Filarmônica de Minas Gerais celebra os 100 anos de Santoro, os 150 anos de Roussel e recebe o violoncelista Asier Polo nos dias 14 e 15 de março

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Nos dias 14 e 15 de março, às 20h30, na Sala Minas Gerais, a Filarmônica de Minas Gerais celebra o centenário do brasileiro Claudio Santoro com a obra Brasiliana e os 150 anos deAlbert Roussel, com a estória de Baco e Ariadne, op. 43: Suíte nº 2violoncelista basco Asier Polo volta à Orquestra para interpretar o Concerto para violoncelo em si menor, op. 104, de Dvorák. A regência é do maestro Fabio Mechetti.

Antes das apresentações, entre 19h30 e 20h, o público poderá assistir aos Concertos Comentados. A convidada desta semana é Elise Pittenger, que já foi Principal Assistente de violoncelos da Filarmônica e é professora de violoncelo na Universidade Federal de Minas Gerais. As palestras são gravadas em áudio e ficam disponíveis no site da Orquestra.

Estes concertos são apresentados pelo Ministério da Cidadania e Governo de Minas Gerais e contam com o Patrocínio da ArcelorMittal por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

Repertório

 

Sobre Brasiliana

 

Claudio Santoro (Manaus, Brasil, 1919 – Brasília, Brasil, 1989) e Brasiliana (1954)

 

Nascido em Manaus em 1919, Claudio Santoro transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde passou a juventude, estudou música e formou-se violinista. No Rio, foi professor e integrou a Orquestra Sinfônica Brasileira. Em 1940, teve sua primeira obra editada e seus estudos com H. J. Koellreutter levaram-no ao atonalismo e à técnica dodecafônica, assim como ao movimento Música Viva, de que foi um dos membros mais atuantes. Foi a Paris em 1947 e estudou com Nadia Boulanger (composição) e Eugène Bigot (regência), a partir do qual começou a receber reconhecimento internacional. Dentre os prêmios recebidos fora do Brasil, em 1948 foi agraciado pela Fundação Lili Boulanger, cujo júri era composto por Stravinsky, Koussevitsky e Nadia Boulanger. No mesmo ano, participou do “Congresso de Compositores Progressistas” de Praga. Desde então, convicções político-ideológicas levaram-no a aderir à orientação estética do nacionalismo. Na década de 1950, Santoro recebeu o Prêmio Internacional da Paz, em Viena, e desenvolveu na Europa intensa atividade como regente, além de compor muito para cinema e criar a Orquestra de Câmara da Rádio MEC. No início dos anos 1960, abandonou a orientação nacionalista e voltou à composição atonal. A Brasiliana pertence à fase nacionalista do autor. Composta em 1954 enquanto vivia em São Paulo, a peça segue o modelo barroco dos três movimentos Allegro/Adagio/Allegro. Sua estreia ocorreu em 1958, com a Orquestra do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, sob regência do próprio compositor.

 

Sobre Baco e Ariadne

 

Albert Roussel (Tourcoing, França, 1869 – Royan, França, 1937) e Baco e Ariadne, op. 43: Suíte nº 2 (1930)

 

A música entrou tardiamente na vida de Albert Roussel, perto dos trinta anos. Foi somente depois de se aposentar da marinha francesa após oito anos de serviço que o compositor começou seus estudos na Schola Cantorum. Sete anos mais novo que Debussy, seis anos mais velho que Ravel, Roussel foi, por muitos anos, um discípulo de Debussy, além de carregar também uma certa inclinação a Wagner. Entretanto, sua fascinação pela Índia e pelo Extremo Oriente o ajudaram a encontrar seu próprio caminho. Em uma análise sobre o trabalho de Igor Stravinsky, é possível perceber as reflexões de Roussel a respeito de seu próprio trabalho: “Debussy deu à música obras primas incomparáveis, mas o seu tempo passou, e seus imitadores têm pouco a contribuir para a música do nosso tempo, como os imitadores de Wagner. Inquestionavelmente, foi Stravinsky quem nos mostrou o caminho para o futuro”. O opus 43 de Roussel é um clássico exemplo de seu estilo, em que, ambas, as habilidades teatrais e sinfônicas alcançam igual competência. A obra estreou em 22 de maio de 1931 na Ópera de Paris, coreografada por Serge Lifar. Idêntica ao segundo ato do balé, a Suíte nº 2 começa com o acordar de Ariadne.

Sobre o Concerto para violoncelo em si menor

 

Antonín Dvorák (Nelahozeves, República Tcheca, 1841 – Praga, República Tcheca, 1904) e Concerto para violoncelo em si menor, op. 104 (1894-1895)

 

Filho de um humilde artesão da aldeia de Nelahozeves, na Boêmia, Antonín Dvorák tornou-se doutor honoris causa pela Universidade de Cambridge, foi professor nos conservatórios de Praga e Nova York (1892 – 1895) e apresentou-se na Rússia, por indicação de Tchaikovsky. Sua vasta produção inclui nove sinfonias, óperas, peças para piano e para diversas formações camerísticas, grandes peças corais, além de três concertos — para piano, violino e violoncelo. O Concerto para violoncelo em si menor, op. 104 foi composto por encomenda do famoso violoncelista Hannus Wihan, durante o inverno de 1894-1895. É a última obra americana de Dvorák. Retornando logo depois à Tchecoslováquia, o compositor ficou muito abalado pela notícia da morte de sua cunhada, que fora seu primeiro amor e por quem tinha profunda afeição. Para homenageá-la, fez algumas alterações em sua partitura, acrescentando uma citação de um de seus Cantos, op. 82, justamente a canção predileta de Joséphine Kounicova. Nessa versão final, tão convincente, Dvorák aboliu a cadência que Hannus Wihan compusera para o concerto. A estreia ocorreu em Londres, em 19 de março de 1896, com o violoncelista Leo Stern (mais tarde, o próprio Wihan tornou-se um célebre intérprete da obra).

 

Maestro Fabio Mechetti

 

Diretor Artístico e Regente Titular da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais desde sua criação, em 2008, Fabio Mechetti posicionou a orquestra mineira no cenário mundial da música erudita. Além dos prêmios conquistados, levou a Filarmônica a quinze capitais brasileiras, a uma turnê pela Argentina e Uruguai e realizou a gravação de oito álbuns, sendo três para o selo internacional Naxos. Natural de São Paulo, Mechetti serviu recentemente como Regente Principal da Filarmônica da Malásia, tornando-se o primeiro regente brasileiro a ser titular de uma orquestra asiática.

Nos Estados Unidos, Mechetti esteve quatorze anos à frente da Orquestra Sinfônica de Jacksonville e, atualmente, é seu Regente Titular Emérito. Foi também Regente Titular das sinfônicas de Syracuse e de Spokane, da qual hoje é seu Regente Emérito. Regente associado de Mstislav Rostropovich na Orquestra Sinfônica Nacional de Washington, com ela dirigiu concertos no Kennedy Center e no Capitólio. Da Sinfônica de San Diego, foi Regente Residente. Fez sua estreia no Carnegie Hall de Nova York conduzindo a Sinfônica de Nova Jersey. Continua dirigindo inúmeras orquestras norte-americanas e é convidado frequente dos festivais de verão norte-americanos, entre eles os de Grant Park em Chicago e Chautauqua em Nova York.

Igualmente aclamado como regente de ópera, estreou nos Estados Unidos dirigindo a Ópera de Washington. No seu repertório destacam-se produções de Tosca, Turandot, Carmem, Don Giovanni, Così fan tutte, La Bohème, Madame Butterfly, O barbeiro de Sevilha, La Traviata e Otello.

Suas apresentações se estendem ao Canadá, Costa Rica, Dinamarca, Escócia, Espanha, Finlândia, Itália, Japão, México, Nova Zelândia, Suécia e Venezuela. No Brasil, regeu todas as importantes orquestras brasileiras.

Fabio Mechetti é Mestre em Regência e em Composição pela Juilliard School de Nova York e vencedor do Concurso Internacional de Regência Nicolai Malko, da Dinamarca.

Asier Polo, violoncelo

 

Asier Polo nasceu em Bilbao, na comunidade autônoma do País Basco, Espanha, onde desde cedo começou a se destacar entre os violoncelistas mais importantes de sua geração. Aperfeiçoou-se com Elisa Pascu, María Kliegel e Ivan Monighetti. Polo tem sido capaz de combinar a música moderna com o grande repertório tradicional, contemplando desde as Suítes de Bach, passando por concertos clássicos e românticos, até a música contemporânea. É detentor de vários prêmios, como o Ojo Crítico pela Radio Nacional da Espanha (2002) e o Prêmio Fundação CEOE de Interpretação Musical (2004). O músico gravou para selos importantes, como Claves, RTVE, Marco Polo e Naxos, executando peças de compositores como Usandizaga, Villa-Rojo, Escudero e Rodrigo. Atualmente, é professor no Centro Superior de Música del País Vasco.

SERVIÇO:

Série Presto

14 de março – 20h30

Sala Minas Gerais

Série Veloce

15 de março – 20h30

Sala Minas Gerais

  • Fabio Mechetti, regente
  • Asier Polo, violoncelo
  • SANTORO    Brasiliana
  • ROUSSEL      Baco e Ariadne, op. 43: Suíte nº 2
  • DVORÁK       Concerto para violoncelo em si menor, op. 104
  • Ingressos: R$ 46 (Coro) R$ 52 (Balcão Palco) R$ 52 (Mezanino), R$ 70 (Balcão Lateral), R$ 96 (Plateia Central) e R$ 120 (Balcão Principal) R$ 140 (Camarote par).
  • Meia-entrada para estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda e pessoas com deficiência, de acordo com a legislação.

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