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sex, 02 janeiro 26

Mês do Patrimônio Cultural em BH tem atrações gratuitas

Belo Horizonte comemora o Mês do Patrimônio Cultural com uma programação diversificada e gratuita durante todo o mês de agosto. A iniciativa é promovida pela Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura, e contempla mais de 100 atividades distribuídas pelos equipamentos culturais da cidade, como Museus, Arquivo Público, Centro de Referência da Cultura Popular e Tradicional Lagoa do Nado (CRCP), além dos 17 Centros Culturais presentes em todas as regionais e dos projetos realizados pelo Circuito Municipal de Cultura. A programação completa pode ser acessada pelo Portal Belo Horizonte.

A agenda está alinhada ao tema “Participação Social, Territórios e Sustentabilidade”, proposto pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para a data, reforçando a importância da preservação e valorização do patrimônio cultural ao longo de todo o mês. Até o dia 30 de agosto, o público de todas as idades terá acesso a uma programação variada, que inclui eventos científicos, atividades interativas no Conjunto Moderno da Pampulha, além de ações dedicadas à memória, história oral, tradições mineiras e à valorização dos territórios.

Para a Presidenta da Fundação Municipal de Cultura, Bárbara Bof, essa programação especial reafirma o compromisso da PBH com a circulação da cultura e a preservação da memória coletiva.  “Promover reflexões e práticas sobre o patrimônio para os diversos equipamentos públicos de cultura, espalhados por todas as regionais de BH, é essencial para promover a descentralização e democratização do acesso. Isso fortalece a conexão com os territórios, garantindo que o patrimônio seja acessível e relevante para todos os belo-horizontinos”.

Grande parte das atrações integra a programação regular dos equipamentos culturais da PBH, mas recebem um enfoque especial ao longo do mês, com atividades que reforçam o papel contínuo desses espaços na preservação da memória da cidade.

O dia 17 de agosto foi instituído como o Dia do Patrimônio Cultural em homenagem a Rodrigo Melo Franco de Andrade, um dos fundadores do Iphan, em 1937. O objetivo da data e das ações que acontecem ao longo do mês em todo o Brasil é incentivar a reflexão e celebrar as diversidades culturais brasileiras, em suas dimensões material e imaterial.

Centros Culturais e CRCP evidenciam o patrimônio nos territórios

Os 17 Centros Culturais terão programações diversificadas e ricas em atividades, com destaque para a valorização de práticas tradicionais e a promoção de encontros comunitários. Em todas as regionais, a capoeira se destaca como um dos pilares, com aulas, oficinas e eventos como batizados e rodas de abertura, que celebram essa expressão cultural afro-brasileira. A dança e a música popular também ganham espaço, com oficinas de forró e carimbó, além de apresentações musicais que resgatam ritmos e tradições de diferentes partes do país. Além disso, as atividades literárias, como rodas de leitura, contação de histórias e oficinas com foco no folclore brasileiro, convidam o público a mergulhar no universo da literatura e da oralidade.

Outra área de grande destaque na programação é a de artesanato e trabalhos manuais, que se manifesta de diversas formas. Há uma forte presença de oficinas de bordado, tricô, crochê e pintura, que não apenas ensinam técnicas, mas também criam espaços de troca de saberes e memórias. O Patrimônio Cultural também será tema abordado em rodas de conversa e em atividades como o Circuito da Memória e as Trilhas da Memória, que convidam o público a redescobrir a história local de forma interativa.

Alguns Centros Culturais também irão receber ações do projeto Circuito Municipal de Cultura, como a oficina “Quentão da Vovó”, nos Centros Culturais Alto Vera Cruz e São Geraldo; a oficina de bordados e colagens, nos Centros Culturais Liberalino Alves de Oliveira e Vila Santa Rita; o show do Trio Gandaiêra, no Centro Cultural Jardim Guanabara; e a apresentação do grupo “Boi na Pista” no Centro Cultural Vila Marçola.

O Centro de Referência da Cultura Popular e Tradicional Lagoa do Nado (CRCP) também incluiu em sua programação atividades dedicadas à valorização da memória, ancestralidade e identidades culturais. Entre os destaques dessa agenda patrimonial, está a exposição “Jogo da Liberdade – A Capoeira em Belo Horizonte, Anos 60, 70 e 80” Com curadoria da pesquisadora Josemeire Alves e dos Mestres 90, Boca e Pelota, a mostra celebra os mestres e capoeiristas que fizeram da arte um espaço de resistência, pertencimento e liberdade. A capoeira também é tema da atividade “ Mediação Afro Lúdica: Corpopalavra Poética Negra na Capoeira”, em que a história afro-brasileira é recontada por meio da cultura da infância.

Museus celebram Burle Marx, Niemeyer e arquitetura paisagística da Pampulha

O Conjunto Moderno da Pampulha, declarado Patrimônio Mundial da UNESCO em 2016, é uma paisagem cultural emblemática da cidade onde a arquitetura de Oscar Niemeyer dialoga com os jardins de Roberto Burle Marx em harmonia com a Lagoa da Pampulha, criando uma experiência estética, sensorial e cultural emblemática. Uma das obras que resultou da parceria entre os dois artistas, o Museu Casa Kubitschek irá sediar a oficina “Brota no Jardim”, no dia 9/8, às 10h30. Usando técnicas de impressão e pigmentação com plantas, a atividade oferece uma experiência artística que dialoga diretamente com os jardins históricos do museu. A ação é promovida em celebração ao aniversário de Burle Marx.

Já no dia 16 de agosto, o Museu de Arte da Pampulha promove a ação “Jornada Nacional do Patrimônio Cultural | Paisagem Cultural e Patrimônio Toponímico”. A travessia educativa, que parte da Igreja de São Francisco e vai até o Museu Casa Kubitschek, conta a história da Pampulha, da cidade e de figuras históricas que nomeiam ruas e avenidas de BH — também sem inscrição prévia.

Nos Museus municipais do Centro, as comemorações pelo Mês do Patrimônio Cultural também são destaques na programação.  A partir de 9/8, o Museu da Imagem e do Som de Belo Horizonte (MIS BH) inaugura a exposição “Cidade Jardim – por meio de fragmentações”, que reflete sobre a relação entre pessoas e árvores por meio de imagens e textos. No mesmo dia, o Museu Histórico Abílio Barreto abre a exposição “Beagá Decô e Gráfica: do papel à cidade ao papel”, de Fernanda Goulart, que explora conexões entre arquitetura art déco e artes gráficas em BH.

 Patrimônio em debate

A programação do Mês do Patrimônio Cultural conta também com momentos de escuta, reflexão e troca de saberes. É nesse contexto que  se inserem a 29ª edição do projeto Expedições do Patrimônio, realizado pela Diretoria de Patrimônio Cultural da Fundação Municipal de Cultura, e a palestra “Memórias de papel: o arquivo pessoal de Nelson de Senna”, que integra a programação formativa do Arquivo Público da Cidade de Belo Horizonte (APCBH).

Nesta edição, o Expedições do Patrimônio irá realizar a sua atividade educativa  na Casa Rosada Gasmig Minas, Casarão histórico localizado na rua da Bahia, 2.425, no bairro Lourdes. O imóvel é um rico registro da primeira fase de ocupação da Rua da Bahia, marcando, com seu estilo arquitetônico eclético e de influência neoclássica, a paisagem urbana da capital. O evento acontece no dia 16/8 (sábado), das 13h às 16h, e as inscrições podem ser realizadas na página da Diretoria de Patrimônio Cultural, no Portal PBH.

Já a palestra “Memórias de papel: o arquivo pessoal de Nelson de Senna”, que integra a programação formativa do Arquivo Público da Cidade de Belo Horizonte (APCBH).  A palestra será ministrada pela pesquisadora Lucimar Lacerda, às 19h, no Museu Histórico Abílio Barreto, com entrada gratuita. As inscrições podem ser feitas online na página do equipamento.

SERVIÇO

Programação especial | Mês do Patrimônio Cultural nos equipamentos municipais de Cultura

 

Até 30/8 | Gratuito | Consulte a classificação indicativa de cada atividade

 

Programação completa disponível em: www.portalbelohorizonte.com.br 

Cenario Minas
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