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Carnaval do Vale do Sol celebra aves com folia sustentável

A 9ª edição do Festival Quatro Estações transforma resíduos têxteis e bambu em arte carnavalesca e promove a consciência ambiental em Nova Lima (MG).

Entre os dias 28 de janeiro e 7 de fevereiro de 2026, o bairro Vale do Sol será palco do Festival Quatro Estações – Verão 2026. Em sua nona edição consecutiva e inspirado pelos pássaros que habitam a região da Estação Ecológica de Fechos – importante unidade de preservação natural localizada em Nova Lima, que abriga a bacia do córrego de Fechos, florestas de Cerrado e Mata Atlântica e rica fauna ameaçada de extinção, o festival aposta em oficinas com criação coletiva de fantasias, adereços e bonecos vestíveis, transformando resíduos em plumagens, cores e alegorias que ganham as ruas em cortejos e bailes. A proposta é fazer do carnaval um espaço de imaginação, cuidado com o território e participação ativa da comunidade. A programação do festival é gratuita.

“O principal diferencial desta edição é a construção coletiva de um carnaval do bairro e para o bairro: territorial, acessível e ambientalmente consciente. Para isso, nos inspiramos nas aves que habitam nosso bairro e se abrigam na Estação Ecológica de Fechos e região. Neste ano, o evento aprofunda sua proposta ao integrar criação artística, educação ambiental, gestão de resíduos e inclusão, convidando o público a viver um carnaval que celebra a natureza, o encontro e a ocupação cultural do Vale do Sol”, conta Lourenço Martins Marques, gestor do C.A.S.A., integrante da Companhia Suspensa e um dos idealizadores do festival.

A inspiração nos pássaros da Estação Ecológica de Fechos atravessa toda a programação do evento. As aves do Cerrado e da Mata Atlântica aparecem como tema central das oficinas de fantasias, adereços, alegorias e bonecos vestíveis, orientando cores, formas, texturas e narrativas.

Um dos destaques da programação é a Folia Alada – Oficina de Adereços Carnavalescos com Reuso Têxtil, nos dias 3 e 6 de fevereiro, conduzida por Thais Mol, figurinista e artista têxtil, com mais de 25 anos de experiência em criação de vestíveis, adereços e responsável pelos figurinos do bloco Então Brilha e por Carolina Andreazzi, artista plástica, figurinista e aderecista, dedicada a transformar narrativas culturais em expressões vestíveis. Aberta ao público de 15 anos a 100+, a oficina propõe a criação de plumagens, acessórios e adereços a partir de resíduos têxteis que seriam descartados.

Para os foliões de 06 a 14 anos, a Oficina de Alegorias e Fantasias, dias 4 e 6 de fevereiro, com Tana Guimarães, artista plástica e da dança, e Joanna Sanglard, artista e professora, estimula a imaginação e o trabalho coletivo na construção de máscaras, cocares, asas e ornamentos criados de forma coletiva e criativa, reutilizando resíduos e outros materiais.

Já a Oficina BECUS – Bonecos Vestíveis, que acontece dias 31 de janeiro e 1º de fevereiro, para o público a partir de 10 anos, dedica-se à confecção de bonecos habitáveis em bambu e materiais reaproveitados com a temática “Pássaros do Cerrado” e será  ministrada  por Flávio Negrão e Nadu Soares, profissionais com atuação nas áreas de bioconstrução, ecodesign, educação ambiental e design em bambu.

As oficinas acontecem no C.A.S.A. – Centro de Arte Suspensa e Armatrux e no Instituto CRESCE (Centro de Referência em Educação, Sustentabilidade e Cultura do Espinhaço), com inscrições abertas e vagas limitadas.

A programação inclui ainda a exposição Aves de Nova Lima – Fotografias de Amaury Pimenta, mineiro que se dedica à observação e fotografia de aves desde 2009. A mostra em cartaz durante todo o festival dialoga diretamente com o mote do evento ao revelar, por meio da fotografia, a diversidade de aves da região.

A música e a celebração coletiva também marcam presença com o Baile de Carnaval do C.A.S.A., que acontece no dia 6 de fevereiro, ao som de Alexandre Rezende e sua gente, reunindo diferentes gerações em uma noite de dança, encontros e festa. Já no sábado, 7 de fevereiro, o carnaval toma as ruas com os blocos: pela manhã, o Bloco para Todos com o Grupo Atrás do Pano (Nova Lima) sai da feira em frente à APREVS em direção à Praça das Águas, e à tarde acontece o Bloco Flor do Espinhaço, com concentração na lateral da Fechos e cortejo até o C.A.S.A., seguido de show no palco Maurício Tizumba.

O compromisso do Festival Quatro Estações – Verão 2026 com o “Carnaval para Todos” reflete-se em acessibilidade e descentralização do evento. O festival conta com equipamentos adaptados e o apoio do projeto Trilhas Para Todos, uma iniciativa que promove a acessibilidade nas trilhas e em espaços culturais por meio de equipamentos adaptados como handbikes, cadeiras Julietti e triciclos garantindo que pessoas com mobilidade reduzida participem ativamente dos cortejos. Além disso, as atividades são gratuitas e abertas a diferentes faixas etárias em espaços comunitários como ruas e praças.

O Festival Quatro Estações – Verão 2026 conta pelo terceiro ano consecutivo com o patrocínio da Vale, parceria que reforça a importância de políticas de continuidade para a consolidação de projetos culturais, ambientais e comunitários no território. O apoio recorrente permite não apenas o planejamento a médio e longo prazo, mas também o fortalecimento das redes locais, ampliando o envolvimento da comunidade, a qualificação das ações e o alcance das atividades. Ao investir de forma continuada, a Vale contribui para que o festival se estruture como um espaço permanente de formação, criação artística, educação ambiental e celebração coletiva, aprofundando seus vínculos com o bairro Vale do Sol.

SOBRE O FESTIVAL

Em 2023, o Festival Quatro Estações nasce no bairro Vale do Sol, com o propósito de ser anual. “O nome ‘Festival Quatro Estações’ reflete a estruturação do evento ao longo do ano, organizado em quatro momentos distintos, cada um alinhado com uma estação (verão, outono, inverno e primavera). Essa abordagem aposta na continuidade e transformação das ações, em diálogo com ciclos naturais e à passagem do tempo. Além disso, representa a diversidade da programação, que, assim como as estações, oferece experiências únicas e mutáveis, sempre valorizando a conexão com a natureza e a dinâmica do entorno.”, afirma Lourenço Martins Marques.

Com uma localização privilegiada e de fácil acesso, o Bairro Vale do Sol – situado na região noroeste de Nova Lima, a 20 km de Belo Horizonte, 80km de Ouro Preto e 54 km de Inhotim -, é hoje uma importante rota de saída para o Rio de Janeiro, que atravessa patrimônios naturais, históricos e culturais. “Existe um movimento antigo, desde a ocupação do bairro nos anos 90, de pessoas, muitas delas, artistas, ambientalistas, comerciantes, que fugiam dos centros urbanos e da especulação imobiliária, com o desejo de estarem mais perto da natureza”, contextualiza Patrícia Manata, gestora do C.A.S.A. e uma das idealizadoras do festival.

Em sintonia com essa vocação, a Companhia Suspensa convida o C.A.S.A., o Instituto CRESCE, a APREVS e o Projeto Trilhas para dar visibilidade às ações de arte, gastronomia e meio ambiente do Vale do Sol e criam o festival. “Agora, com o apoio da Vale em mais este ano, vamos conseguir ampliar e promover trocas também com profissionais de outros estados e países: artistas, professores e agentes da educação ambiental, que são moradores do bairro, ou convidados. A proposta é que a cada edição, esse diálogo e intercâmbio se ampliem cada vez mais”, diz Manata.

PROGRAMAÇÃO FESTIVAL QUATRO ESTAÇÕES – VERÃO 2026

Confira a programação completa no @valedosolfestival

Programação

Folia Alada – Oficina de Adereços Carnavalescos com Reuso Têxtil com Thais Mol e Carolina Andreazzi

Data: 03 e 06 de fevereiro

Horário: terça-feira de 15h às 18h e sexta-feira de 17h às 20h

Local: C.A.S.A. – Centro de Arte Suspensa e Armatrux

Inscrições gratuitas pelo link:

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSelV3ZpprQTMrc_erikhaiqcVb82e8woJBeOubXh6DBW2gbJA/viewform

 

Oficina de Alegorias e Fantasias com Tana Guimarães e Joanna Sanglard

Data: 04 e 06 de fevereiro

Horário: quarta-feira de 16h às 19h e sexta-feira de 17h às 20h

Local: C.A.S.A. – Centro de Arte Suspensa e Armatrux

Inscrições gratuitas pelo link:

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScJISc7z9RMQwKTu90l-hC0m_oh3VgeooV11-fldNm8H6bB5w/viewform

 

Oficina BECUS – Bonecos Vestíveis com Flávio Negrão e Nadu Soares

Data: 31 de janeiro e 1º de fevereiro

Horário: 09h às 13h

Local: Instituto Cresce

Inscrições gratuitas pelo link:

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdAWhbMxSBTMiQ-QNCV3MheimW6OU-M0vFLTJJnIziGWR7VlA/viewform

 

Aves de Nova Lima – Fotografias de Amaury Pimenta

Data: 28 de janeiro a 07 de fevereiro

Local: restaurantes Borogodó, Pizza Sur , Ryu Sushi Bar e Divino

Acesso gratuito.

 

Baile de Carnaval do C.A.S.A. com Alexandre Rezende e sua gente

Data: 06 de fevereiro

Local: C.A.S.A. – Centro de Arte Suspensa e Armatrux

Horário: 18h

Acesso gratuito.

 

Bloco para Todos com o Grupo Atrás do Pano (Nova Lima)

Data: 07 de fevereiro

Horário: 10h

Local: saindo da Feirinha (em frente APREVS) em direção à Praça Das Águas (participação – Trilhas para Todos)

Acesso gratuito.

 

Bloco Flor do Espinhaço

Data: 07 de fevereiro

Local: C.A.S.A. – Centro de Arte Suspensa e Armatrux

Horário: 16h (concentração Lateral Fechos). Cortejo até o C.A.S.A com show às 17h.

Acesso gratuito.

SERVIÇO

Festival Quatro Estações – Verão 2026 (Carnaval do Vale do Sol)

Data: 28 de janeiro a 7 de fevereiro de 2026

Local: Vale do Sol, Nova Lima (C.A.S.A. Centro de Arte, Instituto CRESCE, APREVS e praças)

Inscrições: Vagas limitadas para oficinas no C.A.S.A. e Instituto CRESCE.

Mais informações: @valedosolfestival

Cenario Minas
Cenario Minashttps://cenariominas.com.br
Revista Cenário's ou (Portal Cenário Minas) é uma revista digital de variedades que destaca a vida na capital nas suas mais diferentes vertentes: sociedade, comportamento, moda, gastronomia, entre outros temas. A publicação digital se notabiliza pela absoluta isenção editorial e por praticar um jornalismo sério, correto e propositivo, cuja credibilidade e respeito ao leitor são seus apreços primordiais.

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