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seg, 23 fevereiro 26

Tim Santos revela bastidores da Mocidade no Rio

A magia que o público vê na Sapucaí é fruto de um trabalho de engenharia e arte contra o relógio. Em relato exclusivo, o artista Tim Santos detalhou os bastidores da criação de elementos cruciais para a comissão de frente da Mocidade Independente de Padre Miguel, que este ano homenageou o legado de Rita Lee.

A jornada começou com o convite dos coreógrafos Alan Keller e Marcelo Misailidis. Tim, que já havia trabalhado com a dupla no ano anterior, construindo um boneco gigante junto com o seu irmão, Eduardo Santos, foi chamado para reforçar a equipe em um momento em que o cronograma estava apertado devido à complexidade técnica do projeto e à quantidade de elementos a serem construídos.

Um dos grandes destaques da apresentação foi a estrutura de um Jeep, construída sobre o chassi de uma moto elétrica. Tim Santos foi o responsável por dar vida à “lataria” do veículo.

Estrutura: O artista trabalhou desenvolvendo todo visual do Jeep junto com o Marcelo e a equipe de cenografia, e construiu  a carcaça com materiais leves – já que em alguns momentos ele teria que ser erguido pelos bailarinos – e também em alguns detalhes técnicos como encaixes para fixação do Jeep em outra estrutura cênica.

Logística: Devido às dimensões de algumas estruturas, e à altura da sala da comissão de frente no “barracão” da escola na Cidade do Samba, os ensaios e a finalização tiveram que ser realizados na quadra da Mocidade, onde havia espaço suficiente para as manobras.

Intensidade: Foram nove dias de trabalho ininterrupto, com jornadas que às vezes se estendiam até as 3h da manhã para garantir que tudo estivesse pronto para o desfile.

A Vassoura-Guitarra: Transformação em Cena

Além do Jeep, Tim contribuiu para o visual definitivo de um acessório que sintetizou a proposta do enredo: a vassoura-guitarra.

O objeto possuía um mecanismo de gatilho acionado pela própria atriz/bailarina durante a coreografia. Em um primeiro momento, o público via apenas uma vassoura de palha (referência à “bruxa” Rita Lee); ao acionar o dispositivo, o objeto girava suas faces para revelar o formato de uma guitarra, simbolizando a transmutação da artista em ícone do rock.

“O processo deste ano foi mais complexo, com mais elementos, estruturas gigantes tripés e iluminação. Estávamos com o prazo bem apertado para finalizar tudo”, revelou Tim Santos sobre a pressão dos últimos dias antes do desfile.

O resultado foi uma apresentação que uniu tecnologia e artesanato, provando que, por trás do brilho da avenida, existe uma oficina pulsante operada por artistas como Tim Santos, que transformam materiais em pura poesia visual.

Para conhecer mais sobre o projeto do artista, acesse o instagram @timsantos

Cenario Minas
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