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Mostra ao Teatro leva inéditos ao Palladium

Dirigida pela renomada artista mineira Rita Clemente (Estúdio Clementina), a 2ª edição da mostra apresenta trabalhos interpretados por artistas 40+, entre eles, Júlio Maciel (Grupo Galpão), Cláudio Dias (Luna Lunera) e Alexandre Toledo (Cia da Farsa)

 

A partir do dia 06 de março, sexta-feira, a Mostra AO TEATRO chega ao Teatro de Bolso do Sesc Palladium. Com direção geral da atriz, diretora e dramaturga mineira Rita Clemente, a 2ª edição do projeto vai além da exibição de espetáculos e se estabelece com foco formação de público, pesquisa e valorização do ofício artístico, trazendo espetáculos inéditos inspirados em obras universalmente conhecidas, e que têm em comum, entre outros temas, a fragilidade e degradação masculina. As peças ficam em cartaz até 29 de março e os ingressos podem ser adquiridos através do Sympla ou na bilheteria do Sesc Palladium pelo valor de R$20,00 inteira (vinte reais) e R$10,00 (dez reais) meia-entrada, mediante a doação de 1 kg de alimento não-perecível.

“Um dos nossos principais objetivos é a formação de público, um conceito inerente ao fazer artístico. Isto não se adquire apenas oferecendo mercadologicamente uma obra teatral. Alguém que somente vê internet, provavelmente não terá interesse em procurar atividades intelectuais e artísticas presenciais. Alguém que nunca foi ensinado e estimulado a ler, ver uma exposição, buscar uma peça teatral para assistir, raramente o fará sem que haja dispositivos de sensibilização. O que fazemos nesta Mostra é arregimentar esforços, vocação, talento e recursos financeiros próprios, para dizer: venha AO TEATRO, é para você. Teatro é arte e precisa ser para todos. Arte também é ofício. Estamos vivos”, contextualiza a diretora Rita Clemente.

Em sua 2ª edição, a Mostra AO TEATRO envolve mais de 40 profissionais como produtores, assistentes de produção, atores, atrizes, gestores, técnicos, cenotécnicos, entre outros, e destaca-se pelo protagonismo de artistas 40+ como Júlio Maciel, Alexandre Toledo, Cláudio Dias, Letícia Castilho, Enio Rodrigues, Mário Moraes e Rita Clemente – que está em cena como Lady Macbeth em “Delírio e Queda”, peça que encerrará a Mostra. Segundo a diretora, este foi um movimento natural de aproximação entre artistas que ela denomina como independentes: “aqueles que buscam autonomia na escolha de temas, textos e ideias e que, como a maioria dos artistas contemporâneos, necessitam de fomento e acabam buscando outras formas de realizar seus trabalhos, para além dos mecanismos de incentivo fiscal. Em geral são artistas comprometidos com o público e com o desenvolvimento técnico e artístico do seu ofício”, explica Clemente.

Neste ano, a mostra apresenta seis estreias, inspiradas em célebres textos da literatura universal – escritos por Kafka, Tchekhov, D’annunzio e Shakespeare. Segundo Rita, foram adaptados a partir de um ‘modo de operar antropofágico’, tornando as obras ainda mais atuais e urgentes, para o público de hoje.

“Trazer textos universais e sobre eles ter uma abordagem original não é novo, mas nunca será ultrapassado: é mostrar a potência da criatividade e o valor da arte feita antes de todos nós, sob a tutela imprescindível do olhar contemporâneo. É também afirmar: faço o que a arte me dá por direito fazer, em relação a toda e qualquer herança histórica, seja ela brasileira ou não. O público vai assistir desde interpretações profundas e realistas, mas também mascaramentos e proposições que impressionam pelo rigor estético. Verticalizamos encenações íntimas e tocantes; potencializamos entrelaçamentos estéticos e estilísticos entre as obras; discussões sobre poder; o ser humano e seu conflito existencial; e há em comum o masculino degradado e chacoalhado pela própria decadência abordado por artistas impregnados da vontade de criar“, destaca.

Apesar da Mostra AO TEATRO ser composta majoritariamente por solos, há um diálogo entre as obras, como uma “ópera”. Para Rita, este cruzamento se dá não só pelo fato de terem sido dirigidas pela mesma pessoa, mas principalmente pela íntima relação da artista com a pesquisa dramatúrgica de cena e a música.

“Embora sejam obras independentes, acabei por trabalhar como se estivesse criando uma ópera em quadros com história diferentes, mas com linguagem semelhante. São solos, porque também expressam claramente a falta de condições de artistas independentes realizarem trabalhos consistentes com mais de um ator em cena. Por isso, venho desenvolvendo conceitos e práticas que dão ao Solo um qualidade dialógica: há sempre diálogo, mesmo que haja apenas um ator”, comenta a diretora.

Espetáculos da Mostra AO TEATRO

Na quinta, dia 5/02, será pré-estreia para convidados de “A extravagante e cotidiana vida de Pedro, o Macaco-Homem”, com Mário Moraes. Livre adaptação do conto Um Relato para a Academia de Franz Kafka, a peça traz a história de um macaco que foi capturado por humanos e, para se libertar, aprendeu a se comportar como humano.  O espetáculo fica em cartaz de 6 a 8 de março.

O solo “Espantalho”, adaptação do texto Os Males do Tabaco de Anton Tchekhov, com Enio Rodrigues e preparação vocal de Ana Hadad, estreia nos dias 10 e 11 de março, seguido de roda de conversa sobre o trabalho após as apresentações. Na peça, a masculinidade em frangalhos se mostra desnuda diante do público. Seu escape viril e vingativo desvela-se em cena: uma palestra que se divide entre o cômico, o patético e o desconcertante drama masculino.

Em “Invisível”, inspirado no conto Giovanni Epíscopo de Gabrielle D´annunzio, o homem, mesmo subjugado, arregimentou todas as forças da sua alma uma única vez e realizou o mais terrível dos atos. Doente e diante do inevitável, ele se prepara para o último encontro de sua vida. A peça com atuação de Alexandre Toledo se mantém em cartaz do dia 12 a 15 de março.

Livre adaptação do texto Macbeth de Willian Shakespeare, Júlio Maciel apresenta a cena experimental “Escorpiões na Alma”, nos dias 17 e 18 de março, com roda de conversa, logo após o trabalho. A partir dos estudos sobre composição de cena, atuação e criação solo, o experimento cênico propõe uma abordagem vertical sobre os últimos momentos do personagem Shakespeareano, em uma adaptação irreverente e apocalíptica.

Em “Haicais para Diadorim – para os amantes tornados invisíveis”, os personagens icônicos apresentam-se em cenas que propõem um cruzamento entre culturas, que ultrapassam a realidade e encontram solo fértil na poética transcendente do haicai. Originalmente trata-se de um monólogo em haicais escrito por Carlos Viegas, mineiro sertanejo de Abadia, há anos radicado em Brasília e autor de cinco livros publicados. Para este trabalho, os personagens foram desdobrados criando polifonias que os tornaram um solo para dois atores, com interpretação dos artistas Cláudio Dias e Letícia Castilho e apresentações previstas de 19 a 22 de março.

Encerrando a programação desta edição, Rita Clemente estreia seu novo solo “Delírio e Queda”, uma livre adaptação de Macbeth de Shakespeare que traz, pela força da mulher, a fragilidade masculina. Clemente, referência nas artes da cena em Minas e no Brasil, conta a história de uma mulher que deseja ter um trono todo seu. Para tanto, cria um plano infalível e cruel. No entanto, um criado, subordinado a ela, também quer ascender e tem um plano. As apresentações terão sessão fechada para convidados no dia 26 de março e estreia para o público de 27 a 29 do mesmo mês.

Sobre a Mostra AO TEATRO

A Mostra AO TEATRO teve sua primeira edição em 2023 e é o resultado da elaboração e estudos de ponta sobre interpretação e composição de cena desenvolvidos no Estúdio Clementtina, espaço criado em 2018 sob coordenação de Rita Clemente — artista com mais de 30 anos de trajetória e referência em criação e pesquisa de linguagem no Brasil — no intuito de realizar e potencializar ações de cunho artístico e cultural com forte traço formativo e que dedica-se à invenção, abrigando cursos (em módulos semestrais e/ou workshops), encontros, palestras, apresentações teatrais, pesquisas de linguagem e projetos inéditos de criação.

Serviço Mostra AO TEATRO

 

“A extravagante e cotidiana vida de Pedro, o Macaco-Homem” com Mário Moraes

Data: 05 a 08 de março (*5 de março – Sessão fechada para convidados)

Horário: Quinta e sexta às 20h30 e domingo às 19h

Sinopse: A peça mostra a vida de Pedro e suas cotidianas ações, como em um circo que torna extravagante e absurdo ações simples do dia a dia realizadas por um animal selvagem, sem saída e sem liberdade. Uma fábula sobre como capturar a natureza de cada um, adestrando os instintos mais essenciais: quando para adquirir liberdade criamos uma jaula.

Sobre Mário Moraes: Formado pela Escola de Belas Artes da UFMG, realizou trabalhos com O Clube (BH), o Studio Farm in the Cave (Rep. Tcheca), Fernando Montes (Colômbia) e Teatro Pontífex (BH). Em sua trajetória destacam-se experiências com Cacá Carvalho, Gey Pin Ang, Silvana Stein, Rita Clemente, Villiam Docolomansky e Fernando Montes. Vem pesquisando interpretação e composição no Estúdio Clementtina, nos últimos anos, que resultaram nos exercícios cênicos Um Precipício no Mar e Não Contém Glúten.

 

“Espantalho” com Enio Rodrigues

* Apresentação seguida de atividade formativa (roda de conversa).

Data: 10 a 11 de março

Horário: 19h

Sinopse: A masculinidade em frangalhos se mostra desnuda diante do público. Seu escape viril e vingativo desvela-se em cena: uma palestra que se divide entre o cômico, o patético e o desconcertante drama masculino.

Sobre Enio Rodrigues: Estudou teatro na instituição SESIMINAS (Teatro Adulto), apresentando-se, em 2004, na montagem final do espetáculo  “JANTAR DE FAMÍLIA”: Direção de Wesley Marchiori. Em 2005, no Teatro da Maçonaria, participou de oficinas, atuando, neste mesmo ano no espetáculo “CONSTRUINDO MARYSCHEILA” com Direção de Wesley Marchiori. No Estúdio Clementtina, participou das oficinas: “Intensivo Teatral: Solo sim, monólogo não” realizado entre março e junho de 2024 e “Processos Criativos” em 2024 e “Dramaturgia da Cena,” participando, também, em 2025 do curso “Desenvolvimento Técnico e Artístico para Atores” na mesma instituição. Ainda em 2025, estuda voz com a preparadora vocal Ana Hadad. Profissionalizou-se em 2025 pelo SATED MINAS.

 

“Invisível” com Alexandre Toledo

Data: 12 a 15 de março

Horário: De quinta a sábado às 20h30 e domingo às 19h

Sinopse: A que ponto pode chegar um homem para defender quem ama? Em INVISÍVEL , o homem,  mesmo subjugado, arregimentou todas as forças da sua alma uma única vez e realizou o mais terrível dos atos. Doente e diante do inevitável, se prepara para o último encontro de sua vida.

Sobre Alexandre Toledo: é ator, diretor, produtor e dramaturgo. Formado em Comunicação Social e em Psicologia pela PUC Minas e em Filosofia pela UFMG, com mestrado em filosofia também pela UFMG e doutorado em Comunicação e Semiótica pela PUC São Paulo. Ator formado pelo CEFAR, tem mais de vinte anos de carreira. É um dos fundadores do grupo de teatro Cia da Farsa. Esteve em espetáculos tão diversos como Macbeth com Ketchup, La fiaca, Aprendiz de Feiticeiro, O Contrabaixo, Senhora dos Afogados, Boca de Ouro, Arte, Wilde.Re/Construído, Deus da Carnificina e Diógenes, monólogo que também escreveu. Seus espetáculos mais recentes são O Toró, adaptação do clássico A Tempestade de Shakespeare e Pequenas Infidelidades. Com o monólogo O Contrabaixo, ganhou o prêmio Usiminas/Sinparc de melhor ator em 2005 e com o espetáculo Auto da Compadecida, que dirigiu e co-produziu, ganhou o prêmio Usiminas/Sinparc de 2008, de melhor espetáculo adulto.

 

“Escorpiões na Alma” com Júlio Maciel

* Apresentação seguida de atividade formativa (roda de conversa).

Data: 17 e 18 de março

Horário: 19h

Sinopse curta: Um solo que propõe uma abordagem vertical sobre os últimos momentos do personagem Shakespeareano em uma adaptação irreverente e apocalíptica.

Sobre Júlio Maciel: Nasceu em Belo Horizonte, em 12 de janeiro de 1967. Formou-se como ator no curso técnico do Teatro Universitário da Universidade Federal de Minas Gerais, em 1989. No final do ano de 1990 foi convidado a participar da montagem “Álbum de Família”, do Grupo Galpão com direção de Eid Ribeiro. Desde então tornou-se ator/sócio da companhia, tendo participado de quase todas as montagens do grupo.

Em 1995, fundou a Cia. Cínica de Artes Cênicas, responsável pelas montagens dos espetáculos “Catavento” e “Don Perlimplin”.

Coordenou o projeto “Oficinão”, do Galpão Cine Horto, nos anos de 1999, 2001 e 2003, sendo responsável pela direção dos espetáculos “Caixa Postal 1500”, “Cães de Palha”, “A Vida é Sonho” e junto a Chico Pelúcio e Lydia Del Picchia dirigiu o espetáculo “In Memorian”. Assinou a dramaturgia de “Papo de Anjo”, primeiro espetáculo do projeto Pé na Rua do Galpão Cine Horto. Convidado pelo Grupo do Beco do Aglomerado Santa Lúcia, assinou a direção do espetáculo “Bendita a Voz Entre as Mulheres”, junto a Ana Domitila. Em 2009, assinou a direção do espetáculo “Till – A Saga De Um Herói Torto” e, em 2023, do espetáculo “Cabaré Coragem”, ambos do Grupo Galpão. Durante estes mais de 30 anos de trabalho ininterrupto com o Grupo Galpão, desenvolveu várias oficinas de teatro por todo o Brasil tendo inclusive dirigido espetáculos em várias cidades.

“Haicais para Diadorim – para os amantes tornados invisíveis” com Cláudio Dias e Letícia Castilho

Data: 19 a 22 de março

Horário: De quinta a sábado às 20h30 horas e domingo às 19h

Sinopse: Quem é Diadorim? Quem é Riobaldo? Personagens icônicos apresentam-se em cenas que propõem um cruzamento entre culturas, que ultrapassam a realidade e encontram solo fértil na poética transcendente do haicai. Os dois, a cena e o texto, Riobaldo e Diadorim, se misturam em uma dinâmica e amorosa luta pela sobrevivência através da metáfora dos amores impossíveis.

Sobre Cláudio Dias: é ator e diretor, membro-fundador da Cia. de Teatro Luna Lunera, com formação em História pela UFMG e em artes cênicas pelo Palácio das Artes/Cefart. Construiu uma carreira sólida no teatro, atuando em espetáculos marcantes desde os anos 1990 até produções recentes como Aquela que eu (não) fui e Cintura Fina. Co-dirigiu e atuou em trabalhos emblemáticos da Luna Lunera, como Aqueles Dois e Prazer. Desde 2006, dedica-se à pesquisa contínua na preparação de atores, articulando dança contemporânea, contato improvisação e viewpoints. Sua formação inclui residências e estudos com artistas e instituições internacionais na Dinamarca, Espanha e Estados Unidos.

Sobre Letícia Castilho: é atriz e professora, licenciada em Artes Cênicas pela UFMG. Há mais de três décadas atua no palco e na formação teatral, com foco em criação, improvisação e processos colaborativos, articulando corpo, memória e dramaturgia da cena. Integra a equipe dos cursos livres do Galpão Cine Horto há 11 anos e já lecionou na UFMG e no CEFART/FCS. Coordenou cursos técnicos e projetos em instituições culturais de Minas Gerais. Participou de diversas montagens, performances autorais e produções audiovisuais. É integrante da rede internacional The Magdalena Project, dedicada à criação cênica de mulheres.

“Delírio e Queda” com Rita Clemente

Data: 26 a 29 de março (*26 de março – Sessão fechada para convidados)

Horário: De sexta a sábado às 20h30 horas e domingo às 19h

Sinopse: Livre adaptação de Macbeth de Shakespeare, “Delírio e Queda”, de Rita Clemente, também traz, pela força da mulher, a fragilidade masculina. Clemente, referência nas artes da cena em Minas e no Brasil, conta a história de uma mulher que deseja ter um trono todo seu. Para tanto, cria um plano infalível e cruel. No entanto um criado, subordinado a ela, também quer ascender, também tem um plano.

Sobre Rita Clemente: é atriz, diretora, pesquisadora, roteirista e dramaturga mineira, com vasta experiência em teatro e incursões em televisão e cinema, sendo reconhecida por sua pesquisa sobre dramaturgia de cena e intermidialidade. Rita é diretora artística do Estúdio Clementtina na capital mineira, onde criar e produz seu trabalho independente. É premiada em Minas, SP e RJ como diretora e atriz de teatro. Na televisão, estreou como atriz no seriado “A Cura” (2010) e fez parte do elenco das novelas “A Vida da Gente” (2011-2012), “Amor à Vida” (2013), e “Liberdade, Liberdade” (2016), todas pela TV Globo. No cinema, atuou nos longas-metragens “Pequenas Histórias” e “Batismo de Sangue”, do diretor Helvécio Ratton. Sua primeira pesquisa cinematográfica AO TEATRO, estreou em 2020 na MOSTRA INTERNACIONAL CINE-BH.  Estreia como diretora e roteirista no curta-metragem MERGULHO, adaptação da peça homônima de sua autoria. Mestra em Artes e graduada em música pela Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), é DOUTORANDO em Artes da Cena (UFMG); também é formada como atriz pelo curso de profissionalização de atores da Fundação Clóvis Salgado (CEFART/FCS). Desde de 2021 tem trabalhado, também, como encenadora de ópera no centro de produção artística do Palácio das Artes.

Fotos: Priscila Natany

SERVIÇO

Mostra AO TEATRO –  2ª edição

Data: 6 a 29 de março

Local: Teatro de Bolso do Sesc Palladium

Ingressos pelo Sympla ou na bilheteria do Sesc Palladium.

R$20,00 inteira (vinte reais) e R$10,00 (dez reais) meia-entrada mediante a doação de 1 kg de alimento não-perecível.

Mais informações: @clementtina_ar

Cenario Minas
Cenario Minashttps://cenariominas.com.br
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