Loja Saravá Sustentável fortalece o movimento #JulhoSemPlástico em Salvador

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O mês de julho é marcado mundialmente pelo movimento #JulhoSemPlástico. A campanha reforça a importância de eliminar os descartáveis, por meio de incentivo à mudança de hábitos. Em 2020, a loja Saravá Sustentável participa, pela primeira vez, do movimento e faz o apelo pelo Lixo Zero. “A ideia é que cada um de nós possamos reduzir, ao máximo, a produção de resíduos e apostemos na sustentabilidade e no consumo consciente”, explica Laís Lage, idealizadora da loja.

A luta contra o plástico ganha mais notoriedade na pandemia da Covid-19, uma vez que o isolamento social e a adoção do regime de teletrabalho provocaram o aumento no número de pedidos de refeições e outras compras por delivery. No Brasil, somente em março, primeiro mês da pandemia do novo coronavírus, as compras realizadas através de aplicativos tiveram um crescimento de 30%, segundo levantamento feito pelo Instituto Locomotiva.

Por outro lado, conforme a Empresa de Limpeza Urbana do Salvador (Limpurb), a produção de lixo e resíduo reciclável na capital baiana, entre os meses de março e maio, teve um aumento de 7,3 mil toneladas, se comparado ao mesmo período do ano passado.

No Instagram e Facebook, a Saravá Sustentável compartilha, diariamente, postagens e dicas de como fazer a separação do lixo doméstico e onde realizar o descarte de forma correta. Além disso, a empresa estimula um movimento de conscientização para evitar a produção de resíduos no momento do consumo.

As postagens convidam os internautas a mudarem os hábitos em relação ao uso do sacolas plásticas nas compras a granel, por exemplo. A proposta é que os seguidores possam levar o próprio recipiente para a loja e comprar os alimentos sem embalagens plásticas. Em outra publicação ensina como fazer um sachê perfumado antimofo com sal grosso, cravo e canela.

A campanha mundial #JulhoSemPlástico começou na Austrália e acontece desde 2011, mas o compromisso da Saravá Sustentável com a sociedade é diário. A empresa realiza ações educativas desde a fundação, e intensificou o trabalho socioambiental neste julho. “Já temos relatos de pessoas que começaram a separar o lixo e reutilizar potes de vidros para compras a granel, a partir das nossas postagens nas redes sociais”, conta Laís Lage.

Laís é engenheira Ambiental e Sanitarista e considera a campanha fundamental para fazer as pessoas despertarem, principalmente em meio à pandemia e às mudanças climáticas. “Nosso objetivo é que o ato de não consumir mais plásticos descartáveis seja o novo normal. Essa mudança é necessária e urgente. Além de ser um ato cidadão, se responsabilizar pelo próprio lixo é lei”, explica a empreendedora.

Com alternativas para o crescente consumo de plásticos descartáveis, a Saravá Sustentável possui uma variedade de produtos reutilizáveis, como talheres e escova de dente de bambu, canudos de inox, copos de silicone, ecodiscos de crochê para substituir o algodão, absorventes de pano, calcinhas absorventes e coletor menstrual.

Alguns desses materiais são compostáveis, como os utensílios de bambu, bucha vegetal e as próprias embalagens, que podem ser enterradas e se decompõem em alguns meses. A empresa também trabalha com upcycling, que é a transformação de lixo em novos produtos, como é o caso dos saquinhos para compras de hortifruti, feitos por uma artesã a partir de redes de pesca resgatadas do mar.

O que é a Saravá Sustentável?

A Saravá Sustentável foi idealizada em 2016, quando Laís Lage não conseguia encontrar estabelecimentos em Salvador com apelo voltado à sustentabilidade, que vendessem produtos reutilizáveis do Kit Lixo Zero – estojo com talheres de bambu, canudos de inox, guardanapos de tecido, etc. para evitar o uso de descartáveis na rua.

Só em agosto de 2019 a marca foi lançada. A empresa tem o propósito de mostrar às pessoas que existem alternativas para eliminar o uso de materiais que causem impactos ao meio ambiente. Através de produtos e informações, a marca fortalece a educação ambiental e a economia local, por meio de curadoria com fornecedores soteropolitanos e de outros estados do Brasil.

Foto: Filipe Natã

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