Iniciativa visa reivindicar, em caráter de urgência, políticas públicas para recuperar a economia do Estado

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A pandemia do Covid19 afetou a vida e as empresas. A ABIH-MG- Associação Brasileira da Indústria de Hotéis Minas Gerais; a ACMinas -Associação Comercial e Empresarial de Minas; a FHOREMG-Federação de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares do Estado de Minas Gerais; e o Sindilojas- Sindicato do Comércio Lojista de Belo Horizonte- reconhecem que prioritariamente deve-se salvar vidas. No entanto, há de se estabelecer ações urgentes para estancar a quebradeira generalizada das micro e pequenas empresas e também o endividamento das mesmas.

De acordo com dados do Sebrae/ Fundação Getúlio Vargas, o desemprego atinge 14% dos brasileiros; redução em 40% do faturamento; 70% das empresas ativas estão com sério endividamento e 60% afirmam que estão com dificuldades em manter os negócios ativos.

A primeira ação do movimento “Levanta Minas” será a apresentação da Emenda  ao PL 5.575/20 (PRONAMPE) em tramitação, de autoria do deputado Lincoln Portela – MG, que trata de previsão legal, para as empresas que se endividaram a juros altos com outros empréstimos, consigam beneficiar-se dos juros mais baixos oferecidos no âmbito do PRONAMPE para liquidar essas mesmas dívidas.

Neste mesmo sentido, uma carta assinada pelos presidentes destas entidades foi entregue ao presidente do Senado Rodrigo Pacheco, dentre outras coisas, reivindicando a reedição da MP 936/2020 , a fim de salvar empregos.

Após um ano de pandemia, os números impressionam. Na hotelaria mineira, devido a Onda Roxa (prorrogada até 11 de abril), 71% dos meios de hospedagem no Estado, ou seja, 2.730 dos 3.845 existentes, estão momentaneamente fechados seja por força de Decretos Municipais ou por decisão própria motivada por baixa ou inexistente demanda. A ocupação média ficou em 19% no mês de março deste ano. O desemprego no setor, em 2020, atingiu 23.500 trabalhadores. E apenas nos primeiros três meses de março de 2021, 8 mil pessoas foram demitidas.

Na Grande BH estão fechados 33 hotéis e 6.400 pessoas perderam seus empregos. A taxa de ocupação média neste mês de março, na RMBH, está em 16%, o menor índice registrado em toda a história da hotelaria.

No comércio, a situação não é diferente. No Estado existem aproximadamente 120 mil trabalhadores do comércio, desses cerca de 20 mil já perderam seus empregos e mais de 5 mil lojas foram fechadas.

Diante desse cenário de crise sanitária e econômica, os empresários mineiros mobilizam-se em busca destas e outras políticas públicas para salvar as micro e pequenas empresas de Minas e do Brasil.

Assinam a carta os presidentes da ABIH-MG- Associação Brasileira da Indústria de Hotéis Minas Gerais; Guilherme Ferreira Sanson; da ACMinas -Associação Comercial e Empresarial de Minas; José Anchieta da Silva e o presidente do Conselho Empresarial de Economia da ACMinas, Guilherme Velloso Leão ; o presidente da FHOREMG-Federação de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares do Estado de Minas Gerais; Paulo Cesar Marcondes Pedrosa; e do Sindilojas- Sindicato do Comércio Lojista de Belo Horizonte; Nadim Donato Filho e o vice-presidente César Albuquerque.

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