Cine Santa Tereza recebe festival de cinema infantil

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O Cine Santa Tereza (Rua Estrela do Sul, 89, bairro Santa Tereza) recebe, de 20 a 24 de julho, a programação do II Festival de Cinema Infantil de Belo Horizonte – Cinema de Brinquedo.  Serão exibidos 28 curtas e dois longas-metragens originários de 12 estados brasileiros e de países como França, Inglaterra, Argentina, Espanha, Holanda, México, Estados Unidos e Qatar, dublados e legendados. As sessões são gratuitas e acontecem de quarta a sexta-feira, às 16h30 e 17h30, sábado e domingo, às 16h30. Os ingressos podem ser retirados antecipadamente, no site Disk Ingressos, ou na bilheteria do cinema a partir de uma hora antes de cada sessão. Todos os filmes exibidos têm classificação livre. Também haverá uma programação itinerante em centros culturais municipais. A programação completa pode ser consultada no site do festival.

 

Em busca de pluralidade e diversidade, a programação do festival conta com filmes que abordam temáticas diversificadas, num universo lúdico e divertido, como indígenas, quilombolas e  ambientais. Entre as produções, destacam-se a animação “Tudo Verdim”, de Patrícia, Dias, uma coleção de memórias inventadas de crianças do Território Indígena Pankararé, no sertão da Bahia, narrado entre pausas, cantos sagrados, palavras e desenhos; o documentário “Disque-quilombola”, de David Reeks, sobre crianças do Espírito Santo que vivem em uma comunidade quilombola e em um morro na cidade de Vitória; o curta “Mitos indígenas em travessia”, de Julia Vellutini, composto por seis histórias indígenas dos tempos antigos das etnias Kuikuro (Aldeia Afukuri, Terra Índígena Parque do Xingu, Mato Grosso), Javaé (Aldeia São João, Terra Indígena Parque do Araguaia, Ilha do Bananal, Tocantins) e Kadiwéu (Aldeia São João, Terra Indígena Kadiwéu, Mato Grosso do Sul). Entre as histórias estão A Ema, O Menino-Peixe, As Mulheres Sem Rosto, A Via Láctea, A Menina Cobra, e O Urubu-Rei.

 

Também chamam a atenção os filmes “No tempo do verão”, documentário de Wewito Piyãko, que retrata a vida das crianças Ashaninka; “Osiba Kangamuke – Vamos lá, criançada”, de Haya Kalapalo, Tawana Kalapalo, Thomaz Pedro e Veronica Monachini de Carvalho, uma produção coletiva entre cineastas indígenas, não-indígenas e antropólogos, resultado de uma oficina realizada com as crianças Kalapalo que participaram não só na frente das câmeras como de todo o processo de gravação; “Girlsboysmix”, de Lara Aerts, documentário perspicaz e divertido que revela quão absurda é a divisão binária de gênero imposta pela sociedade ao retratar uma criança de nove anos que nasceu intersexo; e o longa “Alice dos Anjos”, de Daniel Leite Almeida, uma livre e divertida adaptação de “Alice no País das Maravilhas” que combina diferentes figuras e temas do imaginário brasileiro à clássica história de Lewis Carroll.

 

Programação itinerante

 

O II Festival de Cinema Infantil de Belo Horizonte – Cinema de Brinquedo conta, ainda, com uma programação itinerante com exibições ao longo do ano em centros culturais municipais. Nestas sessões serão exibidos curtas e longas metragens que compõem a segunda edição do Festival. O Centro Cultural Zilah Spósito receberá uma sessão já na próxima terça, dia 19, às 15h; o Venda Nova exibirá os filmes de 20 a 23 de julho, às 14h; o São Bernardo promove uma exibição no dia 6 de outubro; e o Centro Cultural Pampulha no dia 14 de outubro. O projeto contempla também a atividade “Cinema o ano inteiro”, que vai disponibilizar um pacote de filmes para serem exibidos gratuitamente nas escolas interessadas. As sessões itinerantes já passaram pelos Centros Culturais Jardim Guanabara e Pampulha, além do Centro de Referência da Cultura Popular e Tradicional Lagoa do Nado. O II Festival de Cinema Infantil de Belo Horizonte – Cinema de Brinquedo é realizado com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte.

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