Mamutte se joga e mostra suas influências em “Epidérmica”

Mamutte se joga e mostra suas influências em “Epidérmica”

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Um primeiro clipe já autobigráfico, aberto aos sois e aos astros. Assim Mamutte se joga e mostra suas influências, sua trajetória, sua pele em “Epidérmica”. Esta é a primeira canção de seu novo disco quase homônimo – Epidérmico – cujo clipe será lançado no dia 27 de setembro, nas redes sociais oficiais do artista.

Jogos de palavras e simbolismos compõem a letra, que aborda as experiências afetivas e estéticas de Mamutte, trazendo o trânsito entre a ancestralidade e o contemporâneo. “Uma mistura de pop, rock e balada anos 80. Se nesta canção a cadência harmônica é previsível – mas sem ser comum – isso se dá com a intenção de se manter fiel ao estilo; por outro lado, ela é recortada e emoldurada por uma bela e relaxante melodia, que dialoga com os líricos contracantos dos violoncelos. Este diálogo potencializa a escuta da canção e leva ao seu clímax com suavidade e delicadeza. Ou seja, um pop interessante, onde a embalagem e conteúdo se justificam um pelo outro”, resume Maurício Ribeiro, produtor do álbum.

“São questões da minha trajetória como sujeito e artista. Tento traduzir ‘as dores e as delícias’ de insistir no ofício da música, num contexto precário de oportunidades em nosso país. A dificuldade em trabalhar profissionalmente numa cidade onde não há um mercado democrático quando não se faz parte do metier e ou não se tem nenhum tráfico de influências”, conta o artista.

Dirigido pelo carioca Christian Caselli, o clipe Epidérmica foi conceituado a partir do projeto gráfico do disco, que tem direção de arte de Samuel Wenceslau. Uma instalação foi montada com obras de Mamutte, que também atua como artista plástico, além de trabalhos de outros artistas. “Criamos uma galáxia de objetos içados, que enxerguei como o subconsciente de elementos pendidos. Wenceslau compôs uma espécie de altar, inspirado nas igrejas setecentistas, que eu evoquei o tempo todo, pois identifico esse devir barroco no meu processo de criação. Há uma solenidade nesta composição que virou metalinguagem no clipe”, explica.

A partir do cenário, o cantor performa interações do corpo com os objetos. E também com a roupa – figurino de Jonnatha Horta Fortes, inspirado nos parangolés de Hélio Oiticica – que se transforma em um manto real no final catártico do clipe. O clipe teve, ainda, a participação da drag queen Azzula, personagem do ator Sam Luca.

Para o lançamento do disco “Epidérmico” na Benfeitoria, dia 10 de novembro, Mamutte mantém uma campanha de pré-venda online: https://benfeitoria.com/mamutte

 

Clipe: 

Facebook.com/mamuttemusica

 

SOBRE O ARTISTA

Mamutte é artista plástico, performer, intérprete e compositor. Em 2007, formou sua primeira banda “Os camarões” com a qual foi premiado com o primeiro lugar no Festival Estudantil Maestro Villa Lobos. Em 2008, obteve o primeiro lugar no Festival da Canção Universitária, promovido pela ASSUFEMG, na UFMG. Participou da Mostra “Revelação de Novos Talentos”, do Sesc Venda Nova, e ganhou o segundo lugar do “Festibandas”, da rádio Extra FM e UNI- BH. Em 2009, começou a se dedicar à carreira solo se apresentando em bares de Belo Horizonte, e foi residente no “Masalas Bar Casa”. Em 2010 e 2011, circulou com o show “Música Brasileira Colorida” chegando a se apresentar além de bares na capital, também no interior do estado e Bahia. Em 2012, a convite do “Projeto Matriz”, realizado em Conceição do Mato Dentro (MG), lançou o show “El Mamutte”, integrando uma programação ao lado de Mart’nália e outros artistas consolidados da capital mineira. Show que veio a circular em Belo Horizonte em 2015, em Centros Culturais da Fundação Municipal de Cultura, pelo edital “CenaMúsica”.

Em 2014 publicou composições no EP digital Não-Disco em um registro caseiro e sem banda, realizado em parceria com o músico Jorge Lucca. O show solo “Voltou”, voz e violão, circulou por palcos menores com uma proposta que mesclava canções autorais a interpretações de outros autores, trazendo poesia e experimentações sonoras exploradas com o pedal de loop. A fim de aproximar seu trabalho dos ritmos afro-brasileiros de matriz banto, Mamutte vai a Pernambuco, onde teve contato com grupos e mestres da tradição, como Lia de Itamaracá, Dona Selma do Coco e Mãe Beth de Oxum, que recentemente veio a participar de um show de Mamutte no Estádio Mané Garrincha em Brasília (DF), na 3° Conferência Nacional da Juventude (2015). Momento em que Mamutte ganha alguma visibilidade na capital ao participar do “Concurso de Marchinhas Mestre Jonas” como intérprete de “Essa Cana-bidiol”, ganhadora do terceiro lugar no carnaval de BH, em 2015. Sucedendo com o lançamento de seu álbum de estreia, o EP “Quase-disco” gravado na cidade de Mariana (MG) em parceria com músicos locais, experimentando ritmos afro-brasileiros, sonoridades regionais e urbanas. Se apresentou em teatros belohorizontinos e em eventos como Virada Cultural de BH, Expontânea Festival de Rua do Inhotim (Brumadinho) e na mítica Casa da Música em Salvador (BA).

Em 2016, Mamutte da continuidade ao trabalho junto a Edson Zacca, no Lab.áudio NaPassagem, em Mariana (MG), gravando seu primeiro álbum cheio, Epidérmico (2017), que traz nuances de suas canções, apresentando desde suas primeiras composições até as mais recentes, e ainda algumas parcerias.

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