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qui, 01 janeiro 26

Espetáculo circense homenageia Chico Science em BH

“Circo Science – do Mangue ao Picadeiro” poderá ser visto no dia 7 de agosto, no Teatro Raul Belém Machado

O espetáculo “Circo Science – do Mangue ao Picadeiro”, da Trupe Circus, desembarca pela primeira vez em BH, no dia 7/08, às 20h, no Teatro Raul Belém Machado (rua Leonil Prata, 53, Alípio de Melo). Com entrada franca, a apresentação é uma homenagem a Chico Science e aos 30 anos do Movimento Manguebeat, que trouxe para o mundo o disco “Da Lama ao Caos”, o debute de Chico Science e da Nação Zumbi no universo fonográfico.

“É um espetáculo que junta tradição e tecnologia, raiz e antena, como dizia Chico. Falamos de desigualdade, mas também da nossa potência cultural. O picadeiro vira espaço de manifesto, onde equilibrismo, acrobacia e poesia criam novas formas de dizer: existimos”, diz o diretor Ítalo Feitosa. “O Movimento Manguebeat não acabou — nós somos a continuidade dele. No espetáculo, cada movimento é uma afirmação de identidade, cada cena é resistência, cada riso é político”, completa a artista circense Maria Karolyna.

Aprovada no Edital Programa Transpetro em Movimento por meio do Ministério da Cultura, a circulação de “Circo Science – do Mangue ao Picadeiro” inclui cidades do Sudeste e do Centro-Oeste — BH foi contemplada. Além de abordar o Manguebeat e a trajetória de Chico Science, o espetáculo mostra como as juventudes contemporâneas de Recife — 30 anos depois — ainda têm uma sinergia forte com o movimento, que tem a cor, a classe social e o poder econômico como combustíveis para a criatividade e para o combate ao preconceito e ao etnocídio de juventudes periféricas. “O Manguebeat continua pulsando como força de resistência e criação. Ele representa exatamente o que somos: artistas periféricos que transformam dor e sonho em arte”, diz o diretor.

Em “Circo Science – do Mangue ao Picadeiro”, o público ficará diante do elenco profissional da Trupe Circus, que está inserida na Escola Pernambucana de Circo, que há 29 anos profissionaliza artistas circenses no Nordeste do Brasil. Esse elenco, a propósito, traz Pernambuco em cada equilíbrio, percussão, palhaçaria e poesia visual. Com uma linguagem que mescla rua, picadeiro e estética mangue, o espetáculo conta com números aéreos, que dialogam com ritmos de maracatu e batidas eletrônicas; com palhaços, que costuram comentários sociais; com projeções, que sugerem manguezais urbanos; e com uma dramaturgia que brota de territórios periféricos.

“O público de Belo Horizonte pode esperar uma experiência encantadora com números circenses de malabarismo, contorcionismo, acrobacias aéreas e de solo, coreografias e os sons que saíram da periferia de Recife, proporcionando ao público uma mistura de encantamento e reflexão. Acredito que o espetáculo vai além do entretenimento: ele reafirma nossas origens, potencializa as periferias do Recife, dá voz e vez ao protagonismo das mulheres, conecta ciência, cultura popular e arte de um jeito vivo e cheio de identidade”, crava a artista circense Maria Karolyna.

No elenco do espetáculo, que conta com audiodescrição e tradução em libras, estão Maria Karolaine, Gabriel Marques, Bruno Luna, João Fernando, João Vítor e Ítalo Feitosa, que assina ainda a direção. O roteiro e a dramaturgia são de Fátima Pontes, que também faz a assistência de direção. No repertório, músicas de Chico Science e Nação Zumbi. A produção local é de Deisy Castro, da ATIV.

“Este espetáculo tem uma força muito grande, e a música é essa força. Afinal, o Manguebeat revolucionou e trouxe um pertencimento para gerações. Para este espetáculo, não poderíamos ter tradução em libras apenas nas falas, pois a música conduz a experiência transformadora. Foi aí que passamos para o pessoal do UAI Libras o roteiro e as canções para que a experiência seja totalmente inclusiva”, adianta Deisy Castro, ansiosa para que as pessoas vejam o resultado.

TRUPE CIRCUS. A Trupe Circus é o grupo profissional da Escola Pernambucana de Circo (EPC), projeto social artístico que existe há 29 anos e que atua em Recife (PE) nos campos da formação, fomento, fruição e difusão das artes circenses. A Trupe Circus, que nasceu em 2002, conta com artistas formados na EPC desde a infância. O coletivo circense tem espetáculos calcados na cultura pernambucana, em uma dramaturgia própria com textos autorais e em temas sociais, como diversidade cultural, combate ao racismo e à LGBTfobia, violência contra as mulheres, dentre outros temas, que afetam e permeiam as vidas na contemporaneidade.

A circulação da Trupe Circus foi aprovada no Edital Programa Transpetro em Movimento, o que viabilizou a primeira circulação nacional do coletivo. “Sem esse incentivo, não conseguiríamos realizar essa circulação, muito menos ter essa abrangência”, afirma a coordenadora executiva da Escola Pernambucana de Circo e produtora dos espetáculos Fátima Pontes.

SERVIÇO
“Circo Science – do Mangue ao Picadeiro”
7/08 – 20h – Teatro Raul Belém Machado (rua Leonil Prata, 53, Alípio de Melo), em BH
Entrada Gratuita (https://bileto.sympla.com.br/event/108660)
Classificação: 10 anos

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