No dia 08 de fevereiro, uma semana antes do Carnaval, a Praça da Liberdade recebe a 4ª edição do Afronta BH – movimento que reúne blocos de matriz afro periféricas da cidade, numa celebração pelo respeito e pela diversidade. Em 2026, participam os blocos Orisamba (Lagoinha), Vô Manoel (Lagoinha), Baque Humaitá (Floresta), Afoxé Ògún Dé (Trevpo/Pampulha), Afoxé Ilê Odara (São Cristóvão), Tá Caindo Fulô (Cidade Nova) e Êta Juremá (Dom Bosco) e Saravá, Seu Benedito (Nova Lima) – que aceitaram trazer para as ruas da capital sua mensagem de que no Carnaval é possível brincar com respeito e alegria, sem banalizar o sagrado, os fundamentos religiosos.
O Afronta foi criado e idealizado pelo Pai Ricardo, da Casa de Caridade Pai Jacob do Oriente (CCPJO), da Lagoinha – também fundador do bloco Orisamba -, junto com a Reunião Umbandista Mineira (RUM) e o Centro Nacional de Africanidade e Resistência Afro-Brasileira (CENARAB). O cortejo se concentra a partir das 10h, em frente ao Museu de Minas e Metal, na Praça da Liberdade e, às 11h começa o desfile até chegar na Rua Rio de Janeiro com Tamoios.
“O Afronta vem denunciando o racismo estrutural, afirmando que o Carnaval no Brasil tem fonte e essa fonte é negra! Para 2026, esperamos dar continuidade aos nossos princípios, lutando e resistindo ao afrontar todo o sistema preconceituoso, discriminatório e racista. A existência do povo negro, a luta contra o feminicídio e o racismo religioso, a luta contra o abuso das crianças e o trabalho infantil, são temáticas que o Movimento tem como pautas a serem levantadas. Assim, nosso cortejo de 2026 vem na mesma toada dos anos anteriores, resistindo e afrontando o sistema”, explica Pai Ricardo que completa: “Mais do que pular o carnaval, todo mundo pode brincar, se divertir, mas com respeito a diversidade – seja ela étnica, religiosa, política ou afetiva”.
Para Makota Celinha, coordenadora do CENARAB, o sucesso do Movimento se deve à inclusão e à liberdade. “A gente ocupa as ruas de BH com essa diversidade, com alegria. A gente traz a tradição sem banalizar os nossos fundamentos religiosos, porque esses permanecem onde têm que estar, guardados nos terreiros. É um dia para celebrar a vida, a existência, a diversidade, o respeito e o amor entre as pessoas”.
“A gente vem para denunciar atos racistas, dar holofote à luta contra isso, porque todo mundo sabe que o carnaval é um lugar plural, um lugar diverso, com espaço para todo mundo”, complementa Pai Ricardo.
O movimento Afronta conta com a parceria da Secretaria Municipal de Cultura por meio da Diretoria de Promoção da Igualdade Racial (DPIR).
Serviço ______________________________
4º Afronta BH
Data: 08/02, domingo
Horário:
Concentração: 10h
Local: em frente ao Museu de Minas e Metal, na Praça da Liberdade, BH/MG
Saída do Cortejo: 11h
Caminha até a Rio de Janeiro com Tamoios
Encerramento: 16h
Organização: Casa de Caridade Pai Jacob do Oriente (CCPJO), Reunião Umbandista Mineira (RUM) e Centro Nacional de Africanidade e Resistência Afro-Brasileira (CENARAB)