia da experiência desloca o valor para aquilo que não pode ser automatizado, então a forma como pensamos passa a ser tão relevante quanto o que produzimos. O desafio contemporâneo não é apenas gerar ideias novas, mas formar sujeitos capazes de navegar entre divergência e convergência com responsabilidade, repertório e senso de contexto.
Talvez, nesse ponto, uma tradição intelectual forjada no exílio babilônico do povo judeu, entre os séculos VI e V a.C., fora do poder e em meio à incerteza, tenha algo essencial a ensinar ao vocabulário hoje inflacionado da inovação. Em tempos de inteligência artificial, insistir em respostas rápidas pode ser tentador. Mas formar pensamento capaz de sustentar perguntas difíceis — e decidir apesar delas —e enxergar verdades como camadas de uma cebola, segue sendo um trabalho profundamente humano.
SUPERTRAMP Experience confirma turnê por BH e pelo Brasil
Imagine fechar os olhos e, em segundos, ser transportado para um momento da sua vida embalado por “Dreamer” ou “Take the Long Way Home”. Agora, imagine abrir os olhos e ver isso acontecendo ao vivo, com arranjos precisos, interpretações apaixonadas e a mesma intensidade de quem viveu aquele tempo com o coração.
Em 2026, o Brasil recebe a turnê mais emocionante dos últimos tempos. Aclamada nos maiores palcos da Europa, a SUPERTRAMP Experience chega ao país pronta para entregar muito mais que um show: uma verdadeira experiência sensorial e nostálgica que revive a grandiosidade de uma das maiores bandas de todos os tempos — o lendário Supertramp.
A turnê tem início no dia 24 de abril, em Belo Horizonte, no BEFLY Minascentro, seguindo no dia 25 de abril para o Rio de Janeiro, com apresentação no Qualistage, e no dia 26 de abril chega a São Paulo, no Tokio Marine Hall. Em maio, o espetáculo desembarca no Nordeste, passando por Fortaleza, no Teatro Riomar, em 1º de maio, e por Recife, também no Teatro Riomar, em 2 de maio. A reta final da turnê percorre o Sul do país, com shows em Jaraguá do Sul, no Teatro SCAR, em 7 de maio, Blumenau, no Teatro Michelangelo, em 8 de maio, Florianópolis, no Teatro CIC, em 9 de maio, e encerramento em grande estilo no dia 10 de maio, em Porto Alegre, no tradicional Auditório Araújo Vianna.
Durante quase duas horas de espetáculo, o público é conduzido por um repertório que carrega não apenas clássicos, mas verdadeiras memórias afetivas em forma de canção. Em cada acorde, uma lembrança. Em cada refrão, um sentimento.
Alguns dos hinos que estarão presentes nessa viagem:
“The Logical Song” – Um marco do rock progressivo, questionador e atemporal. Uma letra que até hoje nos faz pensar: “Who am I?”
“Dreamer” – Uma explosão de emoção e identidade. Quem nunca se sentiu aquele sonhador?
“Breakfast in America” – Irônica, divertida, crítica e, acima de tudo, imortal. A trilha de muitas manhãs, tardes e vidas.
E mais: “School”, “Goodbye Stranger”, “Bloody Well Right”, “Don’t Leave Me Now”, “Downstream”, “Crime of the Century”, “It’s Raining Again”...
É uma cápsula do tempo em forma de música.
SOBRE O SUPERTRAMP EXPERIENCE
Formada por músicos virtuosos que percorrem o mundo encantando plateias, a SUPERTRAMP Experience é a única banda reconhecida por Roger Hodgson, e é considerada por muitos como a mais impressionante apresentação ao vivo da obra do Supertramp em atividade hoje.
- Antoine Oheix – teclados e vocais (com timbre surpreendentemente próximo a Hodgson e Davies)
- Alice Valle – guitarra, teclados e backing vocals
- David Martin – saxofone, teclados e coros
- Lucas Fleurance – baixo e coros
- Stéphane Glory – bateria
Cada músico carrega a missão de reacender a chama do Supertramp nos corações do público — e conseguem, noite após noite, emocionar do primeiro ao último acorde.

TURNÊ BRASIL 2026 – SUPERTRAMP Experience
- 24/04 – Belo Horizonte/MG – BEFLY Minascentro
Compra de ingressos: https://share.google/
Visit Orlando e TBO Operadora promovem evento no Fasano BH
Colunista de Turismo: Patrícia Torres @patytorres.viagens
Na manhã de 23 de janeiro de 2026, a TBO Operadora e o Visit Orlando realizaram um evento no Hotel Fasano, em Belo Horizonte, para agentes de viagens mineiros, com o objetivo de otimizar as vendas no mercado B2B. O evento contou com as apresentações de Kelly Rizzo e Valter Mota da TBO Operadora e Érica Cunha pelo Visit Orlando, que compartilharam estratégias e informações para promover o destino.

A TBO Operadora, fundada por dois empreendedores indianos, nasceu da junção de tecnologia e turismo, com o objetivo de transformar a experiência de viagens. Presente em Dubai e 120 países, a empresa possui representatividade em locais estratégicos como Nova York, Europa, Ásia e Brasil, em 2023 abriu capital e está listada na bolsa de valores, ampliando sua atuação global.
A TBO Operadora que também é Consolidadoraé voltada exclusivamente para o mercado B2B e atende agências de viagens, oferecendo um portfólio completo de produtos, como aéreo, hotel, transfer, trem, navio, passeios e experiências. Com uma plataforma tecnológica avançada, a empresa visa otimizar a experiência das agências e seus clientes, proporcionando soluções eficientes que atendem às demandas do setor de turismo, inclusive usando Inteligência Artificial. Oferendo:
– Descontos para clientes, sem afetar a margem das agências;
– Facilidade de pagamento, com parcelamento em até 10x sem juros ou 5% de desconto via Pix;
– Segurança com sistema antifraude e a possibilidade de over de até 25% sem taxas
Para o público de alto padrão, a TBO apresenta a Platinum Collection, uma seleção de hotéis de luxo, e o serviço de transfer executivo Blacklane.

O Visit Orlando sugeriu explorar parques temáticos consagrados e também a International Drive (I-Drive) no “dia da chegada”, destacando atrações como o ICON Park e a vibrante oferta de restaurantes e entretenimento. Além disso, Winter Park, uma região charmosa a poucos minutos de Orlando, foi apresentada como uma ótima opção para quem busca uma experiência charmosa!
Érica Cunha doVisit Orlando também promoveu a Orlando Travel Academy, uma plataforma gratuita de treinamento para agentes de viagens, com descontos e materiais de apoio como itinerários, mapas, facilitando as vendas.

O evento contou com um Quiz interativo, e a vencedora, Ana Paula Almeida, recebeu um prêmio pela participação. O evento foi uma excelente oportunidade para estreitar o relacionamento com os agentes de viagens e apresentar as ferramentas necessárias para promover Orlando como um destino completo, que vai além dos parques temáticos tradicionais.

Eu sou a Patrícia Torres, colunista de turismo da Revista Cenário Minas.
Acompanhe minhas viagens no instagram @seliganatrip.oficial e @patytorres.viagens e até o próximo destino!
Carnabelô volta a BH com trios elétricos e grandes nomes do axé
Evento em 31 de janeiro marca o retorno de blocos históricos dos anos 90 para abrir a folia de 2026; Reinaldinho, Cheiro de Amor e Tuca Fernandes estão confirmados.
Ícone do Carnaval da capital mineira na década de 90, o Carnabelô está de volta. A abertura oficial do Carnaval de Belo Horizonte 2026, no dia 31 de janeiro, será marcada pelo reencontro de blocos que fizeram história na capital. O evento “Ê Saudade” levará trios elétricos para o entorno do Estádio Mineirão, resgatando a energia do axé que projetou a cidade nacionalmente há 30 anos.
A programação gratuita começa às 13h na Avenida Abraão Caran e contará com nomes que são referência do gênero:
- 14h: Bloco Come Queto, comandado por Reinaldinho (ex-Terra Samba)
- 16h: Bloco Belo Pirô, com a banda Cheiro de Amor
- 18h: Bloco Uai, com Tuca Fernandes (ex-Jamil e Uma Noites)
O resgate de uma era do axé music
Embora os trios elétricos já façam parte do atual e robusto carnaval de rua de BH, a volta do Carnabelô representa um resgate da “micareta raiz”. Criado em 1994, o evento é visto como um dos precursores da cultura carnavalesca que hoje domina a capital mineira.
Para Léo Dias, fundador do Carnabelô, o retorno atende a um clamor de quem viveu aquela época. “Essa volta é fruto de uma grande mobilização dos foliões que carregam saudade do carnaval de 30 anos atrás. É o axé das antigas com som de altíssima qualidade”, pontua.

Conforto e Reencontro
Além do desfile gratuito dos blocos nas ruas do entorno, a organização montará o Espaço Ê Saudade, uma área exclusiva no hall principal do Mineirão. O local funcionará como um ponto de encontro premium para o público que busca estrutura diferenciada, com open bar e o tradicional uso de abadás.
“Trazer esses blocos de volta justamente na abertura oficial é reconhecer a importância dessa história na construção do que o carnaval da cidade se tornou hoje”, afirma Eberty Salles Júnior, da Pulsar Brasil, produtora do evento.
SERVIÇO: __________________________
Ê Saudade – Encontro dos Blocos do Carnabelô
Data: 31 de janeiro de 2026 (sábado)
Horário: A partir das 13h
Local: Entorno do Mineirão (Av. Abraão Caran)
Acesso aos blocos: Gratuito
Espaço Ê Saudade (Área Premium): Ingressos de primeiro lote a R$ 250 (meia) e R$ 500 (inteira) até 20/01.
Informações oficiais: www.esaudade.com.br ou @esaudadebh no Instagram.
Roberta Miranda compõe “Piscadinha” para Luiz Caldas
Luiz Caldas, criador do Axé Music e um dos nomes mais inventivos da música brasileira, acaba de lançar “Piscadinha”, faixa inédita que já nasce com cara de Carnaval. A música chega nesta sexta-feira, 23 de janeiro, a todas as plataformas digitais, trazendo uma sonoridade dançante, pensada para a rua, para o trio elétrico e para a celebração coletiva. “Fazia tempo que eu não gravava algo assim. Essa música nasce com espírito de trio elétrico, é pra rua, pra agitar o Carnaval”, afirma o artista.
“Piscadinha” carrega também uma história especial. A canção foi composta por Roberta Miranda há cerca de dez anos e ficou guardada até encontrar o momento certo para ganhar voz e arranjo. O encontro entre os dois artistas é marcado por afeto, admiração e respeito mútuo, agora materializados em uma faixa que celebra essa conexão musical.
Animada com o lançamento, Roberta Miranda celebra a concretização de um desejo antigo. “Faz muitos anos que fiz essa música ‘Piscadinha’ para o Luiz Caldas cantar. Meu sonho era que ela tocasse no Carnaval da Bahia e, quem sabe, se tornasse um hino em Salvador. Tivemos a oportunidade de um encontro maravilhoso, e estou feliz demais por ele ter abraçado essa canção de forma tão emocionante.”, conta a compositora.
Musicalmente, “Piscadinha” reafirma a essência do Axé Music como um gênero livre, plural e marcado pela mistura de ritmos. Para Luiz Caldas, a faixa simboliza um momento especial: “o Axé sempre foi essa mistura de ritmos. Esse é um momento musical importante, porque a música retorna dançante, com energia, mas sem perder a alma”.
Outro destaque está na letra, que aposta na sutileza e no charme do “piscar de olho”, trazendo uma abordagem mais leve e elegante do afeto. Em um cenário dominado por discursos explícitos, a canção resgata uma comunicação sensível e atemporal, dialogando com diferentes gerações.
Fiel à própria trajetória, Luiz Caldas reforça sua conexão com o público: “sempre escolhi bem as músicas para o meu público. Canto aquilo que gosto e no que acredito. É uma conversa direta, e tenho certeza de que o público vai amar”, afirma.
Disponível a partir de hoje nas plataformas digitais, “Piscadinha” chega como um convite irresistível para dar o play e deixar o corpo entrar no clima da folia, mostrando que Luiz Caldas segue pulsante e pronto para embalar mais um Carnaval.
O lançamento acontece em uma semana especial para o artista, que celebrou 63 anos nesta segunda-feira, dia 19, reafirmando uma trajetória marcada pela liberdade criativa e por contribuições fundamentais à música brasileira.
