GERAÇÃO DE EMPREGOS PARA ARTISTAS É DESAFIO DA REVISTA DIGITAL “A IMENSA MINORIA”

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Chico Pelúcio, coordenador geral do Galpão Cine Horto, destaca importância dos temas abordados

A 7ª edição da revista da produtora artístico-cultural “A Imensa Minoria”, coordenada pelo ator, diretor e gestor cultural, Germán Milich Escanellas, já está publicada no portal “Primeiro Sinal”, do Galpão Cine Horto. A publicação digital é elaborada para compartilhamento sem barreiras, circulando pela América Latina e contando com a colaboração de artistas do Brasil, Uruguai, Argentina, Chile e Bolívia. O tema central é “A Fome e a Transformação Digital” e como essas duas realidades  afetam o desenvolvimento social e a geração de trabalho e renda para os artistas.

“O Brasil é o país mais avançado digitalmente da América Latina e, se a fome voltar, impacta o continente. A nossa teoria é que a economia digital pode ser a solução para fome e a falta de empregos para artistas”, avalia Escanellas.

A publicação “A Imensa Minoria — arte, mercado & filosofia” apresenta textos com uma ótica moderna e inovadora, analisando a economia artístico-cultural e a geração de empregos para artistas como eixo estruturador do desenvolvimento social. “A principal necessidade para a nossa categoria é gerar empregos de qualidade, escapando da fome e da violência patrimonial exercida sobre os artistas. A transformação digital pode ser um caminho para desenvolver a economia cultural”, afirma.

O ator e diretor de teatro, Chico Pelúcio, destaca que é uma honra ter a revista no site do Galpão Cine Horto, um centro cultural do grupo Galpão. “A revista foca em formar gente e informar, promover encontros e discussões, colocando sempre a pesquisa do teatro e de seu universo como fundamental na nossa atuação”, observa Pelúcio.

Ele ressalta que a revista “Imensa Maioria” é fundamental por divulgar, pesquisar e informar as pessoas sobre o universo do teatro, da sobrevivência, da pesquisa artística e da situação teatral. “A nova edição apresenta artigos sobre temas relevantes e integra os artistas da América Latina, ao criar um intercâmbio de diálogos, de encontros e de conhecimento. Essa visão de olhar para a América Latina, faz falta ao Brasil”.

Os artigos são escritos por artistas latino-americanos comprometidos com a realidade para aprofundar o diálogo entre os diversos produtores de arte. “Elaborar a revista com a melhor qualidade e distribuí-la, gratuitamente, é a nossa ação política, mas não significa que, necessariamente, manifeste opiniões sobre política partidária. Os textos abordam que a melhor forma de transformação social é fazendo arte”, argumentou Escanellas.

Cada edição da revista tem uma estratégia única, pois o grupo de editores responsável pelo conteúdo trabalha dentro do conceito de coletivo artístico. A publicação é coordenada pelo uruguaio Germán, radicado em Belo Horizonte desde 2004, cuja versatilidade ainda inclui atuar como músico, compositor e escritor. Atualmente, ele ensaia um monólogo baseado na obra do escritor Horácio Quiroga, considerado pai do gênero conto curto hispano-americano, denunciando a masculinidade tóxica e a cultura do feminicídio.

“O arista deve procurar a excelência, fazer o que pode e com as ferramentas disponíveis, mas, sempre, procurando mais. A busca pela beleza, além do óbvio, é o principal valor econômico, o que a sociedade, muitas vezes, não compreende. A produção de beleza pacífica cria consensos e desenvolve a sociedade. A produção de arte é a principal ferramenta de inclusão social”,considera.

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