A favela da Rocinha, na Zona Sul do Rio de Janeiro, vem ganhando destaque no turismo por um dos seus pontos mais altos: a laje conhecida como “Porta do Céu”, que encanta visitantes com vistas panorâmicas e experiências únicas.
Turistas brasileiros e estrangeiros formam filas que podem chegar a duas horas de espera para registrar vídeos com drones sobre a laje — recordações valorizadas nas redes sociais e que chegam a custar até R$ 200 por gravação.
O crescimento desse turismo faz parte de um movimento mais amplo na comunidade, que inclui passeios guiados, mototours e um aplicativo de turismo que já atrai dezenas de milhares de visitantes. Em janeiro, a Rocinha recebeu mais de 41 mil turistas, alta de 37 % em relação ao ano anterior, impulsionada justamente por atrações como as lajes e as filmagens aéreas.
Além da experiência aérea, o trajeto até a laje envolve passeios de moto-táxi e caminhadas com guias locais, criando uma imersão cultural e econômica que beneficia moradores, pilotos de drone e monitores.
A popularidade do ponto turístico ajuda a impulsionar a economia comunitária e mostrar uma faceta da favela que vai além de estigmas tradicionais, combinando cultura, vistas espetaculares e empreendedorismo local.