Aumenta o número de internações por dependência química na pandemia de Covid-19

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Mais de 35 milhões de pessoas sofrem de transtornos associados ao uso de drogas. É o que informa o Relatório do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC). O relatório  mostra ainda que as camadas mais pobres tornam-se mais vulneráveis ao tráfico.

No entanto, engana-se quem pensa que esse é problema localizado em uma só classe social. A dependência química atinge de forma generalizada toda a sociedade. “Em qualquer classe social você percebe o uso de drogas, portanto, estamos diante de uma epidemia social. Homens e mulheres estão suscetíveis às drogas, mas a maior prevalência é entre o sexo masculino”, afirma o médico psiquiatra, Bruno Castro.

Aumento de internações na pandemia

Com a pandemia, Bruno de Castro afirma que a procura por serviços de atendimento médico e psiquiátrico, em função do uso de drogas e o número de internações, aumentaram.

A dependência química é uma doença crônica, mas, com tratamento adequado o indivíduo pode ter uma vida normal. A rotina envolve muito mais que parar de usar drogas: “é preciso trabalhar a questão comportamental. Parar de usar droga é uma consequência que vem com a mudança, sistemática, de comportamento.”

Álcool – abstinência:  Entender a conduta que leva o indivíduo a consumir determinada droga é o mais importante na visão do médico psiquiatra. “No alcoolismo, por exemplo, o sujeito acorda com sintomas de abstinência e precisa fazer o uso da bebida logo cedo. Ele vai necessitar da bebida durante várias vezes ao dia para segurar a abstinência e desenvolver suas atividades diárias.”

Outras drogas: “O sujeito busca todos os recursos para o consumo, então começa a manipular, persuadir para conseguir a substância. Vende tudo, põe-se em risco para consumir a droga.”

Sobre Bruno Costa

– Está entre os 20 médicos psiquiatras mais recomendados de Betim/MG.

Atua na clínica Novos Rumos, referência no tratamento de dependentes químicos em Minas Gerais,  responsável pelo atendimento de quase 90 internos, entre eles 15 mulheres.

“Atuar numa clínica com plantão médico 24 horas, tratamento com foco na mudança de estilo de vida e adoção de novos hábitos produtivos e saudáveis, nos ajuda a alcançar mais e melhores resultados no tratamento da dependência química. Outro diferencial é o apoio e a participação dos familiares no tratamento dos internos”, afirma.

Foto: Bruno Costa é médico psiquiatra e atende na Clínica Novos Rumos em Betim – Foto Divulgação

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