Aluguel de temporada em Miami

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Antes mesmo de se arriscarem com o contrato de compra, tornou-se interessante a experiência, a vivência na locação 

 

A locação é uma modalidade que sempre esteve aquecida na Flórida. Todavia, atualmente, tornou-se uma tendência para os consumidores. Seja para o contexto de férias, ou como prática de averiguação, antes de concretizar a compra de algum imóvel. O que se percebe é que o consumidor busca, primeiramente, testar a localidade alugando, conhecer a região, a vizinhança e o tempo de locomoção até aos grandes centros ou ao trabalho. A atratividade da região de Miami tem sido testada, principalmente, pelos nova-iorquinos, mas também, pelos latino-americanos e brasileiros residentes em Nova York.

Léo Ickowicz, fundador da Elite International Realty, consultoria especializada em compra, venda e aluguel de imóveis, explica que em 1990, quando a família se mudou de São Paulo para Miami, não se falava em aluguel por temporada. Em 1991, o setor imobiliário de Miami se encontrava em crise, foi quando receberam um convite desafiador, que seria vender uma torre toda desocupada, a Mystic Pointe Tower 600.

Mesmo com o mercado imobiliário em crise, Ickowicz conta que, pediu para a incorporadora mobiliar 50 apartamentos, que seriam utilizados para locação por temporada, algo totalmente administrada pela consultoria Elite. Uma manobra muito inteligente, cujo intuito foi o de promover a percepção, por parte dos possíveis compradores, sobre as qualidades da região e do empreendimento. O resultado alcançado, “Foi um sucesso de marketing, pois conseguimos alugar e vender 40 unidades mobiliadas aos brasileiros que estavam descobrindo Miami”, ressalta.

Na época, as pessoas não conheciam o conceito de apart-hotel, na região de Miami, algo muito comum no Brasil. Os administradores de condomínios tinham ciência que muita gente de outras regiões aceitaria alugar por temporada, sobretudo, para fugir do inverno do norte dos EUA. Mas, havia um entrave a ser superado, pois os moradores não queriam pessoas entrando e saindo de seus edifícios, por isso, estabeleceram a seguinte regra, pela convenção de condomínio que existe para a grande maioria dos edifícios de Miami proibiram aluguéis por menos de 6 meses.

Léo Ickowicz, relembra que no final dos anos 90, a Odebrecht concorreu para a construção de um edifício residencial na Brickell, sendo a contratada, já que o mercado brasileiro se encontrava bem ativo. Com essas boas perspectivas, o incorporador, aproveitou os contatos que poderiam vir do Brasil, para a comercialização.

A construtora convidou a Elite para vender o edifício, que por sua vez, com a experiência passada, pensando no aluguel por temporada, sugeriu mudar a convenção de condomínio. “Nossa ideia era alugar no mínimo por um mês, para isso seria cobrado uma taxa de 25% da locação para administrar, porém sem o serviço completo de limpeza. Depois de vendido o edifício, o incorporador passou adiante a administração, que transformou numa apart-hotel, no mesmo conceito do Brasil. O apart-hotel devido os altos custos cobram 50% do aluguel recebido”, explica Léo Ickowicz.

Pensando que a Flórida é o destino escolhido por muitas famílias, para gozar suas férias, que preferem alugar ao invés de se hospedarem em hotéis, uma forma de acomodação com menor custo. O site de compartilhamento de hospedagem como Airbnb e outros similares, esbarraram nas convenções de condomínios que não permitem aluguel por temporada, ou seja, é proibido alugar um apartamento por 30 dias. “As casas não têm este impedimento, aluga-se muito bem, assim como, os edifícios que não têm esta restrição”, finaliza Ickowicz.

 

 

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