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Minas ainda não bate meta de vacinação contra a gripe

Especialista enfatiza a importância da imunização para evitar o agravamento de doenças respiratórias

Com cobertura de 49,4% para o público-alvo, Minas Gerais ainda não atingiu a meta da vacinação contra a gripe, segundo dados do Ministério da Saúde. A meta do governo é vacinar 90% de idosos, crianças e gestantes. No Brasil, este número é ainda menor: apenas 41,28% das pessoas desse grupo foram imunizadas e a meta é vacinar 81,6 milhões de pessoas.

De acordo com a médica clínica, pneumologista e professora da Faseh, Maria Luiza Azevedo, a vacinação contra influenza representa a medida mais eficaz para prevenção da gripe e suas complicações. “A vacinação é crucial para prevenir complicações respiratórias em até 60%, reduzindo hospitalizações e mortes. Além da proteção comunitária e redução da circulação viral”, pontua.

Desde a pandemia de 2019, a resistência vacinal se tornou um fator preocupante não só para vacinas contra gripe, mas também para vacinação de doenças consideradas erradicadas como a poliomielite. “É um fenômeno multifatorial que inclui o medo de efeitos colaterais, desconfiança em relação a eficácia, influência da desinformação, experiências anteriores negativas e nossa missão, como médicos, é apresentar as evidências do benefício e da importância da vacinação em todas as faixas etárias”, ressalta. A professora explica que a inovação na vacina traz melhor correspondência a múltiplas cepas circulantes.

Idosos x gripe

Em 2024, mais de 85% das mortes por síndrome respiratória aguda grave – causada por influenza – foram em idosos. “Esses pacientes possuem um declínio natural do sistema imunológico, gerando uma menor capacidade de resposta a inflamação. Além disso, apresentam outras comorbidades associadas, como doenças cardiovasculares e diabetes – o que os tornam mais suscetíveis a infecções secundárias. Portanto, vacinar esse grupo é urgente”, afirma.

A pneumologista diz que a prevenção da gripe envolve múltiplas estratégias complementares como medidas de higiene (lavagem frequente e adequada das mãos com água e sabão, uso de álcool em gel quando apropriado, higienização após contato com superfícies contaminadas, cobrir tosse e espirro (com lenços ou cotovelo), evitar tocar olhos, nariz e boca), medidas ambientais (manter ambientes ventilados, evitar aglomerações, isolamento de pessoas sintomáticas e a vacinação anual. “A vacinação contra gripe representa uma das intervenções mais importantes da medicina preventiva respiratória. Como pneumologista, enfatizo que a proteção individual e coletiva depende da adesão ampla à vacinação, combinada com medidas complementares de prevenção”, finaliza.

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