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Obesidade pode atingir 75% dos adultos até 2044 no Brasil

Para nutróloga da Afya, o estilo de vida, acesso à informação e apoio multidisciplinar são chaves para o emagrecimento saudável

Nesta terça-feira, é celebrado o Dia Nacional da Saúde, que chama a atenção para um dos maiores desafios de saúde pública do Brasil: a epidemia da obesidade. De acordo com o Atlas Mundial da Obesidade 2025, 1 em cada 3 brasileiros adultos vive com a doença. Quando somados os casos de sobrepeso, o número saltou para 68% da população adulta do país.

Um estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) estima que, mantidas as tendências atuais, o Brasil poderá chegar a 2044 com quase 75% da população adulta acima do peso. A progressão representa uma ameaça direta à qualidade de vida das pessoas e à sustentabilidade do sistema de saúde. No Brasil, a obesidade aumentou 72%, apenas entre o período de 2006 até 2019, de acordo com dados da Pesquisa Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico).

Segundo a Dra Juliana Couto, nutróloga da Afya Educação Médica Montes Claros, o cenário brasileiro é resultado de uma complexa combinação de fatores biológicos, comportamentais, sociais e ambientais. “O aumento do consumo de alimentos ultraprocessados ricos em açúcar, gordura e sódio, somado à queda na prática de atividades físicas, tem papel central nesse panorama. Além disso, fatores como estresse crônico, sono de má qualidade, uso excessivo de telas, desinformação sobre alimentação e desigualdade no acesso a alimentos saudáveis contribuem para o avanço da obesidade”.

A obesidade não é apenas uma estatística – ela mata. Em 2021, mais de 60 mil mortes prematuras no Brasil foram diretamente atribuídas a doenças crônicas não transmissíveis associadas ao excesso de peso, como diabetes tipo 2, hipertensão e problemas cardiovasculares. “Além das doenças crônicas mais conhecidas relacionadas à doença, a obesidade pode desencadear infertilidade, síndrome dos ovários policísticos, osteoartrite e até cânceres, como os de mama, fígado e intestino”, informa a especialista.

Falta de qualidade de vida

Dra Juliana Couto ressalta, ainda, que a obesidade pode atrapalhar a vida de uma forma muito ampla e que muitos pacientes relatam sofrimento emocional, baixa autoestima, discriminação social e profissional e dificuldades com as relações interpessoais. Além disso, a fadiga, a alimentação funcional, e a insegurança corporal afetam as atividades simples do dia a dia.

“O paciente deve manter a motivação, lidar com recaídas, combater a auto-sabotagem e ter acesso a informações confiáveis. O emagrecimento sustentável exige uma abordagem individualizada, planejamento, uma educação alimentar e um suporte contínuo, de preferência com equipe multidisciplinar. Não existe solução mágica, existe ciência, estratégia e cuidado. O objetivo não é apenas a perda de peso, mas a melhora da saúde e da qualidade de vida de uma forma sustentável. A nutrologia trabalha com uma visão integrativa buscando não apenas a melhora dos parâmetros clínicos, mas a restauração do bem-estar físico, mental e social”, conclui a nutróloga da Afya Educação Médica de Montes Claros.

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