“Feito Pipa” vence festival no México

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Yuri Gomes (izquierda) y Teca Pereira (derecha) ganadores premio Maguey a Mejor Interpretación, en la edición 41 del Festival Internacional de Cine en Guadalajara (FICG). Guadalajara, Jalisco, México. Sábado 25 de abril de 2026. Foto © FICG / Gonzalo Chalo García
Uma semana depois de receber o prêmio de Melhor Interpretação para Yuri Gomes, o longa-metragem brasileiro “Feito Pipa”, dirigido pelo cearense Allan Deberton, acaba de ganhar mais dois prêmios na 41ª edição do Festival de Guadalajara, no México: Melhor Filme e Melhor Interpretação para Teca Pereira e Yuri Gomes, na seção Maguey que reúne longas-metragens de ficção e documentários de todo o mundo que abordam temas queer relacionados à comunidade LGBTQ+.
O júri justificou o prêmio com a seguinte declaração: “Este filme nos mostra a magia, a inocência e o amor por meio de seus personagens. O filme constrói uma história universal a partir do ponto de vista de um personagem, complementada pelo design de produção, pelas atuações e pela cinematografia. E, especialmente, nos convida a trabalhar e a construir em espaços seguros para as identidades queer e para as pessoas que amamos.” 
 
Crédito: Gonzalo Chalo García
O diretor estava presente na premiação e comentou a conquista: “Foram dias incríveis em Guadalajara, com uma recepção carinhosa do público em todas as sessões. Sair duplamente premiado é uma honra. Dedico a todos que fizeram parte do filme, que o apoiaram e o fizeram existir. Agradeço a curadoria, a direção e a equipe do Festival pela acolhida. A história de Gugu e Dilma tem emocionado por onde passa, desde Berlim o filme e o elenco têm encantado o público e é muito bom estar acompanhando essa recepção tão calorosa.”
“Feito Pipa” abre amanhã o 26º FICPV – Festival Internacional de Cine en Puerto Vallarta, no México, e Allan Deberton e Marcelo Pinheiro seguem acompanhando a trajetória do filme. Após abrir o Festival Internacional de Cinema de Cartagena das Índias (FICCI), que marcou a estreia lationa-americana, o filme foi premiado na 65ª edição do evento, com Yuri Gomes ganhando o prêmio de Melhor Interpretação na mostra competitiva Cine de los Barrios, mostra competitiva que leva o cinema a diferentes territórios da cidade, ampliando o acesso do público às produções exibidas no festival. O troféu é o primeiro de Yuri Gomes, jovem ator baiano de 12 anos, que fez sua estreia no cinema no longa, ao lado de Teca Pereira e Lázaro Ramos, Carlos Francisco e Georgina Castro.
Antes disso, “Feito Pipa” teve uma passagem consagradora pela Berlinale 2026, onde foi aplaudido de pé nas três sessões durante o festival e conquistou o Urso de Cristal de Melhor Filme (Júri Jovem) e o Grande Prêmio do Júri Internacional da mostra Generation Kplus, tornando-se um dos principais destaques do cinema brasileiro no cenário internacional deste ano.
 
Crédito: Jamille Queiroz
O filme acompanha Gugu (Yuri Gomes), um menino que sonha em se tornar jogador de futebol e vive com a avó Dilma (Teca Pereira), que o cria de forma livre e afetuosa. Quando a saúde de Dilma se fragiliza, ele tenta esconder a situação para evitar ser separado dela e precisar ir morar com o pai, interpretado por Lázaro Ramos. Rodado em Quixadá, no interior do Ceará, o longa constrói uma narrativa sensível sobre amadurecimento, pertencimento e afeto.
Produzido pela Deberton Filmes e pela Biônica Filmes, em coprodução com a Warner Bros., “Feito Pipa” tem distribuição no Brasil pela Paris Filmes e vendas internacionais pela M-appeal. O projeto conta ainda com produção associada da Mistika, patrocínio do Nubank e apoio do Projeto Paradiso, por meio da Incubadora Paradiso. É uma realização com apoio do PNAB, PNAB CE, Governo do Ceará, BRDE, FSA, ANCINE e Ministério da Cultura.
Logline
Gugu sonha em se tornar um jogador de futebol. Criado livremente pela avó, ele fará de tudo para evitar precisar morar com o pai, com quem tem uma desafiadora relação.
Sinopse
Gugu (Yuri Gomes) é um menino de quase 12 anos, sonhador e apaixonado por futebol, que vive com a avó Dilma (Teca Pereira), uma professora aposentada que o cria de forma livre e afetuosa, sem se preocupar com os julgamentos dos moradores da cidade. A relação do garoto com o pai Batista (Lázaro Ramos) é difícil, feita de ausências, expectativas e afetos não ditos. Avó e neto moram sozinhos ao lado da barragem de Araújo Lima que, após anos de seca, começa a revelar as ruínas de uma antiga cidade submersa, trazendo à tona lembranças que mudaram a vida da família.
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