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Fevereiro Roxo: Alzheimer, uma doença cada vez mais comum

A campanha Fevereiro Roxo foi criada para conscientizar a população sobre a importância do diagnóstico precoce de algumas doenças crônicas: Lúpus, Alzheimer e Fibromialgia. Apesar de serem doenças que não têm cura, a detecção precoce é importante para iniciar o tratamento específico e reduzir o avanço da doença, muitas vezes controlando os seus sintomas ou amenizando-os.

A Doença de Alzheimer (DA) é uma doença com vários estágios e que se desenvolve em décadas. Apesar da perda de memória de curto prazo ser o sintoma preponderante inicial na sua fase sintomática, outras funções cognitivas vão sendo afetadas no decorrer do tempo: orientação temporal e espacial, linguagem, habilidades visuoespaciais e perceptivas e funções executivas. De todo modo, na maioria das pessoas, é o déficit de memória que chama a atenção dos familiares.

Há de se lembrar, entretanto, que certas formas da DA são atípicas e têm sintomas predominantes em domínios cognitivos não relacionados à memória, com alterações mais evidentes na linguagem, no processamento visual, no comportamento e na organização de atividades. O diagnóstico é feito por um médico com conhecimento na área (normalmente Neurologistas, Geriatras e Psiquiatras). É de suma importância excluir diversas outras condições que podem mimetizar a demência de Alzheimer.

Uma entrevista longa e com a presença de familiares é necessária. O paciente muitas vezes não tem noção dos déficits que apresenta e um relato confiável da família é essencial. Testes cognitivos, exames de imagem e laboratoriais fazem parte da análise realizada pelo médico. Com tudo isso, o diagnóstico pode ser realizado na maioria das vezes e o estágio da doença reconhecido. Dá-se início, então, ao tratamento medicamentoso visando um retardo na progressão da doença. O apoio aos familiares e cuidadores faz parte da atenção integral proporcionada pelo profissional médico e nunca deve ser esquecido.

O maior fator de risco para a doença de Alzheimer nós não podemos controlar: é o avançar da idade! A incidência de demência devido à DA dobra a cada cinco anos após os 65 anos. Outros fatores são passíveis de controle, como a hipertensão, o diabetes, o tabagismo, a obesidade, o sedentarismo, o isolamento social, as perdas auditivas, a poluição atmosférica e o nível educacional. Reflitam como bons hábitos de saúde previnem diversas doenças!!!

Em caso de dúvida sobre déficits de memória ou em outros domínios cognitivos, procure um médico.

Dr. Marco Túlio Azevedo Tanure, coordenador da Neurologia e da UTI Neurológica do Hospital Biocor Rede D’ Or

 

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