Jovem pega táxi no Mato Grosso do Sul e vai parar no...

Jovem pega táxi no Mato Grosso do Sul e vai parar no Paraná: ‘Bebi além da conta’

413
0
Compartilhar

O estudante Lucas Cruz, de 21 anos, ainda tenta entender “o que fez da sua vida” depois de pegar um táxi em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, e ir parar em Londrina, no Paraná. Após brigar com a ex-namorada num show dos sertanejos Jorge e Mateus, ele foi à rodoviária com o objetivo de visitar a avó no estado vizinho. Como não tinha ônibus naquele horário, Lucas, que já tinha bebido bastante, decidiu fazer de táxi o trajeto de 650km. A viagem custou R$ 1,5 mil.

— Sempre quis viajar de táxi. E dessa vez encontrei coragem. Até olhei na rodoviária, mas só tinha ônibus para a noite do dia seguinte. Aí a coragem já teria passado. Perguntei para 20 taxistas, e um topou me levar. Dei o famoso “mim acher”, mas estou com vergonha — explicou Lucas, usando uma gíria das redes que significa algo como “sair sem dizer para onde vai”.

O único motorista a topar a empreitada tinha uma condição: levar a mulher dele, ciumenta, na viagem. O estudante concordou, e os dois foram buscá-la antes de pegar a estrada. O valor do serviço foi combinado e pago com antecedência.

— Poderia ter ido para o México (com esse dinheiro), mas preferi Londrina — brincou.

Com vodka, cerveja e o “drink do capeta” no organismo, o jovem dormiu durante as oito horas do trajeto. Acordou a 18 minutos de Londrina, com travesseiro e cobertor no banco de trás. A mulher do taxista questionava se era ele o desaparecido cuja foto circulava nas redes com apelos da família. Parentes e amigos de Lucas compartilhavam mensagens pedindo informações. O pai de uma amiga teria mandado “fechar as fronteiras” para as buscas.

— A bateria do meu celular tinha acabado. E aí eu me perguntei onde eu estava. Acabei indo até o condomínio da minha avó, que ficou feliz quando me viu e quis me matar. Até chorou. Não recomendo a ninguém fazer o que eu fiz — lembrou Lucas.

 O estudante agora aproveita para curtir a companhia da avó em Londrina. Mas nada de táxi na volta: na terça ou na sexta-feira, o pai deve viajar ao Paraná para buscá-lo.

— Essa loucura saiu cara. Da próxima vez eu venho de Uber, que ia dar uns R$ 80 reais — brincou o estudante, grato pelo serviço do taxista: — Ele também foi doido de aceitar, né? Mas fez o que eu pedi (risos). Ele disse que eu fui um anjo na vida dele, estava cheio de contas atrasadas.

Ao relatar o episódio nas redes sociais, Lucas não imaginava que receberia tantas mensagens. Seu perfil no Facebook, por exemplo, recebeu centenas de solicitações de amizade. O dono de um bar de Londrina até convidou o jovem para passar a noite no estabelecimento.

— Não vou beber tão cedo. Tem que dar um tempo. Acho que bati o limite de loucura.

 

Deixe sua opinião!

LEAVE A REPLY