Cineasta mineiro NEVILLE D’ALMEIDA é homeageado no 11º CInefantasy

0
654

O cineasta Neville D’Almeida, um dos maiores ícones do cinema nacional  que completa 80 anos em 2021, é o grande homenageado da 11ª edição do Cinefantasy – Festival Internacional de Cinema Fantástico,  que acontece online, de 16 a 29 de abril, na plataforma Belas Artes à La Carte.

Responsável por recordes de bilheterias com os filmes “A Dama do Lotação”, (1978) com Sônia Braga, “Navalha na Carne”, com Vera Fischer, “Os Sete Gatinhos” (1980), com Regina Casé, entre outros,  o cineasta participa de um bate-papo no dia 29/04, nas redes sociais do festival, com acesso gratuito.

Clássicos como “Matou a Família e Foi ao Cinema” (1991), com Claudia Raia e Louise Cardoso no elenco; “Rio Babilônia”(1982), Christiane Torloni, Jardel Filho, Norma Bengell; “Jardim de Guerra”(1968), primeiro longa-metragem do diretor, com Jorge Mautner e Hugo Carvan, além do filme “Mangue-Mangue” (1971) e a vídeo-instalação “Cosmococa” (1973), ambos realizados em parceria com o artista plástico Hélio Oiticica, completam a programação.

Os filmes ficam disponíveis na plataforma Belas Artes à La Carte durante todo o festival, de 16 a 29/04.

 

PROGRAMAÇÃO – HOMENAGEM NEVILLE D’ALMEIDA

COSMOCOCA

Experimental | Bloco-experiências | 15’ | 1973 | 18 anos | Brasil/EUA

Concepção: Neville D’Almeida e Hélio Oiticica

Em 1973, exilados do Brasil no período da ditadura militar, o artista plástico Hélio Oiticica e o cineasta Neville D’Almeida se trancam num apartamento em Manhattan e fantasiam uma série de icônicas instalações sensoriais batizadas de quase-cinemas – blocos experiências em Cosmococas.

Reconhecido e premiado internacionalmente, o trabalho apresenta projeções de slides sobre as paredes dos cômodos, mostrando algumas sessões de desenho realizadas pelos artistas, usando, de forma inovadora, em vez de linhas a grafite, cocaína para rabiscar. Outro pioneirismo foi a utilização de canivete como pincel, demonstrando a violência com que alguns paradigmas precisavam ser cortados e renovados. Tudo isso num período extremamente conservador da história brasileira, ditado pela censura do regime militar.

JARDIM DE GUERRA

Ficção | Drama | 100’ | PB | 1968 | 18 anos | Brasil

Direção: Neville D’Almeida

Roteiro: Neville D’Almeida e Jorge Mautner

Elenco: Joel Barcellos, Maria do Rosário Nascimento e Silva, Vera Brahim, Carlos Guimas, Jorge Mautner, Hugo Carvana

Primeiro longa-metragem do diretor brasileiro Neville d’Almeida, Jardim de Guerra mostra a história de um jovem sem perspectivas, vivido pelo ator Joel Barcelos, que se apaixona por uma cineasta e é injustamente acusado de terrorismo por uma organização de direita que o prende e o tortura.

MANGUE BANGUE

Ficção | Drama | 62’ | cor | 1971 | 18 anos | Brasil

Direção: Neville D’Almeida

Roteiro: Neville D’Almeida

Elenco: Paulo Villaça, Maria Gladys, Neville D’Almeida, Damião Experiença, Sérgio Bandeira, Érico Freitas

Rodado no Mangue, tradicional zona de meretrício do Rio de Janeiro, em película 16mm e com uma equipe mínima, o filme apresenta uma série de sequências sem diálogos, desfilando imagens de prostitutas e travestis, rinhas de galo e jovens hippies se drogando, costuradas pela crise de um funcionário da Bolsa de Valores (interpretado por Paulo Villaça), que abandona seu posto de trabalho e passa a perambular pelas ruas da cidade até terminar no meio da mata, nu, retornando a um estágio quase animalesco.

RIO BABILÔNIA

Ficção | Drama | 108’ | cor | 1982 | 18 anos | Brasil

Direção: Neville D’almeida

Roteiro: Neville de Almeida, Ezequiel Neves, João Carlos Rodrigues

Elenco: Joel Barcelos, Christiane Torloni, Jardel Filho, Norma Bengell, Pat Cleveland, Antônio Pitanga, Denise Dumont, Pedrinho Aguinaga, Tânia Bôscoli, Paulo Villaça, Sérgio Mamberti, Wilson Grey, Regina Casé, Paulo César Pereio, Maria Gladys, Maurício do Valle e Luiz Fernando Guimarães

Uma jornalista investiga a vida de Mr. Gold, traficante internacional de ouro. Incomodado, ele decide acabar com a repórter. Entre festas orgiásticas, o filme traça um contrastante painel da cidade do RJ.

MATOU A FAMÍLIA E FOI AO CINEMA

Ficção | Drama | 101’ | cor | 1991 | 14 anos | Brasil

Direção: Neville D’almeida

Roteiro: Neville D’Almeida (baseado no filme Matou a família e foi ao cinema, de Júlio Bressane, de 1969)

Elenco: Alexandre FrotaCláudia RaiaLouise Cardoso, Maria Gladys, Ana Beatriz Nogueira, Mariana de Morais, Sandro Solviatti, Guará Rodrigues, Raquel Sorpício, Júlio Braga, Pedro Aguinaga

Dividido em cinco pequenas histórias, Matou a Família e Foi ao Cinema se inicia com uma trama que segue o título literalmente. O jovem Bebeto, reprimido pelos pais por não conseguir um emprego, os assassina impiedosamente com uma faca de açougueiro. Depois, ele segue para a sessão de quatro curtas-metragens que contam histórias de paixões, frustrações e morte. Duas mulheres que deixam seus maridos para viver um caso; duas meninas assumem seu amor recíproco, mesmo para o horror da mãe de uma delas; um pai de família amargurado e alcoólatra decide acabar com suas frustrações familiares; um ladrão peculiar assalta mulheres e delas rouba apenas suas peças de roupa íntima.

Serviço:

11º CINEFANTASY – de 16 a 29 de ABRIL de 2021

Onde: Belas Artes à La Carte – www.belasartesalacarte.com.br

Planos de assinatura com acesso a todos os filmes do catálogo em 2 dispositivos simultaneamente.
Valor assinatura mensal: R$ 9,90 | Valor assinatura anual: R$108,90
Para se cadastrar acesse: Cadastro e clique em ASSINE. Ou vá direto para a página de cadastro: CadastroBelasArtesaLaCarte
Aplicativos disponíveis para Android, Android TV, IOS,  Apple TV e Roku. Baixe Belas Artes À LA CARTE na Google Play , App Store e dispositivos Roku. Petra Belas Artes À LA CARTE:

 

** Todas as atividades paralelas são gratuitas

** Sessão de Abertura com a exibição do inédito “Horror Noire: A História Do Horror Negro”, dirigido por Xavier Burgin – disponível no dia 16/04, a partir  das 18h, com apenas 1.000 acessos gratuitos

 

Patrocínio: Ministério do Turismo, Secretaria Especial de Cultura, Governo do Estado de São Paulo, Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo. Projeto realizado por meio da Lei Aldir Blanc

Realização:

Ministério do Turismo, Secretaria Especial da Cultura, Proac, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, e FlyCow.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here