Alexandre’s Bar transforma memória em sucesso no Buteco

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Vindas da roça, das lembranças da infância e da paixão pela cozinha, nasceram as raízes do prato que hoje representa uma nova fase para o Alexandre’s Bar, em Belo Horizonte. À frente do estabelecimento está um mineiro de Veredinha, no interior de Minas Gerais, que transformou o sonho de cozinhar em referência no universo dos butecos da capital.

Natural de Veredinha-MG, o proprietário chegou a Belo Horizonte em 1999, aos 18 anos, em busca de oportunidades no mercado de trabalho. O primeiro emprego foi como garçom em um restaurante, mas o interesse pela cozinha falava mais alto.

“Sempre que tinha oportunidade eu ficava na cozinha para aprender a cozinhar”, relembra.

A curiosidade virou aprendizado. O aprendizado virou coragem. E, em 2004, ele decidiu deixar o emprego para abrir o próprio negócio: o Alexandre’s Bar, criado justamente para fazer o que mais gostava, cozinhar.

Mesmo já consolidado no bairro, o empreendedor sentia que precisava evoluir tecnicamente. Em 2019, iniciou o curso de Gastronomia para aprimorar a prática na cozinha. Após a formação, sentiu que era o momento certo para dar um passo maior: participar do Comida di Buteco.

Indicação dos clientes abriu caminho para o festival

Segundo ele, o convite para participar do concurso já vinha sendo incentivado pelos próprios clientes há alguns anos. Mesmo assim, acreditava que ainda não estava preparado.

“Todos os anos os clientes insistiam na indicação, mas eu não me sentia pronto”, conta.

Foi somente em 2024 que decidiu aceitar o convite para integrar o festival gastronômico. E a decisão mudou completamente a história do bar.

A participação no Comida di Buteco trouxe visibilidade, ampliou o público e fez com que pessoas de diferentes regiões de Belo Horizonte passassem a frequentar o estabelecimento. Antes restrito, em grande parte, aos moradores da região, o Alexandre’s Bar ganhou novos olhares e novos clientes.

Um prato criado a partir da memória afetiva

Quando o tema do concurso foi divulgado, a inspiração veio quase instantaneamente. O empresário voltou às lembranças da infância na zona rural de Minas Gerais para construir o prato que representaria o bar no festival.

A receita escolhida recebeu o nome de “Porco Amostarda”, inspirada em um costume da família na roça: comer costelinha com moranga e mostarda.

“A criação do prato foi inspirada nas memórias da infância no interior de Minas Gerais, onde eu nasci e cresci”, explica.

Mais do que uma receita, o prato representa identidade, memória afetiva e conexão com as origens.

O novo público do buteco

Para o proprietário, uma das maiores transformações proporcionadas pelo Comida di Buteco foi perceber a mudança no perfil do público que frequenta os bares tradicionais.

Segundo ele, o buteco deixou de ser apenas um lugar para beber cerveja e passou a ser também um espaço de convivência, gastronomia e experiências.

“Hoje não é difícil ver famílias frequentando buteco”, afirma.

Entre os momentos mais marcantes vividos durante o concurso, um deles ficou gravado na memória: ver pais levando filhos, filhos levando pais idosos e famílias inteiras reunidas para experimentar o prato criado pelo bar.

“Isso me marcou e ao mesmo tempo nos motiva mais a continuar com esse trabalho”, destaca.

Um novo recomeço

Depois da participação no festival, o Alexandre’s Bar entrou em uma nova fase. O reconhecimento, a chegada de novos clientes e a valorização da culinária de boteco fortaleceram ainda mais a trajetória construída desde 2004.

Ao olhar para toda essa caminhada, o empresário resume a experiência em poucas palavras:

“Uma nova história, um novo recomeço e principalmente motivação.”

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