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Mobilidade urbana: 9 em 10 brasileiros vivem nas cidades

Aplicativos de corrida e demais inovações do setor buscam aprimorar o tráfego e criar novas formas de se deslocar pelas grandes cidades

Com 87,4% da população do Brasil vivendo em áreas urbanas, segundo o último Censo do IBGE, os desafios relacionados à mobilidade tendem a se intensificar. É difícil de imaginar como, se a cidade está no limite; as ruas já são congestionadas, o transporte público continua saturado e os diferentes modais não se integram como deveriam.

No entanto, enquanto quase metade (44%) dos brasileiros aponta a mobilidade como principal problema das cidades, de acordo com o Ipec, um ecossistema inteiro de inovação avança no ritmo oposto. Aplicativos de transporte e logística estão moldando novas formas de circular, pensar e planejar as cidades.

“O setor se expandiu para incluir soluções de micromobilidade, como bicicletas e patinetes compartilhados, além de plataformas voltadas à logística urbana. A proposta é oferecer alternativas ao transporte individual motorizado, reduzindo o tempo de deslocamento e dando eficiência”, comenta Vinicius do Valle, coordenador de Marketing da Gaudium.

Exemplos práticos dessa transformação já podem ser vistos em algumas metrópoles. Em São Paulo, por exemplo, há aplicativos que permitem combinar diferentes meios de transporte, como ônibus, metrô, bicicleta e carro por aplicativo em uma única jornada. As sugestões consideram tempo, custo e até mesmo a emissão de carbono, apontando para um novo paradigma: o conceito de mobilidade como serviço, ou Mobility as a Service (MaaS).

Essa evolução também está movimentando o ecossistema de inovação e negócios. Startups da área estão atraindo investimentos expressivos em tecnologia, especialmente as que oferecem soluções customizadas, com a coleta e análise dos dados de tráfego em tempo real — ativos estratégicos que permitem mapear fluxos urbanos, prever a demanda por transporte e apoiar o planejamento inteligente das cidades.

Mas a precariedade da infraestrutura urbana e a dificuldade de integração entre modais limitam o alcance e a eficácia dos aplicativos em muitas regiões. A cooperação entre o setor público e o privado é imprescindível para que essas soluções avancem de forma coordenada, mas os progressos já observados indicam que a tecnologia tem potencial real para remodelar a mobilidade no Brasil.

“Aplicativos bem planejados são excelentes para otimizar os deslocamentos, é claro, mas eles ainda ajudam a repensar completamente o papel das cidades, promovem inclusão, reduzem impactos ambientais e criam espaço para novos modelos de negócio”, conclui Valle.

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