Construções sustentáveis: Conheça as principais normas que regem a realização deste tipo de obra

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Um dos setores da indústria que mais consomem energia e recursos naturais é o da construção civil. Para mudar essa realidade e impulsionar o desenvolvimento de construções mais sustentáveis, diversas empresas do setor têm investido em processos, práticas e tecnologias que diminuam ou impeçam a geração de impactos ambientais. No entanto, para dar andamento a obras de visão sustentável é preciso que sejam seguidas algumas normas e regras que irão garantir a redução e otimização do consumo de insumos, materiais e energia; a diminuição da produção de resíduos sólidos, líquidos e gasosos; o descarte correto de sobras e resíduos; a preservação do ambiente natural; e a segurança e bem-estar dos trabalhadores envolvidos.

Segundo o diretor comercial da empresa de revestimentos sustentáveis Ecogranito, Renato Las Casas, o conceito de construção sustentável se baseia em uma série de medidas que são adotadas ao longo de todas as etapas de uma obra para alcançar a sua sustentabilidade. “Por meio da implementação destas ações é possível minorar os prejuízos ao meio ambiente, evitar o desperdício de matérias-primas e elevar a qualidade de vida das pessoas que irão ocupar o futuro imóvel”, ressalta.

Uma obra sustentável deve contar com um projeto que considere todos os aspectos de uma construção, desde a pré-produção – momento que deve ser direcionado a análise do ciclo de vida da edificação e dos materiais que serão empregados, e também voltado a aplicação de medidas que controlem a geração de resíduos e promovam o reaproveitamento e reutilização de produtos e insumos – até o período de vida útil da mesma, além de sua manutenção. “A adoção da sustentabilidade em uma obra também envolve o planejamento do uso da água, a utilização de energias renováveis e a adequação do projeto de construção ao clima do local selecionado para abrigar o imóvel. A boa escolha dos materiais também é muito importante para este tipo construção. É interessante que sejam priorizados os produtos de maior qualidade e durabilidade. Ainda é preciso que os mesmos sejam de fabricação simples e não poluente, e possuam maior potencial de reutilização”, aponta.

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) disponibiliza diversas normas para tornar uma construção sustentável, dentre as principais estão a NBR 15112:2004, que estabelece os requisitos exigíveis para o projeto, implantação e operação das áreas de transbordo e triagem de resíduos. Essa norma contribui diretamente para a gestão adequada de resíduos sólidos. “Já a NBR 15215-1:2005 orienta sobre a valorização da iluminação natural, que não só proporciona uma maior leveza aos ambientes de um imóvel, como também ajuda a diminuir o consumo de energia elétrica. Para facilitar a entrada e a propagação da luz do dia nas construções é indicada a aplicação de blocos de vidro nas paredes. Também existem normas que direcionam o aquecimento solar da água; a construção de tanques sépticos em imóveis que não possuem rede de esgoto; o reaproveitamento da água da chuva em coberturas de áreas urbanas; o uso de tijolos de solo-cimento; a utilização de areia descartada de fundições, a instalação de sistema fotovoltaico para a geração de energia, a adoção do telhado verde, entre outras”, comenta.

“Quando estas normas são seguidas, as construções adquirem as condições necessárias para receber a ventilação, iluminação e aquecimento de forma natural. Além de não causar danos ao ecossistema, este tipo de edificação pode evitar gastos excessivos, prevenir o esgotamento de recursos naturais e proporcionar ambientes autossustentáveis”, conclui.

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