Paraty: as dicas da Cenário Minas para uma viagem muito especial em...

Paraty: as dicas da Cenário Minas para uma viagem muito especial em Setembro

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Era uma vez uma linda cidade colonial que nasceu no ciclo da cana-de-açúcar e enriqueceu no ciclo do ouro – mas que, depois de perder a posição de mais importante porto de escoamento dos produtos brasileiros, foi sendo aos poucos abandonada até se ver em virtual isolamento durante toda a primeira metade do século 20.

Só depois da abertura da (precaríssima) estrada Cunha-Paraty, em 1964, e da inauguração da Rio-Santos, em 1972, a beleza de Paraty — preservada pela falta de progresso e pelo tombamento pelo IPHAN em 1958 — pôde ser redescoberta pelos forasteiros.

Paraty não tem um Aleijadinho como as cidades históricas mineiras, nem altares dourados como os de Salvador ou Olinda. Seu encanto está na singeleza de seu traçado, nos símbolos maçônicos gravados nas quinas das casas, no mar que invade as ruas próximas ao cais na maré cheia (nossa acqua alta!), na visão do mar e das montanhas, na topografia surpreendentemente plana para uma cidade portuguesa.

Se bem que… Paraty pode não ter ladeiras, mas tem outro poderoso redutor de velocidade de pedestres: o calçamento de pedras irregulares, conhecido como pé-de-moleque, que é inimigo de saltos de sapato e requer cuidado em qualquer caminhada. Graças ao calçamento, é impossível não seguir o melhor conselho para explorar o centro histórico: vagar sem pressa.

No primeiro dia de sol, saia de barco pelas ilhas e prainhas da baía de Paraty. Mas se não fizer sol, não tem problema: nossa bela adormecida é encantadora com qualquer tempo.

 

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