O Bloco homenageia Rainhas da Música Brasileira, sejam elas grandes cantoras ou mesmo cantoras do bairro que têm vozes maravilhosas, mas ainda não têm o reconhecimento merecido no mercado da música.
O Bloco chega o Rei pede licença á Roberto Carlos, cantor que inspirou a sua criação, e homenageia Rainhas da Música Brasileira, sejam elas, famosas ou não. Neste ano; além das tradicionais músicas do Rei; o bloco contará também músicas das divas Maria Bethânia, Gal Costa, Rita Lee, Ivone Lara, Beth Carvalho; Marilia Mendonça Sandra de Sá, além de Xuxa por que não pode faltar as canções para alegrar a criançada, que também está sempre presente nos desfiles e ensaios. Tradicional na região, o bloco que desfila desde 2018, surgiu a partir da vontade de movimentar culturalmente e promover e ações sociais na regional Noroeste da cidade e executa músicas do cantor Roberto Carlos através de arranjos originais que permeiam o samba, ciranda, maracatu, funk, marchinha, ijexá e congo, fato que contagia adultos, crianças e idosos.
“Todo ano a gente faz uma homenagem especial e neste ano será a vez dessas grandes cantoras brasileiras. Elas foram escolhidas porque são importantes por moldarem a identidade musical do país, inovarem esteticamente, e lutaram por espaço em um mercado historicamente dominado por homens, e por meio de sua arte, impactaram gerações e a cultura nacional”, explica Fabrício Moraes, coordenador, guitarrista e cantor do Bloco.
Ele ressalta ainda que a homenagem será estendida às cantoras do bairro João Pinheiro e região; local onde o bloco e a Banda Chega o Rei atuam o ano todo. “São mulheres que se destacam pela combinação de talento vocal com carisma, só falta mesmo o reconhecimento do mercado da música”, completa.
Cantoras do bairro que se destacam pela combinação de talento vocal com carisma, mas ainda não tem espaço merecido no mercado da música também serão homenageadas pelo Bloco neste ano. Rosilene Jacques é uma delas. Ela irá compor a banda e terá a oportunidade de mostrar sua voz para o público do Chega o Rei. Nascida em Belo Horizonte, tem 63 anos e canta desde os 14 anos, quando iniciou no coral da Polícia Militar. Aos 18, foi convidada a integrar o coral da igreja, onde permaneceu por cerca de 30 anos, participando de diversos grupos musicais e coordenando o Ministério da Música. Também cantou no coral do Senac por sete anos. “Sempre busquei me aperfeiçoar por meio dos estudos musicais, pois cantar é um dom e uma grande paixão. Atualmente, faço aulas de canto e participo de apresentações em barzinhos com um amigo. Sou imensamente grata pelo convite para fazer parte do Bloco Chego Rei, tocando, cantando e sempre entregando o meu melhor”, explica Rosilene Jacques.
Outra que também irá compor a banda é Madu Assis que interpreta grande parte da sua carreira no samba e na MPB, mas também abrange outros estilos musicais. Ativa e apaixonada pela música desde os 4 anos, participando de eventos como corais, casamentos, rodas de samba, projetos escolares e culturais. Adquiriu aptidão não só por cantar, mas por alguns instrumentos musicais também, parte dessa curiosidade veio através dos blocos de carnaval nos quais se faz presente atualmente tanto como instrumentista, quanto como cantora. Gosta e mantém a mente aberta para novas experiências, atitudes e estilos.
Mulheres veteranas da Banda do Bloco. Tradicionalmente, o Bloco Chega o Rei sempre foi composto por mulheres. Uma delas é Karla Nádila é produtora do Bloco Chega o Rei e figura central na gestão e planejamento das atividades do bloco. Educadora musical e percussionista, foi regente do Chega O Rei entre 2022 e 2024. Hoje, além de produtora, atua na movimentação cultural comunitária do bairro João Pinheiro em Belo Horizonte.
Mayra Morais, musicista, cantora e arte-educadora, formada em Jornalismo pela Fumec -BH e canto pela Bituca (Universidade de música popular em Barbacena). Atuou em diversas bandas ao longo dos anos, morou no sul da Bahia por sete anos, onde teve a música como sua principal fonte de renda. Hoje, de volta à capital mineira.
A batuqueira Aline Carneiro compõe o grupo desde a sua fundação. Nascida na efervescência cultural do bairro Santa Efigênia, onde rodas de samba pulsavam no cotidiano, construiu sua identidade artística a partir das referências musicais dos seus pais e da música popular. Criada por mulheres fortes, carrega na percussão a ancestralidade, a resistência e o poder de transformar vivência em arte. Formada em Produção Editorial e une palavra, corpo e tambor como instrumentos de afirmação e força coletiva.
Karla Nádila é produtora do Bloco Chega o Rei e figura central na gestão e planejamento das atividades do bloco. Educadora musical e percussionista, foi regente do Chega O Rei entre 2022 e 2024. Hoje, além de produtora, atua na movimentação cultural comunitária do bairro João Pinheiro em Belo Horizonte.
Tatiana Carvalho é gestora comercial, empresária e apaixonada pela percussão. Desde 2017, o ritmo a conduziu para o Carnaval de Belo Horizonte, um caminho sem volta. Nascida e criada no bairro João Pinheiro, encontrou no Bloco Chego Rei um espaço de pertencimento, afeto e identidade — um bloco do coração, da comunidade e da vida.
O Bloco chega o Rei é composto ainda por Bruni Grossi, Karla Nádila, Tatiana Carvalho, Bruni Grossi, Fabrício Morais, Fabiano Maximiano, Jan Ferreira, Thiago Marra, Emerson David, Bidigo Oliveira, Paulo “PG” Rocha.
Conheça o “Chega o Rei” – O bloco homenageia o Rei Roberto Carlos através de arranjos originais que permeiam o samba, ciranda, maracatu, funk, marchinha, ijexá e congo. O grupo surge a partir da vontade de se criar um bloco para homenagear o cantor e levar aos moradores do bairro Alto dos Pinheiros, cultura e promoção de ações sociais. A intenção dos criadores do bloco é a descentralização do carnaval de rua, a democratização do acesso a espetáculos musicais e a formação de novos talentos através de oficinas de percussão.
Seu primeiro desfile aconteceu em 2018, levando às ruas um número expressivo de foliões, resgatando a vida social e cultural do bairro, provocando sorrisos e muitas emoções. Sua formação é mista e inclusiva reunindo na bateria jovens, adultos, idosos, crianças, pessoas com deficiências e indivíduos em situações de risco. O acolhimento através da música tem proporcionado experiências transformadoras e promulgando o capital humano, fomentando e afirmando, a cada ação, a cultura e uma sociedade mais igualitária e inclusiva.
Seu público abrange diferentes faixas etárias, classes sociais e etnias. Facetas que dialogam com o caráter extremamente popular das músicas do Rei, que há décadas integram o imaginário brasileiro. Nos seus 6 anos de existência o bloco já levou às ruas um número expressivo de foliões, mobilizando a vida social e cultural do bairro. Prova disso foi que em 2025 o cortejo de carnaval levou cerca de cinco mil pessoas à Noroeste belorizontina.
Não só no carnaval, mas durante todo o ano, o bloco “Chega o Rei”, promove diversos shows na região em distintos locais, como praças públicas, teatros e casas de espetáculo, por meio de sua banda que tem o mesmo nome. A banda “Chega o Rei” homenageia Roberto Carlos através de arranjos originais em ritmos carnavalescos que permeiam o samba, ciranda, maracatu, funk, marchinha, ijexá e congo. O show promete trazer os grandes clássicos do Rei revisitados nos mínimos detalhes levando, outra vez ao público, uma verdadeira festa de arromba regada a muitas emoções.