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sáb, 14 março 26

BITITA Festa da Palavra tem 2ª edição no Palácio das Artes

Entre os dias 19 e 22 de março, o Palácio das Artes, em Belo Horizonte, recebe a segunda edição do projeto BITITA Festa da Palavra (Luz–Palavra–Imagem), evento gratuito dedicado à literatura, à leitura e às interseções da palavra com outras linguagens artísticas. 

Inspirado em Carolina Maria de Jesus, BITITA (apelido de infância da autora e título de um de seus diários) nasce como um gesto de reconhecimento à potência de uma mulher que escreveu a partir da margem e transformou sua própria vida em literatura. Nesta edição, o projeto amplia sua proposta e investiga a palavra expandida, em diálogo com a luz, a imagem e o audiovisual, reunindo mostra de cinema, exposição, mesas de debate, oficina, lançamento de livros e projeções de poesia visual. O projeto tem patrocínio da Cemig via Lei Estadual de Incentivo à Cultura, com apoio da Fundação Clóvis Salgado e do Circuito Liberdade.

Segundo a realizadora Luciana Salles, a segunda edição marca um avanço conceitual do projeto. “Nesta edição da BITITA, propomos pensar a palavra em diálogo com a luz, com o cinema e com as artes visuais, ampliando as formas de leitura, fruição e reconhecimento da palavra como elemento disparador de muitas realidades”, diz. De acordo com ela, na primeira edição o foco estava na formação de novos leitores, especialmente do público infantojuvenil.

“Agora o projeto avançou para a ideia da palavra expandida em diferentes formas de expressão. A homenagem à Carolina segue absolutamente atual porque fala de uma mulher cuja palavra é matéria viva. Hoje, sua vida e obra se multiplicam em diferentes formas de expressão, reaparecendo no cinema, no teatro, nas artes visuais, na música, nas ruas e nos encontros coletivos. Nessa pluralidade, Carolina tornou-se figura polifônica e multifacetada.”

Para Renato Negrão, curador-geral do projeto, a proposta desta edição é criar uma experiência imersiva: “BITITA propõe uma experiência em que a palavra se torna luz, imagem e movimento. A programação reflete um fazer artístico híbrido, antropofágico, que atravessa linguagens e tensiona narrativas hegemônicas. É um convite à escuta, ao olhar e à construção de sentidos a partir da pluralidade”.

A diretora de Comunicação e Marketing da Cemig, Cristiana Kumaira, comenta o caráter de transformação presente no projeto: “reconhecer a potência da palavra em todas as suas formas é, de fato, transformador. A Cemig tem o orgulho de, mais uma vez, apoiar a BITITA Festa da Palavra, que nesta edição celebra como a palavra transcende a escrita, reverbera nas artes visuais e amplia nossos modos de sentir e criar. Como a maior incentivadora de cultura de Minas, buscamos apoiar iniciativas como esta, que iluminam trajetórias, fortalecem a diversidade e seguem inspirando, conectando e transformando pessoas”.

EXPOSIÇÃO EM DESTAQUE

Um dos grandes destaques desta edição é a exposição “A primeira vez que voei foi na pág. 35”, a primeira individual da artista Maré de Matos em Belo Horizonte, que já está em cartaz na Galeria Mari’stella Tristão, no Palácio das Artes. A inauguração aconteceu no dia 10 de março, e a mostra permanece aberta ao público até 26 de abril, ainda como parte da programação da BITITA.

Artista transdisciplinar, Maré de Matos articula artes visuais, literatura e audiovisual em uma pesquisa que atravessa memória, corpo, afetos e linguagem. Durante a BITITA, a artista também participa de sessões de cinema e de mesa de debate dedicada à leitura de sua obra.

MOSTRA DE CINEMA

A mostra de cinema, um dos eixos centrais desta edição, tem curadoria da Pimenta Filmes, assinada por Alexandre Pimenta e Beatriz Goulart, e reúne clássicos do cinema brasileiro, produções contemporâneas, filmes experimentais, mini documentários e videopoemas que dialogam com literatura, artes visuais, memória, corpo, identidade e ancestralidade.

Para os curadores, o cinema ocupa um lugar estratégico na proposta do projeto. “O cinema está no centro desta edição da BITITA porque é um campo privilegiado de encontro entre palavra, imagem e política. A mostra articula obras de diferentes épocas e formatos para evidenciar como o audiovisual pode reescrever histórias, dar visibilidade a vozes silenciadas e ampliar as formas de narrar o mundo a partir de perspectivas plurais e insurgentes”, comenta Alexandre Pimenta, um dos curadores da mostra de cinema.

“A curadoria da mostra de cinema da BITITA parte do entendimento da palavra como um território vivo, que se desloca, se fragmenta e se reinscreve nas imagens. Reunimos filmes e trabalhos audiovisuais que pensam a palavra para além do texto escrito, como memória, corpo, gesto e invenção, propondo ao público uma experiência sensível e crítica sobre as narrativas que constroem o imaginário brasileiro”, relata Beatriz Goulart, também curadora da mostra de cinema da BITITA.

PROGRAMAÇÃO COMPLETA

19 de março | quinta-feira

18h – Sala Juvenal Dias

Abertura oficial

Bitita: Festa da Palavra (Luz–Palavra–Imagem)

19h – Galeria Mari’Stella Tristão

Visita guiada à exposição “A primeira vez que voei foi na página 35” da artista Maré de Matos

20h – Projeções | Jardim interno

20 de março | sexta-feira

Mostra de Cinema – Cine Humberto Mauro

16h – Barravento (1962), de Glauber Rocha – Drama – 78 min

18h – Série Artérias – Minidocs de Helena Bagnoli

Sessão 1

Castiel Vitorino Brasileiro (12’)

Antonio Obá (13’)

Uýra (13’)

Luana Vitra (13’)

Rafa Bqueer (14’)

19h30 – Exibição de curtas da artista Maré de Matos:

Estudos sobre justiça (14:43) e Outros nomes para a dignidade (22:41)

20h – Mesa de debate 1

Museu das Emoções: Leituras decoloniais na obra de Maré de Matos

Com Maré de Matos | Mediação: Tatiana Carvalho Costa

20h – Projeções | Jardim interno

21 de março | sábado

10h30 – Mesa de debate |  Sala Juvenal Dias

Luz-Palavra–Imagem: construtivo, intuitivo e orgânico

Com Angélica Freitas, Preto Matheus e Sylvia Amélia

Mediação: Renato Negrão

12h – Lançamento de livros de autores convidados | Jardim interno

Livros:

Porca Gorda – Jéssica Balbino

Escrevam-me – Renato Negrão

Mostra Monstra – Angélica Freitas

15h – Oficina | Midiateca João Etienne Filho

Oficina Traço e Verso: uma oficina de poesia e desenho –  com Angélica Freitas

15h – Mesa de debate | Sala Juvenal Dias

Arte como circulação viva da memória: Emoção, corpo e imagem contra a narrativa hegemônica – Com Wilson de Avelar e Paulo Nazareth

Mediação: Helena Bagnoli

16h – Sessão de Cinema | Cine Humberto Mauro

Minidocs

Cosmococa, de Neville D’Almeida / Hélio Oiticica (8’)

Série Artérias

Paulo Nazareth (13’)

Jaider Esbell (13’)

Denilson Baniwa (13’)

Carmézia Emiliano (13’)

Rosana Paulino (13’)

18h – Sessão de Cinema Contemporâneo | Cine Humberto Mauro

Vaga Carne, de Grace Passô e Ricardo Alves Jr. (45’)

Videopoemas de Ana Martins Marques: Três Ipês (1’40”); Visitas (2’54”); O que eu sei (56”)

Sobre o Amor, de Pedro Moraleida (9’31”)

19h30 – Mesa de debate | Sala Juvenal Dias

Voz, corpo e imagens insurgentes na escrita contemporânea

Com Jéssica Balbino e Brisa Marques

Mediação: Luciana Salles

20h – Projeções | Jardim interno

22 de março | domingo

17h30 – Sessão de Cinema | Cine Humberto Mauro

Memórias Póstumas de Brás Cubas (2001), de André Klotzel

19h – Sessão de Cinema | Cine Humberto Mauro

Série Artérias

Josi (12)

Isael e Sueli Maxakali (13′)

Thiago Gualberto (13′)

Sonia Gomes (12′)

Nei Xakriabá  (13′)

Gustavo Caboco (13″)

Maxwell Alexandre (13″)

20h – Projeções | Jardim interno

Festa de encerramento

DJ Black Josie

SERVIÇO

Bitita: Festa da Palavra (Luz–Palavra–Imagem)

19 a 22 de março de 2026

Palácio das Artes – Belo Horizonte

Entrada gratuita

Exposição “A primeira vez que voei foi na página 35” – Maré de Matos

10 de março a 26 de abril de 2026

Galeria Mari’stella Tristão – Palácio das Artes

Cenario Minas
Cenario Minashttps://cenariominas.com.br
Revista Cenário's ou (Portal Cenário Minas) é uma revista digital de variedades que destaca a vida na capital nas suas mais diferentes vertentes: sociedade, comportamento, moda, gastronomia, entre outros temas. A publicação digital se notabiliza pela absoluta isenção editorial e por praticar um jornalismo sério, correto e propositivo, cuja credibilidade e respeito ao leitor são seus apreços primordiais.

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