PERISCÓPIO LANÇA LIVRO ESPECIAL SOBRE 5 ANOS DE GALERIA EM BH

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Organizado pelo escritor e curador Germano Dushá, tem 284 páginas com as principais obras das 28 exposições, de 2015 a 2020

A Galeria Periscópio lançou um livro para comemorar seus cinco anos de atuação cultural em Belo Horizonte – “Periscópio 5 anos” -, com distribuição gratuita. A obra foi organizada pelo escritor e curador Germano Dushá com 284 páginas, apresentando as principais peças das 28 exposições, individuais e coletivas, entre 2015 e 2020.

O projeto foi realizado com recursos da Lei Federal de Incentivo à Cultura e patrocínio das empresas Agropéu, Nova Catalão e Tecar Fiat.  Dushá levou mais de três meses para compilar todo o acervo das mostras em imagens e textos com informações sobre cada uma. A publicação ainda inclui ensaios inéditos dos sócio-fundadores Alexandre Romanini, Altivo Duarte e Rodrigo Mitre; do organizador Germano Dushá; dos colecionadores Libéria Neves e Vicente Camiloti e do curador Raphael Fonseca.

Ao longo desses cinco anos, a Periscópio teve como proposta o impulsionamento de novos nomes, como Rafael RG (1986), Randolpho Lamonier (1988) e Luana Vitra (1995) e, apresentar novos olhares para artistas com mais trajetória, mas que também merecem atenção, como Wilson Baptista (1913-2014); Umberto Costa Barros (1948) e Ana Linnemann (1955).

O diretor da galeria, Rodrigo Mitre, explica que todos esses projetos, em comum, revelam práticas artísticas engajadas com debates urgentes, fortes posicionamentos políticos e abordagens críticas, refletindo e reformulando  a paisagem brasileira   – natural, afetiva e social.

Segundo Dushá,  o conjunto formado pelas obras  evidencia a construção de um lugar próprio para o livre desenvolvimento da linguagem. “No que pesem as diferenças de cada um dos projetos – que não se submetem às etiquetas redutoras –, é possível enxergar a aproximação de um mesmo ânimo compartilhado, uma mesma verve da invenção”, afirma.

O organizador observa que, dos muitos jovens artistas àqueles de ampla trajetória que demandam devida atenção e reverência, dos discursos diretos aos jogos semânticos, das ações de transformação do espaço às experimentações pictóricas, é patente o movimento, o calor e a ocasião de criações conscientes da urgência entorno e que estão engajadas em reelaborar a realidade.

Dushá acredita que se justifica o nome da galeria, emprestado da designação do instrumento que permite enxergar por cima de obstáculos. O programa da Periscópio contribui para que o corpo submerso eleve a visão, enxergando além das barreiras cotidianas e, consequentemente, estimulando a imaginação.

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