PMB quer filiar deputados da ALMG, e João Vítor pode mudar

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Após conseguir angariar seis cadeiras mineiras na Câmara Federal, o Partido da Mulher Brasileira (PMB), agora, concentra suas forças em alcançar, pelo menos, dez deputados na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

Após Lafayette Andrada deixar o ninho tucano e se filiar ao PMB, há conversas de bastidores que o possível candidato do PSDB para a Prefeitura de Belo Horizonte, deputado estadual João Vítor Xavier, também deixará a sigla. A troca poderá ocorrer se o senador Aécio Neves, e presidente do PSDB, não aceitar o nome do radialista para a disputa municipal.

Como o Aparte mostrou na última semana, fontes próximas do senador disseram que é difícil que Aécio aceite o nome de João Vítor Xavier para a PBH. Nesse caso, o parlamentar trocaria de legenda sem pensar duas vezes, já que tem o desejo de disputar o Executivo municipal.

Em conversa com a coluna, João Vítor nega que mudará de partido. “Não existe nenhuma possibilidade de mudar de partido. A construção do meu nome para a prefeitura está boa, e não vou mudar”, disse.

Segundo interlocutores que acompanham o processo de filiação no PMB, além de João Vítor Xavier, a sigla estaria “flertando” com outros parlamentares na Assembleia, como Paulo Lamac (PT), Isauro Calais (PMN) e Missionário Márcio Santiago (PTB). Caso não acertem com o Partido da Mulher Brasileira, que, curiosamente, tem mais homens que mulheres, os deputados podem mudar para outras siglas. Os parlamentares têm até o final de março do ano que vem para migrar de legenda.

Segurança

A falta de segurança que ronda Barbacena, na região Central de Minas, levou o deputado federal Bonifácio Andrada (PSDB) a contratar seguranças particulares para a sua residência, uma chácara quase na zona rural da cidade. A vigilância é feita por dois funcionários da Fortecena, que é paga por meio de cota parlamentar, ao custo de R$ 7.800. Entretanto, um orçamento solicitado pelo Aparte para o mesmo serviço apontou o valor de R$ 5.900. A assessoria de Andrada relatou que a diferença se dá pela localização da residência. A explicação da empresa é que, além da distância, a diferença no preço se faz pelo serviço ser oferecido com nota fiscal. Desde maio de 2011 a empresa já recebeu R$ 207.450 do deputado; até fevereiro de 2014 o montante cobrado era de R$ 4.500, quando de uma vez saltou para o valor atual.

Bilac responde

O deputado federal Bilac Pinto (PR-MG) enviou ao Aparte uma resposta à nota publicada na última semana. A coluna mostrou que, neste ano, o parlamentar já gastou R$ 102 mil em uma empresa de comunicação para o serviço de “produção de material para divulgação de atividades parlamentares em website e redes sociais”. O site do deputado, no entanto, estava fora do ar. No texto enviado ao Aparte, Bilac Pinto afirma que a “referida despesa tem previsão legal e regimental, não padecendo de qualquer irregularidade”. Além disso, o deputado afirma que o site passou por problemas técnicos e ficou fora do ar por conta de falha no servidor – já resolvida no momento do fechamento desta edição. Segundo ele, a agência faz levantamentos, pesquisas e matérias ligadas ao mandato”.

 

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