A Partners Comunicação Integrada apresentou metodologia própria de IA durante evento da Associação Brasileira de Agências Digitais e afirma já ter impacto direto na eficiência do atendimento
Em meio à corrida das agências para incorporar inteligência artificial às rotinas operacionais, a Partners Comunicação Integrada decidiu estruturar o movimento como processo – e não como tendência pontual. A empresa apresentou nesta quarta-feira (25), durante o lançamento da segunda versão do Guia de Inteligência Artificial da Associação Brasileira de Agências Digitais (Abradi), um modelo interno que vem utilizando para integrar IA às áreas de atendimento e operação criativa.
Batizada de “Esteira de IA”, a metodologia foi criada para responder a um cenário de pressão crescente por prazos mais curtos, maior volume de entregas e redução de custos – especialmente no segmento de comunicação pública, onde contratos exigem alta complexidade operacional e rigor técnico.
Em vez de adotar ferramentas de forma isolada, a agência estruturou ciclos mensais de testes. A área de Inovação se reúne com equipes de Atendimento, Design, Audiovisual, Monitoramento e Digital para mapear gargalos, selecionar ferramentas e executar um período de experimentação de 30 dias. Ao fim do ciclo, são avaliados ganho de produtividade, qualidade percebida, aderência ao fluxo de trabalho e impacto real na entrega ao cliente.
No recorte mais recente apresentado no evento – entre setembro e novembro de 2025 – metade das atividades operacionais do atendimento já contou com algum apoio de IA. Desse volume, 92,72% foram validadas pelos clientes sem necessidade de ajustes posteriores, segundo dados internos acompanhados em painel de business intelligence.
Para Samuel Costa, gerente de inovação da Partners, o diferencial está na governança do processo. “Ao colocar o poder de decisão e o conhecimento das ferramentas nas mãos dos nossos times, garantimos que a inovação fosse adotada, e não imposta. A Esteira nos permite ter visão gerencial em tempo real e agir com base em dados, sem abrir mão da qualidade técnica das entregas”, afirma.
O movimento ocorre em um momento em que o mercado de comunicação ainda busca maturidade no uso corporativo de IA. Embora ferramentas generativas tenham se popularizado rapidamente, muitas empresas enfrentam desafios relacionados à padronização, controle de qualidade e integração com processos já estabelecidos.
Ao apresentar o case no lançamento do guia da Abradi, a Partners sinaliza uma estratégia de posicionamento que vai além do discurso de inovação. A proposta é transformar a adoção de IA em vantagem competitiva mensurável, sustentada por método, métricas e cultura organizacional – um caminho que pode se tornar referência em um setor que ainda experimenta como equilibrar automação e valor criativo.