Oficial de Justiça é investigado por envolvimento com o tráfico

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FABRICIANO – Um oficial de Justiça, funcionário efetivo do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), lotado na Justiça de 1ª Instância na Comarca de Coronel Fabriciano, é investigado por envolvimento com o tráfico de entorpecentes. Além dele, outras cinco pessoas são também averiguados pela Polícia Cívil.

O oficial foi preso quando foi buscar entorpecentes com uma perigosa gangue de criminosos do bairro Santa Cruz que é monitorada o tempo todo na cidade, por causa de suas ações violentas, conforme relatou ao Diário do Aço uma fonte da Polícia Militar.

A prisão do oficial de Justiça ocorreu por volta das 22h de segunda-feira (14/12) na avenida Getúlio Vargas, bairro Residencial Pedra Linda. Tudo começou quando o Comando Tático de policiamento recebeu a informação segundo a qual a “gangue do Santa Cruz” liderada por um traficante de 18 anos, iria fazer uma entrega de drogas ilícitas no local.

Equipes da PM montaram um cerco e perceberam quando chegou ao ponto indicado na denúncia um Fiat Uno de cor preta. Na saída, policiais abordaram o veículo e encontraram em seu interior um tablete com aproximadamente meio quilo de maconha e uma balança de precisão.

Na casa de José Dilson da Silva Loiola, 39 anos, os policiais encontraram 19 cartuchos de arma de uso restrito às forças armadas e forças policiais, 18 de calibre 40 e um cartucho de 9 mm.  Apreendidas também mais porções de cocaína e maconha, R$ 486 em dinheiro e vários telefones celulares de procedência duvidosa e uma carteira de oficial de Justiça com o brasão do TJMG.

Os policiais também foram à residência do condutor do Fiat Uno, o oficial de Justiça, P.M.M., de 37 anos, onde a mulher dele disse que nunca viu o marido com entorpecente. Ela reconheceu a caixa da balança de precisão encontrada no carro do oficial. Todos os detidos foram encaminhados para a delegacia de Coronel Fabriciano.

Eles prestaram depoimentos na delegacia e apenas José Dilson foi autuado em flagrante por tráfico de drogas e posse de munição de uso restrito. Os outros foram ouvidos e liberados. O delegado Amaury Tomaz explicou ao portal DIÁRIO DO AÇO que o oficial afirma ser usuário de drogas e que compra grande quantidade para evitar idas constantes à boca.

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