VIAGENS TRANSFORMADORAS QUE CABEM NO ORÇAMENTO

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Unir a vontade de ajudar com a paixão por rodar o mundo tem sido a escolha de muito brasileiros na hora de viajar. O turismo aliado ao voluntariado tem crescido no país, e se mostra uma alternativa para quem quer conhecer a fundo diferentes culturas e, ainda, gastar menos que em uma viagem tradicional de férias. Nesses casos, o viajante pode trabalhar em troca de hospedagem e alimentação.

Para muitos é uma nova forma de ver o mundo e uma experiência que vai além da viagem em si. Os ofícios são muito diversos, e é possível escolher entre atuar em um orfanato ou com projetos ligados ao meio ambiente, por exemplo. “Existe trabalho com crianças, mulheres, moradores de rua e animais. A pessoa precisa saber o que lhe dá mais satisfação”, pontua o economista Daniel Gonzalez, que já foi para Moçambique e às Filipinas como voluntário.

Outra dica de Gonzalez é checar questões como a necessidade de visto para o local. “É sempre bom entrar em contato instituição que deseja trabalhar, além de pegar depoimentos de quem já visitou o lugar e verificar sua disponibilidade para os horários de trabalho. Tudo isso tem que ser visto com antecedência”, comenta. O trabalho voluntário está tão arraigado na vida do economista que ele criou o Hub Social – entidade de Belo Horizonte que trabalha para acelerar e “profissionalizar” projetos sociais para que eles consigam gerar parcerias e seguir atuando de forma sustentável. Além disso, a empresa presta consultoria para pessoas que querem viver essa experiência de turismo de voluntariado.

Muitas empresas oferecem o serviço de auxílio a esses viajantes, mas é preciso ficar atento ao know-how de cada uma delas antes de fechar qualquer contrato desse tipo. A psicóloga Sofia Machado passou dois meses na Índia, por intermédio de uma dessas organizações. A experiência não foi tão satisfatória em relação ao trabalho, pois as informações colhidas antes da viagem não foram as vivenciadas no local. “Fui achando que ia fazer um trabalho com crianças em escolas, e chegando lá não tinha nenhuma escola para me receber. A empresa era um tanto desorganizada”, comenta. Mas isso não desestimulou a jovem, que ao longo da viagem teve a oportunidade de conhecer a rotina dos indianos. “Dá próxima vez vou me informar melhor e procurar um lugar confiável. Quero muito fazer outra viagem como voluntária, agora para o Oriente Médio, trabalhando com refugiados”, diz.

Outra turma que vive com a mochila nas costas são os nômades digitas. Um deles é Danniel Oliveira do canal Próxima Parada. Segundo ele, a experiência internacional como voluntário iniciou após perceber que viajar só por viajar não lhe trazia mais satisfação. São quase sete anos como voluntário pelo mundo. Nesse tempo já ajudou a construir 210 casas e quatro escolas; distribuiu alimentos para refugiados; ensinou inglês para crianças e mulheres na Índia; e no inverno da Mongólia cuidou da alimentação e higienização de animais. E segue viajando.

 

 

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