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seg, 09 fevereiro 26

Unidos dos Guaranys celebra 61 anos e leva homenagem a Marlene Silva ao carnaval de BH

Escola tradicional da Pedreira Prado Lopes desfila na segunda-feira de carnaval e reforça o papel do samba como vetor cultural e social na capital

O desfile das escolas de samba de Belo Horizonte chega novamente ao carnaval como um dos principais palcos de afirmação da cultura popular da capital mineira. Em 2026, entre as agremiações que mantêm viva essa tradição está a Escola de Samba Unidos dos Guaranys, que será a terceira escola a desfilar no dia 16 de fevereiro, segunda-feira, na Avenida dos Andradas, integrando o Grupo de Acesso e disputando uma vaga para o Grupo Especial para o carnaval de 2027.O enredo deste ano presta homenagem à bailarina Marlene Silva, referência incontornável da cultura e das artes em Belo Horizonte. A trajetória da artista é marcada pela valorização da dança, da expressão corporal e das manifestações ligadas à identidade negra e popular da cidade, temas que dialogam diretamente com a história da escola e com o papel social do samba nas periferias urbanas.Atualmente, sob a presidência de Gleison Fernandes, a escola passa por um processo de renovação administrativa e artística, com foco em planejamento, organização e ampliação da participação comunitária. Um dos marcos desse novo ciclo é a inauguração da Casa da Pedreira, nova quadra da escola localizada na própria Pedreira Prado Lopes. O espaço foi concebido como um polo de convivência, projetos sociais, oficinas culturais e eventos comunitários, fortalecendo o vínculo territorial e reafirmando o papel da escola como agente de transformação social.“O desfile reafirma tudo aquilo que a Unidos dos Guaranys representa há mais de seis décadas, que é em virtude à defesa da cultura popular, o reconhecimento das nossas raízes e a força criativa que nasce dentro das comunidades. Afinal, o carnaval, além de folia, é afirmação da nossa identidade cultural”, confirma Gleison Fernandes, Presidente da Escola de Samba Unidos dos Guaranys.Fundada em 1964 na Pedreira Prado Lopes, uma das regiões mais simbólicas da capital, a escola é reconhecida como um dos maiores símbolos de resistência cultural do carnaval belo-horizontino. A relevância histórica da Unidos dos Guaranys também se traduz em conquistas. A agremiação acumulou quatro títulos na década de 1970, período em que ajudou a consolidar o carnaval de Belo Horizonte como espaço legítimo de expressão cultural. Logo, a Unidos dos Guaranys permanece como uma das poucas escolas ainda ativas dentro do território onde nasceu. Essa presença contínua contribui para o fortalecimento da autoestima coletiva, para a formação cultural de crianças e jovens e para a manutenção do samba como linguagem artística viva nas periferias de Belo Horizonte.Já no clima da folia, para Gleison, o desfile vai além da competição. “Convidamos toda a população a acompanhar o carnaval, ocupar a cidade e reconhecer o valor dessas manifestações. O samba, enquanto arte contemporânea, também é ferramenta de educação, memória e inclusão, e precisa ser vivido e apoiado por todos”, afirma, em convite aberto ao público.

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