Programação para crianças e estudantes da educação infantil ao 9º ano inclui experiências sensoriais, criação de ilustrações e produção de zines
Oficinas de criação de zines, ilustração e experiências sensoriais com livros fazem parte da programação que a Editora Casa do Lobo levará à 2ª Semana da Educação de Nova Lima (MG), de 5 a 10 de outubro. Voltadas a crianças e estudantes da educação infantil ao 9º ano, as atividades convidam os participantes a explorar histórias e criar suas próprias produções. Com o tema “Histórias que Educam”, o evento é promovido pela Secretaria Municipal de Educação, com o apoio da editora, que integra o Grupo Eureka.
As oficinas da Casa do Lobo serão realizadas em um estande no Espação e voltadas para diferentes etapas da educação básica. Para crianças de 0 a 3 anos, Meia Maluca propõe uma experiência literária sensorial e compartilhada com as famílias, inspirada na obra Brincando de Bicho. Já Janelas Sensoriais, voltada às crianças de 4 e 5 anos, parte do universo de Abra a Janela para estimular a observação e a criação de paisagens.
Nos anos iniciais do ensino fundamental, os estudantes do 1º e 2º anos poderão participar de Bichos de Massinha?, oficina baseada nas ilustrações de Quer conhecer meus dinossauros?. A atividade convida as crianças a observar formas, cores e características dos animais antes de criar suas próprias figuras. Para as turmas do 3º ao 5º ano, Ilustrador em Cena propõe a análise de capas de livros e a criação de ilustrações, explorando composição visual e autoria.
Os estudantes do 6º ao 9º ano terão a oficina Criação de Zines, na qual poderão transformar temas, palavras e ideias presentes nas obras em pequenas publicações autorais. A programação prevê ainda um quiz literário com perguntas sobre personagens, imagens e acontecimentos dos livros.
Segundo a especialista em Leitura do Grupo Eureka, Malu Carvalho, os livros oferecem algo cada vez mais raro no cotidiano contemporâneo: tempo para sentir e refletir. “Em um contexto marcado pelo excesso de estímulos e pelo aumento da ansiedade, a leitura cria um tempo mais desacelerado, em que crianças, jovens e adultos podem se conectar com suas próprias experiências por meio das histórias. Ao encontrar personagens que vivem conflitos, dúvidas e descobertas, o leitor se reconhece, projeta sentidos e, muitas vezes, elabora emoções de maneira singular, mediada pela imaginação e pela relação com o texto”, afirma.
Estudos internacionais apontam que o contato frequente com narrativas literárias contribui para o desenvolvimento socioemocional, amplia a empatia e fortalece o bem-estar psicológico infantil. A leitura compartilhada, especialmente, favorece vínculos afetivos e cria um ambiente seguro para que sentimentos complexos sejam reconhecidos e nomeados.
Além das oficinas, o espaço contará com uma árvore literária com obras do Grupo Eureka destinadas à doação e uma cabine de fotos da Editora Casa do Lobo.
Em sua segunda edição, a Semana da Educação também homenageará profissionais das escolas municipais e dará visibilidade a estudantes e educadores da rede que são autores de livros e outras produções literárias. A proposta é aproximar a comunidade escolar das histórias de quem ensina, aprende e cria por meio da leitura.
Parceria
A Editora Casa do Lobo faz parte do Grupo Eureka, um parceiro do município de Nova Lima desde 2024, com o fornecimento de livros literários e das coleções Trilhas Literárias. A parceria também inclui recursos pedagógicos e tecnológicos, encontros de formação com educadores e apoio a práticas de leitura e escrita. As ações buscam fortalecer a formação de leitores e incorporar a leitura de forma contínua ao cotidiano da rede municipal de ensino.
Serviço
Oficinas na 2ª Semana da Educação de Nova Lima Data: 5 a 10 de outubro
Local: Espação, Nova Lima (MG) – Rua Antônio Serafim da Silveira – Bonfim
O quê: oficinas literárias, árvore literária e cabine de fotos
Quem: Grupo Eureka e Editora Casa do Lobo
Diretores e colaboradores que fazem parte da história da SulMinas se reuniram para uma celebração especial pelos 65 anos do laticínio. O encontro aconteceuem uma noite marcada por memórias, reconhecimento e celebração.
Um dos momentos mais especiais do evento foi a homenagem a Claudio Russo, que teve sua trajetória à frente da SulMinas lembrada pela apresentadora do evento. Foram destacados os 65 anos de trabalho, decisões, desafios e, principalmente, a visão que ajudou a construir a empresa ao longo de sua história. O 65º aniversário da empresa marca também o lançamento de novos produtos: Requeijão Puro SulMinas de 1 kg, Cheddar Puro SulMinas de 1kg e um mix de manteiga.
A SulMinas nasceu em 1961, no Sul de Minas Gerais, com a produção de queijos que conquistaram espaço e confiança no mercado paulista. Ao longo das décadas, a empresa acompanhou as transformações do mercado e passou a desenvolver produtos e soluções voltados também à praticidade, chegando ao requeijão cremoso e, posteriormente, ao pioneirismo na criação do requeijão em bisnaga para food service.
Com fábricas em Silvianópolis, no Sul de Minas Gerais, e na unidade Philar, em Alagoas, a empresa mantém em sua trajetória a combinação entre tradição, qualidade do leite, inovação e proximidade com nossos clientes.
“Mais do que marcar uma data, o encontro reuniu pessoas que ajudaram a escrever diferentes capítulos dessa história. Entre lembranças e celebrações, o evento reforçou o significado de chegar aos 65 anos mantendo o espírito empreendedor que acompanha a SulMinas desde sua origem” destaca Claudio Russo.
Sobremesa segue um preparo tradicional e reforça proposta do grupo de valorizar a gastronomia italiana
Entre os clássicos da gastronomia italiana que conquistaram espaço nos restaurantes de Belo Horizonte, o tiramisù ocupa lugar de destaque. No Barolio, a sobremesa segue a receita tradicional italiana e aposta na combinação de creme de mascarpone, biscoitos champanhe embebidos em café e licor e finalização com chocolate. “Para nós, preservar a receita tradicional é uma forma de respeitar a origem e a identidade da gastronomia italiana. O tiramisù tem uma combinação de sabores muito característica, e nossa proposta é que o cliente tenha essa experiência de maneira fiel, sem descaracterizar o prato”, afirma Mateus Hermeto, sócio proprietário do grupo Barolio.
No cardápio, o tiramisù é apresentado como uma especialidade da casa. A sobremesa combina a intensidade do café e do licor com a cremosidade do mascarpone e a finalização de chocolate, criando o contraste de sabores e texturas característico da receita. “A gastronomia italiana tem uma tradição muito forte, e acreditamos que trabalhar os clássicos com respeito à receita original também é uma maneira de valorizar essa cultura. No Barolio, buscamos levar essa proposta para diferentes preparos, das pizzas às sobremesas”, destaca.
O Grupo Barolio foi eleito Melhor Pizzaria de Belo Horizonte pelo Encontro Gastrô nos anos de 2021, 2023 e 2024. As premiações reconhecem o restaurante e sua produção de pizzas e não devem ser atribuídas especificamente ao tiramisù. “Esses reconhecimentos mostram que existe espaço em Belo Horizonte para uma gastronomia italiana que valoriza técnica, qualidade e tradição. Nosso trabalho é manter esse compromisso em cada etapa da experiência, seja em uma pizza napolitana ou em uma sobremesa clássica como o tiramisù”, conclui Matheus.
Após mais de 50 apresentações realizadas no primeiro semestre de 2026, a banda Chococorn and the Sugarcanes, do selo +um HITS,retorna para a estrada com uma turnê especial de Halloween. No dia 16 de outubro, o grupo se apresenta em Belo Horizonte em show que acontece no Original BH Pub – a noite conta também com a banda Os Infiéis. Ingressos aqui.
Passando por cinco cidades brasileiras durante o mês de outubro, a série de shows tem uma temática especial e convida o público a se fantasiar para os eventos. Além do tema de Halloween, a turnê também celebra os cinco anos da Chococorn, banda criada em outubro de 2021, durante a pandemia. Nas apresentações, o grupo apresenta, principalmente, seu mais recente álbum, Todos os Cães Merecem o Céu, selecionado como um dos 25 melhores álbuns de 2026 pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA).
Formada em Santa Bárbara d’Oeste/SP por Alexandre Luz (bateria), Pedro Guerreiro (guitarra solo), Pietro Sartori (baixo) e Pipe Bacchin (guitarra base), a Chococorn and The Sugarcanes ganhou destaque já em seu álbum de estreia, Siamês (2024). No trabalho, o grupo desenvolveu uma identidade própria chamada de “emo caipira”, unindo referências de bandas do mid-west emo, como American Football e Cap’n’Jazz, às próprias vivências no interior paulista. Em Todos os Cães Merecem o Céu, a Chococorn apresentou novas sonoridades e narrativas, fruto da rotina de estrada e do amadurecimento dos integrantes, que agora trazem também influências da música eletrônica, do rock alternativo dos anos 90 e da cena underground brasileira.
SERVIÇO
Chococorn and The Sugarcanes + Os Infiéis @ Belo Horizonte/MG
AGENDA HALLOWEEN DA CHOCOCORN – Ingressos disponíveis aqui
SOBRE CHOCOCORN AND THE SUGARCANES
Chococorn and the Sugarcanes é uma banda de Santa Bárbara d’Oeste (SP) formada por Alexandre Luz (bateria), Pedro Guerreiro (guitarra solo), Pietro Sartori (baixo) e Pipe Bacchin (guitarra base), com todos os integrantes dividindo os vocais. Com Siamês, álbum de estreia lançado em maio de 2024, o grupo se firmou como um dos nomes de destaque da nova música brasileira, conquistando público em diferentes regiões do país, o que se traduziu numa turnê extensa, que percorreu do extremo sul ao nordeste.
No segundo disco, Todos os Cães Merecem o Céu (2026), a banda expande o seu campo de ação para além do “emo caipira” que marcou o início da trajetória e passa a explorar novas possibilidades sonoras e narrativas. O álbum reflete a vida pós-Siamês: a rotina de estrada, a saudade de casa, os conflitos ligados ao reconhecimento artístico, além de questões sociais e políticas, afetos desgastados e até o luto. O resultado soa como uma espécie de carta de amor, ao mesmo tempo íntima e plural, a uma vida que já não cabe no individual.
Essa pulsão exploratória também se manifesta na sonoridade, que ganha contornos mais amplos e coloridos. Transitando por referências do rock alternativo dos anos 90, do post-punk revival dos anos 2000, da música eletrônica dos anos 2010 e da cena underground brasileira contemporânea, a Chococorn reformula o seu “emo” em chave mais aberta, com ambição pop e um claro interesse em soar nova.
Programação gratuita nos dias 16, 17 e 18 de outubro terá música, teatro e artes visuais para crianças, adolescentes e famílias no Córrego do Feijão
A Semana das Crianças no Memorial Brumadinho acontecerá nos dias 16, 17 e 18 de outubro, sempre às 15h, com uma programação voltada para crianças, adolescentes e seus familiares, promovendo também momentos de convivência e troca entre gerações. Localizado no bairro Córrego do Feijão, em Brumadinho, onde ocorreu o rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão em 2019, o espaço foi inaugurado em janeiro de 2025 a partir da mobilização dos familiares das 272 vítimas fatais e é gerido pela Fundação Memorial de Brumadinho.
Em 2026, o eixo da programação será Memória em Movimento, a partir da ideia de que a memória é viva, construída e reconstruída continuamente nas relações entre pessoas, gerações, linguagens e territórios. Ao longo dos três dias, música, teatro e artes visuais serão caminhos para fazer a memória circular, permanecer e ganhar novos sentidos, em diálogo com as histórias e manifestações culturais de Brumadinho. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até dia 12 de outubro no formulário disponível no site memorialbrumadinho.org.br.
Segundo Adriana Piva, gerente de Educação do Memorial, o espaço tem como marca um bosque com 272 ipês amarelos, um em homenagem a cada vítima, e traz a proposta de mostrar que a memória se conta, se encena, se escuta, se toca, se transforma e se compartilha, aproximando crianças, adolescentes e famílias da história e da cultura do município. “Embora o Memorial parta de uma história terrível, ele fala sobre vida, futuro e esperança e por isso é tão importante que as crianças estejam lá nesse espaço de formação crítica que contribui para a construção de um mundo melhor onde tragédias como a do Córrego do Feijão não se repitam”, assinala a gerente.
Na avaliação de Adriana Piva, o Memorial abraça essa responsabilidade de contribuir para a formação de uma nova geração que pense e pratique princípios como a valorização da vida, o cuidado com o outro e com o território. Nesse sentido, ela explica que as ações do Memorial voltadas para as crianças trazem essa perspectiva de uma maneira lúdica e alegra sempre conectada com a missão de transformação social.
A série de oficinas integra as ações contínuas de mediação cultural e educativa promovidas pelo Educativo do Memorial, que realiza ao longo do ano visitas mediadas, apresentações artísticas e eventos relacionados a questões ambientais e de direitos humanos. Todas as atividades têm classificação livre, são gratuitas e têm duração média de 1 hora. Ao final de cada atividade, será oferecido um lanche aos participantes.
Atividades para crianças e adultos
No primeiro dia, sexta-feira (16), será apresentado o espetáculo teatral “A Turma da Bruminha”, criado e encenado pelo Grupo Teatral Gema, da cena local. A peça convida o público a percorrer de uma forma leve e envolvente diferentes aspectos da trajetória do município.
No sábado (17), será realizada a vivência musical “A Fanfarra e seus sons”, proposta pela Fanfarra do Queiroz. A atividade apresentará ao público um pouco dessa manifestação cultural tão presente na memória de Brumadinho e de Minas Gerais. Além de conhecer os instrumentos e experimentar as sonoridades de uma fanfarra, os participantes serão convidados a integrar um pequeno cortejo que sairá do Memorial e visitará a praça central de Córrego do Feijão.
No domingo (18), a programação será encerrada com a oficina “Da natureza à cerâmica: memórias do território”, conduzida pelas educadoras do Programa Educativo. A proposta é criar pequenas peças de cerâmica a partir da impressão (baixo relevo) de elementos da natureza encontrados no próprio bosque do Memorial (folhas, flores, gravetos etc.). A atividade retoma uma tradição antiga e ainda presente em Brumadinho: a produção cerâmica.
SERVIÇO
Evento: Semana das Crianças – 2026 – Memória em Movimento
Data: 16 a 18 de outubro (quinta a sábado)
Horário: 15 horas
Local: Memorial Brumadinho (rua Hum, nº 100, bairro Córrego do Feijão, Brumadinho/MG)
Pesquisa não resulta em viabilidade na criação comercial de jumentos nem neutraliza impactos do abate para abastecer mercado de peles
A produção de embriões in vitro de jumentos nordestinos não é um resultado científico inédito nem tampouco uma biotecnologia que garanta a conservação desses animais diante da atual prática extrativista que sustenta o mercado da venda de suas peles por frigoríficos da Bahia para países como a China.
O alerta é de uma articulação formada por mais de 50 organizações, cientistas, pesquisadores e especialistas brasileiros e internacionais que atuam na defesa e conservação dos jumentos. A manifestação ocorre após a divulgação de que a Universidade Federal de Viçosa, por meio do Laboratório do Departamento de Zootecnia da UFV, estuda a produção in vitro de embriões asininos.
O grupo chama atenção para a necessidade de separar duas questões distintas: de um lado, a capacidade de produzir experimentalmente um embrião de jumento em laboratório – divulgado pela universidade – e, do outro, a preservação dessa espécie. Não há nenhuma garantia científica de que a fertilização in vitro de um jumento nordestino seja capaz de recompor uma população ameaçada de extinção frente à sua retirada contínua de vários estados da região nordeste, visando a extração e exportação da sua pele.
Um embrião não é uma população recuperada Há um consenso dos cientistas de que a obtenção de embriões em laboratório representa apenas uma das etapas do processo reprodutivo. Para que essa biotecnologia tenha impacto populacional, é necessário demonstrar, entre outros aspectos, taxas consistentes de gestação após a transferência dos embriões, nascimento de animais saudáveis, sobrevivência, capacidade reprodutiva e viabilidade da aplicação em escala.
Por isso, no momento em que o embrião de um jumento nordestino existir, a próxima pergunta a fazer seria objetiva: essa gestação chegaria até o fim? A que custo? A fertilização seria capaz de aumentar a taxa de reprodução da espécie? A reposição dos animais nas fazendas aconteceria em tempo hábil para suprir a média de mais de 2 mil jumentos abatidos por mês pelo principal frigorífico deste segmento?
No mundo todo, até o momento, nenhuma pesquisa de produção de embriões não demonstrou que a fecundação in vitro consiga compensar a redução drástica da população de jumentos. Em 2024, por exemplo, um estudo com a raça francesa Poitou revelou que os embriões de jumentos transferidos para as receptoras resultaram em uma gestação interrompida antes do nascimento — ainda numa fase muito inicial.
Com isso, é possível dizer que a reprodução em laboratório não é economicamente ou biologicamente viável para viabilizar uma cadeia pecuária intensiva comparável às cadeias de bovinos, suínos ou aves, capaz de abastecer à demanda dos consumidores da China do ejiao – gelatina fabricada com o colágeno extraído da pele do jumento que teria, propriedades revigorantes segundo a cultura daquele país.
Transparência O grupo formado por mais de 50 organizações e cientistas também consideram fundamental que os porta-vozes da propriedade rural conhecida como Jegue Land se apresentem de forma transparente, a fim de revelar os interesses econômicos envolvidos no projeto e na divulgação de fatos como o da pesquisa da Universidade Federal de Viçosa.
Alex Bastos, idealizador da Jegue Land, que descreve a área como uma fazenda voltada à conservação da espécie, é o maior vendedor de peles de jumentos à China, por meio da sua empresa Nordeste Pecuária, segundo o site da Redesim (Ministério da Fazenda). Ele tem dois sócios pessoas físicas domiciliadas no exterior, de acordo com a página oficial do governo federal.
Localizado em Amargosa, a oferta mensal de peles do abatedouro gira em torno de 2 mil unidades, de acordo com declarações do empresário à imprensa no ano passado. Essa informação é indispensável para que o público compreenda o conflito de interesse de uma pessoa ser, ao mesmo tempo, dono de um negócio de peles de jumentos e responsável por uma iniciativa de preservação da espécie.
Quando um agente econômico envolvido na exploração comercial da espécie também apresenta iniciativas de reprodução e conservação como resposta à redução da população, esse vínculo precisa fazer parte da notícia.
Uma crise que ultrapassa o Brasil A preocupação dos cientistas e das organizações brasileiras faz parte de um problema internacional. A demanda por peles de jumentos está relacionada principalmente à produção de ejiao, produto tradicional comercializado na China. Com a redução da disponibilidade de animais naquele país, os fabricantes passaram a buscar jumentos em outras regiões do mundo, aumentando a pressão sobre populações especialmente na África e na América Latina.
O Brasil entrou nesse circuito internacional, e o Nordeste tornou-se o centro da atividade de abate no país. Por isso, pesquisadores alertam que o debate não pode ser reduzido à pergunta sobre como produzir mais animais. Antes disso, é necessário avaliar se existe uma população capaz de suportar a retirada em escala comercial, quais são os impactos sobre a diversidade genética, o bem-estar animal, a saúde pública e as comunidades que historicamente convivem com esses animais.
As organizações reconhecem a importância do desenvolvimento de técnicas de reprodução assistida para conservação genética e preservação da espécie. O que contestam é a utilização de um resultado laboratorial inicial como argumento de que isso seria uma solução para viabilizar uma cadeia comercial de abate.
Conservação não é produzir um embrião enquanto milhares de animais continuam sendo abatidos. Uma política efetiva de preservação exige dados populacionais confiáveis, rastreabilidade, proteção da diversidade genética, avaliação independente dos impactos da cadeia, fiscalização sanitária e de bem-estar animal e, sobretudo, demonstração científica de que qualquer exploração proposta não ultrapassa a capacidade de recuperação da população.
Enquanto essas respostas não existirem, a busca por uma produção de embriões in vitro deve ser tratada pelo que efetivamente representa dentro da biotecnologia reprodutiva – e não uma demonstração de que o abate comercial de jumentos no Brasil pode se tornar sustentável.
Oportunidade é voltada a pessoas em transição de carreira que desejam se tornar profissionais de investimentos
A W1 Capital, escritório parceiro da XP com presença em todo o território nacional, está com inscrições abertas para profissionais
interessados em construir carreira no mercado financeiro. As oportunidades são para atuação em todo o Brasil, com foco de seleção especial em praças estratégicas de expansão como Belo Horizonte, Salvador, Ribeirão Preto e Campinas.
A oportunidade é destinada a pessoas que buscam ingressar no mercado financeiro na assessoria, uma profissão cada vez mais valorizada à medida que cresce a demanda dos investidores por acompanhamento financeiro especializado e
relacionamento de longo prazo.
A seleção busca profissionais com graduação completa e que ainda não atuam no mercado financeiro, mas possuem perfil comercial,
capacidade de relacionamento, interesse por negócios e vontade de construir uma trajetória profissional no setor. Pessoas com experiência em áreas como vendas, administração, engenharia, gestão e atendimento ao cliente, por exemplo, podem encontrar na assessoria de investimentos uma oportunidade de desenvolvimento e crescimento de carreira.
A busca por novos talentos é reflexo do sucesso do programa XP Future, que já formou mais de mil profissionais e segue com o objetivo de formar a próxima geração de assessores de investimentos em todo o país. Como parceiro do programa, a W1 Capital atua há 16 anos no mercado e tem como diferencial um modelo inovador focado em planejamento financeiro 360º, unindo consultoria patrimonial,
investimentos, proteção, planejamento sucessório e gestão empresarial.
Eleita o melhor escritório de assessoria do Brasil e da região Sudeste no Brazil Advisor Awards 2026 da XP, a W1 conta atualmente com 37 escritórios, R$ 3,5 bilhões sob custódia e cerca de 2 mil profissionais em seu ecossistema. A meta da empresa é formar 3 mil assessores nos próximos cinco anos, impulsionada por investimentos em tecnologia proprietária e por um aporte projetado de R$ 1 bilhão até 2033.
Para os participantes, a oportunidade representa uma porta de entrada para o mercado financeiro, uma indústria que oferece múltiplas possibilidades de desenvolvimento profissional. A experiência como assessor pode abrir caminhos para especialização em áreas como estratégias de investimentos, atendimento a clientes de alta renda, sucessão familiar e gestão de patrimônio, acompanhando a evolução de cada profissional.
Os interessados em participar do processo seletivo para as oportunidades na W1 Capital, em Belo Horizonte, devem se candidatar por meio do link: https://job-boards.greenhouse.io/xpb2b/jobs/8567587002?gh_src=bjiwk82t2us
“Não adianta você crescer sem formar o profissional na sua cultura e no padrão de entrega. A gente sempre trabalhou muito o poder de escolha do cliente e o planejamento integrativo. As nossas alavancas de crescimento são formar pessoas e abrir escritórios com qualidade e líderes fortes. O XP Future é a plataforma ideal para conectar novos talentos com perfil comercial, visão de negócios e vontade de crescer ao nosso ecossistema, oferecendo suporte, treinamento constante e plano de carreira para construir uma trajetória sólida”, destaca Gabriel Mangueira, CEO da W1 Capital.
O XP Future oferece uma jornada estruturada de desenvolvimento profissional, combinando preparação para certificações do mercado financeiro, capacitação técnica, mentoria e experiência prática dentro do escritório, que conta com uma estrutura interna de treinamento com mais de 100 pessoas focadas na formação contínua dos times.
“Os profissionais que vão liderar a próxima geração da assessoria de investimentos não serão necessariamente aqueles que começaram suas carreiras no setor, mas pessoas com visão de negócios, capacidade de relacionamento e histórico de realização em outras áreas. Quem ingressa nessa carreira hoje tem a oportunidade de construir uma trajetória de longo prazo em uma indústria em expansão, com múltiplas possibilidades de desenvolvimento profissional e um papel cada vez mais relevante na vida financeira dos investidores”, destaca Claudia Deberaldine, Head da Plataforma de Formação de Assessores XP.
Com lançamento gratuito e aberto ao público em 21 de outubro, na Ação Educativa, obra reúne especialistas para discutir resultados do Inaf 2024 e desigualdades no acesso à educação e ao universo digital
A Ação Educativa recebe, no dia 21 de outubro, das 19h às 21h, o lançamento do livro Inaf 25 anos: alfabetismo no Brasil em tempos digitais, da Diálogos Editora. Organizada por Heloisa Trenche Belusci e Roberto Catelli Jr., a publicação celebra os 25 anos do Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf) e apresenta análises dos resultados da edição de 2024, que incorporou, pela primeira vez, a dimensão digital à pesquisa. Gratuito e aberto ao público, o evento acontece no auditório da Ação Educativa, com mesa de debate com autoras da obra, seguida de lançamento, coquetel e sessão de autógrafos.
Criado em 2001 pela Ação Educativa e pelo Instituto Paulo Montenegro, o Inaf realizou onze edições ao longo de sua trajetória e se consolidou como referência para a compreensão do alfabetismo no Brasil e para o debate sobre educação. A pesquisa acompanha desigualdades, permanências e transformações nas formas como jovens e adultos mobilizam conhecimentos de leitura, escrita e matemática em situações concretas da vida cotidiana.
A edição de 2024 inaugura uma nova etapa dessa trajetória ao incorporar um instrumento de avaliação em ambiente digital. Em uma sociedade em que as tecnologias estão cada vez mais presentes nas formas de trabalhar, acessar serviços, comunicar-se e participar da vida pública, a publicação discute como as práticas de leitura, escrita e uso da matemática também se manifestam em contextos mediados pelas tecnologias digitais. Os resultados analisados na obra mostram que as desigualdades presentes no alfabetismo também se reproduzem nesse ambiente.
“Os 25 anos do Inaf nos permitem olhar para uma trajetória extensa de produção de conhecimento sobre o alfabetismo no Brasil e, ao mesmo tempo, para os novos desafios colocados pelas transformações da sociedade. A incorporação da dimensão digital amplia essa análise e ajuda a compreender como as habilidades de leitura, escrita e matemática são mobilizadas em contextos cada vez mais mediados pela tecnologia”, afirma Roberto Catelli Jr., organizador da publicação e responsável pelo Inaf na Ação Educativa.
Desigualdades e desafios para as políticas públicas
Com 160 páginas, a publicação reúne textos de especialistas que analisam os resultados do Inaf 2024 em diálogo com a série histórica da pesquisa. A primeira parte é dedicada às inovações metodológicas da edição e a temas como alfabetismo e letramento digital, condições de conectividade e relações entre práticas digitais e numeramento. A segunda parte se concentra nas implicações dos resultados para as políticas públicas, com atenção às desigualdades geracionais, de gênero e raça e aos desafios da Educação de Jovens e Adultos (EJA).
Entre os temas abordados está a dimensão geracional do analfabetismo funcional. Em seu capítulo, Heloisa Trenche Belusci analisa a concentração do fenômeno sobretudo entre pessoas com 40 anos ou mais e, diante do envelhecimento populacional, destaca a importância de políticas consistentes de Educação de Jovens e Adultos para enfrentar a persistência do analfabetismo funcional no país.
“Discutir alfabetismo em um país que envelhece exige olhar também para as oportunidades educacionais oferecidas ao longo de toda a vida. Os dados evidenciam a necessidade de políticas consistentes de Educação de Jovens e Adultos, capazes de enfrentar desigualdades que persistem e afetam justamente parcelas da população que tiveram seus direitos educacionais negados ao longo de suas trajetórias”, afirma Heloisa Trenche Belusci, organizadora da obra, que integrou a equipe técnica do Inaf desde 2019 e atuou até meados de 2026 na área de Educação de Jovens e Adultos da Ação Educativa.
A publicação também discute desigualdades de gênero e raça, conectividade, participação no ambiente digital, numeramento, oportunidades de escolarização e as relações entre alfabetismo, trabalho, participação social, cidadania e desenvolvimento humano. O volume reúne ainda tabelas com resultados da pesquisa, que podem subsidiar novos estudos e reflexões.
Lançamento reúne especialistas
A programação começa às 19h, com apresentação do livro, da editora e do Inaf por Roberto Catelli Jr., além das participações de Ana Lima, da Conhecimento Social, organização parceira na realização da pesquisa.
Às 19h20, a programação segue com uma mesa com autoras da publicação. Estão previstas as participações deDaniela Costa (Cetic.Br), Ana Elisa Ribeiro (Cefet-MG), Edneia Gonçalves (Ação Educativa), Rosalina Maria Soares (Fundação Roberto Marinho) e Maria Clara Di Pierro (FEUSP). A conversa abordará temas como conectividade significativa, alfabetismo e letramento digital, desigualdades raciais, oportunidades de escolarização, transformações no mundo do trabalho e os desafios para garantir o direito à Educação de Jovens e Adultos. Ao final, haverá espaço para perguntas do público.
Serviço Lançamento do livro Inaf 25 anos: alfabetismo no Brasil em tempos digitais Data: 21 de outubro Horário: das 19h às 21h Local: Auditório da Ação Educativa Entrada: gratuita e aberta ao público Programação: abertura, mesa com autoras da publicação, lançamento do livro, coquetel e sessão de autógrafos
O comércio eletrônico brasileiro ganhou, nesta quinta-feira (1º), um retrato atualizado de seus próprios desafios e oportunidades. O ComEcomm EX reuniu, no Minascentro, em Belo Horizonte, empresários, gestores, sellers e especialistas do setor em um dia dedicado a vendas online, marketplaces, automação e inteligência artificial aplicada ao comércio digital.
EVENTO REUNIU PÚBLICO EXPRESSIVO E AMPLA FEIRA DE NEGÓCIOS
A edição mineira do ComEcomm EX recebeu público expressivo ao longo de todo o dia, com palestras cheias e uma feira de negócios movimentada por vários expositores. O jornalista Helton Sforzin, responsável pela cobertura do evento aqui em BH para o Portal Canário Minas, destacou a quantidade de oportunidades e de networking que foram criadas, graças ao novo formato do evento, que uniu palestras técnicas e vários relacionamentos entre empresários, fornecedores e profissionais do setor em um único espaço.
Segundo Sforzin, “a estrutura do evento favoreceu conversas diretas entre quem vende e quem fornece tecnologia para o comércio eletrônico, reforçando o caráter de negócios da programação, além do conteúdo apresentado no palco principal”.
Ao longo do dia, o jornalista conversou com diversos visitantes que circulavam entre o palco principal e a feira de negócios, entre empresários buscando fornecedores, sellers trocando experiências sobre marketplaces e profissionais se atualizando sobre automação e inteligência artificial.
Entre os vários palestrantes do evento, podemos destacar:
SHOPEE TRAZ DADOS REGIONAIS E DICAS PARA ALAVANCAR VENDAS
Um dos primeiros nomes a subir ao palco foi Leonardo Silva, Head de Engajamento com Vendedores da Shopee, com a palestra “Alavancando Vendas com a Shopee”. Silva apresentou dados de produtos mais vendidos por estado na plataforma e citou a “câmara de ar para moto” como um dos itens de maior saída entre os consumidores mineiros, exemplo usado para ilustrar como o comportamento de compra pode variar entre as regiões do país.
Foto: Helton Sforzin | Leandro Silva Head de engajamento da Shopee na ComEcomm EX em BH
Leonardo, também, abordou a plataforma de transmissão por chat da empresa e a importância de um programa de afiliados bem estruturado como estratégia para ampliar o alcance das vendas, reforçando aos presentes o papel desses recursos na captação de novos clientes dentro do marketplace.
Silva destacou ainda que o cruzamento de dados regionais com o comportamento de compra permite às marcas adaptar catálogo, estoque e campanhas a cada praça, em vez de tratar o país como um mercado único, estratégia que, segundo o executivo, tem gerado resultado direto para sellers que operam na Shopee.
TIAGO VAILATI APRESENTA RESULTADOS DE AGENTES DE IA
Na sequência, Tiago Vailati, CEO da Loopia, apresentou a palestra “Agentes de IA para Atendimento, Conversão e Engajamento“. Vailati mostrou como a plataforma da empresa centraliza, em um único painel, o atendimento automatizado por inteligência artificial em canais como WhatsApp, marketplaces e redes sociais, unificando pré-venda e pós-venda em uma mesma operação.
Foto: Helton Sforzin | Tiago Vailati, CEO da Loopia na ComEcomm EX em BH
Segundo dados divulgados pela própria Loopia, os agentes de IA da plataforma resolvem 92% dos atendimentos sem intervenção humana, com tempo médio de resposta de 30 segundos e disponibilidade de 24 horas por dia. O CEO da Loopia citou ainda um aumento médio de 50% na taxa de conversão de vendas entre empresas que adotaram a ferramenta.
Para Sforzin, “a apresentação de Vailati reforçou que “a inteligência artificial deixou de ser promessa e já aparece em números concretos de conversão e redução de tempo de resposta dentro do comércio eletrônico”.
EDRONE DESTACA GATILHOS MENTAIS PARA AUMENTAR A CONVERSÃO
Rafael Bueno, Head de Vendas da Edrone, foi o terceiro nome a subir ao palco, com a palestra “O Futuro das Vendas Online: IA e Automação para Escalar seu E-commerce”. Bueno apresentou gatilhos mentais usados para aumentar vendas e discutiu técnicas de captura, engajamento e conversão aplicadas ao comércio eletrônico.
Para o executivo da Edrone, o posicionamento da marca dentro do e-commerce é tão determinante para o resultado de vendas quanto as ferramentas de automação utilizadas na operação, ponto reforçado em diferentes momentos de sua apresentação.
Sforzin avaliou a palestra de Bueno como uma das mais completas do dia, por unir fundamentos de persuasão a exemplos práticos de automação, combinação que, segundo o jornalista, resumiu bem a proposta do ComEcomm EX de aproximar teoria e aplicação direta no negócio.
FERNANDO MANSANO PALESTRA E CONCEDE ENTREVISTA
O quarto nome a subir ao palco foi o próprio Fernando Mansano, fundador do ComEcomm e presidente da ABIACOM, Associação Brasileira de Inteligência Artificial e E-commerce, com a palestra “Cenário, Estratégias, Oportunidades e Desafios no Comércio Eletrônico”. Além de organizador do evento, Mansano também atua como palestrante e escritor do setor.
Foto: Helton Sforzin | Fernando Mansano, presidente da ABIACOM e fundador da ComEcomm
A apresentação percorreu o cenário atual do e-commerce brasileiro, estratégias de crescimento, oportunidades ligadas a novas tecnologias e os principais desafios de quem vende online, e foi destacada por Sforzin como um dos pontos altos da programação.
Fernando trouxe informações importantes como o caso da China que é a 1ª no mundo a vender mais pelo e-commerce do que em lojas físicas. Outra informação relevante que Fernando trouxe foi “As 40 Maiores Empresas da América Latina em valor de mercado”, onde mostra o Mercado Livre no topo com 118Bi. Mansano disse, também, que o Brasil ainda tem muito a crescer no mercado E-commerce, hoje ocupamos o 10º lugar com 40%.
Após sua apresentação, Mansano concedeu entrevista ao jornalista Helton Sforzin. Confira a seguir os principais trechos da conversa.
Helton Sforzin: O que fez o senhor escolher Belo Horizonte para sediar o ComEcomm EX?
Fernando Mansano: Eu sempre fui apaixonado por levar oportunidades de e-commerce para além do eixo São Paulo, até porque venho do interior, de Ribeirão Preto, e sentia falta de mais protagonismo das cidades fora da capital paulista. A ideia nasceu de um grupo de empresários e profissionais de e-commerce que reunimos em Ribeirão Preto, e fomos expandindo para outras regiões. Quando olhamos para Belo Horizonte, vimos uma região fortíssima em comércio e indústria, com cases de sucesso como a Clamper e Coffee ++, empresas daqui que já se destacam no setor. A ideia é mostrar que também é possível competir com grandes marcas vindo de fora do eixo tradicional. Belo Horizonte nos recebeu de braços abertos, e já estamos na terceira edição do evento na cidade.
Helton Sforzin: Na sua visão, à frente da ABIACOM, qual é hoje o principal gargalo que impede empresas de médio porte de competir de igual para igual com os grandes players do e-commerce nacional?
Fernando Mansano: Eu acho que a principal dificuldade é o reconhecimento de marca. O e-commerce menor pode vender dentro de grandes marketplaces, como Mercado Livre, Amazon, Magalu e Shopee, surfando na confiança que essas plataformas já têm. Mas para quem vende em canal próprio, a confiança regional é importante, porque a pessoa que te conhece na tua cidade, no teu bairro, é mais fácil de convencer do que alguém do Brasil inteiro. As redes sociais ajudam a democratizar esse alcance, porque são acessíveis e a criatividade custa pouco. E muitas vezes um trabalho bem-feito com microinfluenciadores, com público menor mas mais qualificado e alinhado ao nicho da marca, vende mais barato e com mais resultado do que um grande influenciador.
Helton Sforzin: Como a inteligência artificial vai mudar a forma como o consumidor compra nos próximos cinco anos?
Fernando Mansano: Isso é desafiador. Hoje está difícil até arriscar um prazo de um ano, imagina cinco. O que eu digo para todo empresário é para começar a adotar a prática da inteligência artificial, não só fazendo perguntas para um ChatGPT ou um Gemini, mas colocando processo, automatizando etapas do negócio. Hoje, oferecer um atendimento de madrugada ou 24 horas é caro para um negócio pequeno, mas com inteligência artificial isso já é possível, e barato, com ferramentas a partir de 200, 300, 400 reais por mês, dependendo do volume. O que eu recomendo é colocar isso na pauta da empresa, no planejamento e no orçamento do próximo ano, com uma meta clara, por exemplo automatizar cinco processos.
Helton Sforzin: Quais são os próximos passos do ComEcomm EX, seja em novas praças, formatos ou parcerias?
Fernando Mansano: Estamos fortalecendo a parte educacional. Lançamos este ano um curso autoral de empreendedor de e-commerce, inédito no Brasil, que prepara o empresário para o negócio digital, voltado também para diretores e gestores em transição de carreira. A ideia é lançar mais modelos e variações de curso ao longo do próximo ano. Também vamos segmentar a comunidade em perfis diferentes, entre quem está começando, quem já tem mais experiência e precisa tracionar o negócio, e quem já está mais consolidado e quer trocar ideias sobre fusões, aquisições e cultura de empresa. São estratégias diferentes para cada momento do e-commerce.
A entrevista completa você confere no meu PodCast no Spotify, CLICANDO AQUI.
Foto: Helton Sforzin | Fernando Mansano e Helton Sforzin no ComEcomm EX em BH
Encerrada mais uma edição do ComEcomm EX em Belo Horizonte, o balanço feito por Sforzin é positivo, somando programação técnica, feira de negócios movimentada e espaço de relacionamento em um único dia de evento, formato que, segundo o fundador do ComEcomm, deve se repetir e crescer nas próximas edições.
SOBRE O COMECOMM
O ComEcomm, Comitê de Líderes de E-commerce, é um ecossistema dedicado ao desenvolvimento, ao relacionamento e à conexão de profissionais e empresas do comércio eletrônico. Por meio de eventos, comunidade, educação e iniciativas de networking, o comitê aproxima lideranças, empreendedores, gestores, especialistas e fornecedores que atuam na transformação do varejo e dos negócios digitais no Brasil.
Cobertura jornalística assinada por Helton Sforzin, jornalista, especialista em marketing digital, SEO e na Criação de Autoridade Digital com mais de duas décadas de atuação.
Existe uma geração que bebe de um jeito novo: menos vezes, com mais atenção ao que escolhe e sempre em busca de algo que ainda não provou. Não se trata de abandonar o brinde, mas de transformá-lo em experiência. Pesquisa divulgada pelo portal Mundo do Marketing mostra que 77% dos jovens brasileiros consomem bebida alcoólica ao menos duas vezes por mês, priorizando experiências coletivas e ambientes que reforçam identidade e sociabilidade. A escolha, agora, passa por novidade, estética e ocasião — e é justamente nesse território que a Rock Brewing apresenta o seu Chope de Vinho, coquetel composto que combina cerveja Pilsen com um blend de vinhos de mesa tintos.
O apetite por novidade já tem nome no mercado: o segmento de coquetéis prontos para beber, os chamados RTDs, está em expansão global, e a Euromonitor International aponta o consumo intencional, a funcionalidade e a inovação como vetores centrais da indústria de bebidas na América Latina. A leitura é clara: o consumidor quer descobrir produtos que digam algo sobre quem ele é, e quer fazê-lo em situações que possam ser vividas — e compartilhadas. É nessa fronteira entre a cerveja, o vinho e os drinks prontos que a Rock Brewing se posiciona.
O Chope de Vinho nasce exatamente dessa recusa em escolher. Da cerveja, mantém a refrescância e a espuma — que aqui ganha um tom róseo de alta estabilidade, algo inexistente na taça de vinho tradicional. Do vinho, traz o aroma predominante, com notas suaves de frutas vermelhas, e um sabor equilibrado entre dulçor, corpo e refrescância. O resultado é uma bebida mais descontraída que o vinho e mais badalada que a cerveja comum, feita para ser apreciada sem cerimônia e sem exigir do consumidor o domínio de códigos que não são os dele.
A proposta responde a uma ocasião de consumo que ganha força nas grandes cidades: o meio do caminho entre o happy hour e o jantar formal, entre a roda de amigos e o festival. Bares, shows, festivais e encontros em casa são os cenários naturais da bebida, pensada para momentos de descontração, música e celebração.
A identidade visual reforça esse posicionamento. Com paleta em tons de vinho, dourado e off-white, o rótulo foge tanto da linguagem clássica dos vinhos quanto dos códigos tradicionais da cerveja, destacando o conceito de Chope de Vinho e valorizando a espuma característica da bebida. O desenho aposta em despertar curiosidade no ponto de venda e comunicar que se trata de algo diferente de tudo o que o consumidor já conhece — com preço acessível, para que a novidade não se torne um produto elitizado.
Lançada recentemente, a Rock Brewing chega ao mercado por supermercados, atacarejos, conveniências e distribuidoras, e coloca em prática a ambição de liderar a construção de uma categoria inteira no país. Mais do que uma bebida, a marca se apresenta como uma resposta ao jeito contemporâneo de celebrar: sem rótulos, sem limites e sem a necessidade de escolher entre dois mundos — afinal, a geração que não quer escolher talvez nunca tenha tido tantas boas razões para isso.