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Como lidar com os diferentes tipos de luto na vida?

Especialista Welder Vicente revela estratégias da TCC para ressignificar perdas e cultivar novos caminhos

O luto é um processo natural e inevitável que pode se manifestar de diferentes formas ao longo da vida. Enquanto algumas perdas são definitivas, como a morte de um ente querido, outras são simbólicas, como o fim de um relacionamento ou amizade. Para entender melhor como lidar com essas situações, conversamos com o psicólogo e professor da Faseh, Welder Vicente, que compartilhou algumas orientações valiosas sobre o tema.

Segundo o especialista, tanto o luto pela morte de alguém quanto aquele provocado pelo rompimento de um vínculo são desafiadores, mas de maneiras distintas. “O luto pela morte é um processo natural e muitas vezes esperado, onde passamos por estágios como negação, raiva, barganha, depressão e aceitação. Já o luto por um vínculo rompido pode ser igualmente doloroso, pois envolve a sensação de perda sem a certeza do fechamento”, explica. Para ele, a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) pode ajudar a reinterpretar essas perdas e focar nos aspectos positivos, facilitando a aceitação.

Diante da ruptura de uma relação, muitas pessoas enfrentam dificuldades ao aceitar o fim e tentam insistentemente reativar laços que já foram desfeitos. Para esses casos, Vicente alerta sobre a necessidade de refletir e avaliar o impacto emocional que isso gera de forma prática. “É importante questionar o que essa relação realmente significa e se é saudável tentar reconectar-se. A TCC auxilia na identificação de padrões de pensamento que levam à idealização do passado ou ao medo da solidão”, ressalta o psicólogo. Ele sugere que o foco seja direcionado para o autocuidado e para relações que sejam saudáveis no presente.

O prolongamento do luto, seja por uma perda definitiva ou por um término, pode estar diretamente ligado à autoestima da pessoa. Vicente esclarece que quando a autoestima está baixa, a aceitação da perda se torna mais difícil. “A pessoa pode se sentir culpada ou inadequada, o que prolonga o sofrimento. Trabalhar a autoestima é fundamental para enfrentar a perda de maneira mais saudável”, destaca. A psicologia também pode contribuir nesse processo, ajudando a desafiar pensamentos negativos e construir uma visão mais positiva de si mesmo.

Mas como seguir em frente mesmo diante da saudade? O psicólogo sugere algumas estratégias eficazes. “Reconhecer os sentimentos e permitir-se sentir saudade é essencial. Além disso, reformular os pensamentos, lembrando dos bons momentos em vez de focar apenas na dor da ausência, pode ajudar muito”, recomenda. Outras atitudes que podem contribuir são investir em novos laços e atividades prazerosas, estabelecer metas pessoais e profissionais, além de buscar apoio em amigos ou na terapia.

Superar um luto não significa esquecer quem partiu ou o que foi vivido, mas sim aprender a lidar com a ausência e seguir adiante. “Cada passo dado é uma maneira de honrar aquilo que foi vivido enquanto se abre espaço para novas experiências”, conclui Vicente. Assim, seja qual for o tipo de perda enfrentada, é possível ressignificar a dor e encontrar caminhos para seguir em frente.

 

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