Arte, afeto e inclusão tomam as ruas de Liberdade no desfile do Bloco Apaexonados, no próximo domingo (15)
O Carnaval dos Amigos de Lavrinha será celebrado no próximo domingo, 15 de fevereiro, a partir das 16h, com o desfile do bloco “Apaexonados – aqui a tristeza pula de alegria”, reunindo alunos das APAEs de Liberdade e Bocaina de Minas, familiares, educadores, amigos e moradores da região.
As atividades do projeto tiveram início junto ao calendário escolar e seguem as diretrizes da Secretaria de Educação. Ao longo das últimas semanas, os ensaios vêm acontecendo na APAE Liberdade, com os alunos tocando instrumentos de percussão, além de ações de organização, separação e limpeza de fantasias e adereços recebidos por meio de doações de colaboradores do Rio de Janeiro e amigos da RPPN Ave Lavrinha, em Bocaina de Minas.
Segundo Deni Claudio de Carvalho, responsável pela condução das oficinas de arte, realizadas às sextas-feiras na RPPN, o Carnaval é um espaço fundamental de inclusão. “As oficinas e os ensaios acontecem durante a semana, integrados à rotina dos alunos. O Carnaval se torna um momento especial de trazê-los para o convívio social de forma natural, sem preconceitos, e isso faz toda a diferença para eles”, afirma.
Após o período de festas, as fantasias e alegorias passam por um processo de restauro, garantindo que estejam em bom estado para o Carnaval do ano seguinte. A APAE conta atualmente com um acervo significativo de fantasias, o que também contribui para a adesão espontânea de moradores e visitantes ao bloco.
Trajeto
A concentração do bloco acontecerá às 16h, na Rua Geraldo Magela de Barros Mendes, nº 59. De lá, o grupo seguirá pela avenida principal de Liberdade, desfilando do Mercado Ibralândia até o palco onde acontece a programação carnavalesca da cidade.
O projeto conta com o apoio voluntário de funcionários, amigos e visitantes de Lavrinha, que colaboram no cuidado, manejo e organização das ações. Um dos pilares do Carnaval dos Amigos de Lavrinha são as doações de fantasias, muitas delas inspiradas em experiências vividas pelos organizadores em iniciativas como o bloco do Museu do Inconsciente, referência em arte, cultura e saúde mental.
“As fantasias que recebemos em doação passam por cuidado, limpeza e, muitas vezes, por intervenções artísticas feitas pelos próprios alunos. Algumas máscaras são pensadas especialmente para o Carnaval. Esse processo fortalece a expressão artística, a autonomia e o sentimento de pertencimento”, completa.