Amarante um lugar cheio de poesia e cultura localizado no estado do...

Amarante um lugar cheio de poesia e cultura localizado no estado do Piauí

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A cidade de Amarante, localizada na região centro-sul do Piauí, margeando a BR-343, está a aproximadamente 160 quilômetros de Teresina, tem muita poesia e história pra contar. Nascida às margens do rio Parnaíba, no século XVIII, é a terra natal de importantes políticos e literatos, entre eles o poeta simbolista Antonio Francisco da Costa e Silva, que guarda traços da época onde o poeta, autor do Hino do Piauí, o batizou de Velho MongeDo; o cais do porto, um dos encanto de São Francisco e a rica arquitetura influenciada pelo Português, que vieram para o Brasil na época da colônia, batizada de Vila de São Gonçalo.

A cidade é modesta e exibe, em algumas de suas ruas e alamedas, conjuntos arquitetônicos de influência portuguesa, com azulejos de traçados graciosos que revestem as fachadas dos casarões dos tempos de sua formação.

A comunidade negra, Mimbó, também é uma das preciosidades de Amarante. Moradores do vale do Rio Canindé, os negros sobreviventes da lavoura, hoje podem expressar em liberdade as manifestações culturais e religiosas, trazidas dos escravos, a multiplicação da comunidade veio do século passado.

Economicamente pobre, as maiores fontes de renda do município é a agricultura de subsistência e o turismo, que cresce timidamente por falta de investimento. A presença da cultura negra africana também é bastante presente no município, mesmo com a extinção da raça na região permaneceu os valores culturais e a religião.

É possível fazer passeios de barco pelo Rio Parnaíba até o encontro com o Rio Canindé, onde o visitante desfruta e contempla a serra e o Morro da Arara.

Como Chegar?

Carro: Saindo de Teresina, basta seguir pela BR 343 em direção ao sul do estado (160 quilômetros).

Centro Histórico

Setenta e dois casarões formam o centro histórico de Amarante, que já foi cenário para produções de época e do filme Ai, que Vida. Os imóveis com estilo português estão ligados uns aos outros e geralmente possuem janelas apenas na frente e jardim interno. O centro também está intimamente ligado ao rio Parnaíba que possui muitos balneários ao longo do seu leito e ainda é possível ver o encontro deste com o rio Canindé.

Museus

Amarante possui vários museus particulares com acervos variados. Entre eles, se destacam o Museu de Da Costa e Silva, em homenagem ao poeta; Museu Coisas da Terra, com objetos seculares das famílias da cidade e o Museu do Divino, com diversas peças alusivas ao Espírito Santo e festa na época de Pentecostes.

Mirante e Escadaria

Próximo à atual sede da prefeitura estão o mirante e a escadaria Da Costa e Silva, de onde é possível ter uma visão panorâmica de boa parte da cidade e do município vizinho de São Francisco do Maranhão. Diz-se que o poeta ficava horas neste morro escrevendo suas poesias. As homenagens a ele também estão presentes em outros imóveis da cidade e nos concursos literários nas escolas.

Mimbó

A comunidade do Mimbó foi a primeira a ser reconhecida como remanescente de quilombo no Piauí. Nasceu no século XIX, a partir de dois casais de escravos que fugiram de uma fazenda de cana em Pernambuco. Conta-se os quatro acabaram vivendo escondidos em uma caverna próxima ao rio Canindé por muitos anos e evitavam ao máximo o contato com o povo de Amarante. Até pouco tempo atrás, o Mimbó ainda era um povoado fechado. Só era permitido o casamento entre os indivíduos que eram da comunidade. Hoje o local é aberto à visitação e é possível inclusive ver as manifestações culturais dos descendentes dos pioneiros negros fugitivos e ter uma palestra sobre a história deste grupo, mas para isso é necessário agendamento com a matriarca do Mimbó, a Idelzuíta Rabelo da Paixão (86 99552-7131).

Fábrica de Cachaça e Ecoparque

O patriarca Francisco José Lira iniciou a produção de cachaça em Amarante ainda na segunda metade do século XIX e conseguiu continuar produzindo cana mesmo em tempos de estiagem graças a métodos de preservação ambiental e uso racional dos recursos naturais. Hoje, sua fazenda encontra-se aberta a visitantes que queiram conhecer – tanto os mais antigos quanto os mais modernos – processos de produção da bebida orgânica. Ao lado da fazenda, há ainda o Lira Ecoparque com boa estrutura para recepção de turistas, restaurante e diversas atividades como tirolesa, arvorismo, escalada, stand up paddle, tiro com arco. Abre aos fins de semana e feriados (86 99959-2700).

 

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