Acochegante e Simpática Catas Altas

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Autêntico por sua simplicidade, o lugarejo está situado a 130 km de Belo Horizonte. Agrega numa mesma paisagem grandes picos, alguns com mais de 2000 metros de altitude, casas coloniais preservadas, ruas de pedras, ruínas de um aqueduto, igrejas coloniais, inclusive com obras de Aleijadinho e Mestre Ataíde, belas cachoeiras e um aconchegante clima ameno.

Catas Altas é um daqueles lugares que parecem estar escondidos da maioria dos mortais e que quando é descoberta por alguns deles, estes saem dali encantados, querendo voltar, já que para sentir saudades daquela terra, basta sair uns kms de volta pra casa. Para quem busca luxo ali não é o lugar ideal pois o lugarejo é autêntico justamente na sua simplicidade que conjuga numa mesma paisagem picos que parecem querer tocar o céu (alguns chegam a ter mais de 2000 metros de altitude), cachoeiras, várias casas coloniais ainda preservadas, ruas de pedras assim como são de pedras as escadinhas de acesso a várias casas, ruínas de um aqueduto ( considerado a segunda maior maravilha da ” Estrada Real” ) , igrejas coloniais ( e numa há obras de Aleijadinho e de Ataíde ) , um clima ameno o ano todo ( subtropical de altitude ) e mais do que tudo, um povo hospitaleiro e gentil , que te cumprimenta nas ruas , mesmo sem te conhecer.

Sua população é de 4.839 habitantes. Em 1702, o bandeirante Domingos Borges descobriu na fralda oriental da Serra do Caraça ricas minas auríferas, mais tarde denominadas de Catas Altas. A ele se deve também a fundação do arraial. Mas foi somente bem recentemente, em 21 de dezembro de 1995, que o então distrito de Catas Altas emancipou-se de Santa Bárbara.

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Situada ao pé da Serra do Caraça, a aconchegante e turística cidade pertenceu ao ciclo do ouro. O primeiro batismo foi celebrado na capela de Nossa Senhora de Conceição, em 1712, época que coincide com o início da construção da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição. Nesta época já se delineava o aglomerado urbano que se formava ao redor da mineração.
Mineradoras cercam a cidade mas a vista que se tem da Serra do Espinhaço , para quem está na praça principal da cidade, é eterna já que ela é intocável.

A cidade costuma receber turistas que vão aos shows de artistas famosos que a prefeitura da cidade leva lá de tempos em tempos e também vêm atraídos para prática de ciclismo, motociclismo, turismo ecológico ou simplesmente para descanso, já que a tranqüilidade é a marca registrada da cidade, fora dos dias de grandes eventos.

A segurança que temos ao andarmos por suas ruas é visível e perceptível. Enfim, eu recomendo que quem quiser ter boas surpresas vá a Catas Altas e passe no mínimo dois dias, para poder sentir a cidade e para que possa ver e viver tudo aquilo que a cidade só revela aos pouquinhos e com a convivência. O IPHAN tombou toda a sua praça e a sua principal igreja, enquanto que o IEPHA tombou todo o perímetro urbano de Catas Altas. E para quem não sabe, o famoso Caraça, pertence a Catas Altas e está a meia hora dali.

No início do século XIX, o arraial contava com 200 casas enfileiradas em duas ruas. A mineração sobrevivente era feita nas lavras do Capitão-mor Inocêncio. O Capitão-mor recebeu, então, o conselho do naturalista francês Auguste de Saint-Hilaire de substituir a exploração do ouro pela do ferro, cujas reservas eram abundantes na região. Saint-Hilaire visitou a região nos idos de 1816.

Em 1821 o Bispo de Mariana passou por Catas Altas e falou do estado da Matriz de Catas Altas, da capela de N.S. do Rosário dos Pretos, Santa Quitéria e a Ermida da Arquiconfraria de São Francisco. Contou que o povo era muito chegado à igreja e que havia nada menos do que seis padres na paróquia. Hoje praticamente apenas a matriz resta para glorificar aqueles tempos.

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Dica Cenário: Vale a pena ir no chamado ” Morro d´água quente” , tive boas referências do lugar como passeio recomendável inclusive por ter um restaurante com comida feita em fogão à lenha, num rancho que parece ser um dos melhores da região. Também me recomendaram muito ir no chamado “Vale das Borboletas”, no mesmo distrito. Não estive também nas cachoeiras mas, pelo que vi em postais e em outras fontes, elas são belíssimas e bem próximas do município.

Belo Horizonte: 130 km; Santa Bárbara: 12 km; Mariana: 56 km; Conselheiro Lafaiete: 117 km

 Como Chegar

De carro, saindo de Belo Horizonte, você levará cerca de 1 hora e 35 minutos para percorrer os 130km.

Seguir a BR 381 sentido Espírito Santo, passando pelos trevos de Ravena, Caeté, Nova União, Bom Jesus do Amparo e de Itabira, percorrer mais 7 Km e entrar a direita na MG 436 sentido Barão de Cocais. Passar o trevo de Barão de Cocais, após 9 km você estará em Santa Bárbara. Por mais 12 km na MG 129 chegará em Catas Altas.

BR 040 sentido BH, chegando em conselheiro Lafaiete entrar na rodovia em direção a Ouro Branco, passar pelos trevos de Ouro Preto e Mariana. Após a rodoviária de Mariana, virar no 1º trevo à esquerda sentido Mineradoras, passando pelos trevos de Antônio Pereira, Samarco, Santa Rita Durão, Morro D’água Quente até Catas Altas.Percorrer pela MG 129 mais 12 km e chegará à Santa Bárbara.

Se preferir ir de ônibus, Você pode optar por três opções de companhias de ônibus que oferecem o percurso: Viação Pássaro Verde, Empresa Vale do Ouro e a Empresa Caraça. Os preços das passagens variam de acordo com o itinerário, custando em torno de R$45 cada trecho. Elas têm horários todos os dias da semana e com horários reduzidos nos finais de semana e feriados.

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