Com avanço da Reforma Tributária e maior integração dos sistemas fiscais, gestão improvisada pode gerar prejuízos silenciosos às empresas.
Empresas brasileiras que não revisarem sua organização fiscal e tributária até março de 2026 podem enfrentar aumento de custos e riscos financeiros, segundo especialistas da área contábil. A avaliação ocorre em meio à implementação da Reforma Tributária e à ampliação do cruzamento eletrônico de dados pela Receita.
De acordo com a contadora Gracielle Alves, CEO da Gcon Contabilidade, especialista em gestão contábil estratégica, o principal problema ainda é a visão limitada da contabilidade como mera obrigação fiscal.
“Muitos empresários procuram a contabilidade apenas para cumprir exigências legais, mas deixam de usar os dados financeiros como ferramenta de decisão. Em um cenário mais integrado e fiscalizado, essa postura pode gerar pagamento indevido de impostos ou prejuízos que passam despercebidos”, afirma.
A Reforma Tributária exige mais organização, com as mudanças previstas no sistema tributário brasileiro, a tendência é de maior integração entre os fiscos federal, estadual e municipal. Especialistas apontam que o cruzamento de informações deve se tornar ainda mais rigoroso, reduzindo margens para inconsistências ou falhas operacionais.
Segundo a CEO da Gcon Contabilidade, a sra. Gracielle Alves aponta que a falta de planejamento tributário é um dos erros mais comuns entre pequenas e médias empresas.
Entre os principais problemas identificados estão:
Escolha inadequada do regime tributário
Mistura de finanças pessoais com as da empresa
Desorganização no controle de despesas e pró-labore
Falta de acompanhamento periódico do faturamento
Essas falhas podem resultar em pagamento maior de tributos ou dificuldades no fluxo de caixa.
Durante a pandemia de Covid-19, muitas empresas enfrentaram dificuldades por não possuírem controle financeiro estruturado ou projeções de curto e médio prazo. Para especialistas, o período evidenciou a importância da contabilidade como ferramenta estratégica.
“Empresas que tinham dados organizados e acompanhamento técnico conseguiram tomar decisões mais rápidas e reduzir impactos. A organização financeira deixou de ser diferencial e passou a ser necessidade”, afirma Gracielle Alves. Tendência é de contabilidade mais estratégica.
A expectativa do setor é que, nos próximos anos, a contabilidade assuma papel ainda mais estratégico dentro das empresas. Além do cumprimento das obrigações fiscais, cresce a demanda por planejamento tributário, análise de indicadores e previsibilidade financeira.
Para especialistas, empresários que desejam crescer de forma sustentável precisarão adotar uma postura mais preventiva e menos reativa.
“A contabilidade não deve ser vista como custo, mas como instrumento de proteção e crescimento. O planejamento reduz riscos e aumenta a segurança nas decisões”, conclui Gracielle.